ANÁLISE BÍBLICA DO CATOLICISMO ROMANO
POR,
PASTOR JOEL SANTANA
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Atualizado em dezembro de 2008
SUMÁRIO
PREFÁCIO À PRIMEIRA EDIÇÃO.................................................................... 4
PREÂMBULO.............................................................................................. 6
CAPÍTULO 1............................................................................................ 13
A HISTÓRIA DO CATOLICISMO................................................................... 13
1.1. Como e quando surgiu o Catolicismo................................ 13
1.2. Desfazendo sofismas................................................... 19
1.2.1. “Não adoramos aos santos”........................................ 19
1.2.2 “Deus mandou fazer imagens”...................................... 19
1.2. 3. “Os santos fazem milagres”........................................ 20
1.3. Está na Bíblia e na História Universal................................ 20
1.3.1. À luz da Bíblia e da História.......................................... 20
1.3.2. Inovações atuais....................................................... 22
1.3.3. Sinopse histórica em ordem cronológica.......................... 23
CAPÍTULO 2............................................................................................ 27
AS PRETENSÕES DO CLERO CATÓLICO......................................................... 27
2.1. “A Igreja Católica é a única Igreja de Cristo”..................... 27
2.2. “Fora da Igreja Católica não há salvação”......................... 29
2.3. “Infalíveis”................................................................. 31
2.4. São os únicos sucessores dos apóstolos........................... 34
2.5. Papa – o alicerce da Igreja............................................ 35
2.6. Sobre os títulos honoríficos do clero................................. 37
2.7. Donos da verdade....................................................... 39
CAPÍTULO 3............................................................................................ 42
CRIANÇAS NO LIMBO?!.............................................................................. 42
3.1. Expondo o que a “Igreja” diz......................................... 42
3.2. Refutando o que a Igreja diz......................................... 43
3.2.1. Primeira refutação...................................................... 43
3.2.2. Segunda refutação..................................................... 46
3.2.2.1. Incoerência nos catecismos...................................................................... 46
3.2.2.2. Desde quando?........................................................................................ 47
3.3. Criança não é filho de Deus mas é gente.......................... 48
3.4. O Vaticano II aboliu o Limbo?!........................................ 49
3.5. Convergência evangélica na divergência batismal................ 52
3.6. Uma palavra aos pais................................................... 53
CAPÍTULO 4............................................................................................ 54
O CATOLICISMO VERSUS BÍBLIA................................................................. 54
4.1. A Igreja Católica traiu a Bíblia......................................... 54
4.1.1. Adicionando-lhe os apócrifos......................................... 54
4.1.2. Igualando-a à tal de Tradição....................................... 57
4.1.3. Pondo-a abaixo da tal de Tradição................................. 57
4.1.4. Sujeitando-a às arbitrariedades dos papas....................... 58
4.1.4.1. Quanto à interpretação............................................................................. 58
4.1.4.2. Quanto à leitura........................................................................................ 58
4.1.4.3. Quanto à tradução................................................................................... 58
4.1.4.4. Quanto às distorções................................................................................ 58
4.1.5. Negando-a sorrateiramente......................................................................... 58
CAPÍTULO 5............................................................................................ 59
O FALSO PERDÃO E O RENTÁVEL PURGATÓRIO............................................. 59
5.1. Que diz a Igreja Católica?.............................................. 59
5.1.1. Dissertando sobre o “perdão” católico............................ 59
5.1.2. Exibindo as provas..................................................... 60
5.3. Os atravessadores do “perdão” católico........................... 66
5.4. Simonia: Eis o porquê do falso perdão e do Purgatório......... 67
5.4.1. Não é Bíblico............................................................. 67
5.4.2. Solapa a fé no arrebatamento da Igreja......................... 68
5.4.3. Induz à salvação pelas obras....................................... 68
5.5. Condena seus “inocentes” e absolve os culpados............... 70
5.6. Estou interpretando mal?............................................... 71
5.7. A diferença que faz diferença......................................... 77
CAPÍTULO 6............................................................................................ 82
ANÁLISE DA MARIOLOGIA CATÓLICA........................................................... 82
6 1. Literatura, santos , contos e outros gestos mariolátricos...... 85
6.1.1. O Livro de “Santo” Afonso........................................... 86
6.1.2. O livro do padre Albert................................................ 89
6.1.3. Panfletos mariolátricos................................................ 89
6.1.4. O Conto do padre Vilela............................................... 90
6.1.5. O clero recusa assumir o crime..................................... 90
6.1.6. Uma declaração papal................................................ 91
6.1.7. O concílio vaticano II decretou:..................................... 91
6.1.8. O catecismo ratifica.................................................... 91
6.1.9. “Santos” mariólatras................................................... 91
6.1.10. O parecer dos clérigos católicos................................... 93
6.2. O supremo culto a Maria............................................... 95
6 3. A casa de “Maria”........................................................ 98
6.4. Os “Honoríficos” Títulos de Maria.................................... 98
6.4.1. Nossa Senhora.......................................................... 98
6.4.2. Mãe de Deus.......................................................... 100
6.4.3. Imaculada............................................................. 102
6.4.4. Nossa Mãe............................................................. 105
6.4.5. Bendita entre as mulheres......................................... 106
6.4.6. Bem-Aventurada...................................................... 106
6.4.7. Rainha do Universo................................................... 106
6.4.8. Perpetuamente virgem.............................................. 107
6.4.8.1. “São seus parentes próximos”................................................................ 107
6.4.8.2. “Unigênito é primogênito”....................................................................... 109
6.4.8.3. O “Até” de Mt 1.25 não prova nada?..................................................... 110
6.4.8.4. Voto de castidade?!............................................................................... 112
6.4.8.5. À “Bíblia” finalmente.............................................................................. 112
“O Filho”............................................................................................................ 112
6 5. A “Virgem” e os carismáticos........................................ 113
6.6. Maria-de-menos e Maria-demais?!................................. 113
6 7. Maria: mulher hiper abençoada..................................... 115
6.7.1. A bênção da existência.............................................. 116
6.7.2. A bênção de ter um marido temente a Deus................. 116
6.7.3. A bênção de ser mãe............................................... 116
6.7.4. A bênção de ser serva de Deus.................................. 117
6.7.5. A bênção da humildade............................................. 117
6.7.6. A bênção do batismo no Espírito Santo......................... 117
6.7.7. A bênção de ser um exemplo de vida........................... 117
6.7.8. A bênção da salvação............................................... 118
6.8. Maria através dos séculos............................................ 118
6.9. A virgindade de Maria e a Arqueologia............................ 121
6.10. A respeito dos “milagres” da “virgem”........................... 122
6.11. Afinal, Maria salva ou não salva?................................. 123
6.11.1. “Maria não salva, pois Jesus é o único Salvador”........... 123
6.11.2. “Maria salva juntamente com Cristo”.......................... 123
6.11.3. “Maria é a principal Salvadora”................................... 124
6.11.4. “Maria é a única Salvadora”...................................... 124
CAPÍTULO 7........................................................................................... 127
OS 7 SACRAMENTOS............................................................................... 127
CAPÍTULO 8........................................................................................... 129
SOBRE A EUCARISTIA.............................................................................. 129
8.1. A postura evangélica.................................................. 129
8.2. Com a palavra o clero católico..................................... 130
8.3. Questionando as missas.............................................. 132
8.4. Uma flagrante contradição.......................................... 133
8.5. Divergências entre os clérigos sobre a transubstanciação.... 133
8.6. Outros absurdos........................................................ 134
8.6.1. Só comem o pão..................................................... 134
CAPÍTULO 9........................................................................................... 135
O CELIBATO ECLESIÁSTICO...................................................................... 135
9.1. A Bíblia é contra?....................................................... 135
9.2. Padre feiticeiro, sim; casado, não.................................. 136
9.3. As pirraças do Papa.................................................... 137
9.4. A idade do celibato na “Igreja”...................................... 138
9.5. Há padres que também pensam assim.......................... 138
9.6. Que pena!................................................................ 138
CAPÍTULO 10......................................................................................... 138
O RASTRO DO CLERO ATRAVÉS DOS SÉCULOS............................................. 139
CAPÍTULO 11......................................................................................... 142
O CATOLICISMO É PERIGOSO................................................................... 142
11.1. Para a família.......................................................... 142
11.1.1. Para os casais....................................................... 142
11.1.2. Para os nossos filhos............................................... 142
11.2. Para a sociedade...................................................... 143
11.3. Para os evangélicos?................................................. 145
11.4. Para os papas?........................................................ 147
11.5. Para a alma............................................................ 147
CAPÍTULO 12......................................................................................... 147
A IGREJA CATÓLICA É A 1ª IGREJA?........................................................... 147
CAPÍTULO 13......................................................................................... 160
O MATRIMÔNIO E O CATOLICISMO........................................................... 160
13.1. Divórcio: um mal às vezes inevitável............................. 160
13.2. E Romanos, capítulo sete?......................................... 160
13.3. E Mateus, capítulo dezenove?..................................... 161
13.4. Consideremos 1 Coríntios 7.10,11 e 39......................... 162
13.5. Os anticoncepcionais são proibidos?.............................. 163
13.6. Sempre foi assim?.................................................... 163
CAPÍTULO 14......................................................................................... 163
TENTANDO SAIR DA CRISE....................................................................... 163
14.1. O porquê da crise..................................................... 163
14.2. Os clérigos têm consciência da crise............................. 164
14.2.1. O papa reage........................................................ 164
14.2.2. Os padres aquiescem.............................................. 164
14.2.3. Imitando os evangélicos........................................... 165
14.2.4. avivando a idolatria................................................. 165
14.3.5. Incentivando ao ecumenismo.................................... 165
14.3.6. Ensinando o povo a rezar......................................... 168
CAPÍTULO 15......................................................................................... 169
COMO EVANGELIZAR OS CATÓLICOS......................................................... 169
15.1. Ame-os.................................................................. 169
15.2. Ore por eles............................................................ 170
15.3. Seja sábio............................................................... 170
15.4. Seja amigo............................................................. 170
15.5. Seja cortês e franco simultaneamente.......................... 170
15.6. Saiba como começar e quando parar............................ 171
15.7. Encoraje os católicos ao diálogo................................... 171
15.8. Modere suas críticas................................................. 171
15.9. Não se julgue dono da verdade................................... 172
15.10. Pregue o Evangelho................................................ 172
15.11. Peça sabedoria a Deus............................................ 173
EPÍLOGO............................................................................................... 173
NOTAS.................................................................................................. 175
BIBLIOGRAFIA........................................................................................ 176
PREFÁCIO À PRIMEIRA EDIÇÃO
É com muito prazer que tive o privilégio de ler este livro antes de sua publicação. Conhecendo o ministério ativo de seu autor, sua preocupação com os que se encontram ainda perdidos nas seitas, seu zelo em querer ser fiel às Sagradas Escrituras, não poderia ler senão uma excelente exposição dos erros doutrinários do grupo em questão – Catolicismo – confrontados com a simplicidade das Escrituras. Simplicidade essa da qual o Diabo quer tirar os servos de Deus (2 Co.11.3).
Dividida em 20 capítulos, a obra faz jus ao título, pois é escrita com a intenção clara de, baseada em fatos e documentações irrefutáveis, mostrar os equívocos que vêm sendo cometidos pela liderança católica ao longo dos séculos analisados à luz da Bíblia. Cada capítulo expõe de maneira objetiva os assuntos tratados, sejam históricos ou doutrinários. É uma obra completa ao abranger tantos e diferentes tópicos. Creio que com esta obra, com refutações tão bem sustentadas, os católicos não terão desculpas a apresentar para sustentar sua rebeldia em continuar no engano espiritual. Esta obra vem, portanto, coroar as demais lançadas anteriormente, e até se vale de algumas delas que são somadas a recentes pesquisas do autor.
O catolicismo sempre representou um desafio aos verdadeiros servos de Cristo. Enquanto os cristãos genuínos buscam somente a glória de seu amado Senhor, os seguidores do papa buscam uma glória efêmera e terrena onde são cultuados homens pecadores como todos os demais. Até quando os verdadeiros cristãos ficarão indiferentes a tão grande desafio? O ex-padre Agrício José do Valle, hoje pastor batista e professor no Seminário Teológico Sul-Brasileiro, em Vargem Grande Paulista – SP, além de conferencista por todo o Brasil, sempre afirma em suas pregações: “Se o Brasil é o maior país católico do mundo, por que os seminários evangélicos não priorizam o estudo do assunto? Por que não preparam melhor os futuros pastores e missionários para alcançarem seus ignorantes seguidores?”.
Faço minhas as suas palavras. Por quê? Quando da visita papal ao Rio de Janeiro, em 1997, meu nome surgiu, sem que eu quisesse, nas páginas de alguns jornais seculares. A razão foi o vazamento de uma informação que eu estaria evangelizando durante os eventos católicos. Uma revista evangélica sabia do fato e o passou para um jornal secular. Não lamento, não. Muito pelo contrário, eu fiquei feliz, pois, dessa forma meu testemunho foi divulgado. O intrigante é que alguns pastores evangélicos foram prestar solidariedade ao cardeal do Rio de Janeiro, porque os jornais estampavam notícias sensacionalistas a respeito do que eu iria fazer – “Evangélicos declaram guerra santa aos católicos”, e outras mais. Um desses pastores chegou a afirmar que se alguém fosse distribuir folhetos naquelas ocasiões seria preso com base em artigo da Lei Penal. Os pastores até rezaram o “padre-nosso” com o cardeal...
Por isso me alegro sobremaneira por ver o lançamento de mais uma jóia literária com o objetivo de alertar e despertar o povo para as incoerências do catolicismo romano. Feliz por saber que meu amigo, Pr. Joel Santana, não tem compromissos com homens que só pensam na glória terrena. Seu olhar está firmado naquele que é o Rei dos reis e Senhor dos senhores.
Possa esse livro culminar a obra de esclarecimento e despertamento de muitos corações. Possam seus leitores se sentirem equipados para tomarem decisões importantes. Sejam os evangélicos a manifestarem verdadeiramente seu amor para com os católicos, interessando-se por eles e por aquilo em que têm depositado sua esperança de salvação; Sejam os próprios católicos a tomarem a decisão mais importante de suas vidas – “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para que sejam apagados os vossos pecados, e venham assim os tempos do refrigério pela presença do Senhor”. Atos 3.19
Nos ternos laços do Calvário,
Paulo César Pimentel
Presidente do Centro de Pesquisas Religiosas (CPR)
Caixa Postal 950
25951-970 Teresópolis, RJ
Site do CPR: cpr.org.br
Teresópolis, 20 de Julho de 2002
PREÂMBULO
Dos muitos caminhos que conduzem ao Inferno, o mais palmilhado tem sido o das falsas religiões (Islamismo, Budismo, Hinduísmo...) e as seitas que se fazem passar por cristãs (Igreja Católica, Igreja Mórmon, Testemunhas de Jeová, Igreja Adventista do Sétimo Dia...), sem sê-lo de fato! Os falsos profetas existem e não são poucos (Mt 24.11a). Eles iludem a muitos (Mt 24.11b), e os ludibriados por eles vão com eles para o Inferno (Mt 15.14). Pesa, portanto, sobre os ombros dos verdadeiros cristãos, a árdua (embora sublime) missão de identificá-los, adverti-los, denunciá-los e desmascará-los. E tudo isto por amor: por amor a eles, às suas vítimas, à Igreja, e, sobretudo, por amor ao Senhor Jesus Cristo que nos confiou a semeadura da Palavra de Deus. É com estes nobres sentimentos - a consciência do dever e um profundo amor - que elaboramos este livro que o caro leitor ora nos dá a honra de apreciar.
O único padrão que nos permite aferir com precisão uma doutrina religiosa, é a Bíblia. Por isso nos estribamos unicamente nela, enquanto procedemos a análise do Catolicismo, objeto deste livro.
Caríssimo leitor, não permita que o preconceito o impeça de examinar todo este livro, pois é com muito amor e com todo o respeito que os católicos merecem que exteriorizamos aqui nossa sincera opinião acerca do Catolicismo. Logo, este livro não é uma crítica gratuita, tampouco um desabafo de um protestante revoltado. Enquanto redigimos estas linhas, as lágrimas nos vêm aos olhos. São lágrimas do amor cristão, que devem caracterizar todos os servos de Deus.
É certo criticar a religião alheia? Os clérigos católicos respondem positivamente a esta pergunta, já que eles têm emitido inúmeras críticas aos evangélicos. Senão, vejamos:
1) Num livro católico intitulado Por que estes ex-protestantes se tornaram católicos, editado por uma editora católica, com "aprovação eclesiástica" concedida pelo Bispo Dom João Evangelista Martins, que também o prefaciou com sobejos elogios, consta que certo Padre _ cujo nome não é revelado _, disse as seguintes palavras: "[...] o demônio foi o primeiro evangélico [...]. Sim... foi o primeiro evangélico" (MOURA, Jaime Francisco de. Por que estes ex-protestantes se tornaram católicos? São José dos Campos: Editora COMDEUS. 4 ed. 2007, pp. 89-90).
2) o Padre Euzébio Tintori, num Novo Testamento editado pela Pia Sociedade de São Paulo, por ele comentado, fez menção ao que ele chamou de “erros dos protestantes” (Apêndice, página 415);
3) o Padre André Carbonera tachou os evangélicos de burros, quando disse que é burrice não pedirmos a Maria e aos santos que roguem por nós;10
4) segundo o jornal O Dia, de 14/10/1991, o Papa João Paulo II disse que os evangélicos estão aliciando o povo, iludindo e semeando confusão;
5) o Padre Miguel Maria Giambelle escreveu um livro intitulado A Igreja Católica e os Protestantes, especialmente para “provar” que os evangélicos estão equivocados;
6) o padre Manoel Pinto dos Santos, em seu livro Protestantismo e Catolicismo, afirma à página 1 que o protestantismo é anarquia e falsidade;
7) o Padre Vicente Wrosz, em sua obra Respostas da Bíblia às Acusações dos “Crentes” Contra a Igreja Católica, da Livraria Editora Pe. Reus, 48ª Edição de abril/2000, afirma às páginas 13-17 e 26-28, que os pastores evangélicos, por não serem ordenados pelo Papa, não são qualificados e credenciados para este Magistério, mas apenas curiosos, razão pela qual não podem dar o corpo de Cristo aos membros de suas igrejas, visto não terem poder para tornar presente o sacrifício de Jesus na cruz, isto é, nós não temos poder para fazer uma bolacha virar Cristo. E, “à luz” de Jo 6.53 insinua que estamos mortos espiritualmente, por cujo motivo se “condói” de nós por não comermos a hóstia, dizendo: “Que pena que pela falta de fé no poder e no amor infinitos de Jesus, tantos 'crentes’ se afastaram desta árvore da vida ...”;
8) o Monsenhor Aristides Rocha, no livreto Os Erros ou Males principais dos “Crentes” ou protestantes, lançado sob seu imprimatur, afirma (já que foi ele quem emitiu o imprimatur) textualmente que os evangélicos não são crentes, e sim descrentes: “Em vez de ser denominados ‘crentes’, deviam os protestantes apelidar-se ‘descrentes’ ” (P. 4). Como o leitor certamente notou, tal qual o Monsenhor Aristides Rocha fizera, o Padre Vicente Wrosz aspeou o vocábulo crentes, constante de seus respectivos livros. E isso, por si só demonstra que ambos nos consideram como incrédulos.
9) O Bispo Afonso de Ligório, em seu livro Glórias de Maria (livro este aprovado pela Igreja Católica, como veremos no capítulo VI deste livro), afirma que quem não é devoto de Maria (e, como o leitor sabe, nós, os evangélicos, não o somos) está perdido, sem Cristo, nas trevas, tentando voar sem asas, sem a graça de Deus, e condenado ao sofrimento;
10) Veja o que disse o Padre D. Francisco Prada, em seu livro Novenário, 3ª edição de 1996, editado pela AM edições: a) à página 66 ele insinuou que nós, os evangélicos (por crermos que Maria se relacionava sexualmente com o seu esposo José), somos ignorantes e que denegrimos a mãe de Jesus. Disse ele: “Assim, aqueles que se prevalecem do Evangelho para denegrir a Virgem Santíssima dão provas de ignorância...”. Ele disse aqueles, sem determinar a quem se referia, mas pareceu-me claro, à luz do contexto, que se trata de uma refutação aos evangélicos; b) Prada disse mais: [...] “Nossa Senhora, tão ultrajada pelo ódio dos ímpios e pela omissão e indiferença de alguns que ainda se dizem cristãos”. (Ibidem, página 40, grifo nosso); c) e, como se não bastasse, vejamos mais essa do padre D. Francisco Prada: “Diante do aspecto sombrio que [...] apresenta o mundo [...], vítima da invasão das seitas protestantes” [...] (Ibidem, página 72);
11) Vociferou o Padre Leonel Franca: [...] “no século XVI, a reforma protestante, negando dogmas essenciais do cristianismo e proclamando o livre exame e a independência individual em pontos de doutrina religiosa, teve também sua natural e funesta repercussão” [...] (FRANCA, Leonel. Noções de História da Filosofia. Rio de Janeiro: Livraria Agir Editora. 21 ed. 1973, p. 122, grifo nosso);
12) O Padre D. Estêvão Bettencourt, em seu livro Crenças, religiões, igrejas & seitas: quem são?, 6ª edição, publicado pela editora O Mensageiro de Santo Antônio, julho de 2003, prefaciado com sobejos elogios pelo então Bispo de Santo André/SP (Dom Cláudio Hummes), critica inúmeras religiões e, inclusive, diversas igrejas evangélicas. Eis alguns dos muitos exemplos: a) Crítica às Assembléias de Deus: Referindo-se aos assembleianos, disse que os mesmos crêem “facilmente em ‘visões’, ‘revelações’, ‘sonhos proféticos’, que levam a praticar curas, ditar normas de comportamento, profetizar... Pode-se dizer que a euforia e a sugestão, os afetos e emoções são o alimento principal desse tipo de religiosidade pouco crítica, muito predisposta a intuir o portentoso” (página 49. O grifo é nosso, mas as reticências constam do original). “Pouco crítica”, é uma maneira educada de tachar os membros das Assembléias de Deus, de ingênuos, néscios, estultos e outros termos equivalentes; b) Crítica às Igrejas Metodistas: [...] “o metodismo tem seus ‘bispos’ no sentido impróprio da palavra, pois lhes falta o essencial, ou seja, a sucessão apostólica” (Ibidem, p. 28). Vê-se, pois, que o Padre Estêvão Bettencourt tem a mesma opinião do Padre Vicente wrosz, supracitado, a saber, que os pastores evangélicos, por não serem ordenados pelo Papa, nada mais são que curiosos, e não pastores na verdadeira concepção deste termo, isto é, não somos devidamente qualificados e credenciados para o Santo Ofício Pastoral; c) Crítica a todas as igrejas evangélicas: São muitas as igreja evangélicas. E, exceto no que diz respeito aos pilares da fé cristã, não há unanimidade entre nós em termos doutrinários. E o clero católico vê nisso uma prova cabal de que as igrejas evangélicas não são instituídas por Cristo. Sim, os clérigos católicos pregam que a falta de unanimidade entre os protestantes, prova que as igrejas evangélicas são obra humana e não divina. Firmam-se nisso para sustentarem que as igrejas evangélicas não são guiadas pelo Espírito Santo. E o Padre Dom Estêvão Bettencourt não destoa desse parecer. São dele estas palavras: “A razão dessas múltiplas reformas não será o fato mesmo de que nenhuma delas é realmente guiada pelo Espírito Santo, mas todas são obra meramente humana?” (Ibidem, p. 24).
***
Neste livro, nem sempre uso o vocábulo “crítica” na sua moderna, popular e picante definição de “retaliação” ou “malhação da vida alheia”. Antes o uso também na sua conceituação etimológica. Como bem observou a Drª em Filosofia, Marilena Chaui, “Em geral julgamos que a palavra ‘crítica’ significa ser do contra, dizer que tudo vai mal, que tudo está errado, que tudo é feio ou desagradável. Crítica é mau humor, coisa de gente chata ou pretensiosa que acha que sabe mais que os outros. Mas não é isso que essa palavra quer dizer.
“A palavra ‘crítica’ vem do grego e possui três sentidos principais: 1) capacidade para julgar, discernir e decidir corretamente; 2) exame racional de todas as coisas sem preconceito e sem pré-julgamento; 3) atividade de examinar e avaliar detalhadamente uma idéia, um valor, um costume, um comportamento, uma obra artística ou científica“... (CHAUI, Marilena. Convite à Filosofia. São Paulo: Editora Ática. 13 ed. 1ª impressão, São Paulo. 2003, p. 18).
Certo católico me disse que discorda tanto dos clérigos católicos que criticam os evangélicos, quanto dos pastores que criticam a Igreja Católica. "O certo", disse ele, "é cada um ficar na sua". Então eu lhe disse: "Você está sendo incoerente, visto que enquanto o Padre critica o Pastor, e o Pastor critica o Padre, você critica os dois. Sim, você está sendo flagrado fazendo exatamente o que você diz que os Pastores e os Padres devem parar de fazer: criticar". A todos os católicos que acham que é errado criticar, informo: Os Padres e seus superiores hierárquicos (Bispos, Arcebispos, Cardeais e Papas) não pensam assim.
Quem fala do que não entende, é preconceituoso; e quem silencia diante do erro, é covarde. Quem cala consente. Eu e os clérigos católicos concordamos com estas máximas, por cujo motivo somos recíprocos quanto às críticas. Eu e os Padres não concordamos com os que dizem que é errado criticar, e os achamos incoerentes, embora os respeitemos.
***
Além das obras acima citadas, dispomos de outros livros de autoria de clérigos católicos, nos quais a Maçonaria, o Espiritismo, a Igreja Universal do Reino de Deus, e tantas outras instituições religiosas, são qualificadas como falsas. Estão eles errados por isso? Sendo suas críticas infundadas ou não, o direito de exteriorizarem suas opiniões não lhes pode ser negado. Não estou reclamando de suas críticas, e sim demonstrando que os padres não têm moral para queixar de minhas refutações à Igreja Católica. Se eles podem nos criticar, por que nós não poderíamos fazer o mesmo? E se nós podemos criticar a Igreja Católica, porque eles (os clérigos católicos) não poderiam nos criticar? Os direitos são iguais, não é mesmo? E, se os argumentos deles forem convincentes, devemos nos retratar. E o mesmo deve fazer o caro leitor, quanto ao conteúdo deste livro. Examine-o com ávido interesse e, se os nossos argumentos lhe parecerem fracos, rejeite-os; e se forem convincentes, abrace-os; mas de modo algum nos odeie. Não nos queira mal.
Ora, quem critica tem que estar aberto às réplicas. Ao réu tem que ser dado o direito de defesa. Logo, o clero católico nos deve a leitura deste livro, assim como nós, os evangélicos, devemos aos clérigos do Catolicismo, a apreciação de seus escritos contra a nossa fé. E, ao transcrever de diversas obras católicas os textos acima, provo que já estou lendo os livros dos católicos. Espero, pois, que os católicos dispensem a mim o mesmo tratamento, lendo-me.
Este livro não é uma revanche às críticas dos clérigos católicos ao movimento evangélico, visto que pagar na mesma moeda nunca foi atitude cristã. O que se pretende através destas linhas é estender a mão amiga aos católicos. Pretendemos tão-somente ajudá-los. Estamos cheios de amor, e vazios de animosidade.
Provamos neste livro que a Igreja Católica está pregando que:
1) a Igreja Católica é a única Igreja de Cristo. E, portanto, fora dela não há salvação para os que sabem disso;
2) a missão de Jesus não é salvar os pecadores, mas sim, julgá-los e puni-los. Quem tem por ofício nos salvar, é Maria, não Cristo;
3) as estátuas de Maria podem chorar, sorrir, sangrar, exalar fragrância e até falar;
4) Maria morreu para nos salvar, ressuscitou dentre os mortos e subiu ao Céu em corpo e alma, onde, como Rainha junto ao Rei, intercede por nós junto a Cristo. Aliás, a suposta ressurreição de Maria já é doutrina de fé, mas ainda não é artigo de fé, isto é, dogma. Logo, se algum católico crer que ela foi assunta ao Céu, sem passar pela morte, não será, por isso, excomungado;
5) Maria, a quem o Pai deu o ofício de nos salvar, é:
1 a verdadeira medianeira entre Deus e os homens;
2 a única advogada dos pecadores;
3 nosso único refúgio;
4 a salvadora da humanidade;
5 a porta de acesso ao Céu, pela qual, todos os que se salvam, têm que passar;
6 a escada do Paraíso;
7 o caminho que conduz a Deus;
8 nossa Co-redentora;
9 nossa Senhora;
10 nossa Mãe; etc.
6) Sobre o perdão dos pecados, a Igreja Católica prega o seguinte:
1 o perdão dos pecados não anula a sentença do pecador, mas tão-somente diminui a pena; por cujo motivo, para cada pecado perdoado há uma pena a ser cumprida. Logo, o perdoado não poderá entrar no Céu sem antes cumprir a pena devida pelo pecado já perdoado. Além disso, ter-se-á que se tornar perfeito;
2 a pena devida pelo pecado já perdoado pode ser cumprida neste mundo através de boas obras e/ou sofrimentos. Mas, se não for cumprida aqui na Terra, sê-lo-á no além-túmulo, no estado chamado purgatório;
3 há um expediente chamado indulgência, que se divide em duas: plenária e parcial. Esta diminui a pena que o perdoado tem que cumprir antes de entrar no Céu; e aquela elimina todas as marcas deixadas pelo pecado já perdoado. Portanto, a menos que o portador de uma indulgência plenária ainda não tenha se tornado perfeito, à morte irá direto para o Paraíso Celestial.
7) Os recém-nascidos não-batizados não são filhos de Deus, mas sim, escravos do poder das trevas e estão debaixo do poder do Maligno. E, se morrerem sem o batismo, vão para um lugar onde não podem ver a face de Deus. Neste lugar, tais criancinhas vivem um estado chamado Limbo, do qual talvez possam sair um dia;
8) Sobre a Bíblia, a Igreja Católica prega o que se segue:
1 só o Papa pode interpretar corretamente a Bíblia. E sua pronunciação ex-cátedra é isenta de todo e qualquer erro. Logo, quando, neste caso, nossa interpretação não coincide com a dele, invariavelmente o erro está em nós. E, sendo assim, todos, inclusive os bispos, devem duvidar da autenticidade de possíveis conclusões pessoais opostas à pronunciação ex-cátedra de Sua Santidade, já que, neste caso, o Papa é infalível;
2 a Bíblia dos evangélicos é incompleta e indigna de confiança. É incompleta porque não contém os Deuterocanônicos, que eles chamam de Apócrifos; e é indigna de confiança porque não desfruta do IMPRIMATUR de uma autoridade católica, isto é, o próprio Papa ou um Bispo ordenado pelo sucessor de São Pedro;
3 a Bíblia, além de conter erros, não é a única fonte de fé do cristão, visto que Deus nos deu também a Tradição (isto é, a pregação de Jesus Cristo que não foi escrita, mas transmitida oralmente através dos séculos, pelo clero da Igreja católica) e o infalível Magistério da Igreja (o Papa e os Bispos), o único encarregado por Deus de interpretá-la corretamente;
4 embora a Bíblia e a Tradição constituam “um só sagrado depósito da Palavra de Deus”, a Tradição está acima da Bíblia;
5 os Bispos também são infalíveis na interpretação da Bíblia, mas só enquanto em comunhão com o Papa. Conseqüentemente, se um bispo pronunciar contra uma declaração ex-cátedra de Sua Santidade, demonstrará, com isso, que já não está em comunhão com o sucessor de São Pedro; e que, portanto, não deve ser seguido, visto estar claro que já perdeu o carisma de infalibilidade com a qual Cristo dotou o Magistério da Igreja;
6 diferentemente dos Bispos e seus superiores hierárquicos, os Padres não são infalíveis, pois não receberam de Deus o ofício de interpretar a Bíblia, mas sim, o de repetir aos ouvidos de seus fiéis, o que foi decidido pelo infalível Magistério da Igreja. E aos leigos compete acatar, sem questionar, visto que nenhuma das pronunciações ex-cátedra de Sua Santidade, está em discussão;
9) o pão (hóstia) da Eucaristia (que nós, os evangélicos, chamamos de Santa Ceia do Senhor), devido à transubstanciação, não é um símbolo do corpo de Cristo, mas sim, o próprio Jesus. A hóstia é Jesus Cristo completo, com Seu corpo, Sua alma, Seu sangue, Sua divindade... Santo Tomás de Aquino cria que até os ossos, nervos, e tudo o mais, de Cristo, estão presentes na hóstia. E a esse “jesus” transubstanciado, também chamado de Jesus Eucarístico, os clérigos católicos prestam o culto supremo de adoração, devido somente a Deus, já que Cristo é Deus, e a hóstia é Cristo. Ademais, embora esteja escrito na Bíblia “coma deste pão e beba deste cálice”, os Papas definem, com sua autoridade apostólica, que beber o vinho não é necessário aos fiéis leigos, podendo ser bebido apenas pelos clérigos;
10) os espíritos dos mortos podem se comunicar com os vivos e até pedir missas;
11) embora o apóstolo Paulo tenha dito que “convém que o Bispo seja marido de uma só mulher”, do que se depreende que havia Bispos casados na Igreja Primitiva, decidimos _ com a nossa autoridade apostólica _ por conferir o Sacramento da Ordem somente aos que optam pelo celibato. E para tanto nos respaldamos no próprio apóstolo Paulo, que também reconheceu que o celibato é o que há de melhor para os vocacionados ao Santo Ofício Pastoral;
12) um casamento autêntico _ isto é, celebrado por um Padre, dentro dos moldes do Catolicismo _, só será desfeito mediante a morte de um dos cônjuges. Logo, os que, nesta condição, se divorciaram _ mesmo por terem sido traídos por seus respectivos cônjuges adúlteros _ e contraíram novas núpcias, estão em pecado de adultério. E Jesus asseverou que os adúlteros não herdarão o Reino de Deus. Portanto, os tais não podem (até que se corrijam) comer a hóstia;
13) o culto que a santa Igreja Católica presta a Maria e aos demais santos, quer direto, quer indiretamente (através de suas imagens), não é um ato idolátrico _ como erroneamente o supõem os protestantes _, já que não cultuamos aos deuses, e sim, aos santos. O culto às imagens dos santos difere do culto aos deuses, praticado pelos pagãos e proibido pelas Sagradas Escrituras.
Não é difícil perceber a grande diferença existente entre o culto aos deuses, prestado pelos pagãos, e o culto que nós, os católicos, devotamos à Mãe de Deus e aos demais santos. Ao culto a Maria e aos demais santos, chamamos, respectivamente, de hiperdulia e dulia; ao passo que ao culto de adoração devido só a Deus, damos o nome de latria. Sim, não adoramos aos santos, mas tão-somente lhes prestamos culto, isto é, veneração. Realmente, só Deus é digno de adoração. E, por isso mesmo, só tributamos o culto latrêutico, a Deus.
***
As heresias acima e outras mais, são analisadas e refutadas neste livro à luz da Bíblia e da razão.
Não duvidamos que o prezado e respeitável leitor esteja suspeitando da possibilidade de provarmos o que dissemos acima. Todavia, esteja certo que podemos sim, provar que não estamos caluniando. É razoável concluir que ninguém ousaria fazer tão graves denúncias sem estar devidamente documentado. Atente para o fato de que nossas denúncias são facilmente verificáveis, pois informamos nossas fontes, indicando os nomes das obras literárias das quais fazemos as transcrições, bem como suas páginas, editoras, nomes de seus autores e datas das edições respectivamente. Além disso, sabemos que calúnia é crime e dá cadeia. Logo, se não temêssemos a Deus, temeríamos pelo menos a justiça dos homens.
Usamos de muita franqueza neste livro, mas nunca faltamos com o respeito aos católicos. Não os tachamos de burros. Até porque não cremos ser este o caso. Preferimos crer que os católicos estão enquadrados em 2Co 4.4.: “... o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo...”. Neste livro sou franco e às vezes até bravo, mas nunca desrespeitador.
O leitor verá que o Catolicismo não é uma instituição cristã, na verdadeira concepção do termo; antes, trata-se de um sistema idolátrico, mariolátrico, blasfemo..., a serviço de Satanás.
Para conhecermos com profundidade as doutrinas da Igreja Católica, foi-nos necessário examinar a literatura dessa seita; assistir a diversas missas; ler vários livros escritos por ex-padres; entrevistar ex-adeptos de renome, etc. Vejamos, pois, nas páginas seguintes, o que conseguimos colher dessas searas; e, assim, nos certifiquemos, com farta documentação, da autenticidade de tudo quanto acima afirmamos, acerca do Catolicismo Romano.
A 1ª edição deste livro veio a lume em janeiro de 2003, e é constituída de 20 capítulos, distribuídos em 195 páginas, enquanto na segunda edição só constam 15 capítulos. Tal se dá porque o capítulo 7 foi incorporado ao capítulo 1; os capítulos 13 e 19, ao capítulo 5; e os capítulos 16 e 17, ao capítulo15. Embora o número de capítulos da 2ª edição tenha diminuído, a mesma não sofreu nenhuma redução em seu conteúdo; pelo contrário, foi consideravelmente ampliada, razão pela qual o número de páginas foi elevado para mais, a saber, 232 páginas. Outrossim fazemos constar que a presente edição também foi contemplada com melhorias relevantes, isto é, novas adições deveras dignas de atenção, e que o número de páginas está alterado para menos porque estamos usando letras menores.
A Inspiração Verbal e Plena, que permitiu a composição da Bíblia Sagrada, não existe mais. Não há, pois, nenhum livro infalível, além da Bíblia. Logo, se você encontrar neste livro alguma coisa que lhe parecer incorreto, queira nos comunicar. Sua observação será avaliada, e, se for convincente, prometemos ceder. Ao invés de nos odiar e perseguir, tente nos convencer do que você considera um erro. Talvez você consiga. Saiba, porém, que a nossa postura é a mesma de Martinho Lutero, o qual, mesmo sabendo que sua intransigência com o clero católico podia custar-lhe a própria vida, asseverou que só se retrataria se seus oponentes conseguissem convencê-lo que ele estava equivocado. Sim, este autor não está disposto a trair sua consciência e negar a Cristo. Prove-nos à luz da Bíblia e da História Universal que nossa pronunciação é inexata, e daremos as mãos à palmatória. Esta é a única maneira de calar a boca de um homem comprometido com Deus. Doutro modo, nem mesmo o martírio nos silenciará, visto que nosso sangue continuará gritando às consciências, como bem atesta a História dos Mártires do verdadeiro Cristianismo.
Não confunda “católico” com “Catolicismo”. Este autor desdenha o Catolicismo, não os católicos. Estes são aqui alvos de nosso amor.
Não é fácil fazer a pronunciação constante deste livro. O que está na moda é dizer que todas as religiões são boas, que todos somos filhos de Deus, etc. Logo, portar-se de outro modo é andar na contra-mão. Mas, que importa, se Jesus, Nosso Salvador, Mestre e Arquétipo também bateu de frente com esse sistema corrupto?
A quem se destina este livro? Resposta:
A) Aos católicos sinceros que estejam dispostos a abandonar a Igreja Católica, caso alguém lhes prove, como dois mais dois são quatro, que a Igreja Católica é uma religião falsa. Se a única exigência que você faz para sair da Igreja Católica, é que alguém lhe prove que ela é uma falsa igreja, a leitura deste livro marcará o fim de sua permanência no Catolicismo. Certamente há pessoas de bom senso neste mundo que, por isso mesmo, não aceitariam ingressar numa religião da qual já tenham obtido provas de que são ridículas, bem como sairiam às pressas de uma seita (caso já tenham ingressado nela), na qual detectassem heresias de perdição;
B). aos evangélicos que desejam angariar maior conhecimento para evangelizar os católicos com mais eficiência. Você pode presentear os católicos com exemplares desta obra, e/ou argumentar à base do conhecimento obtido com o estudo deste compêndio que elaborei por amor aos católicos.
A quem não se destina este livro? Resposta: Se você é desses que nem Cristo consegue provar alguma coisa, então não perca o seu tempo lendo este livro. Vá dormir, se divertir, ou fazer qualquer outra coisa que lhe agrade.
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Sugerimos que você não pague com ódio e perseguições, o amor que este autor devota aos católicos. Se você se julga cristão, saiba que o ódio não vem de Deus. Talvez você duvide do nosso amor, mas Deus sabe que o autor destas linhas não está mentindo.
CAPÍTULO 1
A HISTÓRIA DO CATOLICISMO
1.1. Como e quando surgiu o Catolicismo
Quando o Senhor Jesus veio ao mundo, já existiam muitas religiões: Budismo, Confucionismo, Hinduísmo, Zoroastrismo, o paganismo greco-romano e outras. Muitos dos religiosos de então acreditavam em muitos deuses como Minerva, Diana, Baco, etc. Em meio a essas trevas tão medonhas raiou a luz, a saber, Jesus. A maioria o rejeitou, mas milhares creram nEle, surgindo assim o que Ele chamou de Igreja, isto é, o conjunto dos seus discípulos. Inicialmente os discípulos de Jesus se organizaram em igrejas locais e independentes. Daí lermos na Bíblia: A igreja que está em Filadélfia, a igreja que está em Laudicéia, a igreja que está em Éfeso, etc., como se pode ver nos capítulos 2 e 3 do Apocalipse. Claro, esta independência era relativa, visto que confraternização e cumplicidade nunca faltaram entre os verdadeiros cristãos. A união que havia entre os cristãos de então, especialmente até o início do Século II, era similar à que há hoje entre as diversas denominações evangélicas: somos independentes e divergentes, mas unidos, cúmplices e convergentes em Cristo. Mais tarde, visando dificultar a infiltração de heresias na Igreja, os cristãos tiveram a brilhante idéia de se organizar em forma de uma federação de igrejas, semelhantes às convenções de hoje: CBB, CBN, CGADB, etc., à qual deram o nome de Igreja Católica, isto é, Igreja Universal. Ainda bem cedo, esta associação mundial de igrejas passou a ser supervisionada por cinco bispos eleitos entre os demais: O Bispo de Roma, o de Jerusalém, o de Antioquia, o de Constantinopla e o de Alexandria. Algum tempo após, o Bispo da igreja que estava em Roma assumiu a liderança dessa união de igrejas (Robert Hastings Nichols. História da Igreja Cristã. páginas 47-49, 63-64). Foi a essa união de igrejas que, no início do 4º século, o Imperador Constantino adotou (de fato, e não de direito) como religião oficial* do Império Romano. Ao fazer isso, esse Imperador, além de pôr fim às perseguições que há 4 séculos diversos imperadores romanos vinham promovendo contra a Igreja, concedeu à referida associação de igrejas, inúmeras vantagens patrimoniais, financeiras e morais. A igreja “oficial” veio, pois, a ser a religião da moda, de status, rentável. E, partir daí, o Cristianismo tornou-se desejável a muitos dos que antes o rejeitavam. Assim, muitos pagãos interesseiros se tornaram cristãos de fachada.
Vejamos algumas transcrições que corroboram a exposição acima:
A. Rui Barbosa, famoso expoente da nossa cultura, escreveu sobre esse casamento da Igreja com o Império Romano, casamento este que se deu sob a influência do ímpio Constantino, que matou a esposa, o filho, seu cunhado e dois de seus sobrinhos. Disse o Dr. Rui: “O imperador não batizado” [ele se refere a Constantino] “recebe o título de bispo exterior, julga e depõe bispos; convoca e preside concílios; resolve sobre dogmas. Já não era mais esta, certo, a igreja dos primeiros cristãos. Estes repeliriam como sacrilégio as monstruosas concessões ao odioso absolutismo dos imperadores, as homenagens ao déspota que se ensangüentou com a morte de dois sobrinhos, do cunhado, do filho e da mulher, e que, enquanto recebia reverência nas basílicas cristãs, aceitava adoração como Deus nos templos do paganismo. Adquiriu a Igreja influência temporal; mas a sua autoridade moral decresceu na mesma proporção; de perseguida tornou-se perseguidora; buscou riquezas, e se corrompeu; derramou sangue, para impor silêncio à heterodoxia; e, sujeitando o espírito à letra, iniciou esse formalismo, que foi o primeiro sintoma de sua decadência, e se não se suprimir, por uma reforma que a aproxime da sua origem, há de ser a causa final de sua ruína” (LOPES, Hernandes Dias. O Papado e o Dogma de Maria. São Paulo: Hagnos. 1 ed. 2005, p. 63, citando Janus. O Papa e o Concílio. Rio de Janeiro: Elos. 3 ed. p. 24. Grifo nosso);
Sem dúvida, foi esse conhecimento histórico sobre a origem do Catolicismo Romano, bem como de seu desenvolvimento no decorrer dos séculos, que levou Rui Barbosa, grande estadista brasileiro, exímio escritor, ardoroso abolicionista, irreversível defensor da liberdade religiosa (Oh!. Quanto lhe devemos!), orador inflamado, jurisconsulto de peso, o famoso Águia de Haia, de saudosa memória, a afirmar que a Igreja Católica “não é uma religião mas uma política, e a mais viciosa, a mais sem escrúpulos, a mais funesta de todas as políticas” (JANUS. O Papa e o Concílio. São Paulo: Livraria Acadêmica Saraiva & Cia. – Editores. 2 ed. 1930, p. 14. Traduzido em português e prefaciado por Rui Barbosa de Oliveira).
Observações: 1) O Papa e o Concílio não foi publicado por uma só editora, como demonstrado nos dois últimos parágrafos acima; 2) as palavras do Dr. Rui, acima transcritas, constam do referido prefácio de sua autoria.
B. O horroroso quadro acima exposto por Rui Barbosa, piorou, quando “Logo após o reinado de Constantino, seu filho decretou a pena de morte e o confisco de propriedade, para todos os adoradores de ídolos...” (HURLBUT, Jesse Lyman. História da Igreja Cristã. Editora Vida, 8ª impressão de 1995, página 80). Esse gesto arrogante (Refiro-me à intolerância religiosa) também foi praticado por “Santo” Agostinho (defensor de várias doutrinas erradas [sucessão apostólica, salvação através da referida associação intitulada Igreja Católica, mariolatria, oração pelas almas dos mortos, sincretismo entre Cristianismo e paganismo, etc.], das quais algumas fazem parte do Catolicismo até hoje. Aliás, muitos de nossos teólogos sustentam que até nós, os evangélicos, herdamos algo de Agostinho. Segundo eles, herdamos, por exemplo, a tal de predestinação, conhecida também por Calvinismo, defendida por algumas de nossas igrejas. Sabemos que essa não é uma questão de vida ou morte, visto estar claro que é possível sermos salvos crendo ou não nesse ensino. Porém, sabemos que a maioria dos evangélicos rejeita o fatalismo agostiniano). Sim, Agostinho, embora tenha ensinado muitas coisas boas, foi, entretanto, suficientemente estulto para sancionar o uso da força imperial para obrigar os donatistas a retornarem à Igreja Católica (Cf.: Robert Hastings Nichols. História da Igreja Cristã, op. cit. página 61);
C. O Imperador Teodósio I deu continuidade à intolerância religiosa encabeçada pelo referido filho de Constantino, a saber, Constantino II, O Jovem (Robert Hastings Nichols. História da Igreja Cristã, op. cit., páginas 83-84);
D. Também na obra intitulada História das Religiões, de Chantepie de La Saussaye, editada pela Editorial “Inquérito” Ltda, Lisboa/Portugal, edição de 1940, consta que “Teodósio... suprimiu o culto pagão em todos os lugares e de maneira absoluta. Os ... funcionários receberam por toda a parte ordem de perseguir o culto pagão; os cristãos fanáticos tiveram toda a liberdade de o combater pela violência. Assim desapareceu o paganismo...” (páginas 819-820);
E. E a junção dessas duas coisas (as regalias que a partir de Constantino foram conferidas às igrejas confederadas, somadas ao triste fato de que essa associação de igrejas tornou-se religião imposta pela força imperial) fizeram desse “cristianismo” a religião da maioria. Mas essa maioria era cristã apenas nominalmente. No fundo, eles eram apenas pagãos disfarçados de cristãos. Esses falsos cristãos fizeram o sincretismo do paganismo com o Cristianismo, implantando no seio da mencionada associação de igrejas, o culto aos santos e a Maria, bem como outras inovações, donde surgiu o que hoje conhecemos pelo nome de Catolicismo. Sim, leitor, "Depois que o Cristianismo se impôs e dominou em todo o império, o mundanismo penetrou na igreja e fez prevalecer seus costumes” (Jesse Lyman Hurlbut,. História da Igreja Cristã. São Paulo: Editora Vida, 8ª edição, 1995, página 83);
F. Exatamente em alusão à mistura de que tratamos aqui, ocorrida a partir de Constantino, afirmou o Pastor J. Cabral: “Podemos considerar que aquele momento marcou o início do catolicismo romano” (Religiões, Seitas e Heresias, Universal Produções _ Rio de Janeiro/RJ, 4ª edição, 3ª tiragem, 2000, página 80);
G. Sim, foi inspirando-se no paganismo que surgiu o culto aos santos e aos anjos (dulia) e à Maria (Hiperdulia) até hoje praticado pela Igreja Católica. O Pastor Ralph Woodrow, acima citado, registrou: A fim de aumentar o prestígio do sistema eclesiástico apóstata, os pagãos foram recebidos dentro das igrejas independente da regeneração pela fé, e foram permitidos abertamente reter seus signos pagãos e símbolo” (Babilônia: a Religião dos Mistérios, página 51). Sim, segundo obras católicas em nosso poder, dulia e hiperdulia (ou hyperdulia) são termos usados pelo Catolicismo para, respectivamente, designar o culto aos Santos e a Maria. Eis um exemplo: "A eminência do culto a Maria foi expressa pelo Concílio de Nicéia II, em 787, mediante o termo 'hyperdulia' (superveneração), ao passo que os demais Santos são cultuados em 'dulia' (veneração)" (BETTENCOURT, Estêvão. Católicos Perguntam. Santo André: O Mensageiro de Santo Antônio. 2004, p. 103).
Podemos provar que os chefões da Igreja Católica sabem que o que afirmamos acima é a expressão da verdade e dão fé. Senão, vejamos estes exemplos:
Primeira prova) “Tornou-se fácil transferir para os mártires cristãos as concepções que os antigos conservaram concernente aos seus heróis. Esta transferência foi promovida pelos numerosos casos nos quais os santos cristãos tornaram-se os sucessores das divindades locais, e o culto cristão suplantou o antigo culto local. Isto explica o grande número de semelhanças entre deuses e santos” (Enciclopédia Católica [Em inglês],Volume 9, páginas 130 e 131, art. “Legends”. Citado em Babilônia: a Religião dos Mistérios, de Ralph Woodrow, Associação Evangelística, página 35).
Segunda prova) Referindo-se ao assunto em questão, diz o Padre Luiz Cechinato“...Os Batismos eram dados em massa. Ser cristão tinha virado moda. A igreja ganhava na quantidade e perdia na qualidade. De pequenas comunidades, a Igreja passou a ser multidão” (Os Vinte Séculos de Caminhada da Igreja, página 77, 4ª edição, Editora Vozes, 2001).
Terceira Prova. Tenho em meu poder uma apostila elaborada pela Escola Pastoral Catequética da Arquidiocese do Rio de Janeiro, que também confirma, à página 32, o que aqui denunciamos. Veja: “A Igreja sai das perseguições e encontra liberdade. Isso é facilitado pela chegada do Imperador Constantino, que não só dá liberdade à Igreja, mas a torna religião oficial com o Edito de Milão. A Igreja fica muito ligada ao poder temporal. Os povos conquistados assumiam a fé da Igreja. Muita coisa surgiu de errado, quando o poder temporal passou a mandar em certos setores da Igreja, ou então quando as autoridades da Igreja se uniam aos poderes temporais” (Não cito aqui o título da obra porque a mesma não foi intitulada. Grifo nosso). É uma pena que se “esqueceram” de registrar que:
1) Os erros que surgiram nos dias de Constantino são perpetuados pela Igreja Católica até os nossos dias;
2) Tais erros se avolumam cada vez mais;
3) A “Igreja” que emergiu de tal barafunda não se caracteriza como Igreja de Cristo.
***
O paganismo foi adaptado ao Cristianismo da seguinte maneira:
a) Sabe-se que os politeístas tinham (e têm) um deus para cada coisa, bem como para cada país e cidade e, às vezes, até para cada rua. E é porque existe uma “igreja” que se casou com o paganismo que São Jorge é o padroeiro da Inglaterra, Nossa Senhora Aparecida é a padroeira do Brasil, Nossa Senhora de Guadalupe é a padroeira da América (e em particular, do México), São Sebastião é o padroeiro do Rio de Janeiro, etc. E quem nunca ouviu falar de Santo Antônio casamenteiro, São Cristóvão condutor dos motoristas, São Longuinho das coisas perdidas, Santa Luzia oftalmologista, Santa Edwiges dos endividados, etc.?;
b) Os pagãos ajoelhavam diante das estátuas de seus deuses, e rogavam suas bênçãos. Como bem o disse também o erudito Pastor Abraão de Almeida, os pagãos recorriam aos semideuses, pois criam que os mesmos intercediam aos deuses pelos seus pedintes (ALMEIDA, Abraão de. Babilônia, Ontem e Hoje. Rio de Janeiro: CPAD - Casa Publicadora das Assembléias de Deus. 4 ed., 1984, pp. 57-63). É por isso que os católicos, prostrados ante as estátuas de seus “santos”, imploram: “Rogai por nós”. Geralmente os católicos fazem isso sem conhecimento de causa, mas a verdade solene é que essa nunca foi uma prática genuinamente cristã. Para se chegar a essa conclusão, basta ler a Bíblia. Nesta encontramos, com a devida aprovação de Deus, que nós, os vivos, oremos uns pelos outros. Logo, eu posso orar por você, bem como pedir a você que ore por mim, mas esta cumplicidade tem que cessar tão logo um de nós dois parta deste mundo. Não há nenhum registro bíblico de um servo de Deus pedindo ao seu irmão que morrera, que rogasse por ele. Logo, não foi lendo a Bíblia que o clero católico aprendeu a rezar aos seus ídolos chamados santos. Certo defensor do Catolicismo disse-me que os católicos não oram aos santos , e sim com os santos, porém, é inegável que pedem aos espíritos dos que já morreram que roguem por eles e que isso nunca foi praticado pelos servos de Deus, segundo a Bíblia. Ademais, se eles realmente não oram aos santos, e sim, com os santos, devem dizer também que não oram a Deus, e sim, com Deus. Isso é brincadeira de mau gosto.
c) Segundo alguns autores, até mesmo algumas estátuas dos deuses do paganismo foram adotadas pelos “cristãos” paganizados (ou melhor, pelos pagãos “cristianizados”), como, por exemplo, a estátua do deus Júpiter, que até hoje se faz passar por São Pedro, na famosa Basílica de São Pedro; o deus Baco que teve seu nome trocado por São Baco; e a estátua da deusa Diana que tornou-se estátua de Nossa Senhora. Estas denúncias constam da obra Roma Sempre a Mesma, da autoria do ex-Padre Hipólito Campos, e do livro “Será Mesmo Cristão o Catolicismo Romano?”, de autoria do Pastor Hugh P. Jeter, publicado pela Editora Betel, 2ª impressão / 2000. Este diz à página 73: “O édito de tolerância de Constantino, que tornou o cristianismo, a religião preferida, atraiu a afluência de milhares de adeptos das religiões pagãs. Essas pessoas foram portadoras de muitas de suas crenças, superstições e devoções pagãs. Sua adoração a Ísis, Isthar, Diana, Atena, etc. foi transferida a Maria. Dedicaram-lhe estátuas e se ajoelharam diante delas, orando como haviam feito antes às deusas pagãs. Às imagens de seus antigos deuses eram dados agora nomes de seus santos (Grifo nosso).
d) Há quem diga ainda que a estátua de bronze do deus Júpiter foi derretida e reaproveitada na confecção da estátua de São Pedro;
e) O historiador Severino Vicente da Silva, professor na UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), disse: “As deusas celtas foram absorvidas pela figura de Maria. Onde houve anteriormente à chegada do cristianismo um culto mais organizado em torno de uma divindade feminina, Maria surge como uma intermediária entre as culturas que se chocam” (revista Galileu, editada pela Editora Globo, dezembro de 2003, nº 149, página 22);
f) Ainda segundo consta da página 23 da revista Galileu supracitada, a historiadora Claudete Ribeiro de Araújo, do Centro de Estudos de História da Igreja na América Latina, afirmou que “o culto mariano nasceu ...como substituto da adoração à Grande Mãe, uma figura que pode ser encontrada em várias religiões e culturas pagãs” (Ênfase acrescentada);
g) “Tudo o que ele” (isto é, o paganismo) “continha, quanto a elementos vivos, passara ao cristianismo, que, desde então, abundantemente provido de pensamentos e de fórmulas greco-romanas, se encontrava em condições de desempenhar a sua missão no mundo” (História das Religiões, op. cit. Página 820);
h) Referindo-se à fusão do Cristianismo com o paganismo, fusão esta que redundou no que hoje conhecemos pelo nome de Catolicismo Romano, diz a obra Série Apologética: “Dessa forma, o culto aos santos e a Maria substituiu o dos deuses e deusas do paganismo” (ICP _ Instituto Cristão de Pesquisas _, Volume I, página 74).
i) O erudito Pastor José Gonçalves, professor de grego e hebraico, membro da Comissão de Apologia da CGADB _ Convenção Geral das Assembléias de Deus no Brasil _, à página 15 do jornal “Mensageiro da Paz” _ órgão oficial das Assembléias de Deus _, novembro de 2005, nº 1.446, referindo-se ao culto a Maria disse: “Um fato relevante a ser destacado é que essa doutrina, com suas diferentes versões, era desconhecida dos cristãos primitivos. Até mesmo os teólogos católicos romanos reconhecem esse fato”. E a seguir, como prova de sua afirmação, transcreve do livro O Culto a Maria Hoje, publicado pela Edições Paulinas (editora católica), o seguinte: [...]“Não podemos dizer que a veneração dos santos _ e muito menos a da Mãe de Cristo _ faça parte do patrimônio original” (Citado também na Bíblia Apologética, ICP Editora, página 102, nota sobre Êx. 20: 4-5 que, por sua vez, também nos reporta ao livro O Culto a Maria Hoje, 3ª edição de 1980, página 33, Edições Paulinas, cujo autor principal é o senhor Wolfgang Beinert).
A afirmação acima, constante da última transcrição, não é herética, mas nos leva às seguintes reflexões:
1ª) não se harmoniza com o que foi definido durante o Concílio do Vaticano II (cujas decisões estão em pleno vigor, já que, depois disso não houve outro Concílio Ecumênico), visto que, nesse Sínodo, referindo-se ao culto a Maria se disse com todas as letras: “Este culto ... sempre existiu na Igreja ... (Concílio do Vaticano II, Editora Vozes, 29ª edição/2000, página 111, § 66);
2ª) se a veneração dos santos e da mãe de Cristo, não faz parte do “patrimônio original”, então os apóstolos não possuíram esse “bem”. E, sendo assim, podemos dispensar as testemunhas, visto que o réu confessou o crime;
3ª) Será que essas contradições não se destinam a fazer com que o dito fique pelo não dito, exatamente para nos confundir? Pensem nisso os sinceros!
Do que vimos até aqui, certamente está claro que podemos responder à pergunta “Como e Quando Surgiu o Catolicismo?”, que deu título a este tópico, dizendo que o Catolicismo é o resultado de uma fusão do Cristianismo com o paganismo. O Catolicismo é obra dos “cristãos” inovadores do quarto século da Era Cristã, como demonstramos acima. Não é possível sabermos o exato momento em que a a sobredita associação de igrejas se descaracterizou como uma igreja de Cristo, visto que o Diabo foi entrando devagar, ou seja, sua degeneração se deu progressivamente. Hoje, porém, não pode haver dúvida de que essa comunidade não é cristã, na verdadeira concepção do termo. O Catolicismo é paganismo gospel, ou seja, paganismo cristianizado. O Catolicismo é inovação. E exibi amostras de que não sou o único a pensar assim. Antes sou ladeado por peritos de grande envergadura, tanto evangélicos, quanto não-evangélicos. Sou ombreado até por sumidade do quilate do Dr. Rui Barbosa. E só para citar mais um exemplo, trago à tona que o erudito Pastor norte-americano N. Lawrence Olson registrou: " [...] a falsa religião [...] introduz [...] uma doutrina adulterada no meio dos homens. Foi isto mesmo que aconteceu [...] quando a igreja tornou-se o que vemos hoje na Igreja Católica Romana, cheia de invencionices, como a mariolatria, a adoração aos santos, o celibato, a infalibilidade papal, celebração de missa, salvação pelas boas obras, etc." (N. Lawrence Olson. O plano divino através dos séculos. Rio de Janeiro: CPAD. 8 ed. 1986, p. 15).
1.2. Desfazendo sofismas
São muitos os argumentos aparentemente corretos, mas que camuflam veladamente heresias de perdição. Abaixo veremos alguns desses argumentos.
1.2.1. “Não adoramos aos santos”
Os católicos não se julgam idólatras. Crêem que não cultuam aos deuses, mas sim aos santos. Esse culto é, segundo eles, apenas uma veneração aos santos. Todavia, esse sincretismo é, de fato, idolatria disfarçada. O autêntico Cristianismo não pode ser paganizado. O Cristianismo nasceu para influenciar, não para ser influenciado. O povo de Deus não tem um santo para cada coisa, e sim, um Santo para todas as coisas, a saber, São Jesus (Sl 121.1-2). Qualquer igreja que imita o paganismo é pagã-gospel.
Se uma determinada igreja evangélica argumentasse assim: “Bem, os macumbeiros oferecem galinha preta aos orixás, nós, porém, vamos oferecer galinha branca a Jesus; eles, os macumbeiros, põem suas oferendas nas encruzilhadas, mas nossas oferendas serão postas no interior de nossos templos, em meio a hinos de louvor ao Senhor; ademais, nossos sacrifícios não serão para fazer e desmanchar ‘trabalho’, mas para salvação dos espíritas”. Perguntamos: Não seria isso uma macumba-gospel? Esse sincretismo agradaria ao Senhor? Obviamente que não! Então o Catolicismo não agrada a Deus.
1.2.2 “Deus mandou fazer imagens”
Já tivemos a desdita de ver muitos católicos se escudando em Êxodo 25.18; 26.1;1 Reis 6.23; 8.7; Hebreus 9.5; Números 21.8,9, enquanto “veneravam” os seus “santos”. É que estes versículos registram que Deus mandou fazer dois querubins (categoria de anjos) de ouro, bem como uma cobra de metal. Mas eles precisam saber que realmente não é pecado fazer imagens de escultura. Pecado é prostrar ante seus pés para pedir algo aos “santos” por elas “representados”. Há, pelo menos, três provas bíblicas de que as coisas sãos assim:
1ª) Embora seja verdade que em Nm 21.8-9 possamos ler que Deus mandou fazer uma cobra de bronze, não podemos esquecer que em 2 Reis 18.4, está escrito: “Ele destruiu os altos, esmigalhou as estátuas, e deitou abaixo os bosques, e fez em pedaços a serpente de metal que Moisés tinha fabricado: porque os filhos de Israel até então lhe haviam queimado incenso: e a chamou Nohestan” (versão católica Figueiredo). A interpretação é que os israelitas idolatraram a estátua que Deus mandara fabricar, razão pela qual, o fervoroso e zeloso servo de Deus, que foi Ezequias, a fez em pedaços. Ora, o fato de a Bíblia não nos ensinar a rezar aos mortos (santos), somado a outro fato igualmente relevante de que essa prática se inspira no paganismo, é motivo mais que suficiente para rejeitarmos isso. Imitemos Ezequias!
Mesmo como que entre parênteses, não podemos deixar de fazer constar que, por dizer Jesus que “E do modo porque Moisés levantou a serpente, assim importa que o Filho do homem seja levantado, para que todo o que nele crê tenha a vida eterna” (João 3.14-15), nos leva a crer que a serpente hasteada por Moisés tipificava a crucificação de Cristo. E a cura miraculosa que se dava ao simples gesto de olhar a serpente levantada (Números 21.8,9), fala da simplicidade da salvação em Cristo, por meio da fé (Efésios 2.8), sem o auxílio das obras (Efésios 2.9), embora seja para as obras (Efésios 2.10). Como está escrito: “Olhai para mim, e sede salvos, vós, todos os termos da terra; porque eu sou Deus e não há outro” (Isaías 45.22 – ARA).
2ª) O que nos leva a crer que o Catolicismo é um sistema idolátrico, não é apenas o fato de os católicos se ajoelharem diante dos seus “santos” (se bem que só isso bastaria), mas também o fato de rezarem a esses “santos ”. Assim os católicos seriam idólatras ainda que não usasse uma só estátua. Os católicos só deixarão de ser idólatras quando orarem como o povo de Deus tem orado através dos séculos: direto a Deus e exclusivamente a Deus (Mateus 6.9-13; Atos 1.24-25; 7.59-60; 4,24-30; 2 Coríntios 12.8; Apocalipse 22.20; João 15.16; 14.14; Gênesis 4.26; 18.23-32; 24.12-14; 25.21; 28.20-22; Juizes 16.28, etc.).
3ª) Realmente não se pode negar que Deus mandou confeccionar imagens de escultura, mas também é inegável que Ele proibiu essa prática em Êx 20.4. Certamente este aparente paradoxo se explica informando que Deus não se opõe ao uso de imagens, contanto que tais estátuas não sejam imagens dos deuses e usadas no culto às divindades pagãs. Neste caso devem ser rejeitadas e desdenhadas (Sl 115 [versões protestantes]), e não adaptadas ao culto cristão, como a Igreja Católica vem fazendo desde o 4º século da Era Cristã. Sim, leitor, arranjando um “santo” para cada coisa e prostrando aos pés das suas imagens para suplicar bênçãos, os católicos não estão repudiando o paganismo, e sim, ajustando-o ao Cristianismo. E só não seria assim se eles pudessem mostrar na Bíblia que os profetas, Jesus e os apóstolos ensinaram isso.
1.2. 3. “Os santos fazem milagres”
Geralmente os católicos fazem referências aos milagres dos “santos” para se defenderem. Mas, Apocalipse 16.19; 2 Tessalonicenses 2.9; Apocalipse 13.13 e Mateus 24.24 provam que não é bom negócio nos conduzirmos cegamente por milagres. Os católicos precisam saber que há muitos “prodígios” no Kardecismo, na Umbanda, no Candomblé, no Espiritismo europeu, na Igreja Messiânica Mundial, no Budismo, bem como em muitas outras religiões e seitas. Estão todas certas?
1.3. Está na Bíblia e na História Universal
1.3.1. À luz da Bíblia e da História
Já dissemos e provamos à luz da Bíblia e da História que os “cristãos” fizeram uma mistura de Cristianismo com o paganismo e que desse sincretismo surgiu o que hoje se conhece pelo nome de Igreja Católica Apostólica Romana, a qual, através do que seus adeptos chamam de culto aos santos e às imagens, perpetua o paganismo. Isto já está provado. Provamos inclusive que o clero católico não ignora isso. Contudo, voltamos a exibir provas de que esta afirmação é feita baseada na História Universal e também na Bíblia. A História Universal nos fala da mitologia greco-romana, babilônica, africana, etc., segundo as quais existia (e em alguns lugares ainda existe) um deus ou deusa para cada coisa, enquanto a Bíblia nos dá os nomes de alguns desses deuses, confirmando a História. Ei-los: Dagom (Juízes 16.21-30), Moloque (1 Reis 11.7), Diana (Atos 19.23-37), Rainha do Céu (Jeremias 7.18; 44.17), etc.
É bom lembrarmos que a Bíblia não ensina que as almas dos mortos salvos estejam em condição de ouvir as nossas orações e repassá-las para Cristo. Onde está escrito na Bíblia que Maria, a mãe de Jesus, ou quaisquer outros servos de Deus tenham recebido, ao morrerem, o atributo da onipresença? Claro, para que tais santos atendam as orações dos seus devotos, que de todas as partes do mundo oram a eles simultaneamente, necessário se faz que sejam onipresentes ou dotados de onisciência, para deste modo tomarem ciência lá do Paraíso Celestial, onde estão, das preces de seus pedintes, bem como para se certificarem se seus orantes estão ou não orando com fé, já que a Bíblia diz que sem fé não se obtém a graça pedida. Logo, sendo esse negócio de orar a Maria, ou a qualquer cristão canonizado pelos papas, uma doutrina estranha à Bíblia, nos resta saber de onde veio isso. E, como já vimos, veio do paganismo. Não foi lendo a Bíblia que os católicos aprenderam isso. É por isso que os padres não cessam de citar a tal de “Tradição” para se defenderem, quando, empunhando Bíblias, anunciamos que o Catolicismo não é bíblico. Ora, é muito estranho Deus não ensinar uma única vez, em toda a Bíblia, o livro que se proclama completo (Apocalipse 22.18,19), capaz de nos preparar para toda a boa obra (2 Timóteo 3.14-17), e nos conduzir à vida eterna (Jo 20.30-31), a mediação dos santos. Não é isso curioso?. É, sim, muito lógico concluirmos que, se os servos de Deus que morreram, estão em condição de ouvir as nossas rezas e repassá-las para Cristo, como o ensinam os padres, que essa doutrina esteja exarada nas páginas da Bíblia. Mas, pasme o leitor, a Bíblia não ensina isso nem mesmo vagamente. Pelo contrário, a Bíblia nos diz que Abraão nem mesmo nos conhece, isto é, ele nem sabe que existimos (Is 63.16). Essa doutrina é oriunda da arbitrariedade dos papas que, dizendo-se infalíveis em matéria de doutrina, se vêem no direito de pregar o que bem entendem. Mas, como disse Jesus, “se um cego guiar o outro, ambos cairão no barranco” (Mateus 15.14). Logo, não os sigamos, pois do contrário, cairemos no buraco com eles, isto é, iremos com eles para o Inferno.
Cremos piamente que se os santos estivessem em condição de atuar como medianeiros entre Cristo e nós, que isso teria sido registrado na Bíblia, visto estar escrito que “o Senhor Jeová não fará coisa alguma sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas” (Amós 3.7). Sim, se Deus elevou os santos a medianeiros, então Ele mandou os profetas registrar isso. E, se isso não está registrado, é porque se trata duma doutrina espúria. Isto é o que diz Amós 3.7, acima transcrito. Isaías 8.20 também revela que toda doutrina tem que estar respaldada pela Bíblia. Caso contrário, é sofisma: “À Lei e ao Testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra nunca verão a alva”.
Uma prova de que não é um procedimento cristão orar aos santos, pedindo a eles que roguem por nós, é o fato de o povo de Deus nunca ter recorrido a esse expediente uma só vez sequer. Talvez alguém alegue a possibilidade desse fato ter ocorrido, sem, contudo, ter sido registrado. Mas o registro de inúmeras orações bíblicas, das quais citamos uma minúscula parte em 1.2.2, é prova cabal de que não podemos admitir tal possibilidade nem mesmo remotamente. Por que não encontramos um só versículo falando da mediação dos santos? Por que os apóstolos não oraram uma só vez a Isaías, a Malaquias, a Ezequiel, a Elias, a Moisés, a Abraão, a Abel, a Noé e assim por diante? E se oraram aos profetas, por que não foi registrado? E, se alguém disser que tais rezas constam só da Tradição, perguntamos: Por que Deus empreenderia selecionar, para fins de registro, somente as orações a Ele? Será que não se está inventando moda? Vale a pena fazer isso? Lembre-se: Provamos acima que o que Deus quer que saibamos para sermos salvos e servirmos a Ele como convém, está registrado na Bíblia. Logo, a Bíblia nos basta.
Antes da degradação datada do IV século, que deu origem ao Catolicismo, já existiam alguns “cristãos” pregando heresias de arrepiar, como o batismo pelos mortos (século I [1Co 15.29]), a libertinagem (século I [Jd 4]), a negação da ressurreição (século I [2Tm 2.18]), orações à “Mãe de Deus” (século III), etc. Logo, o que ocorreu no início do 4º século não foi o surgimento das heresias entre os cristãos, mas sim, o aumento do número de falsos cristãos entre os fiéis, o que facilitou a inserção das heresias no corpo de doutrinas da sobredita Associação de Igrejas.
Os líderes da referida Associação de Igrejas tornaram-se mais tarde tão endiabrados que, além de coagir os pagãos à conversão ao “cristianismo” (como vimos acima), passaram a matar os cristãos que ousavam discordar de suas esdrúxulas doutrinas. Sim, o “cristianismo” oficial, cujos líderes (papas) durante séculos exerceram autoridade até sobre muitos reis e governadores, promoveu fortes perseguições aos verdadeiros cristãos. Criou-se uma tal de “Santa Inquisição”, que de santa só tinha o nome, para julgar e torturar até à morte os verdadeiros cristãos, bem como todos os que divergissem da religião oficial, que a essa altura tornara-se conhecida pelo nome de Igreja Católica Apostólica Romana. Referindo-se a isso, disse o Doutor Marcos Bagno: “...Como se sabe... depois da instituição do cristianismo como religião oficial do império romano...Quem se desviasse desses dogmas era acusado de heresia e condenado às mais diversas punições, como o exílio, a prisão, a tortura e a morte na fogueira...” (Marcos Bagno. Preconceito Lingüístico, 23ª edição, abril de 2003, Edições Loyola: São Paulo, página 156. Ênfase no original [Obs.: O Dr. Marcos Bagno pronunciou assim de passagem, pois o livro de sua autoria, do qual fazemos esta transcrição, versa sobre o vernáculo português, e não sobre a Igreja Católica).
Como sabemos, o Império Romano Mundial não mais existe. Mas a referida “igreja” inovadora tem um pequeno (porém muito rico) país chamado Vaticano.
Os “cristãos” inovadores não se limitaram às inovações que eles trouxeram no início do 4o século, como veremos neste e nos demais capítulos deste livro.
No século XVI, os “cristãos” inovadores sofreram um violento golpe, pois alguns de seus líderes, lendo a Bíblia, concluíram que estavam enganando e sendo enganados. E por isso pregaram dentro das igrejas católicas o que alguns grupos cristãos já vinham fazendo há séculos, em meio às torturas e morte nas fogueiras da “Santa” Inquisição. Os papas tentaram e tentam refrear este movimento, mas não conseguem, porque “O SENHOR DOS EXÉRCITOS ESTÁ CONOSCO”, afirmam os integrantes deste mover de Deus!
1.3.2. Inovações atuais
Apesar do violento golpe acima mencionado, os “cristãos” inovadores teimam em inovar cada vez mais o conjunto das Doutrinas da fé cristã. Veja estes exemplos:
1) o Papa João Paulo II era da opinião de que a Teoria da Evolução, ou seja, o Darwinismo (segundo a qual o homem veio do macaco), é uma verdade que não colide com as doutrinas católicas.1 Ora, entendo os darwinistas e compreendo os cristãos, mas cristã- darwinista, essa não!
2) no jornal O Globo, de 28/08/1998, podemos ler o que se segue: “A Santíssima Trindade pode estar com os seus dias contados. Em seu lugar, a Igreja Católica estuda a proclamação da quarta pessoa da divindade, a Virgem Maria, em pé de igualdade com o Pai, o Filho e o Espírito Santo. No novo‘Quarteto Sagrado’ proposto, Maria teria papéis múltiplos: filha do Pai, mãe do Filho e esposa do Espírito Santo.” É verdade isso? Não sei. O Padre Dom Estêvão Bittencourt disse que não, mas o fez sem exibir qualquer prova de que o O Globo tenha faltado com a verdade. Ademais, não me consta que a Igreja Católica tenha reivindicado (judicial ou cavalheiramente) o direito de resposta que, por lei é assegurado aos que se sentem caluniados. E isso é sintomático, visto que um artigo desses depõe contra a Igreja, o que lhe confere não só o direito, mas também, e principalmente, o dever moral e, sobretudo, espiritual de se defender. Logo, não somos obrigados a crer se suas palavras são ou não, a expressão da verdade. Contudo, vejamos o que ele disse: “Jamais a Teologia católica pensou em justapor Maria ao lado das três Pessoas da SSma. Trindade” [...]. (“Polêmica cega”. Pergunte e responderemos. Rio de Janeiro, Lúmen Christi, 44, mar. 2003, P. 136-138). Atentemos ainda para o fato de que “onde há fumaça há fogo”, segundo um velho adágio. E, sendo assim, será que um dia o clero dos cristãos inovadores dirá: Eu te batizo em nome do Pai, do Filho, do Espírito Santo e da Virgem Maria?! Deus queira que não. Tomara que Dom Estêvão Bittencourt esteja certo, quando afirmou que “Jamais a Teologia católica pensou em justapor Maria ao lado das três Pessoas da SSma. Trindade” [...], e que a Igreja Católica jamais faça o que, segundo o conceituado jornal em lide, denuncia quanto à suposta (?) pretensão de transformar a Trindade em Quarteto, pretensão esta, inexistente, segundo o Padre Dom Estêvão Bittencourt. Tomara que deveras não haja um grupo de católicos tentando inserir mais essa inovação no corpo de doutrinas que constitui o Catolicismo.
Muitos já nos disseram que os católicos não têm para com as estátuas dos santos, de Maria e de Jesus, veneração superior à que os evangélicos têm para com as fotos dos seus parentes e amigos. Porém, os clérigos do Catolicismo têm pregado que tais imagens choram, sorriem, exalam fragrância, falam, sangram2 e assim por diante. E isso com o apoio do Vaticano. Por exemplo, o Vaticano está apoiando a campanha intitulada Vinde Nossa Senhora de Fátima, Não Tardeis, segundo a qual, a estátua de Nossa Senhora de Fátima já chorou 14 vezes.3 Conta-se, segundo o ex-Padre Aníbal, de saudosa memória, que a estatueta de Nossa Senhora Aparecida fugiu do oratório três vezes. Além disso, em abono à crença de que várias estátuas de Maria têm chorado por este mundo afora, um livro católico, publicado com permissão eclesiástica, registra as seguintes palavras do Papa João Paulo II: “Se a Virgem chora, isto quer dizer que tem seus motivos”.4 Contudo, alguns católicos às vezes tentam se defender, dizendo que a crença de que as imagens de Maria choram, é um ato isolado, próprio dos católicos nominais mal informados, pelo qual não é justo, pois, que a Igreja responda. Certamente foi querendo dizer isso que o Cardeal-arcebispo Dom Aloísio Lorscheider afirmou: “Eu não acredito em imagem de Nossa Senhora que chora. Os bobos correm atrás disso, pois não sabem quantas mutretas há por trás de coisas assim” (revista Veja, 22/05/91). Depois do que já vimos, porém, essa declaração não inocenta os católicos; antes equivale a dizer que os clérigos católicos (os padres, os bispos, os arcebispos, os cardeais, e até o próprio Papa João Paulo II) são, das duas uma: bobos ou mutreteiros, considerando que essa crendice tem sido apoiada por eles, como acima provamos.
1.3.3. Sinopse histórica em ordem cronológica
Abaixo faço constar um sinopse histórica em ordem cronológica das principais heresias da Igreja Católica.
[...]
Em 370, principia-se o uso dos altares e velas. Pelo fim do século IV, o culto dos santos foi introduzido por Basílio de Cesaréia e Gregório Nazianzeno. Também apareceu pela primeira vez o uso do incenso e turíbulo na igreja, pela influência dos prosélitos vindos do paganismo.
Em 400, Paulino de Nola ordena que se reze pelos defuntos, e ensina o sinal da cruz feito no ar.
Em 590, Gregório, O Grande, origina o purgatório.
Em 607, o assassino Imperador Phocas dá ao Bispo de Roma o direito de primazia universal sobre a cristandade, depois do II Concílio de Constantinopla.
Em 609, o culto à Virgem Maria é obra de Bonifácio IV, e a invocação dos santos e anjos é posta como lei da igreja.
Em 670, começa a falar-se em latim a missa, língua morta para o povo, pelo papa Vitélio.
Em 758, Cria-se a confissão auricular pelas ordens religiosas do Oriente.
Em 787, no segundo Concílio de Nicea convocado a instâncias da infame imperatriz Irene, foi estabelecido o culto às imagens e a adoração da cruz e relíquias dos santos.
Em 795, o incenso foi posto por lei nas cerimônias da igreja por Leão III
Em 803, foi criada a festa da Assunção da Virgem pelo concílio de Magúncia
.Em 818, aparece pela primeira vez, nos escritos de Pascácio Radberto, a doutrina da transubstanciação e a missa
EM 884, o papa Adriano III aconselha a canonização dos “santos”
Em 998, é estabelecida a festa aos mortos, “dia de finados’’ por Odilon.
Em 1000, a confissão auricular generaliza-se e os ministérios e os ministros da igreja arrogam para si o célebre “Ego te Absolvo’’. A missa começa a chamar-se sacrifício. E organizam-se as peregrinações (romarias).
Em 1003, o papa João XVI aprova a festa das almas “fiéis defuntos’’ que Odilon criara primeiro.
Em 1059, Nicolau II cria o colégio dos cardeais “conclave’’.
Em 1074, o papa Gregório VII, aliás Hildebrando, decreta obrigatório o celibato dos padres.
Em 1075 o referido Gregório VII exigiu que os padres casados se divorciassem de seus cônjuges e abandonassem seus filhos.
Em 1076, é declarada a infalibilidade da igreja pelo mesmo papa.
Em 1090, Pedro, o Ermitão, inventa o rosário.
Em 1095, Urbano II cria as indulgências plenárias.
Em 1125, aparece pela primeira vez nos cânones de Leão, a idéia da imaculada conceição de Maria, porém, São Bernardo de Clairvaux refutou tal idéia.
Em 1164 Pedro Lombardo enumerara 7 sacramentos; enquanto que Jesus Cristo ordenara apenas dois.
Em 1200, o Concílio de Latrão impõe a transubstanciação e confissão auricular.
Em 1227, entra a campainha na missa por ordem de Gregório IX.
Em 1229, o concílio de Toulouse estabelece a inquisição, que foi confirmada em 1.232 por Gregório X, e logo entregue aos dominicanos. Este mesmo concílio proíbe a leitura da Sagrada Escritura, ao povo.
Em 1264, Urbano IV determina pela primeira vez a festa do corpo de Deus (Corpus Christi).
Em 1300, Bonifácio VIII ordena os jubileus.
Em 1311, inicia-se a primeira procissão do S. Sacramento.***
Em 1317, João XXII ordena a reza “Ave Maria’’.
Em 1360, começa a hóstia a ser levada em procissão.***
Em 1414, o concílio de Constança definiu que na comunhão, ao povo deve ser dada a hóstia somente, sendo o cálice (copo) reservado para o padre. Os concílios de Pisa, Constança e Basiléia declararam a autoridade do Concílio superior à autoridade do Papa.
Em 1438, o Concílio de Florença abre a porta ao purgatório que Gregório, o Grande, havia anunciado.
Em 1546,o Concílio de Trento definiu que a Tradição é tão valiosa como a própria Palavra de Deus. E aceitou os livros apócrifos como canônicos.
Em 1854, Pio IX proclama o dogma da imaculada conceição de Maria.
Em 1870, o Concílio do Vaticano I, declara a infalibilidade do Papa.
Em 1950, é proclamado o dogma da Assunção de Maria.
(Fonte: Panfleto evangelístico com uma mensagem intitulada Síntese Histórica por Ordem Cronológica da Origem dos Dogmas e Inovações da Igreja Romana, editado pela Christian Triumph Company-909 Blutzer Street, Corpus Christi, Texas 78.405, E.U.A [exceto o que está em itálico]).
Se o leitor é bom observador, certamente notou que há duas datas diferentes para o início das procissões do chamado S. Sacramento: 1311 e 1360. Desconheço o porquê dessa divergência, mas o texto não é de minha autoria e tive, por isso, que ser fiel copista. Talvez deva-se isso a uma iniciativa pacata datada de 1311, interrompida em seguida, vindo a reiniciar com vigor, pompa e permanência a partir de 1360. Ademais, não é raro encontrarmos divergências entre os autores sobre datas e fatos históricos, como veremos abaixo quanto à oficialização do Cristianismo por parte do Império Romano. Talvez em conseqüência disso, o autor deste panfleto tenha encontrado duas datas distintas e optado por registrar as duas, sem maiores detalhes, devido a exigüidade de espaço. Seja como for, é importante sabermos que estas datas não são exatas, mas aproximadas, e que há variantes entre as mesmas. Pelo menos é o que encontrei nos livros que registram a ordem cronológica das heresias católicas. Além disso (como veremos mais adiante), muitos historiadores, por não saberem a diferença que há entre doutrina e dogma (ou artigo de fé) na conceituação católica, tomam por base a data em que uma doutrina virou dogma, como sendo o ano da criação de tal doutrina. Isso também tem trazido não pouca confusão. Vale, pois, copiar aqui as palavras de um erudito Pastor assembleiano, o qual, após exarar uma cronologia das heresias que caracterizam o catolicismo, observou: "Vale salientar que alguns dos dados aqui registrados são apenas aproximados, pois muitas e muitas vezes, as doutrinas eram discutidas, algumas durante séculos, antes de serem finalmente aceitas e promulgadas como artigo de fé, ou dogmas". OLIVEIRA, Raimundo F. de. Rio de Janeiro: CPAD, 9 ed. 1994, p. 18).
Entre outras, uma afirmação que não me parece bem respaldada no panfleto em questão, é quanto ao ano do estabelecimento da Inquisição. Parece-me mais seguro datá-la não do ano 1229 e 1232, mas sim, do ano 1183, no Concílio de Verona (veja a prova em 12.8. item "c").
* * *
Acabamos de ver como e quando nasceu a “Igreja” Católica, bem como a vergonhosa trajetória dessa seita através dos séculos; contudo, é oportuno registrar que a verdadeira Igreja de Cristo nunca foi extinta; antes, como óleo e água que não se misturam, nunca se deixou tragar pelo mundo, constituindo-se em prova cabal de que realmente as portas do Inferno não podem triunfar sobre a verdadeira Igreja do Senhor (Mt 16.18). Sim, sempre houve aqueles que não se deixavam (e ainda não se deixam) levar pelas heresias, os quais constituem a Igreja de Cristo. Senão, veja estes exemplos:
a). "Os verdadeiros cristãos, foram na realidade, marginalizados por não concordarem com tal situação, formando grupos à parte que sempre marcharam paralelos com a igreja favorecida e entremeada de pessoas que buscavam interesses políticos e sociais. Esses cristãos, por não aceitarem tal situação, no decurso da história, eram agora perseguidos pelos outros 'cristãos' e muitos dos seus líderes eram queimados na fogueira em praça pública..." (CABRAL, J. Religiões, Seitas e Heresias, Rio de Janeiro/RJ: 3ª edição, Universal Produções - Indústria e Comércio, página 75).
b). "Depois que o Cristianismo se impôs e dominou em todo o império, o mundanismo penetrou na igreja e fez prevalecer seus costumes. Muitos dos que anelavam uma vida espiritual mais elevada estavam descontentes com os costumes que os cercavam e afastavam-se para longe das multidões. Em grupos ou isoladamente, retiravam-se para cultivar a vida espiritual..." (HURLBUT, Jesse Lyman. História da Igreja Cristã, São Paulo: Editora Vida, 8ª edição, 1995, página 83).
I
Ora direto a Deus
Ao Soberano dos Céus
Ele irá te atender
A Bíblia Sagrada
Por Ele inspirada
Manda assim fazer
II
Como os patriarcas ora,
Ao Senhor Deus implora
Pedindo do Céu, luz
Ora como os profetas
Como os apóstolos depreca
Em nome de Jesus
Quanto à origem da Igreja Católica, a história acima narrada é apenas um resumo do ocorrido. Omitimos vários fatos históricos. Caso o leitor queira maiores informações, deve prosseguir no estudo, consultando enciclopédias e outros compêndios de História Universal. Por exemplo, o livro A Igreja que Veio de Roma, de autoria do teólogo Karl Weiss, publicado pela Universal Produções, nos fala de Pepino e das Decretais de Isidoro, sobre as quais silenciamos no presente trabalho. Tal se dá porque neste meu livro priorizo as doutrinas religiosas da seita em questão.
NOTAS:
*Há controvérsias entre os autores quanto ao trato que Constantino teria dispensado ao Cristianismo:
A) Muitos autores atribuem a Constantino a oficialização do Cristianismo pelo Império Romano;
B) Não poucos competentes historiadores sustentam que a oficialização do Cristianismo foi obra do Imperador Teodósio I;
C) Há quem diga que o Imperador Constantino conferiu tantas vantagens ao Cristianismo que, praticamente o oficializou;
D) Ainda, segundo renomados historiadores, Constantino não favoreceu o Cristianismo, nem tampouco perseguiu o paganismo, mas tão-somente subtraiu deste a oficialidade, e concedeu àquele o direito legal à subsistência. As cópias a seguir comprovam a existência das posturas acima:
a) ”O último imperador que reinou sobre todo o império foi Teodósio, que tornou o cristianismo a religião oficial...” (CASTRO, Therezinha de. História Geral. Rio de Janeiro: Livraria Freitas Bastos S.A.,1968, página 202);
b) “...Imperador Constantino, que não só dá liberdade à Igreja, mas a torna religião oficial...” (apostila elaborada pela Escola Pastoral Catequética da Arquidiocese do Rio de Janeiro – RJ, página 32);
c) “...No governo de Constantino ... o cristianismo tornou-se a religião oficial do Império...” (Koogan /Houaiss, Dicionário Enciclopédico, Edições Delta, 1993, página 1.500);
d) Constantino não fez do Cristianismo a religião oficial do Império...Coube a Teodósio I...oficializar a religião cristã” (Pergunte e Responderemos [periódico católico editado sob a supervisão do Padre Dom Estêvão Bettencourt, Ano XLIV, março de 2003, nº 489, página 136]);
e) “Em 312, Constantino apoiou o cristianismo e o fez religião oficial do Império Romano” (Raimundo Ferreira de Oliveira. Seitas e Heresias, Um Sinal dos Tempos, 9ª edição de 1994, CPAD, página 14);
f) “Em 323, Constantino dominava todo o império romano, e revolucionou a posição do cristianismo em todos os aspectos. Primeiro, proporcionou igualdade de direitos a todas as religiões; depois, passou a fazer ofertas valiosas ao Cristianismo. Isentou-o dos impostos, construiu igrejas e até mesmo sustentou clérigos” (J. Cabral. Religiões, Seitas e Heresias, página 80).
g) “...Constantino nem destruiu o paganismo, nem elevou o cristianismo à situação de religião de Estado; mas tirou ao primeiro o seu direito exclusivo e ao segundo os seus entraves. Por esta atitude neutral, deixou livre curso aos acontecimentos ...” (Chantepie de La Saussaye. História das Religiões, Editorial “Inquérito”, L.da, Lisboa/Portugal, 1940, tradução de Lôbo Villela, pagina 818).
CAPÍTULO 2
AS PRETENSÕES DO CLERO CATÓLICO
2.1. “A Igreja Católica é a única Igreja de Cristo”.
A Igreja Católica prega oficialmente que ela é a única Igreja de Cristo. Se o leitor duvida, vamos às provas:
a) “A única Igreja de Cristo... é aquela que nosso Salvador, depois da sua Ressurreição, entregou a Pedro para apascentar e confiou a ele e aos demais Apóstolos para propagá-la e regê-la... Esta Igreja, constituída e organizada neste mundo como uma sociedade, subsiste... na Igreja católica, governada pelo sucessor de Pedro (o Papa) e pelos bispos em comunhão com ele” (Catecismo da Igreja Católica, página 234, # 816, Editora Vozes, 1.993. O que está entre parênteses é nosso).
b) “A Igreja Católica ... continua sendo a única igreja verdadeira” 5
c) O Frei Battistini disse: “Se você pertence à única e verdadeira Igreja de Jesus, a Igreja Católica, sinta-se feliz e agradeça a Deus...” (A Igreja do Deus Vivo, página 46, 33ª Edição, 2001, Editora Vozes).
d) Na obra intitulada Os Erros ou Males Principais dos Crentes ou Protestantes, 7ª edição, editado pela editora O Lutador, sob o imprimatur do Monsenhor Aristides Rocha, afirma-se à página 4 que antes dos protestantes “existiam apenas católicos romanos, os genuínos cristãos do único e verdadeiro Cristianismo” (Grifo nosso).
e) O já citado Padre D. Francisco Prada, asseverou: “Ora, o reino de Deus na terra é a sua Igreja Católica. Pedimos que ela seja reconhecida como única representante dele; que desapareçam aquelas que, usurpando tal nome, a perseguem; que os hereges cismáticos e infiéis se voltem para ela como meio de salvação” (PRADA, Francisco. Novenário. São Paulo: AM edições. 3 Ed., 1996, p. 11, grifo nosso).
f) Vociferou o Padre Leonel Franca: [...] “Igreja Católica, [...] único baluarte da força moral, única tábua de salvação” [...]. (FRANCA, Leonel. Noções de História da Filosofia. Rio de Janeiro: Livraria Agir Editora, 21 ed., 1973, p. 298).
g) O autor destas linhas já teve a desdita de ouvir pessoalmente um padre católico dizer que “a Igreja Católica é a única igreja verdadeira, por ser a única fundada por Cristo’’, e acrescentou que as igrejas evangélicas são fundadas por homens.
Apresentar-se como a única Igreja de Cristo é uma das características das seitas; portanto, nenhuma igreja realmente cristã prega isso. O porquê disso é que sabemos que a única e verdadeira Igreja não está na rua tal, número tal, pois a mesma é o conjunto dos redimidos pelo sangue de Jesus, e não os adeptos de uma certa associação.
O ex-padre Aníbal confessou que após entregar-se a Cristo, permaneceu na Igreja Católica por mais de três anos, mostrando a todos os católicos (leigos e clérigos) que o Catolicismo não é bíblico. Logo, ele tornou-se membro da única e verdadeira Igreja de Cristo três anos antes de vincular-se fisicamente a uma igreja evangélica.
Essa vaidade dos papas de alegarem que o seu grupo é a única Igreja de Cristo, não encontra lugar entre os membros da igreja deste autor, os quais, apoiando-se em Rm 14 e outros trechos bíblicos correlatos, fazem “vista grossa’’ às falhas banais de outras igrejas e as consideram co-irmãs em Cristo. Sim, há união entre nós! Aleluia! Este respeito recíproco é importante, pois ninguém é dono da verdade.
Nunca ouvimos um pastor evangélico afirmar que a sua igreja é a única Igreja de Cristo, ou a única organização verdadeiramente cristã, mas a literatura dos católicos, das testemunhas-de-jeová, dos mórmons, dos adventistas do sétimo dia e outros grupos pseudo cristãos, tem a petulância de fazê-lo.
O Catecismo da Igreja Católica, embora diga textualmente que a Igreja Católica é a única Igreja de Cristo, como demonstramos na transcrição supra, se o leitor ler o contexto do texto copiado perceberá que a dubiedade salta aos olhos. O clero católico morde e assopra.
2.2. “Fora da Igreja Católica não há salvação”
A epígrafe acima é de autoria da cúpula da Igreja Católica, e de fato nos declara perdidos, por não seguirmos as suas doutrinas de perdição. Para que se saiba que de fato não estamos caluniando, veja os exemplos abaixo:
1º) No Catecismo da Igreja Católica já citado, há um texto incoerente, cheio de é mas não é (a saber, ora diz que só os catolicos se salvarão, ora diz que os evangélicos e até os adeptos das religiões não cristãs [principalmente os muçulmanos] também serão salvos. O dito texto deixa claro que embora seja necessário ser católico para se salvar, Deus abrirá uma exceção para os religiosos sinceros que ignoram esta verdade). Sim, leitor, nas páginas 232-244, ## 811-848, há um comentário autodiscrepante, objetivando provar que a Igreja Católica é necessária para a salvação. O parágrafo 846 é arrematado assim: “...Por isso não podem salvar-se aqueles que, sabendo que a Igreja católica foi fundada por Deus, através de Jesus Cristo, como instituição necessária, apesar disso não quiserem nela entrar ou então perseverar” (Grifo nosso). Este texto consta também do Compêndio do Vaticano II, 29ª edição, Editora Vozes, página 55, # 38).
Se realmente a Igreja Católica fosse necessária para a salvação, e se deveras houvesse uma exceção para os que ignoram isso, nós, os evangélicos, certamente não seríamos anistiáveis, visto não sermos inocentes. Veja que o Catecismo da Igreja Católica diz que “não podem salvar-se aqueles que, sabendo que a Igreja católica foi fundada por Deus, através de Jesus Cristo, como instituição necessária, apesar disso não quiserem nela entrar ou então perseverar”. Ora, se assim é, então nós somos incrédulos, não desinformados. E, conseqüentemente, a regra nos deve ser aplicada. Mas, como vimos, o Catecismo nos “anistia” também. Isso prova que o clero católico morde assopra.
2º) O padre John A. O’Brien afirmou em The Faith of Millions (A Fé de Milhões), página 46, Que “A Igreja Católica Romana é a verdadeira igreja, estabelecida por Jesus Cristo para a salvação de toda a humanidade”.6
3º) Segundo a Época, o Padre Dom Estêvão Bittencourt, visto como um dos maiores teólogos do Catolicismo, asseverou: “... O Catolicismo é o único caminho para Cristo.” (revista Época, 11/09/2000).
4º) O Padre Leonel Franca vociferou: [...] “Igreja Católica, [...] único baluarte da força moral, única tábua de salvação” [...]. E: [...] “o catolicismo vive e só ele pode dar vida” [...]. (FRANCA, Leonel. Noções de História da Filosofia. Rio de Janeiro: Livraria Agir Editora, 21 ed. 1973, pp. 298 e 326 respectivamente. Grifo nosso). Aqui o Padre Leonel Franca questiona não só o valor espiritual das igrejas evangélicas, mas também põe em xeque sua utilidade moral, ao afirmar que o catolicismo é o único baluarte da força moral. Logo, as igrejas evangélicas não prestam nem para soerguer o moral dos povos. Será que esse infeliz pensa que as igrejas evangélicas são imorais? Raciocine e tire suas próprias conclusões.
5º) Realmente a Igreja Católica não crê na salvação dos evangélicos, pois ela prega oficialmente que os que não somos devotos de Maria estamos nas trevas, e assegura que sofreremos as conseqüências dessa nossa atitude, nos impetrando um “ai”. veja: “perca uma alma a devoção para com Maria e que será senão trevas?... Ai daqueles... que desprezam a luz deste sol, isto é, a devoção a Maria...’’ (Glórias de Maria, de autoria de um bispo católico que virou “santo” e “Doutor” da “Igreja”, a saber, “Santo” Afonso de Ligório, Editora Santuário, 14ª edição de 1989, página 82, grifo nosso). À página 25 desse livro se vê que a Igreja Católica prega que Maria é o pescoço que liga o corpo – a Igreja -, à cabeça - Cristo. O Papa Leão XIII observou numa encíclica em 1892, que “Como ao Pai celeste só chegamos por meio do Filho, assim semelhantemente só por meio de Maria, chegamos ao Filho” (Ibidem, nota de rodapé). Ora, se isso fosse verdade, que seria de nós, os evangélicos, que não só consideramos a mediação de Maria como algo desnecessário, impossível e inexistente, porém, mais grave ainda, como um pecado para a morte, a saber, idolatria? E o livro Glórias de Maria, é obra oficial da Igreja Católica? Sim, e provaremos isso no capítulo VI deste livro.
***
Como já informei, às vezes o Catecismo da Igreja Católica finge reconhecer a validade das igrejas evangélicas, bem como das religiões não-cristãs (como se pode ver às páginas 235 e 242, # # 818-819, 841. Veja também o Compêndio do Vaticano II, 29ª edição, Editora Vozes, páginas 56-57, # # 41-42). Mas esse malabarismo é um sofisma, cujo alvo é bem definido: fazer com que o dito fique pelo não dito, e, deste modo, confundir os incautos. Como o diabo sabe preparar suas arapucas!
Todos os que estudam a História Geral sabem que a Igreja Católica pregava que FORA DA IGREJA CATÓLICA NÃO HÁ SALVAÇÃO, mas muitos pensam que esse radicalismo é coisa do passado. Porém, como o leitor acaba de ver, essa heresia ainda está de pé. Como bem o disse o ex-padre Aníbal, de saudosa memória, “O Concílio Vaticano II não trocou as velhas heresias por doutrinas novas, mas tão-somente pintou-as”.
Alegando a Igreja Católica que ela é necessária à salvação, está usurpando a função daquele que disse: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, senão por mim.” (Jo 14.6).
Caro leitor, não se submeta à tirania desses usurpadores. Para se salvar, você não necessita de nenhuma igreja. Após entregar-se a Cristo e se salvar, se você não quiser se vincular a nenhuma das igrejas que já existem, funde a sua própria denominação. Portanto, siga a Cristo e liberte-se (João 8.12,32). Mas, se você não quiser fundar a sua denominação, sugerimos que você se dirija a uma das muitas igrejas realmente cristãs, para usufruir do companheirismo daqueles que, como você, também têm Cristo em seus corações (Hebreus 10.25). Ademais, se todos os católicos, leigos e clérigos, decidirem seguir a Bíblia, se salvarão dentro da própria instituição católica. Não cremos que eles tenham que vir para as igrejas evangélicas. Nós cremos que quem salva é Cristo.
Muitos católicos já nos perguntaram: “Por que vocês dizem que se não formos para suas igrejas não seremos salvos?’’ A nossa resposta tem sido: Nós não pregamos isso. Quem prega isso são os clérigos da sua igreja.
Segundo a Bíblia, a queda de Satanás consistiu no fato de que ele concebeu o seguinte pensamento: “...Subirei ao céu; acima das alturas das estrelas de Deus exaltarei o meu trono... subirei acima das nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo.” Mas Deus disse-lhe “...Levado serás ao inferno, ao mais profundo do abismo.’’ (Isaías 14. 13 a 15). Temos, na Igreja Romana, uma repetição dessa usurpação. Ela também disse no seu coração: Subirei ao trono do Império Romano, estabelecerei o meu trono no Vaticano, e serei semelhante ao único Salvador, tornando-me também a única salvadora. Mas Deus está dizendo a ela e aos que estão sob seu cetro: “Contudo, levados sereis ao inferno”.
A salvação não está na Igreja Católica, nem tampouco no protestantismo. Especialmente nos séculos 16 e 17, muitos protestantes eram tão assassinos quanto a pretensiosa “Igreja” Católica (Veremos isto no capítulo 12 [12.4.]). Às vezes pensamos que isso era coisa das idades Média e Moderna, mas Deus sempre condenou o homicídio e prometeu lançar no Inferno a todos os assassinos que não se converterem. Logo, no Inferno há padres, protestantes, papas, pastores evangélicos, etc. E, se você não quer se juntar aos infelizes que lá sofrem as conseqüências de suas imbecilidades, deixe de crer que a salvação está neste ou naqueloutro grupo, e refugie-se em Cristo já. Sim, refugie-se em Cristo, mas só em Cristo, e não, numa mistura de Cristo, ídolos e homens embusteiros.
2.3. “Infalíveis”
Como já vimos, o Catolicismo sustenta que o Papa é infalível quando fala ex-cátedra, ou seja, de sua cadeira, isto é, com a autoridade de que é investido. Crê-se que Deus delegou aos papas o dom da inerrância quando dissertam sobre fé e costumes. Isto significa que os católicos não precisam se preocupar com a ortodoxia doutrinária. Eles podem fechar os olhos e seguir ao papa sem medo, pois é impossível que o papa erre.
Para que o leitor possa ver mais uma vez que realmente as coisas são assim, fazemos as quatro transcrições abaixo:
1ª) "Para manter a Igreja na pureza da fé transmitida pelos apóstolos, Cristo
quis conferir à sua Igreja uma participação na sua própria infalibilidade, ele
que é a verdade. Pelo 'sentido sobrenatural da fé', o povo de Deus 'se atém
indefectivelmente à fé,' sob a guia do Magistério vivo da Igreja.
A missão do Magistério está ligada ao caráter definitivo da Aliança instaurada
por Deus em Cristo com seu Povo; deve protegê-lo dos desvios e dos
desfalecimentos e garantir-lhe a possibilidade objetiva de professar SEM ERRO a
fé autêntica. O ofício pastoral do Magistério está ordenado ao cuidado para que
o Povo de Deus permaneça na verdade que liberta. Para executar este serviço,
Cristo dotou os pastores de carisma de infalibilidade em matéria de fé e de
costumes. O exercício deste carisma pode assumir várias modalidades"(Catecismo
da Igreja Católica, página 255, # 889 a 891 [grifo nosso]).
Bastaria a cópia acima, contudo, prometemos acima quatro cópias e, portanto, prossigamos:
2ª) "GOZA DESTA INFALIBILIDADE O PONTÍFICE ROMANO, chefe do Colégio dos Bispos, por força do seu cargo quando, na qualidade de pastor e doutor supremo de todos os fiéis, e encarregado de confirmar seus irmãos na fé, proclama, por um ato definitivo, um ponto de doutrina que concerne à fé e aos costumes...A INFALIBILIDADE prometida à Igreja RESIDE TAMBÉM no corpo episcopal quando este exerce seu magistério supremo EM UNIÃO COM o sucessor de Pedro' , sobretudo em um Concílio Ecumênico. Quando, pelo seu Magistério supremo, a Igreja propõe alguma coisa 'a crer como sendo revelada por Deus' e como ensinamento de Cristo, é preciso aderir na obediência da fé a tais definições'. Esta infalibilidade tem a MESMA EXTENSÃO que o próprio depósito da REVELAÇÃO DIVINA'' (Catecismo da Igreja Católica, página 255, # 889 a 891, [grifo nosso]).
3ª) O Padre Luiz Cechinato
disse que "...o papa, quando fala em lugar de Cristo sobre as verdades de
nossa salvação, não pode errar, porque ele tem a assistência do Espírito Santo,
e porque Jesus assume em seu próprio nome o que o papa decide. [...]"
(Os Vinte Séculos de Caminhada da Igreja, Editora Vozes, 4ª edição de 2001,
página 358).
O que o Papa pretende com essa pretensão de infalibilidade exclusiva?
Resposta: Manipular os católicos a seu bel-prazer.
O Papa se declara tão inerrante quanto a Bíblia, quando afirma que a sua
"infalibilidade tem a mesma extensão que o próprio depósito da revelação
divina'', como vimos acima.
Uma prova material de que os papas não são infalíveis nas "decisões
eclesiásticas'' é o fato de eles se contradizerem. Vejamos alguns exemplos:
a). Em 1.229 o concílio de Toulouse proibiu a leitura da Bíblia ao povo. Hoje, não obstante adulterarem-na com a adição de livros apócrifos e "explicações" heréticas nas margens inferiores (rodapés), sua leitura é recomendada.
b). A Inquisição, cujas bases foram lançadas em 1183 no Concílio de Verona (veja a prova em 12.8. item "c"), voltou a ser louvada em 1229, no referido concílio de Toulouse, e ratificada em 1232 pelo Papa Gregório X. Segundo essa tal de santa Inquisição, todos os que pregassem alguma coisa que não harmonizasse com o Catolicismo, deveriam ser torturados até a morte. E muitos fiéis servos de Deus morreram nessa época, por não se submeterem aos abusos desses emissários de Satanás. Hoje, porém, embora mantenham por escrito que "os heréticos, além de serem excomungados, devem ser condenados á morte" (Enciclopédia Católica [em inglês], página 768, citado em O Movimento Ecumênico, editado pela Imprensa Batista Regular, página 17, da autoria do pastor Homero Duncan), já não nos matam mais a bel-prazer, como o fizeram durante séculos.
c). Em 670, o papa Vitélio,
para manter o povo no obscurantismo, decidiu falar a missa em Latim, exatamente
para que ninguém entendesse nada, por ser já o Latim uma língua morta. Essa
idéia agradou tanto aos papas que o sucederam, que ampliaram a idéia, proibindo
também a tradução da Bíblia para os idiomas dos povos. Naquela época, a Bíblia
já havia sido traduzida para o Latim, e então se determinou que não se fizesse
nenhuma outra tradução. Hoje, porém, as traduções são feitas com a aprovação dos
papas. Estas contradições entre um papa e outro provam que de infalíveis eles
não têm nada. Contudo, o Padre Miguel Maria Giambelli, em o livro de sua autoria
intitulado A Igreja Católica e os Protestantes, à página 68, "interpreta" Mateus
16.19, como se Jesus tivesse dito o seguinte: "Nesta minha Igreja, que é o
reino dos céus aqui na terra, eu te darei também a plenitude dos poderes
executivos, legislativos e judiciários, de tal maneira que qualquer coisa que tu
decretares, eu ratificarei lá no céu, porque tu agirás em meu nome e com a minha
autoridade''. Mas esta conclusão não está respaldada pela Bíblia, a qual diz
que o apóstolo Paulo não se silenciou diante do erro do apóstolo Pedro, como
quem diz: "Está errado Pedro, mas, como Jesus disse que qualquer coisa que
decretares, Ele ratificará lá no Céu, eu concordo''; mas o repreendeu
prontamente (Gálatas 2.11-14). Leitor, se nestes versículos não aparece na sua
Bíblia o substantivo Pedro, mas Cefas, saiba que Cefas é o mesmo que Pedro (João
1.42).
Mateus 16.19 está mal traduzido na maioria das Bíblias protestantes e
católicas. Estas traduzem este versículo mais ou menos assim "... tudo o que
ligares na terra, será ligado nos céus; e tudo o que desligares na terra, será
desligado nos céus". Estas traduções equivocadas conferem a Pedro uma
autoridade tal, que o põe acima de Deus. Já não é mais Pedro quem deve se
orientar pelo Céu, mas o Céu é que se orientará por ele. Mas na ARA (Almeida
Revista e Atualizada) este erro foi corrigido, razão pela qual podemos ler lá o
que se segue: "... o que ligares na terra, terá sido ligado nos céus; e o que
desligares na terra, terá sido desligado nos céus". Deste modo, Jesus não
está dizendo que aprovaria tudo quanto Pedro fizesse; e sim que Pedro, ao fazer
qualquer coisa, devia certificar se a mesma gozava ou não da sanção do Rei dos
reis e Senhor dos senhores - Jesus Cristo - o Filho do Deus vivo.
O modo como Mateus 16.19 está no original, aceita tanto esta última tradução, quanto as outras. Nestes casos, a tradução fica a cargo do bom senso e, sobretudo, do contexto bíblico. Sabemos pela Bíblia que os cristãos primitivos não se submetiam cega e incondicionalmente às decisões do apóstolo Pedro, mas o questionavam e exigiam dele explicações, sob pena de excomunhão. Para vermos isto, basta lermos o que está registrado em Atos dos Apóstolos, capítulo 11, versículos 2 a 18, detendo-nos nos versículos 2, 3, e 18, meditando no fato de que, quando Pedro se explicou, os irmãos se apaziguaram (v. 18). Se os irmãos se apaziguaram, então o debate foi acirrado. E é assim que os cristãos primitivos tratavam todos os apóstolos. Eles tinham que provar que os seus sermões tinham a aprovação de Deus (Atos 17.10,11).
Para que se enxergue que os papas vêm errando através dos séculos, basta raciocinar. Logo, os que ainda pensam sabem que os papas também erram, por duas razões: 1ª): Os papas são seres humanos. 2ª): A História registra inúmeros erros cometidos por papas. Mas, como o fanatismo religioso priva do uso da razão, é possível que alguém diga que esta questão é relativa, alegando que o que nós, os evangélicos, chamamos de “erros dos papas”, pode não estar errado de fato. E, para que até os cegos vejam, apelamos para as incoerências papais. Talvez as contradições entre um papa e outro, ajudem os fanáticos a entenderem que a suposta infalibilidade papal é uma farsa. Deus não se contradiz!!!
Os papas se expõem ao ridículo quando se auto-proclamam infalíveis. E não menos ridículo é tentar provar que os papas são falíveis. Nós só nos expomos ao ridículo de refutar esse disparate, por amor aos católicos. Realmente há heresias que não merecem ser refutadas, e a chamada "infalibilidade papal" é uma delas.
Este autor não tentaria convencer pessoa alguma (seja lá quem for, inclusive Papa) de que ela está equivocada por se julgar infalível, pois custa-nos crer que haja alguém que não saiba disso. A menos que ela sofra de algum distúrbio mental. Ora, se todos já sabem que são falíveis, não há porquê, nem como, convencer alguém deste fato. Por outro lado, se houvesse alguém que se julgasse infalível, Deus não iria condená-lo por isso, visto não ser justo que os loucos respondam por seus atos. Não me expresso desta maneira ironicamente, e sim, porque deveras eu suspeito da sanidade mental de alguém que, com sinceridade, se proclama infalível.
A ironia é um recurso válido. Até o profeta Elias foi irônico para com os adoradores de Baal. Este autor também às vezes lança mão deste recurso, mas no presente tópico não estou sendo irônico, e sim, falando do que realmente penso.
Há um senhor catarinense, chamado Iuri Thais, cujo pseudônimo é Inri Cristo, que se diz Jesus Cristo. Ora, sem ironia alguma digo que a meu ver, ou esse senhor é demente, ou é charlatão. Ele e seus discípulos sem dúvida irão se melindrar se tomarem ciência deste meu parecer. Talvez digam que estou sendo irônico. Mas posso garantir que não é este o caso. Digo com toda a sinceridade, diante de Deus, que não estou sendo irônico. Estou falando do que realmente penso. Se estou ou não com a razão quanto a isso, é discutível (suponhamos que seja). Logo, o senhor Inri e seus seguidores têm o direito de concordar ou não comigo. Mas diante de Deus informo que a presente declaração não é irônica, nem tampouco se destina a afrontá-los. Repito: Estou apenas falando do que penso, sem retórica.
Talvez o leitor pense que o último parágrafo acima não tem nada que ver com o tema abordado neste tópico. Porém, sua existência destina-se a notificar que, a meu ver, dizer-se Jesus Cristo é tão absurdo quanto se proclamar infalível; e que quando digo que suspeito da sanidade mental de quem se julga inerrante, não estou sendo irônico, tampouco o faço a título de ofensa. Antes falo do que verdadeiramente penso.
Embora eu não seja psiquiatra, nem psicólogo, parece-me (corrijam-me os profissionais dessas áreas se estou errado) que se autoproclamar “Jesus”, é tão patológico quanto dizer-se infalível. Talvez você esteja pensando: “Como esse pastor ousa comparar esse tal de Inri com Sua Santidade?”. A resposta é que assim como para você o Papa é Sua Santidade, para os adeptos do senhor Inri, o Papa não é nada, enquanto Inri é tudo. Inri é Jesus. E aí temos apenas a sua opinião contra a deles. Se os papas podem se julgar infalíveis, por que o senhor Inri não pode se considerar Jesus? Os direitos são iguais, não?! Por que penso assim? Resposta: Quem se julga Jesus Cristo, não deve se considerar uma simples criatura, já que Jesus não o é. Semelhantemente, considerar-se infalível equivale a se auto-endeusar, visto que só Deus é inerrante. Assim sendo, pergunto reverentemente aos que estudam a psique: Será que os “infalíveis” e os “Jesus Cristos” não estão com algum problema mental?
Há notáveis diferenças, bem como algo em comum entre o senhor Inri e os papas. EI-las parcialmente:
· O senhor Inri e os papas dizem, de per si, coisas igualmente inusitadas de si próprios, porém o senhor Inri é visto pela grande maioria como, ou charlatão ou psicopata, enquanto os papas são vistos como celebridades;
· O senhor Inri possui poucos adeptos, mas o Papa tem mais de 1.000.000.000 de discípulos;
· É difícil acreditar que homens tão ousados consigam adeptos, mas, para nossa surpresa, eles os possuem. E, pasme o leitor, ambos são seguidos por pessoas cultas. O senhor Inri tem, entre seus adeptos, até uma psicóloga. E ninguém ignora que entre os seguidores dos Papas, há as mais ilustres celebridades. Esse é um fenômeno que nem Freud explica.
2.4. São os únicos sucessores dos apóstolos
Os clérigos católicos alegam que os protestantes se separaram da verdadeira Igreja e, por conseguinte, da sucessão apostólica; o que prova, segundo eles, que os pastores evangélicos não são qualificados e credenciados para este ofício, e sim, meros curiosos. Isso é dito com todas as letras, pelo Padre Vicente Wrosz, que afirmou: “...Os protestantes desligaram-se da sucessão dos Apóstolos, por isso seus pastores não recebem o sacramento da ordenação sacerdotal e não têm nenhum poder espiritual... E ninguém de nós arriscaria submeter-se à operação do coração por um ‘curioso’ autônomo... O mesmo vale na...Igreja... Apóstolos e seus sucessores, papas e bispos católicos. Só eles têm a promessa de Cristo, de serem introduzidos pelo Espírito Santo em toda a verdade...” (Respostas da Bíblia às Acusações dos “Crentes” Contra a Igreja Católica, Editora Pe. Reus, 48ª edição/2000, páginas 13, 26-28). Todavia, nós, os verdadeiros Ministros do autêntico Evangelho estamos sim, sucedendo os apóstolos. Esta sucessão, porém, não é o nosso objetivo, e sim, conseqüência natural do fato de estarmos seguindo a Cristo. Jesus Cristo não deixou sucessores, e sim, seguidores; não deixou vigários, e sim, representantes; não deixou inquisidores assassinos, e sim, mártires; não deixou ditadores, e sim, pregadores e ensinadores; não deixou déspotas, mas exemplos a serem seguidos, etc.
2.5. Papa – o alicerce da Igreja
Logicamente, a “Rocha” sobre a qual a verdadeira Igreja está edificada é Cristo. Mas o Papa, “interpretando” erradamente Mt 16.18, conclui que a pedra mencionada neste texto é o apóstolo Pedro, e, por extensão, os papas que, supostamente, o sucederam através dos séculos. Daí infere o Papa que qualquer comunidade cristã que não se submete a ele, não é (como vimos acima em 2.1), a autêntica Igreja de Cristo, visto não estar fundamentada no alicerce que é o Papa.
Considerar-se o alicerce da Igreja é, sim, ser pretensioso. Quem não se guia cegamente pelo Papa, como ele manda que façamos, mas examina a Bíblia por si mesmo, facilmente conclui que a linguagem metafórica constante de Mt 16.18 aplica-se exclusivamente a Cristo, visto que Jesus e os apóstolos trataram de elucidar esta questão. Senão, abra a sua Bíblia e leia estas referências: Mt 21.42; At 4.11; 1Co 3.11; Ef 2.20; 1Pe 2.4-6, etc.
Jesus disse ao apóstolo Pedro: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja” (Mt 16.18). Tanto a palavra traduzida por pedra, quanto o vocábulo transliterado por Pedro, podem ser traduzidos por pedra. Contudo, é oportuno informar que no idioma original do Novo Testamento, Jesus faz, neste caso, um jogo de palavras para o qual devemos atentar. No original, “pedra” é petra, isto é, rocha ou penha. Já o vocábulo transliterado por “Pedro” é Petros, isto é, uma pedra pequena ou fragmento de pedra. Uma pedra que possa ser transportada. Ora, se Cristo, logo após comparar Pedro a uma pedrinha, afirmou que edificaria a Sua Igreja sobre a rocha, salta aos olhos que Ele não pretendia construir a Igreja sobre Pedro. A Igreja, da qual Pedro era parte integrante, seria construída sobre a Rocha. “E quem é rochedo senão o nosso Deus?” (Sl 18.31 b). “... não há outra Rocha que eu conheça” (Is 44.8b). Está, pois, claro que “...a pedra era Cristo” (1 Co 10.4).
Admitir que os que divergem dos papas não estão apoiados na rocha e que por conseguinte não são a Igreja de Cristo, faz dos papas o real caminho da salvação. Equivale a dizer que os papas são o caminho, a verdade e a vida. E que ninguém vai a Cristo, senão por eles. Se essa crença fosse verdadeira, os assassinos que matavam em obediência aos papas, nos dias da famigerada “Santa” Inquisição, estariam hoje no Céu; ao passo que João Huss, Jerônimo Savonarola, e milhares de pessoas que ao serem ameaçadas pelos papas, preferiram a morte a desobedecer a Cristo, estariam todas no Inferno. Sim, crer que o Papa é o fundamento da Igreja e que, portanto, quem não o obedece está desobedecendo a Cristo, nos leva às seguintes conclusões: Ou os papas são mesmo infalíveis, como eles se julgam; ou obedecer aos papas é o mesmo que obedecer a Cristo, mesmo estando errado o que eles pregam. Ora, o fato de os papas não mais matarem os “hereges”, como o fizeram durante séculos, prova que eles não são infalíveis, visto que, se eles estão certos, então estavam errados; por outro lado, se estão errados, então estavam certos. Logo, está provado que eles não são inerrantes. E, sendo assim, se precisamos mesmo obedecê-los incondicionalmente para sermos salvos, então podemos e devemos desobedecer a Deus, sempre que a Palavra de Deus entrar em choque com a lei do Papa. É loucura, ou não é?
Este assunto não é tão polêmico como se supõe. A controvérsia sobre esta questão, só existe porque os papas são megalomaníacos. E os católicos, cegos por Satanás, se deixam levar, se julgando até mesmo incapazes de lerem a Bíblia e tirarem suas próprias conclusões, visto que aquele que engana as nações (Ap 20.3,8,10), servindo-se de seus servos (2Tm 3.13) inculcou-lhes que o Papa é infalível e que só ele pode interpretar a Bíblia com autenticidade. Por isso aposentaram a cabeça e se deixam guiar pelo conto do Vigário.
Geralmente os padres vêem os que divergem do Papa, como hereges, visto que o consideram sucessor de São Pedro, e, por conseguinte, o inabalável (infalível) Alicerce da verdadeira Igreja, que é o conjunto dos que lhe obedecem incondicional e cegamente. Mas, se eles examinarem os escritos dos santos da Igreja Católica, verão que muitos deles acreditavam como nós, os evangélicos, cremos atualmente. Por exemplo, Santo Agostinho e São João Crisóstomo, asseveraram: “Nesta pedra...a qual tu confessaste, Eu construirei minha Igreja. Esta pedra é Cristo; e nesta fundação o próprio Pedro construiu (Agostinho, Comentário Sobre o Evangelho de João, citado na Bíblia Apologética, 1ª edição/2000, ICP Editora, página 1072, nota de rodapé alusiva a Mt 16.18).
Além do que já foi dito em refutação à alegada sucessão papal, da qual os supremos líderes da Igreja Católica vêm lançando mão para ludibriar os incautos, é bom lembrarmos que Pedro foi um “papa” bem diferente: era casado (Mc 1.30), pobre (At 3.6), Cheio do Espírito Santo (At 4.8), humilde (Gl 2.11, comparado com 2 Pe 3. 15-16), etc. Quão diferentes são os papas: são solteiros (obrigatoriamente), são ricos (têm muito ouro e não pouca prata), não têm o Espírito Santo, são arrogantes, etc.
O clérigos católicos se ufanam de uma suposta sucessão papal que, segundo a “Igreja”, vai de São Pedro ao atual Papa Bento XVI, um total de 265 papas. Ora, sabendo que muitos desses papas foram cruéis e imorais, como veremos nos capítulos 11 e 13 deste livro, custa-nos entender porque, ao invés de se ufanarem, não se envergonham. Ora, visto que muitos papas foram avarentos, fornicários, desonestos, assassinos, etc., não há (a menos que creiamos que esses monstros também foram sucessores de São Pedro) nenhuma sucessão papal, desde Pedro aos nossos dias. Certamente o elo foi quebrado há muito tempo. Contudo, ainda que alguém funde uma igreja igual à Igreja Católica, essa igreja não será reconhecida como Igreja de Cristo, até que se una à Igreja Católica e se submeta ao Papa administrativamente. Dos muitos exemplos que poderíamos dar, como prova dessa verdade, pinçamos os que abaixo relacionamos:
a) Fraternidade Sacerdotal São Pio X. O Concílio Vaticano II que transcorreu entre os anos 1962-1965 efetuou algumas insignificantes mudanças nas doutrinas e liturgias da Igreja Católica. As mudanças foram as seguintes:
Sobre a missa. Até ao Vaticano II, os padres celebravam as Missas em latim e de costas para os seus fiéis; a partir daí, porém, o celebrante fica de frente para o público e se expressa no idioma dos comungantes. Ora, heresias proferidas de costas ou de frente; ditas em latim ou em qualquer outro idioma, são igualmente imprestáveis. E, diga-se de passagem, que em pleno século XX a Igreja Católica ainda não sabia que os leigos têm o direito de ouvir o clero se expressar em seus próprios idiomas. É muita ignorância, não é verdade? Não!!! Não é verdade não! O clero católico sabia e sabe o que está fazendo. E só se retratou porque chegou um momento em que esse absurdo estava expondo-o ao ridículo.
Sobre o cardápio. Antes do Vaticano II, a Igreja Católica pregava que os católicos não deviam comer carne às sextas-feiras, exceto peixe. Essa era de fato uma infantilidade, mas convenhamos que a sua remoção não tem muito peso.
Acerca do vestuário. A partir do Vaticano II, passou-se a não exigir que o clero ponha a batina continuamente, mas apenas durante as celebrações. Das freiras também não se exige mais que ponham o hábito continuamente. Essa mudança é, obviamente, irrelevante, em termos espirituais.
Ocorreram mais algumas mudanças, mas todas sem grande importância, com exceção das iniciativas ecumênicas que estão rendendo para o Catolicismo bons dividendos, visto que uma boa parte dos ortodoxos, bem como anglicanos, luteranos e outros protestantes, estão se deixando levar pela falácia intitulada Diálogo Ecumênico.
Por não aceitar as mudanças supracitadas, os bispos Marcel Lefèbvre (francês) e Antônio de Castro Maia (brasileiro) lideraram um movimento conservador, que redundou na criação de uma seita chamada Fraternidade Sacerdotal São Pio X, e ordenou alguns bispos sem o consentimento de Roma. Então foram excomungados pelo Papa João Paulo II, e a seita deles não é vista como Igreja de Cristo. Isso só serve para demonstrar o quanto a Igreja Católica é intolerante. Esses homens tão-somente queriam que a Igreja Católica continuasse como era até 1965. Se isso é heresia, então a Igreja Católica era herética. E, se ela não era herética, então os bispos Marcel Lefèbvre e Antônio de Castro Mayer não são hereges. A cúpula da Igreja Católica poderia até pedir que eles redigissem um pedido de exoneração, já que não aceitam as inovações. Mas excomungá-los e considerar a seita deles como uma falsa igreja, é, sem dúvida, politicagem. Os clérigos católicos sofrem de miopia espiritual, por cujo motivo não vêem a amplitude do reino de Deus, julgando que o mesmo se limita aos contornos do Catolicismo. Eles vêem a Igreja apenas como uma instituição, e pensam tratar-se da Igreja Católica, quando a Igreja, antes de ser uma organização, é um organismo. E, como tal, ela não está nessa ou naquela outra rua.
b) Igreja Ortodoxa. Esta seita é fruto de uma cisão ocorrida no ano 1054 d.C. Suas doutrinas são basicamente iguais às doutrinas da Igreja Católica. As diferenças são banais: O celibato não é obrigatório, o batismo é por imersão, não usam estátuas dos santos, mas apenas imagens, e outros pontos que, quando comparados com as doutrinas da Igreja Católica, salta aos olhos que são diferenças que não deviam fazer diferença. Todavia, segundo o Catolicismo, essa igreja também não é de Cristo, pois não se submete ao suposto sucessor de São Pedro. Se bem que aqui também ela tem sido ambígua.
c) Igreja Católica Antiga (ou Católicos Velhos). Esta seita foi fundada em 1871. Foi assim: Um Bispo católico que em 1870 participou do Concílio Vaticano I, onde rebateu com eloqüente discurso a pretensiosa infalibilidade papal, não foi ouvido, mas excomungado. Então liderou um movimento que redundou no surgimento dessa seita. Essa igreja prega muitas das doutrinas da Igreja Católica: Oração pelos mortos, purgatório, sacramentos, etc. Apenas rejeita: O dogma da Imaculada Conceição de Maria, o jejum, a infalibilidade papal, o celibato eclesiástico, a confissão auricular, o culto às imagens e mais algumas questões irrelevantes, já que a Igreja Católica tolera no seu seio, divergências bem mais acentuadas. Mas, como não estão com o Papa, não são Igreja de Cristo, e sim, seita, como geralmente o clero católico define os grupos cristãos que não se sujeitam à liderança do Papa.
d) Outros grupos. Há outras seitas fundadas por dissidentes da Igreja Católica que, por sua vez, se desdobram em outros grupos, como é o caso da Igreja Católica Brasileira, Igreja Católica Livre (conhecida também como Ordem de Santo André), Igreja Ortodoxa Latina, etc.
2.6. Sobre os títulos honoríficos do clero
A Bíblia nos fornece a lista dos oficiais que Jesus constituiu para crescimento da Sua Igreja. São: Apóstolos, Pastores, Diáconos, Bispos, Presbíteros, Mestres e Evangelistas. Nada, porém, nos fala sobre:
a) Papas e Padres: Cristo não instituiu papas e padres, mas sim, irmãos. Disse Ele: “ E a ninguém sobre a terra chameis vosso pai; porque um só é o vosso Pai, aquele que está no Céu” (Mt.23.9). “Papa” deriva do latim, e é o mesmo que “pai”. “Padre” também é “pai”, em espanhol.
b). Vigários do Filho de Deus. Todos sabem que os papas se consideram vigários do Filho de Deus, porém, poucos são os que perceberam que esse arrogante título é uma usurpação. Etimologicamente, “vigário” significa substituto. Ora, não é extrema pretensão se considerar substituto do Senhor Jesus? Cristo é insubstituível e, obviamente, não deixou substituto algum, mas sim, servos e seguidores. Falta modéstia aos supostos sucessores de São Pedro.
A História registra inúmeras barbaridades praticadas por esses supostos Vigários. Certamente, foi observando essas coisas que a sabedoria popular criou o vocábulo “vigarice”, bem como a locução “conto do vigário”.
O titulo de “Vigário” não é exclusivo dos papas, mas extensivo aos bispos, bem como aos presbíteros (padres), quando estes substituem àqueles.
c) Sumo Pontífice. Este é um título pagão. A tradução de “sumo pontífice” é “supremo fabricante de pontes”. Os pagãos criam que seus líderes religiosos eram como pontes entre eles e os deuses, por cujo motivo os chamavam de pontífices. A adoção desse título por parte do clero, é, pois, um erro, visto que Cristo é a única ponte entre o homem e Deus. E, como se não bastasse, o Papa não só é ponte, mas a suprema ponte. Aqui está, pois, mais um exemplo de arrogância, somado a uma prática pagã.
d) Arcebispo. À luz do contexto de At 20.28, pode-se ver que pastores, presbíteros e bispos, não são três funções distintas e diferentes, mas três títulos dados ao mesmo cargo. Todo verdadeiro Pastor é Presbítero e Bispo. Ele é Pastor porque cuida do rebanho de Cristo, é Presbítero porque não é um imaturo, e é Bispo porque supervisiona a Igreja do Senhor. Ora, Jesus é, segundo a Bíblia, o sumo Pastor (1Pe 5.4); logo, o título de Arcebispo, que equivale a Supremo Bispo ou Sumo Pastor, não nos é conveniente.
e) Cardeal. Este título também é pagão. Não existe, em toda a Bíblia, qualquer referência ao cargo de cardeal na Igreja de Cristo. “Ao contrário, os cardeais originais eram um grupo de sacerdotes líderes na antiga religião pagã de Roma...muito antes da Era Cristã. [...] “ ‘Nos tempos antigos os cardeais eram o clero que chefiava em Roma’ “ (WOODROW, Ralph. Babilônia: a Religião dos Mistérios. Tradução de Paulo de Aragão Lins, Associação Evangelística.1966, página 116).
Do exposto até aqui, os títulos que o clero católico arrogou a sí são, ora uma usurpação das prerrogativas de Cristo, ora um título pagão, ora as duas coisas.
Sabemos que nenhum homem pode se intitular Vice-Deus, sem incorrer em grave erro. Contudo, se o clero católico se autoprolamasse Vice-Deus, estaria assumindo sua inferioridade em relação ao Senhor, considerando que o cargo de vice é inferior ao de titular. Mas, por se dizerem Pontífices, Sumo Pontífices, Arcebispos, Cardeais, etc., se pode ver que eles não querem ser vices, e sim, titulares.
2.7. Donos da verdade
Segundo o Catolicismo, só o Papa, e por extensão os bispos que dele não divergem, estão credenciados por Deus para interpretarem a Bíblia corretamente. Eis a prova:
“O encargo de interpretar autenticamente a Palavra de Deus foi confiado exclusivamente ao Magistério da Igreja, ao Papa e aos bispos em comunhão com ele” (Catecismo da Igreja Católica, página 38, # 100).
Destas afirmações do Papa subentende-se que nós, pastores evangélicos, estamos desautorizados a exercermos o nosso Magistério em relação às ovelhas que o Senhor nos confiou. Não podemos fazer isso, pois não somos Papas, nem tampouco alguém por ele credenciado. Conseqüentemente, somos impostores; ou como diz o Padre Vicente Wrosz, “curiosos”. E, por conseguinte, as pessoas que conosco estudam a Bíblia, estão sendo iludidas, pois só o Papa e seus bispos (isso exclui até os padres) estão credenciados por Deus para fazerem isso.
O que o Papa pretende com essa pretensão de dono da verdade? Resposta: Desacreditar os verdadeiros servos de Deus. Porém, à luz de At 17.11, os leigos podem examinar a Bíblia para se certificarem da autenticidade ou não do que o clero está ensinando, o que, por si só, prova cabalmente que Deus não nomeou um grupinho de homens para pensarem por nós.
Uma vez que a interpretação dos bispos só tem valor enquanto estão em comunhão com o Papa, fica claro que a opinião deles só tem “peso” enquanto se portam como vacas de presépio. Ao divergirem dele, ficam logo descredenciados e, portanto, sem moral para questionar Sua Santidade. Isso equivale a dizer que na prática, só o Papa pode interpretar a Bíblia, e que a delegação do mesmo poder aos bispos, é uma tapeação.
E como deve reagir o católico diante da alegada infalibilidade exclusiva, que o papa e seus bispos dizem possuir? Os católicos podem discordar disso e questioná-los? Podem fazer o que os bereanos fizeram, comparando pelas Escrituras o que o apóstolo Paulo dizia, para se certificarem da autenticidade ou não do que ele ensinava, sem serem tachados de hereges, desobedientes, e sim de nobres, por este gesto tão sábio? O Padre Álvaro Negromonte responde negativamente a estas perguntas, pois afirma com todas as letras que o Papa manda tanto quanto Cristo e que, portanto, suas ordens devem ser obedecidas e não discutidas. Senão, vamos às provas:
a)“... Um bom católico nunca põe em dúvida a autoridade da Igreja. Antes, procura ser cuidadoso da obediência que lhe deve. Cuidadoso e ufano. Vale a pena obedecer a quem manda com a mesma autoridade de Cristo e faz leis tão sábias.
Assistidos pelo Espírito Santo, o papa e os bispos têm uma visão que nos falta nos negócios da Igreja. As suas ordens devem ser obedecidas e não discutidas. Quando nossos pontos de vista não coincidirem, será por deficiência nossa...” (O Caminho da Vida, página 240, 15ª edição, Livraria José Olympio Editora, grifo nosso).
b) O Pastor Hugh P. Jeter, em seu excelente livro de refutação às heresias da Igreja Católica, registrou: “O sacerdote não pode raciocinar por si próprio. Um sacerdote espanhol, M. Garrido Aladama, declarou que se um professor diz a um estudante de seminário que o branco é preto, a palavra do professor deve ser tomada como sagrada, e o aluno deve assumir que a sua própria vista o enganou” (JETER, Hugh P. Rio de Janeiro: Betel. Será Mesmo Cristão o Catolicismo Romano?2ª impressão,2000, p. 66).
Como o leitor pôde ver com seus próprios olhos, ao ler as transcrições acima, os Padres Álvaro Negromonte e M. Garrido Aladama exigem dos católicos obediência cega. Na opinião deles, quando acharmos que o Papa está errado, devemos lembrar que o erro está em nós, não no Papa. O Papa e seus bispos são infalíveis. É por ignorância nossa que às vezes discordamos do papa e seus bispos.
Os que ainda não perderam a capacidade de raciocinar, sabem que o Padre Álvaro Negromonte está endeusando os seus superiores hierárquicos e ainda induzindo os católicos à mesma *antropolatria. Mas ele estaria certíssimo, se o papa e seus bispos não estivessem equivocados, quando afirmam que por determinação divina, só eles podem oferecer a real interpretação das Escrituras. Sim, porque se isso fosse verdade, eles seriam inquestionáveis. Ninguém poderia ponderá-los. Logo, o Padre Álvaro é um bom intérprete do que o papa quer dizer, quando afirma que ele e seus bispos detêm, por ordem divina, com exclusividade, o encargo de interpretar a Palavra de Deus.
Como já sabemos, há muitos livros escritos por padres, argumentando de tudo quanto é jeito, a fim de provar que nós, os evangélicos, estamos interpretando mal a Bíblia. Mas essas críticas são destituídas de valor, já que não procedem de alguém que, raciocinando com sua própria cabeça, tenha tirado as suas próprias conclusões. Como informamos, os padres não podem fazer isso. Só o papa e seus bispos podem fornecer a real interpretação da Bíblia, segundo o Catolicismo. Ora, para que sabermos a opinião de quem não tem opinião própria? A opinião de um padre típico é: “É errado ter opinião”. Geralmente, quando um padre nos “refuta”, o faz à base do seguinte raciocínio: “Quem são esses evangélicos para discordarem de Sua Santidade? Na minha opinião eles estão com a razão; porém, eu concordo com eles por causa das minhas deficiências. Se eu não fosse tão ignorante, discordaria deles. A lógica humana diz que a razão é deles; mas, como o Papa é infalível, a conclusão óbvia é que eles estão equivocados”.
Nós, os evangélicos, não estamos sós quanto à conclusão de os padres não pensam. Na obra intitulada La Grande Enciclopedie Française consta que "os clérigos [católicos] estão "Proibidos de raciocinar", [e que em conseqüência disso] "a ignorância tornou-se moléstia geral" (WEISS, Karl. A Igreja que veio de Roma. Rio de Janeiro: Universal Produções. 1 ed., 2000, p. 128-129, op. cit.).
Se todas as pessoas do mundo, ao invés de raciocinar, optarem por seguir cegamente a um dos muitos idiotas que há neste planeta, ainda assim teremos dois conjuntos de idiotices :1º): O conjunto das idiotices do idiota-guia. 2º): O conjunto das idiotices dos idiotas que o seguirem. E, obviamente, isso não seria a solução dos problemas.
Temos em nosso poder vários livros católicos, escritos por padres, como por exemplo, os Padres Luiz Cechinato, Manoel Pinto dos Santos, Álvaro Negromonte, Frei Battistini, etc., segundo os quais, ninguém deve ser livre intérprete das Escrituras. E acrescentam que o certo é se deixar guiar incondicionalmente pela pronunciação ex-cátedra de Sua Santidade. Em defesa dessa idéia, apontam para as muitas divisões que há entre os evangélicos. Contudo, o clero católico precisa considerar que embora seja verdade que enquanto raciocinamos, chegamos a muitas conclusões erradas, a pior de todas as conclusões é a conclusão de que não se deve raciocinar.
Além disso, as divergências que há entre nós, os evangélicos, são questões de somenos importância. Até porque quando surge um grupo pregando heresias de perdição, nós não o consideramos como evangélico. Os testemunhas-de-jeová, os adventistas do sétimo dia, os mórmons, os cristadelfos, os racionalistas cristãos, os legionários da boa vontade... não são vistos como cristãos pelos evangélicos.
Nós, os evangélicos, não somos unânimes em tudo, pois não somos robôs controlados por uma central de comando como o são os padres; antes somos seres pensantes. Assim somos como os cristãos primitivos, os quais, sem negar os pilares da fé cristã, divergiam sobre questões irrelevantes (Rm 14).
Muitos já nos perguntaram: “Por que os padres pensam diferente de vocês?” Devemos dizer a esses caros consulentes que os padres não pensam diferente de nós, nem tampouco pensam iguais a nós. Então, como eles pensam? A resposta é: Em termos teológicos padre não pensa. Os padres estão proibidos de pensar. Os padres prometeram obediência cega ao Papa. Eles prometem nunca interpretar a Bíblia em desacordo com a interpretação do Papa. Assumem que em caso de divergência, optarão pelas decisões ex-cátedra de Sua Santidade. O Catecismo da Igreja Católica afirma que assim deve ser. Ademais, temos livros escritos por padres, que ratificam essa posição, como já informamos. O exemplo acima exibido, ao copiarmos o parecer do Padre Álvaro Negromonte, é apenas uma pequena amostra do grande depósito em nosso poder. Realmente os padres não raciocinam à base da Bíblia, e sim, à base das “interpretações” do Papa. Eles simplesmente repetem, como o fazem os papagaios, o que lhes foi ensinado, ainda que para isso tenham que trair suas consciências.
Sim, padre não pensa (em termos teológicos, como já dissemos), mas essa regra tem exceção. Alguns padres têm se dado ao trabalho de pensar à luz da Bíblia e da razão, por cujo motivo muitos já pediram exoneração de suas funções. Só no Brasil, cerca de 500 (quinhentos) padres já aceitaram a Jesus como único e todo suficiente Salvador e Senhor pessoal, isto é, se converteram ao verdadeiro Cristianismo bíblico. Outros tão-somente abandonaram o “sacerdócio”, constituíram famílias e levam uma vida comum. Quando um padre pensa, o Vaticano perde um capacho.
Os que crêem que só o Papa pode interpretar a Bíblia, não sabem nem se essa conclusão está certa ou errada, considerando que, se eles não podem interpretar a Palavra de Deus, logo estão, por conseguinte, desqualificados para abrirem a Bíblia a fim de se certificarem da autenticidade ou não dessa doutrina papal. Assim sendo, essa heresia é uma loucura e enlouquece os que nela crêem.
Os homens que se julgam infalíveis e donos da verdade são, de fato, desequilibrados; embora se façam passar por Ministros do Evangelho. E quem lhes dá crédito, sem dúvida está cego por Satanás (2Co.4.4), seja ele membro do clero, ou leigo.
Que o clero católico era abusado, a ponto de assassinar os que divergiam de suas heresias, todos os que estudam a História Universal sabem. Poucos, porém, não ignoram que essa “Igreja” não se despojou de todas as suas arrogâncias. Ela continua autoritária.
Certamente já está claro que a Igreja Católica prega oficialmente que não se guiar cegamente pelo Papa equivale a trocar o certo pelo duvidoso. Certo é o que o Papa prega, e duvidoso é o nosso ponto de vista. O nosso ponto de vista pode estar ou não certo; e o aferidor infalível, é o parecer do Papa. Sempre que a nossa opinião coincide com a do Papa, está certa; quando, porém, nosso parecer diverge do dele, invariavelmente o erro está em nós.
Do exposto acima, se pode ver, que o Catolicismo seria cômico, se não fosse trágico. E que, portanto, a inegável existência de pessoas inteligentíssimas e bem intencionadas no Catolicismo, é um fenômeno que (repito) nem Freud explica. Isto porque, à primeira vista, a Igreja Católica é religião própria para pessoas mal informadas e/ou mal intencionadas. Porém, a verdade é que há católicos bem intencionados, assim como bem informados. Esse fenômeno, só Paulo explica (2Co 4.4).
Nota: Antropolatria: Culto de adoração ao homem.
CAPÍTULO 3
CRIANÇAS NO LIMBO?!
3.1. Expondo o que a “Igreja” diz
Segundo a Igreja Católica, os recém-nascidos não-batizados, por serem portadores do pecado original, não são filhos de Deus, mas sim, escravos do poder das trevas e estão debaixo do poder do Maligno. (Como sabemos, Maligno, com inicial maiúscula, é um dos títulos do diabo). Portanto, a Igreja Católica prega que se uma criança morrer sem o batismo, sua alma irá para um estado chamado Limbo, no qual não pode ver a Deus face a face. Desse estado talvez possa sair um dia, pela misericórdia de Jesus. Ensina, portanto, a Igreja Católica, que devemos rezar pela salvação das criancinhas que morreram sem ser batizadas, suplicando a Cristo, para que este as tire de lá e as leve para o Paraíso Celestial, onde possam ver a Deus face a face.
O que levou o clero católico a essa conclusão? Resposta: Jesus disse que o ser humano tem que nascer da água e do Espírito, para se habilitar a entrar no Reino de Deus (Jo 3.1-5). De outro modo, não terá acesso ao Reino dos céus, isto é, será condenado. Como os chefes da Igreja Católica crêem que é pelo batismo que se nasce da água, concluem que o batismo é necessário para a salvação até dos recém-nascidos. Estes, quando morrem sem ser batizados, não vão para o Paraíso Celestial, mas sim, para um lugar chamado limbo, do qual talvez possam sair um dia, segundo a Igreja Católica.
Para que o caro leitor possa ver que de fato a Igreja Católica prega o que afirmamos acima, veja estas transcrições:
A) “Por nascerem com uma natureza humana, decaída e manchada pelo pecado original, também as crianças precisam do novo nascimento no Batismo, a fim de serem libertadas do poder das trevas e serem transferidas para o domínio da liberdade dos filhos de Deus, para a qual todos os homens são chamados. A gratuidade pura da graça da salvação é particularmente manifesta no Batismo das crianças. A Igreja e os pais privariam então a criança da graça inestimável de tornar-se filho de Deus se não lhe conferissem o Batismo pouco depois do nascimento” (Catecismo da Igreja Católica, pág. 348, # 1.250. Grifo nosso);
B) “Quanto às crianças mortas sem o Batismo, a liturgia da Igreja convida-nos a ter confiança na misericórdia divina, e a orar pela salvação delas” (Ibidem, p. 355. Grifo nosso).
C) a Igreja católica “não conhece outro meio senão o batismo para garantir a entrada na bem-aventurança eterna” (Ibidem, página 350, # 1.257. Grifo nosso);
D) A Igreja Católica batiza crianças porque elas [...] “tendo nascido com o pecado original, precisam ser libertadas do poder do Maligno” [...] (Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, página 90).
E) Vejamos como o Novo Dicionário Aurélio define o Limbo: “Lugar em que, segundo a teologia católica, posterior ao séc. XIII, se encontram as almas das crianças muito novas que, embora não tivessem alguma culpa pessoal, morreram sem o batismo que as livrasse do pecado original”.
3.2. Refutando o que a Igreja diz
Doravante consideraremos o que a “Igreja” Católica diz acerca do imaginário Limbo, bem como das crianças que, supostamente, lá estão retidas.
3.2.1. Primeira refutação
A menos que eu esteja equivocado, o Dr. Aurélio não foi feliz quando afirmou que o conceito de Limbo é posterior ao século XIII. Segundo me consta, essa crença católica é bem mais velha. Essa doutrina absurda, cuja data de nascimento não sei precisar, já existia no século XI. O teólogo e filósofo católico Anselmo, nascido no ano 1033, já acreditava nisso. Isso é confessado pelo Padre Dom Estêvão Bettencourt: “A partir de Santo Anselmo [...], os teólogos propuseram o limbo como estado de felicidade natural reservada a tais crianças; elas veriam a Deus não face a face, como no céu, mas indiretamente, através do espelho das criaturas” (BETTENCOURT, Estêvão. Católicos Perguntam. Santo André: O Mensageiro de Santo Antônio. 7 ed. 2004, p. 29). Mas nascem daqui algumas questões complicadas:
A) Dom Estêvão Bettencourt refere-se ao senhor Anselmo, chamando-o de Santo e teólogo, mas quem se expressa como Anselmo se expressou sobre o Limbo, não é teólogo, nem santo, mas sim, um falso profeta. Claro, leitor, não é necessário ser teólogo, filósofo, muito inteligente, etc., para saber que no além-túmulo, as criancinhas que morreram sem o batismo não são discriminadas! Isso é invencionice;
B) Dom Estêvão Bettencourt disse que “Santo” Anselmo e outros teólogos definiram o Limbo como “estado de felicidade natural. Mas, como a igreja católica insiste em dizer que os recém-nascidos não-batizados não são filhos de Deus, mas sim, escravos do poder das trevas, e estão sob o poder do Maligno, perguntamos: Podemos mesmo crer que os que morreram nessa condição foram para um estado de felicidade, ainda que limitada? Salta aos olhos que os “santos” católicos estão tentando “reparar” o erro, sem abrir mão do mesmo. Ou seja, querem tapar o Sol com a peneira, ou pôr o lixo sob o tapete.
Acerca das crianças que morreram sem ser batizadas, pode-se perceber, pelas palavras de “santo” Anselmo, que ele acreditava no seguinte: a) Deus, por ser justo, não pode levar para o Céu, as almas das criancinhas que morrem sem ser batizadas, já que as tais estão manchadas pelo pecado original; b) Deus, por ser amor, não as lançará no Inferno, pois não têm culpa pessoal quanto a isso; c) há, portanto, um lugar intermediário próprio para elas, onde, embora impossibilitadas de verem “a Deus face a face”, podem, contudo, vê-lo “através do espelho das criaturas””. E, por conseguinte, terem uma felicidade natural, inferior à daqueles que estão para o Céu;
C) Finalmente, o Padre D. Estêvão Bettencourt (destoando do Catecismo da Igreja Católica, que nada garante quanto ao destino eterno das criancinhas que partiram desta vida sem o batismo, garantindo apenas que elas estão necessitadas das nossas orações), categoricamente declara que “Deus tem recursos invisíveis para salvar todas as crianças, mesmo as que morrem sem Batismo. A Igreja ora diariamente [...] por tais crianças” (Ibidem). Formulo, porém, a esse Padre as seguintes perguntas: a) A sua Igreja também crê assim? O senhor sabe que não, não é mesmo? Já vimos que a Igreja Católica demonstra, através de seus livros oficiais, considerável insegurança sobre essa questão. Lembremo-nos que a sua Igreja já declarou que não conhece, além do batismo, nada que garanta a entrada na bem-aventurança. Logo, parece-me óbvio que, segundo a sua Igreja, qualquer apelação à misericórdia de Deus por tais crianças, nada mais é que mera tentativa, cuja eficácia ela diz desconhecer; b) o senhor disse que a Igreja ora pelas almas das criancinhas que morreram sem ser batizadas. Caso essas orações sejam respondidas, em que tais almas serão favorecidas? Sairão do lugar em que estão, onde não podem ver a face de Deus, e voarão ao Céu? Se sim, pergunto: Então o senhor aquiesce que elas não estão no Céu? Ou o senhor não sabe onde elas estão? Caso esta última pergunta seja respondida positivamente, concluo que o senhor admite que as almas em questão podem não estar bem, assim como também reconhece que há uma possibilidade de elas já estarem na bem-aventurança eterna. Logo, o senhor não confirma a existência do Limbo, não o nega, nem se silencia sobre o assunto, mas fala como bom representante de sua insegura igreja. Sendo assim, tal qual a sua Igreja, o senhor está cheio de dúvidas, não é mesmo? c) os espíritos das crianças que estão no Limbo, embora não estejam numa condição tão ruim quanto a dos que estão no Inferno, não se pode dizer que já estão salvas, considerando que a sua Igreja prega que se deve orar pela salvação delas, como visto há pouco. Ora, se não estão salvas, então estão perdidas, não é mesmo? d) Admitir que as almas dos recém-nascidos que morreram sem o batismo, estão carentes das nossas orações, não equivale a - na melhor das hipóteses -, ombrear “Santo” Anselmo, segundo o qual tais almas não estão no Céu, mas noutro lugar onde não podem ver a face de Deus? e) E essa não é uma atitude anticristã, que põe em xeque a justiça e a misericórdia de Deus? f) Finalmente, Padre Estêvão, que tal Vossa Reverendíssima passar a ler a Bíblia sem os óculos dos papas, bispos, arcebispos e cardeais (Os únicos que, segundo sua seita, podem fornecer com segurança a interpretação da Bíblia), para que suas dúvidas sejam dirimidas?
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Parece-nos que, quanto ao destino das criancinhas que morreram sem o batismo, os clérigos católicos estão entre a cruz e a espada. Eles não querem abrir mão do Limbo, pois este, ao lado da falcatrua chamada purgatório e outras invencionices, constitui-se uma vaca leiteira de inestimável valor, na ótica dos que não sabem que há um tesouro maior esperando pelos que praticam e pregam o genuíno Evangelho. Por outro lado, se disserem que, à luz da Bíblia, está claro que no além-túmulo, as almas das criancinhas são tratadas em pé de igualdade, independentemente de terem sido ou não batizadas, a “vaquinha vai para o brejo”. Por este motivo, é grande o molejo do clero. Ele é cheio de jogo de cintura e malabarismo. Veja de novo: “Quanto às crianças mortas sem batismo, a liturgia da Igreja nos convida a ter confiança na misericórdia divina e a orar pela salvação delas” (Catecismo da Igreja Católica, pág. 355, # 1.283, grifo nosso).
Por que orar pela salvação dos recém-nascidos que morreram sem o batismo? A resposta é simples: A Igreja Católica prega que eles estão no Limbo, como já vimos, e sugere que imploremos a Cristo para que Ele os tire de lá. Claro que esta conclusão é óbvia, porque se essa “Igreja” acreditasse que tais crianças estão no Paraíso, por certo não nos aconselharia a orar pela salvação delas.
Relembro que a Igreja Católica não garante que as rezas pelas almas das criancinhas que morreram sem o batismo, produzirão o efeito desejado, pois ela prega oficialmente que “não conhece outro meio senão o batismo para garantir a entrada na bem-aventurança eterna” (Catecismo da igreja Católica, página 350, # 1.257. Grifo nosso). Que os recém-nascidos que morreram sem o batismo, estão no Limbo, a Igreja Católica garante. Que poderão sair de lá um dia, pela bondade de Deus, em resposta às nossas orações por eles, a Igreja Católica não garante, pois ela não conhece nada que possa assegurar a entrada na Bem-aventurança eterna, senão o batismo. Entretanto, ela nos aconselha a tentarmos, já que Deus é misericordioso. Ora, crer que o neném que morreu sem o batismo talvez se salve pela misericórdia de Deus, se por ele orarmos, é ter uma péssima imagem da pessoa maravilhosa de Jesus.
O fato de Jesus haver dito que das crianças é o Reino dos Céus (Mt 19.14) constitui prova de que elas estão automaticamente sob a graça de Deus, oriunda do sangue de Jesus.
Damos grande importância ao batismo, mas não o consideramos imprescindível para a salvação. Para nós, o batismo é uma iniciação à fé cristã. Conseqüentemente, se por uma razão justa, não for possível batizar, não há problema algum. O ladrão que, segundo Lucas 23.43, clamou por misericórdia no momento final da vida, não pôde ser batizado, o que não impediu o Senhor de assegurar-lhe que ele (o ex-bandido) estaria consigo (com Jesus) naquele mesmo dia no Paraíso. Ora, se um ex-bandido pode entrar no Céu sem batismo, uma criancinha é que não pode? Por que toda essa incerteza? É digno de nota ainda, que esse exemplo prova que o novo nascimento do qual Jesus falou em Jo 3.1-5 não é o batismo, considerando que se o fosse, o ladrão não se salvaria, já que Jesus dissera que sem o novo nascimento não há salvação. Logo, nascer de novo é a experiência da salvação, conseqüência do perdão dos pecados, que se obtém pela fé no sangue do Senhor. Há outras provas disso nas páginas da Bíblia. Só para citar mais um exemplo, em At 10 narra-se a história da conversão de Cornélio, o qual, antes de receber o batismo nas águas, teve sua experiência com o Espírito Santo. Ora, segundo a Bíblia, só quem é salvo pode receber o Espírito Santo (Jo 14.16-17; Rm 8.9). E, sendo assim, Cornélio se salvou antes do batismo, o que prova que ele nasceu de novo antes de ser batizado. Logo, o novo nascimento e o batismo são coisas distintas. E ainda que não o fossem, poderíamos provar pela Bíblia que os nenéns, mesmo antes de nascerem, já estão sob a proteção oriunda do sangue de Jesus, visto ter Cristo dito que o Reino de Deus é deles, como já salientamos.
Vários católicos já nos disseram que o fato de Jesus haver dito que “quem crer e for batizado será salvo” prova que o batismo é necessário para a salvação até dos recém-nascidos. Mas os temos ajudado a entender que se assim fosse, a perdição dos nenéns que morrem sem o batismo seria inevitável, pois que dependeriam de duas coisas para serem salvos: fé e batismo.Ora, batizar um bebê é fácil, mas fazê-los crer foge da nossa alçada.
Diz mais a Igreja Católica: “Quanto às crianças mortas sem o batismo, a Igreja só pode confiá-las à misericórdia de Deus, como o faz no rito das exéquias por elas. Com efeito, a grande misericórdia de Deus, que quer a salvação de todos os homens, e a ternura de Jesus para com as crianças [que] o levaram a dizer: ‘Deixai as crianças virem a mim, não as impeçais’ (Marcos 10.14), nos permitem esperar que haja um caminho de salvação para as crianças mortas sem Batismo. Eis porque é tão premente o apelo da Igreja de não impedir as crianças de virem a Cristo pelo dom do santo Batismo.” (Catecismo da Igreja Católica, página 350, # 1.261. O que está entre colchetes é nosso. Tomamos a liberdade de fazê-lo porque nos pareceu óbvio que se trata de um equívoco por displicência, da qual nenhum de nós está livre).
O que a Igreja Católica está querendo dizer é que o nenenzinho que faleceu sem o batismo não está bem. Ele está no Limbo. Contudo, visto que Deus é misericordioso, talvez nem tudo esteja perdido. Talvez ainda haja esperança. Tentemos, pois, fazendo exéquias por ele. E, considerando todo este transtorno, fica, segundo o Catolicismo, justificada a importância que a Igreja Católica dá ao batismo de crianças. Este sacramento não deve, pois, ser negligenciado pelos pais, visto que é através dele que seus filhinhos passam a ser filhos de Deus, saem de sob o poder do Maligno, e se libertam do poder das trevas, habilitando por conseguinte, a irem direto para o Céu, caso morram.
Assim a Igreja Católica dispõe de dois produtos: o que livra do Limbo ( o batismo) e o que talvez arranque do Limbo (as exéquias). E, como evitar é melhor do que remediar, o católico é aconselhado a evitar de privar o seu filhinho de se tornar filho de Deus e assim libertá-lo do poder das trevas, removendo-o de sob o poder do Maligno (como sabemos, “poder das trevas” e “poder do Maligno” é o mesmo que poder do diabo e seus demônios), batizando-o.
Como já vimos, a Igreja Católica prega que o neném não-batizado não é filho de Deus e está sob o poder das trevas e do Maligno. Este é o motivo pelo qual o exorcismo faz parte do cerimonial batismal? Vejamos: “Visto que o batismo significa a libertação do pecado... e do Diabo, pronuncia-se um (ou vários) exorcismo(s) sobre o candidato. Este é ungido com o óleo dos catecúmenos ou então o celebrante impõe-lhe a mão e o candidato renuncia explicitamente a Satanás...” (Catecismo da Igreja Católica, pág. 345, # 1.237).
Que loucura! Enquanto nós, cristãos autênticos, cremos que os recém-nascidos são “anjinhos”, para a cúpula católica são filhos do diabo (se não são filhos de Deus, são filhos de quem?), escravos do poder das trevas e endemoninhados que necessitam ser exorcizados? Bem, estou apenas perguntando. Perguntar não ofende. Quem pergunta quer saber. E, se julgam que mereço resposta, respondam-me! Mas por favor, sem sofisma. Não tentem enganar a mim também. Poupem-me!
À luz da Bíblia (Sl 51.5; Rm 5.12, etc.) podemos afirmar que os recém-nascidos são, de fato, portadores do que se convencionou chamar de “pecado original”, a saber, a natureza pecaminosa. Mas eles não têm culpa disso e estão automaticamente sob a proteção do sangue de Jesus (Mt 19.14).
3.2.2. Segunda refutação.
Incoerência é o que não falta à cúpula católica, como o respeitável leitor não ignora. Entretanto, vejamos mais esses disparates:
3.2.2.1. Incoerência nos catecismos
As contradições existentes nos catecismos da Igreja Católica já são conhecidas nossas. Entretanto, vamos expor, a seguir, mais algumas dessas discrepâncias.
A) Incoerência no Catecismo da Igreja Católica: A pesar de a Igreja Católica assegurar que: a) Os nenéns que morreram sem o batismo, carecem que oremos a Deus em prol de sua salvação, donde se pode perceber que ela não crê que eles já estejam salvos; b) que embora não se possa garantir que eles vão mesmo sair de onde estão, vale a pena apostar na salvação deles, posto que Deus é misericordioso ... e assim por diante, diz, concomitantemente, à página 242, # 841, que os adeptos das religiões não cristãs, principalmente os muçulmanos, também podem se salvar, mesmo sem se converter ao Cristianismo e, portanto, sem serem batizados. Porém, se há salvação para um adulto, adepto do Islamismo que: 1) Também não é batizado; 2) também tem o pecado original; 3) além do pecado original, tem culpas pessoais - quem não tem? -, o que em nada pode contribuir para diminuir a sua condenação; 4) nega que a Bíblia é a Palavra de Deus; 5) nega que Jesus é Deus; 6) nega que Jesus é o Filho de Deus; 7) nega que Jesus morreu pelos nossos pecados; 8) nega que Jesus ressuscitou para nossa justificação, etc., por que não haveria salvação para os recém-nascidos que morrem sem ser batizados? E se suspeitam da salvação até dos recém-nascidos que morrem sem o batismo, por que não duvidam da dos adultos que ainda não receberam o batismo? Deste modo vê-se que os clérigos católicos mordem e assopram. E o pior é que mordem um e assopram o outro. No caso ora em questão, os mordidos são os bebês que expiraram sem o batismo; e os assoprados, são os muçulmanos. O objetivo deles é fazer com que o dito fique pelo não dito, como já observamos em 2.2. Mas alguém já disse acertadamente, que o mal do sabido, é pensar que todo o mundo é bobo.
B) Incoerência no Compêndio do Catecismo da Igreja Católica: Tão logo o Cardeal Ratzinger foi eleito Papa, elaborou-se uma síntese do Catecismo da Igreja Católica supracitado, à qual deu-se o título de Compêndio do Catecismo da Igreja Católica. Esta obra, aprovada pelo Papa Bento XVI em 2005, é publicada pela Edições Loyola. O dito compêndio, em harmonia com o catecismo do qual é um resumo, ratifica à página 91, que podem se salvar sem ser batizados, os que: a) morrem por causa da fé; b) são catecúmenos; c) os que sem conhecer Cristo e a Igreja, procuram sinceramente Deus e se esforçam por cumprir a sua vontade. Mas, em se tratando das crianças que morreram sem o batismo, ele já não é tão generoso. Veja: 1) A Igreja batiza crianças porque elas, “...tendo nascido com o pecado original, precisam ser libertadas do poder do Maligno” ... (Ibidem, página 90 [atente para o fato de que o vocábulo “Maligno” está grafado com inicial maiúscula. Entre as muitas definições que o dicionarista Aurélio dá a esta palavra, uma é:“O chefe dos demônios, o gênio do Mal” . E deve ser este o conceito deste vocábulo, neste caso, já que está escrito com inicial maiúscula. Sim, Maligno, com inicial maiúscula, que eu conheça, só há um: o diabo]); 2) “Quanto às crianças mortas sem Batismo, a Igreja na sua liturgia as confia à misericórdia de Deus” (ibidem, página 91).
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Do exposto até aqui, certamente está claro que embora a Igreja Católica tenha se posicionado positiva e decididamente acerca da salvação de alguns adultos que morrem sem ser batizados, recusa, contudo, pronunciar acerca do verdadeiro estado das criancinhas que partem desta vida sem o batismo, limitando-se a dizer que: A) Tais crianças não estão no Céu; B) elas não podem ver a face de Deus; C) devemos confiá-las à misericórdia de Deus. Sim, leitor, os clérigos católicos asseguram no mencionado Compêndio do Catecismo da Igreja Católica que: a) seguramente há salvação para os cristãos que morrem por causa da fé (mártires) antes do batismo (chamam isso de “batismo de sangue”); b) garantem que há salvação para os que morrem - sem serem martirizados – enquanto catecúmenos (chamam isso de “batismo de desejo” ); c) que sem dúvida há salvação para os não-cristãos que (embora também tenham morrido sem o batismo) procuravam Deus com sinceridade e se esforçavam por cumprir a Sua vontade (isso também é chamado de “batismo de desejo”). Mas, quanto às crianças que morreram sem o batismo, se mostram cheios de dúvidas, dizendo que não conhecem nada que garanta a salvação dos mesmo, e sugerindo simultaneamente que as confiemos à misericórdia de Deus, como quem diz, “quem sabe, né?”
Ué! Por que não dão também um nome bonitinho ao estado no qual estavam os nenéns falecidos sem o batismo, e usam da mesma benevolência já demonstrada aos muçulmanos? Se posso ajudar com uma sugestão, opino que rotulemos isso de Batismo de inocência. E, a seguir, batamos o martelo, absolvendo-as desse estado intermediário e transportando-as ao Paraíso Celestial.
Não estou dizendo que creio em batismo de inocência, mas sim, recorrendo a uma ironia, no intuito de induzir as vítimas do engano que constitui o Catolicismo, a compreender que estão sendo induzidas ao erro.
3.2.2.2. Desde quando?
“Para Maria Clara Lucchetti Bingemer, (decana do Centro de Teologia e Ciências Humanas da PUC-Rio) ‘a Igreja não necessita mais aludir a um lugar intermediário para afirmar que os que morrem sem Batismo e são inocentes não irão para o inferno. Isso pode ser deduzido claramente do ensino da mesma Igreja sobre a misericórdia infinita de Deus que deseja que todos sem exceção sejam salvos’ ”. (Desafio das Seitas, editado pelo Centro de Pesquisas Religiosas, 4º Trimestre de 2006, página 5). Não necessita mais? Desde quando? Lembre-se que, para mudar essa doutrina católica, ter-se-á que reformular a literatura oficial da Igreja Católica, segundo a qual, os recém-nascidos não-batizados não são filhos de Deus, são escravos do poder das trevas, estão sob o poder do Maligno, etc. A Igreja mudará tudo isso? Se sim, parabéns! Nunca é tarde demais (exceto após a morte) para se arrepender do erro e se retratar. Mas, se sem abrir mão de todas essas crenças, disserem que o Limbo foi abolido, perguntemos: Vocês aboliram o Limbo, ou mudaram o nome dele, ou pararam de lhe dar um nome?
Quanto à declaração da senhora Clara, não percamos de vista que a Igreja Católica nunca pregou que os recém-nascidos que morrem sem batismo vão para o Inferno. O que essa Igreja pregou e prega, é que os tais vão para o Limbo, onde não podem ver a face de Deus. E senão, digam-me quando e onde se deu a pública retratação! Repito que alguém já disse acertadamente que “o mal do sabido é pensar que todo mundo é bobo”. Para que o leitor memorize bem, relembro que, segundo o Catolicismo, não há nada que garanta que os bebês que morrem sem batismo possam um dia ir para o Céu. Mas, como Deus é misericordioso, talvez haja esperança. E, sendo assim, rezemos suplicando a misericórdia Daquele que quer que todos se salvem. Quem sabe, não é mesmo?.
É oportuno observar que o fato de os teólogos católicos estarem tentando junto a Bento XVI, a abolição do Limbo, prova que eles sabem que, segundo o Catolicismo, o Limbo existe. Claro, como abolir o que não existe?
Bem, a senhora Clara, segundo o Desafio das Seitas op. cit., disse que “a Igreja não necessita mais aludir a um lugar intermediário para afirmar que os que morrem sem Batismo e são inocentes não irão para o inferno”. Mas a eliminação desse lugar intermediário, só se sustenta, se essa “Igreja” parar de dizer que neném sem batismo está debaixo do poder do Maligno, é escravo do poder tas trevas, não é filho de Deus, etc. De outro modo, o estado desses infelizes (claro que eu não creio que eles sejam infelizes) vai piorar mais ainda, visto que bem ou mal, por ora eles ainda têm onde morar. Mas, tadinhos, estão sendo ameaçados de se tornarem sem-limbo. Já não bastam os sem-tetos e os sem-terras que estão no aquém-túmulo?
3.3. Criança não é filho de Deus mas é gente
Em seu livro A Igreja do Deus Vivo, lançado pela Editora Vozes, 33ª edição de 2001, página 39, o Frei Battistini argumenta dizendo que se Cristo mandou batizar todas as gentes, então as crianças devem ser batizadas, visto que elas também são gente. E perguntou: “Será que para os protestantes criança não é gente?” Respondemos a esta pergunta, informando ao prezado Frei, que nós não só cremos que os recém-nascidos são gente, como também cremos que eles estão salvos, já são filhos de Deus, não são escravos do poder das trevas, não estão debaixo do poder do Maligno, etc. Logo, que as crianças são gente, católicos e evangélicos estão de comum acordo. A controvérsia é outra. O que está sendo discutido é: a) Os recém-nascidos não-batizados estão ou não perdidos? b) se são ou não escravos do poder das trevas; c) se estão ou não debaixo do poder do Maligno, como o crê o Papa Bento XVI; d) se são ou não filhos do Diabo (se não são filhos de Deus, de quem o são então?); e e) se o batismo pode ou não mudar a sorte desses que a “Igreja” considera condenados ao Limbo. Certamente o Frei Battistini sabe disso, mas prefere jogar sujo, apelando para o sentimentalismo dos católicos, criando assim animosidade entre nós e suas vítimas, a saber, os católicos que ignoram quão maquiavélico é esse infeliz, por cujo motivo perdem o seu tempo, lendo os nefandos livros oriundos da maldita pena desse falso profeta. Que Deus se apiede dele! Aspiramos vê-lo no Céu e por isso estamos orando por ele. Já chorei por ele em minhas orações! Façam o mesmo, meus irmãos! Se ele for para o Inferno, a vitória será de Satanás. Nós, porém, queremos que Jesus erga mais este troféu: a salvação dessa alma penada!
3.4. O Vaticano II aboliu o Limbo?!
O livro Será Mesmo Cristão o Catolicismo Romano? diz à página 15 que o Limbo foi abolido no Concílio Vaticano II. Não sei em que seu autor - Pastor Hugh P. Jeter - se baseou para fazer esta declaração, mas, sobre isso, tenho a dizer o seguinte:
A) Possivelmente, o Pastor Jeter inspirou-se no fato de esse Concílio não mencionar a palavra Limbo. No Catecismo da Igreja Católica, aprovado pelo Papa João Paulo II em 1992, assim como no Compêndio do Vaticano II, não consta este vocábulo. Atentemos, porém, para o fato de que silenciar não é o mesmo que ratificar, mas também não é sinônimo de negar ou retratar. Além disso, os textos acima, transcritos de obras oficiais da Igreja Católica, não deixam dúvida de que o Limbo está de pé. Não encontramos esta palavra no Catecismo da Igreja Católica, no Compêndio do Vaticano II, nem ainda no Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, mas se os recém-nascidos continuam sem ser filhos de Deus; se ainda são escravos do poder das trevas; se ainda estão sob o poder do Maligno; se a Igreja ainda não conhece nada, além do batismo, que lhes garanta a entrada na bem-aventurança... que lhes resta a não ser o antigo Limbo, embora talvez agora sem nome, ou com outro nome? Aliás, qualquer antiga doutrina católica que não tenha sido negada explicitamente no Concílio Vaticano II, deve ser entendida como estando de pé. Quando a Igreja Católica quiser se retratar dessa heresia ou de outra qualquer, terá que vir a público, confessar que errou e pedir perdão às vítimas de seus enganos. Não basta silenciar-se. Ademais, quem disse que a Igreja Católica silenciou-se sobre o Limbo? Porventura, quando essa "Igreja" diz que os recém-nascidos não-batizados 1) não são filhos de Deus, mas sim, escravos do poder tas trevas; 2) estão debaixo do poder do Maligno; 3) se morrerem nesse estado vão para um lugar onde não vêem a Deus face a face; 4) e que ela não conhece outro meio, além do batismo, que lhes garanta o acesso na bem-aventurança eterna, não está perpetuando o Limbo? Não! O Vaticano II não eliminou o Limbo, mas apenas deixou a palavra Limbo no Limbo, isto é, ignorou esta palavra, mantendo apenas o que esse velho vocábulo designa: o estado lamentável estado no qual estão (segundo a Igreja Católica) as criancinhas que morreram sem o batismo, que as livrasse do pecado original. Por que isso? Deve ser porque assim fica mais fácil enganar. Uma prova a mais de que os lideres católicos sabem que a Igreja Católica não aboliu o Limbo, consta de um jornal apologético, editado pelo Centro de Pesquisas Religiosas (CPR), que registrou: “Desde de 2005, a Comissão Teológica internacional da Igreja trabalhou num documento que pretendia abolir formalmente o limbo, o lugar para onde, segundo a tradição católica, vão as crianças que morrem sem ter sido batizadas” (Desafio das Seitas, op. cit., página 5). Ora, se a Comissão Teológica Internacional da Igreja Católica trabalha num documento que objetiva abolir o Limbo, salta à vista que para os integrantes dessa Comissão, o Limbo ainda não foi abolido.
B) Como informo no capítulo VI deste livro (6.4.3.b), a Igreja Católica distingue entre doutrina e dogma, também chamado de artigo de fé. Uma crença católica difundida e defendida até através de seus catecismos, pode não ser um dogma, ou artigo de fé. Claro, os que não possuem formação teológica não sabem disso; e, desse modo, fica fácil fazer com o dito fique pelo não dito. Basta dizer que “A doutrina do limbo não constitui artigo de fé” [...], como o faz o Padre D. Estêvão Bettencourt (Católicos Perguntam. Op. cit., p. 29), bem como também o faz o Papa Bento XVI que, quando ainda Cardeal, em 2005 “deixou claro acreditar que o conceito de limbo deveria ser abandonado, por ser ‘apenas uma hipótese teológica’ , e não uma ‘verdade definida da fé’ “ (Desafio das Seitas. Op. cit., página 5). O próprio jornal Desafio das Seitas titubeou nessa: “O catecismo oficial da Igreja Católica, lançado em 1992 [...], eliminou o conceito de limbo” [...]. Mas o texto a seguir transcrito, como prova de que deveras o referido catecismo aboliu o Limbo, prova exatamente o contrário disso. Veja: “Quanto às crianças que morreram sem o Batismo, a Igreja só pode confiá-las à misericórdia de Deus” (Ibidem. Grifo nosso). Ora, esse apelo à misericórdia divina em prol das crianças que morreram sem o batismo, só se justifica se elas ainda não estão na bem-aventurança eterna, mas sim, num estado inferior, sem poder ver a Deus face a face, como bem o confessou o teólogo e Padre Dom Estêvão Bettencourt, quando nos informou que essa é a definição que os teólogos católicos, a partir de “Santo“ Anselmo, dão desse vocábulo. Veja o leitor, que entre os teólogos católicos que pregam o Limbo, há até “Santo” de renome, como é o caso do “teólogo” Anselmo.
Quem não conheça o clero católico, ao tomar ciência de que o Papa Bento XVI disse que o Limbo, por ser “apenas uma hipótese teológica”, e não uma “verdade definida da fé”, deve, por isso, ser abandonado, certamente pensa que esse Papa tem a mente mais aberta do que a dos seus antecessores; e que, portanto, o conceito de Limbo está com seus dias contados. Mas é ledo engano. Já provei acima que esse Papa crê que os recém-nascidos não-batizados estão debaixo do poder do Maligno. Ora, sendo assim – a menos que ele se retrate -, ele pode até abolir a palavra Limbo, dando a esse lugar (ou estado, como o prefere o clero católico), um novo nome; mas nunca abolirá o seu conceito, isto é, nunca negará a existência desse lugar. Portanto, se a qualquer hora dessas, ele anunciar que o Limbo não existe, lembremo-nos de perguntar-lhe se ele já tirou os recém-nascidos não-batizados de sob o poder do Maligno. Também, perguntemo-lo, se tais crianças já deixaram de ser escravas do poder das trevas, e se já são filhos de Deus. Penso assim porque parece-me óbvio que quem morre debaixo do poder do Maligno, escravizado pelo poder das trevas, e sem ser filho de Deus, certamente não vai para o mesmo lugar que aquele que morre sob a graça de Deus. Cuidado, caro leitor, para não se impressionar com as parolas dos paroleiros!
Bem, o Desafio das Seitas equivocou-se (o que é muito natural. Quem não erra?), mas o Instituto Cristão de Pesquisas – ICP – foi felicíssimo quando, discorrendo sobre o que a Igreja Católica diz acerca de Jo. 3.5, observou: [...] “ Nascer da água é entendido como batismo [...], que deve ser ministrado à criança dias depois do nascimento, sob pena de, morrendo sem batismo, ir para o Limbo” (Bíblia Aplogética. São Paulo: ICP Editora. 2000, P. 1186. Grifo nosso)
C) A crença de que as criancinhas que morreram sem o batismo estão no Limbo é tão ridícula, que às vezes os clérigos católicos procuram esconder do povo que a Igreja Católica prega isso oficialmente. E, para tanto, usam de meias verdades. Veja este exemplo: A Editora Santuário publicou um livro intitulado “O que é preciso saber sobre o Batismo”, de autoria do Bispo Dom Antônio Afonso de Miranda que, à página 13, registra o seguinte:
“É freqüente angustiarem-se pais cristãos fervorosos porque um filho ou filha morreu sem batismo.
"Não há motivo para angústia, muito menos para alimentar complexo de culpa. Pais cristãos, que desejavam o batismo para o filho, saibam que a criança não batizada não tem culpa, por isso não há por onde condenar-se.
"Pode-se mesmo pensar que, em virtude da fé de seus pais, tal criança está no Céu. Pois Deus ‘quer que todos os homens se salvem’ (1Tm 2,4), e Jesus, por seus méritos infinitos, alcançou a salvação para todos, como nos ensina a nossa fé.
"Embora não haja no magistério da Igreja definição específica sobre este ponto, a doutrina comum jamais pôs em dúvida o infinito amor de Cristo, que disse: ‘Esta é a vontade daquele que me enviou: que eu não perca nada do que ele me deu, mas o ressuscite no último dia’(Jo 6,39)”.
Considerando os quatro parágrafos acima transcritos, temos que concluir que, das duas, uma: a) Ou esse homem é muito hipócrita; b) ou ele ignora o que a Igreja Católica prega. Ah! Existe ainda a seguinte possibilidade: Talvez, quando ele falou que ainda não há “no magistério da Igreja definição específica sobre este ponto”, estava querendo dizer apenas que essa doutrina católica, constante até do Catecismo da Igreja Católica, ainda não é dogma, ou seja, que ainda não foi definida solenemente. É uma doutrina católica, não um dogma. Todo dogma é doutrina, mas a recíproca não é verdadeira. Você entendeu? Não?! Nem eu. Claro, isso é conversa p'ra boi dormir. Quando analisamos a etimologia da palavra dogma, percebemos que tudo aquilo que uma religião ensina como verdade, é dogma, é doutrina, é ensino. Na Igreja Católica, porém, a palavra dogma não é título comum a todas as doutrinas que constituem o Catolicismo; antes, refere-se exclusivamente a cada uma das doutrinas irrevogáveis, indiscutíveis, visto que Sua Santidade não se limitou a pregá-las ou exará-la no Catecismo, mas foi mais além, fazendo sobre a mesma uma pronunciação ex-cátedra, em caráter solene, transformando-a em dogma. Exemplos de dogmas são a Imaculada Conceição de Maria e a Assunção da Virgem. Estes são dogmas, isto é, pontos doutrinários indiscutíveis, irreversíveis, irrevogáveis, visto ser impossível que estejam errados, considerando que os Papas Pio IX e Pio XII já pronunciaram ex-cátedra acerca disso.
Veja o leitor que o Bispo Dom Antônio Afonso de Miranda afirma que as crianças não-batizadas são inocentes, e que portanto, quando morrem vão para o Céu. Ora, com isso concordamos plenamente, mas convenhamos que não é isso que a Igreja Católica prega. Além disso, ele disse que o magistério da Igreja - isto é, o Papa e seus bispos, arcebispos e cardeais - ainda não definiu especificamente “sobre este ponto”. Mas como não, se já vimos que a Igreja Católica prega há séculos que as almas das criancinhas que morrem sem o batismo vão para o Limbo? Vimos ainda que além de o atual Catecismo da Igreja Católica (aprovado em 1992), pregar que os recém-nascidos não-batizados não são filhos de Deus, mas sim, escravos do poder das trevas; e que, portanto, devemos orar pela salvação dos que morreram nesse estado, o Papa Bento XVI sustenta que deveras os recém-nascidos não-batizados estão debaixo do poder do Maligno. Raciocine: Não se ora para Deus salvar aquele que já está salvo; uma doutrina que já consta até dos Catecismos católicos, que nos falta ainda para que possamos considerá-la como doutrina integrante do Catolicismo?; se eles não são filhos de Deus, mas sim, escravos do poder das trevas (como afirmou o Papa João Paulo II), e se estão debaixo do poder do Maligno (como o assevera o Papa bento XVI), como dizer que o Magistério da Igreja ainda não definiu "específica sobre este ponto" ?
A esta altura perguntamos: O sobredito bispo é mentiroso? Desconhece o que a “Igreja” dele prega? Ou se vale das barafundas da sua “religião” para camuflar do povo o lado ridículo da sua seita? Qualquer uma destas alternativas o desqualifica para o pomposo título que ele ostenta. E se ele é hipócrita, a sua máscara acaba de cair. Sim, porque se com a expressão de que não há “no magistério da Igreja definição específica sobre este ponto”, quer dizer que a Igreja Católica ainda não pronunciou sobre este assunto, ele está faltando com a verdade. E, se com isso quer dizer que essa doutrina oficial ainda não é dogma, está patente a sua astúcia. Claro, para os leigos (ou pelo menos para a grande maioria dos leigos), uma declaração dessas, camufla inúmeras aberrações. É como se ele estivesse dizendo que tal crença é uma crendice popular, própria dos leigos mal informados, pela qual não é justo, pois, que a Igreja responda. Uma evidência material de que isso ocorre, é o fato de uma pessoa que se identificou como católico Leigo Consagrado (mencionado também no capítulo V deste livro), me remeter por e-mail, um texto, no qual me diz o que se segue: [...] “esse limbo, ou seja lá o que for, NÃO EXISTE. [...] se uma criança morre, sem ter sido batizada, até a idade de consciência, ou seja, por volta de 8 anos, vai diretamente para o Céu, mas DEUS COBRARÁ seu sangue de seus pais” (Grifo no original). Aqui, além de podermos ver que ele está mal informado - ou mal intencionado? – (já que nega que a sua “igreja” prega o que prega), ainda não fala coisa com coisa, pois sustenta que "Deus cobrará seu sangue de seus pais". Mas que sangue? Se o neném foi salvo, então não sofreu nenhum dano em termos espirituais. Logo, como cobrar seu sangue? Para que Deus pudesse cobrar de seus pais com justiça, duas coisas seriam necessárias: 1) Que a criança tenha morrido sem ser batizada por negligência de seus pais, o que nem sempre acontece, já que a morte às vezes ocorre no ventre da mãe, ou imediatamente após o nascimento, não havendo tempo para se proceder ao batismo; 2) que a criança tenha sido condenada. Na ausência de um desses dois fatores, não há sangue algum a ser cobrado. Como cobrar por um sangue inexistente? E como incriminar um pai por um sangue que não tenha sido derramado por ele? Esse é um disparate indigno de ser refutado. Então, por que o faço? Está em jogo a salvação dessas vítimas do engano!
Será que o Bispo D. Antônio se envergonhou de ensinar o que a sua “igreja” prega? Não seria melhor, se envergonhar de mentir aos seus leitores, ou tapeá-los com meias verdades?
Vimos que o referido Bispo disse que “não” há “no magistério da Igreja definição específica sobre este ponto”. Mas dessa declaração nascem cinco questões: 1ª) Há sim, senhor Bispo!; 2ª) O próprio Cristo já definiu especificamente sobre este ponto, como já demonstrado acima; 3ª) se não houvesse mesmo uma definição sobre este ponto, seria um grave erro, um excesso de morosidade, visto que o Cristianismo existe há quase 2000 anos; 4ª) quando o apóstolo Mateus (cap. 19.14) registrou que Jesus dissera que o Reino dos céus é das crianças, estava, por conseguinte, definindo especificamente sobre este assunto, senhor bispo! Que queres mais? 5ª) será que tu não sabes que esse negócio de doutrina da Igreja, e definição específica (dogma), só se presta para o fim a que se destina: enganar o povo?
D) Do fato de o Pastor Jeter dizer que o Vaticano II aboliu o Limbo, se subentende que esse estudioso do Catolicismo Romano também sabia que deveras esse engodo fizera parte do corpo de doutrinas da “Igreja” Católica. Ele apenas não conseguiu perceber (e não o crucificamos por essa falha banal! Quem não erra?) a astúcia do clero católico, que, silenciou quanto ao vocábulo, mantendo apenas o conceito.
3.5. Convergência evangélica na divergência batismal
A grande maioria das igrejas evangélicas é contrária ao batismo de crianças que não tenham atingido a idade da razão. Desta afirmação, porém, se subentende que algumas igrejas evangélicas batizam recém-nascidos. Mas estas igrejas o fazem, não para libertar os nenéns do poder das trevas, arrancá-los de debaixo do poder do Maligno, transformá-los em filhos de Deus e, por conseguinte, livrá-los do Limbo; mas sim, porque, entre outras razões, julga que fazê-lo ajuda a educá-los nos caminhos do Senhor.
Já ouvimos muitos evangélicos dizerem que batizar recém-nascidos é desnecessário, visto que eles não têm pecado. Os católicos retrucam dizendo que as criancinhas têm o pecado original. Dizem também que Jesus, embora nunca tenha pecado, se deixou batizar. Quanto a isso, os católicos estão com uma boa dose de razão, pois o pecado original e o batismo de Jesus, são fatos inegáveis à luz da Bíblia. Porém, será que o batismo lava pecado original? Será que os recém-nascidos estão mesmo necessitados dessa suposta lavagem batismal? Além disso, se os católicos querem mesmo se inspirar no batismo de Jesus, devem batizar exclusivamente adultos, já que o Senhor se deixou batizar aos 30 anos de idade (Lc 3.23).
O autor destas linhas, apoiado no fato de que Jesus mandou pregar o Evangelho e batizar os que crêem, opta por batizar apenas os que fazem a sua opção pessoal por Cristo, o que exclui os recém-nascidos. Porém, respeita os que dele divergem, e os recebe como irmãos em Cristo, se não atribuem valor salvífico ao batismo, julgando-o imprescindível à salvação até dos recém-nascidos, como o faz a Igreja Católica.
Na ótica deste autor, o batismo católico não é bíblico por três motivos: Primeiro, porque é por aspersão; segundo, porque é extensivo às criancinhas; terceiro, porque é visto como tábua de salvação. Destes três equívocos, porém, só o último está sendo considerado nesta obra, visto que os dois primeiros erros não descaracterizam nenhuma igreja cristã. Sim, o último erro é gravíssimo, porquanto faz de Cristo um monstro, que condena até os bebês; e ainda nega que o sangue do Senhor é a única fonte purificadora.
Talvez eu esteja errado por acreditar que o batismo, além de ser por imersão, só possa ser ministrado aos que fizeram sua opção pessoal por Cristo. Mas, como o sangue de Cristo é a nossa única tábua de salvação, estamos salvos; e, portanto, tranqüilos, enquanto aguardamos uma compreensão maior sobre este assunto. Sugerimos esta mesma postura aos evangélicos que de mim divergem, a fim de mantermos a unidade na diversidade. Por mais convicto que você esteja, como é o caso deste autor, mantenha-se sempre aberto a uma luz maior.
3.6. Uma palavra aos pais.
Pais, informamos que a Igreja Católica prega que nossos queridos recém-nascidos não são filhos de Deus, não por objetivar despertar qualquer animosidade contra os padres. Não! Não os odiemos! Uma boa parte dos padres não faz isso por maldade. Os padres são vítimas de um sistema autoritário
que privou-os do uso da razão. São vítimas de vítimas. O Papa fala e eles repetem, como o fazem os papagaios, pois segundo a lavagem cerebral que os transformou em robôs do Vaticano, essa sujeição cega ao Papa leva à salvação. Então, que pretendemos? Encorajar o leitor a pensar com sua própria cabeça, tirar suas próprias conclusões e decidir por si mesmo o seu futuro eterno, não mais confiando sua alma aos cuidados de quem quer que seja. Leia a Bíblia e siga-a. Somos todos iguais. Logo, todos temos o mesmo acesso à Bíblia. Qualquer um de nós pode entender o Plano de Salvação apresentado pela Bíblia, assim como também qualquer um de nós, e isso inclui o Papa, pode entender tudo errado e ir para o Inferno com uma Bíblia debaixo do braço. Sim, o Papa não é diferente de ninguém. Ele pode errar e/ou acertar tanto quanto qualquer um de nós. Portanto, dialoguemos com ele de igual para igual. Debatamos ou conferenciemos com ele em pé de igualdade. Ouçamos tudo quanto ele tem a dizer, mas só aceitemos se ele nos convencer dentro da Bíblia. Lembre-se: Você não é um robô. Portanto, não aceite ser manipulado pelo Papa, ou por quem quer que seja. Use sua cabeça. Não tenha medo de fazer isso. Não traia a sua consciência! Tenha personalidade! Seja você mesmo! Embora o clero católico negue a você o direito ao livre exame da Bíblia, dizendo que só o Papa e seus bispos podem interpretar corretamente as Escrituras Sagradas (Catecismo da Igreja Católica, página 234, # 816), você não é obrigado a seguir cegamente a ninguém. Liberte-se! Sacuda o jugo! Quebre as amarras!
Depois do que vimos até aqui, quando pais católicos levam seu filhinho para um padre batizar, é como se estivesse dizendo assim: Este neném ainda não é filho de Deus, está sob o poder do Maligno e é escravo do poder das trevas; e, portanto, não há nada que lhe garanta o ingresso no Céu, caso morra assim. Trazemo-lo, pois, à Vossa Reverendíssima para que, no uso da autoridade espiritual que lhe foi outorgada quando foste Sagrado Sacerdote, mude-lhe esta triste sorte. E você acha que isso pode ser motivo de bênção para seu filho? Não!!!
A maioria dos pais católicos não sabe porque a Igreja Católica batiza crianças. Mas você não é inocente mais, pois já lhe conscientizei das implicações inerentes ao batismo infantil praticado pela Igreja Católica. Logo, tenha pena de seu filho! Livre-o dessa impostura! É da sua competência e dever cuidar bem de seus filhos. E aceder às barbaridades católicas acerca dos recém-nascidos não-batizados, não é o que de melhor você pode fazer por sua prole.
Caso os clérigos católicos digam que eu faltei com a verdade, ou que interpretei erradamente, e isso lhe gere dúvidas, vá a uma livraria católica, compre os livros aqui citados e confira minhas cópias e tire suas próprias conclusões.
Oremos: Ó Deus, salvai as crianças dos embustes dos embusteiros! Vede, ó Senhor, que nossas crianças estão sendo expostas ao ridículo! Suplicamos-vos para elas, socorro; e o fazemos em nome de vosso Filho - Jesus. Amém.
CAPÍTULO 4
O CATOLICISMO VERSUS BÍBLIA
4.1. A Igreja Católica traiu a Bíblia
Abaixo, as provas de que a epígrafe é verdadeira.
4.1.1. Adicionando-lhe os apócrifos
A) Quando?
Poucos sabem que em 1546, no Concílio de Trento, o clero católico adicionou à Bíblia sete livros apócrifos. Eles já vinham fazendo isso desde o século IV, contudo, o reconhecimento oficial e definitivo desses livros por parte da Igreja Católica se deu a partir do século XVI. Século XVI? Bem, esse Concílio foi relevante quanto à aprovação dos apócrifos, mas não podemos esquecer que no século XIX, no Concílio Vaticano I, datado de 1870, se ratificou a canonicidade dos apócrifos. Por que tantas ratificações? O leitor não desconfia de nada?
A adição dos apócrifos à Bíblia se deu pela seguinte razão: Prover aos padres recursos para “provar” pela “Bíblia” que o Catolicismo é ortodoxo. Por exemplo, 2Macabeus, capítulo 12, versículos 40 a 46 diz que é certo rezar pelas almas dos mortos. E no capítulo 15, versículos 11-16 deste mesmo livro, consta que Onias e Jeremias, então já falecidos, intercediam a Deus em prol dos judeus. Ora, uma "Bíblia" assim era tudo que o clero católico precisava. Nenhum livro da Bíblia manda rezar pelos mortos, tampouco dizem que os mortos oram por nós; só 2Macabeus o faz; e o leitor não desconfia de nada? Ademais, se esse expediente sugerido por 2Macabeus 12. 40-46 produzisse algum efeito positivo, o tormento eterno para os ímpios deixaria de existir, visto que então esvaziaríamos o Inferno. Talvez alguns católicos tentem se defender dizendo que a religião deles não ensina a rezar pelos que estão no Inferno, mas sim, pelos que estão no purgatório. Porém, caso eles apresentem esse possível argumento, podemos replicar das seguintes maneiras:
Primeira: Se os católicos querem mesmo obedecer o que está escrito no capítulo 12 de 2Macabeus, devem rezar pelos que estão no Inferno, visto que este texto manda rezar pelos que haviam morrido na idolatria. E, como sabemos , até a “Igreja” Católica afirma que a idolatria é pecado grave que priva da comunhão com Deus e conduz ao Inferno (cf.: Catecismo da Igreja Católica, # # 57, 1447, 2097, 2112, 2132, 2289, 2380, 2534, 2567 e2779).
Segunda: Num panfleto católico intitulado Ele Enxugará Suas Lágrimas, em meu poder (no qual consta que o mesmo foi publicado “Com aprovação eclesiástica ” e, portanto, obra oficial dessa seita), podemos ler à página 2 a seguinte reza: “Senhor, lembrai-vos de nossos irmãos que morreram na esperança da ressurreição, e de todos aqueles que já partiram deste mundo! Acolhei-os junto de Vós, na luz da vossa face!” (Grifo nosso). Logo, o clero católico está ensinando a rezar por ”todos aqueles que já partiram deste mundo”, e isso inclui os que estão no Inferno, e não apenas os seus correligionários que, segundo pregam os clérigos católicos, padecem no purgatório.
B) Provas cabais da fraude
...... 1 e 2 Macabeus são livros históricos importantíssimos, porém, não são a Palavra de Deus e contêm vários equívocos. Uma prova a mais de que esse livro não é inspirado por Deus, é o fato de constar, no último capítulo de 2 Macabeus, um pedido de perdão por possíveis falhas que nele os leitores viessem a encontrar. Isto prova a humildade do autor, bem como a falta de inspiração divina. Ora, é claro que Deus não pede perdão. E, para que o leitor veja com seus próprios olhos que as coisas são assim, transcrevo a seguir, 2 Macabeus, último capítulo, versículos 38 e 39: “[...] Porei aqui fim à minha narração. E se ela está bem organizada e como convém à história, isso é também o que eu desejo; mas se pelo contrário foi escrita com menos dignidade, deve-se-me perdoar”. (Bíblia de versão católica, traduzida pelo Padre Antônio Pereira de Figueiredo, editada pela Novo Brasil Editora. Grifo nosso).
Outros tradutores católicos adotaram termos equivalentes ao "deve-se-me perdoar", constante da tradução de Figueiredo. Veja estes exemplos:
a) "[...] porei aqui fim à minha narração. Se está bem e como convém à história, isso é o que eu desejo; mas se, pelo contrário, é vulgar e medíocre, não pude fazer melhor" (2Macabeus, 15. 38-39 [Bíblia de versão católica, traduzida pelo Padre Matos Soares, op. cit.]);
b) "[...] finalizarei aqui a minha narração. Se ela está felizmente concebida e ordenada, era este o meu desejo: se ela está imperfeita e medíocre, é que não pude fazer melhor" (2 Macabeus, 15. 37-38 [Bíblia de versão católica, traduzida pelo Centro Bíblico Católico, Editora Ave Maria Lt.da])
A rigor, os apócrifos não foram citados por Jesus, e a mera citação não seria prova de inspiração divina, salvo se Cristo informasse estar citando a Palavra de Deus, usando termos mais ou menos assim: “Está escrito..., as Escrituras contêm..., assim dizem as Escrituras..., assim diz a Palavra de Deus...”. Portanto, para refutarmos o fato de o clero católico dizer que há citações dos apócrifos no Novo Testamento, não precisamos entrar no mérito dessa questão para provarmos a inconsistência desse “argumento”. Basta perguntarmos aos padres por que não adicionaram à Bíblia o livro apócrifo intitulado A Vida de Enoque, já que Judas o citou nos versículos 14 e 15 do livro de sua autoria que leva o seu nome?
Quando o Senhor Jesus nasceu, o Antigo Testamento já estava todo escrito. Os fatos históricos provam que na opinião popular, bem como na dos rabinos, os chamados apócrifos não eram parte integrante do que eles chamavam de Escritura. Uma prova disso é que até hoje, os judeus, por não crerem que Jesus é o Messias, não aceitam o Novo Testamento; e, como por tradição, os apócrifos nunca foram reconhecidos como canônicos, a Bíblia deles só contém o Antigo Testamento. E este é tal qual o das Bíblias protestantes.
O historiador Josefo deixou claro que nos seus dias, os livros tidos como sagrados pelos judeus, eram exatamente o que hoje constitui o Antigo Testamento das versões protestantes.
Os nomes dos livros apócrifos que os clérigos católicos adicionaram à Bíblia desde o século V até o século XVI, são 10:
1) III Esdras;
2) IV Esdras;
3) A Oração de Manassés;
4) Tobias;
5) Judite;
6) A Sabedoria de Salomão;
7) Eclesiástico (não confundir com Eclesiastes). Chama-se, também, A Sabedoria de Jesus, filho de Siraque;
8) Baruque;
9) I Macabeus;;
10) II Macabeus;
Além dos livros acima alistados, o Concílio de Trento decidiu por manter os acréscimos ao Livro de Daniel, bem como ao Livro de Ester.
Dos dez livros acima, aceitos pela Igreja Católica desde o século V, no século XVI ela removeu os três primeiros.
Originalmente, apócrifo significa oculto, mas passou a significar espúrio. Os apócrifos foram acrescentados às Escrituras Sagradas pela primeira vez, na tradução do Antigo Testamento, levada a efeito por 72 sábios em Alexandria, no Egito, por volta de 286 a.C.. Esta tradução, devido ao número de tradutores que nela trabalharam, tornou-se conhecida pelo nome de Septuaginta. Trata-se da tradução de todo o Antigo Testamento, para a língua grega. Este autor tem um exemplar deste valioso trabalho.
Há muitas obras apócrifas, das quais a “Igreja” Ortodoxa mantém as 14 que a Igreja Católica aceitou até o século XVI, e o Catolicismo as acima relacionadas. A Vida de Enoque,é um dos muitos exemplos que poderíamos dar.
Três livros foram removidos da Bíblia dos católicos no Concílio de Trento, mas infelizmente os demais continuaram lá.
É bem provável que em um próximo concílio os papas acrescentem à Bíblia (ou removam dela) mais alguns apócrifos. Por que não? Se o fizeram em 1546, não poderão fazê-lo novamente?
No ano 405 d.C., Jerônimo traduziu toda a Bíblia para o latim. Sua tradução tornou-se conhecida por Vulgata. Nesta, por ordem incluiu os apócrifos, mas recomendou que esses livros não deviam ser usados para fins doutrinários. Os apócrifos sofreram forte oposição, na qualidade de livros inspirados, por Júlio Africano, Atanásio, Jerônimo e muitos outros valores da igreja primitiva.
A hesitação da Igreja em adotar os apócrifos, foi do século II ao IV, quando Jerônimo, por ordem, os inseriu; mas acirradas polêmicas nasceram daí. Porque sempre houve –inclusive entre os católicos - os que rejeitam esses livros, este tema constou da agenda de diversos concílios católicos: Concílio de Hipona (393 d.C.), Concílio de Cartago III (397 d.C), Concílio de Cartago IV (419 d.C.), Concílio de Trulos (692 d.C), Concílio de Florença (1442 d.C.), Concílio de Trento (1546 d.C.) e Concílio Vaticano I (1870 d.C.).
Uma vez que a Bíblia dos católicos, em relação à Bíblia dos evangélicos, tem sete livros a mais, como dois mais dois são quatro, ou os católicos acrescentaram algo à Bíblia ou os evangélicos tiraram algo da Bíblia. E, segundo Apocalipse 22.18-19, há alguém indo para o inferno por causa disso: ou os católicos, ou os evangélicos. Daí a necessidade de pesquisarmos bem, para ficarmos do lado certo, antes que seja tarde demais. Não podemos fazer vista grossa a isso, pois somar algo à Bíblia, ou subtrair dela alguma coisa é (usando jargão católico) “pecado grave” ou "pecado maior". Portanto, caro amigo católico, se você descobrir que nós, os evangélicos, diminuímos a Bíblia, considere-nos perdidos e esforce-se para nos tirar da perdição. Ajude-nos, por favor! E, se por outro lado, concluir que a Bíblia católica está adulterada, saia do Catolicismo já.
Chamamos Apócrifos ao que os católicos chamam Deuterocanônicos. Ora, o fato de os clérigos católicos terem arranjado até um nomezinho especial para estes livros, prova que eles sabem que estes livros não são como os demais livros da Bíblia. Eles sabem que estes livros têm história. Eles sabem que estes livros causaram polêmicas mil; tendo, pois, gerado acirrados debates através dos séculos, até mesmo entre os próprios clérigos católicos, por cujo motivo tiveram que canonizá-los mais de uma vez. Aliás, esta é a definição etimológica da palavra Deuterocanônico.
4.1.2. Igualando-a à tal de Tradição
Os papas não se apóiam só na Bíblia que eles adulteraram em 1.546 (e isso só, já faria grande diferença), mas também no que eles chamam de Sagrada Tradição. Esta e a Bíblia constituem, segundo dizem crer “um só sagrado depósito da Palavra de Deus”, (Catecismo da Igreja Católica, página 38 # 97). O que é a “Sagrada Tradição” à qual o clero católico freqüentemente recorre, quando é encurralado por um expositor da Bíblia? A bem dizer, nada mais é que o conjunto das tradicionais incoerências que constituem o Catolicismo; as quais, além de chocarem com a Bíblia, são autocontraditórias.
O fato de o apóstolo Paulo ter aconselhado os cristãos primitivos a conservarem “as tradições que vos foram ensinadas, seja por palavra, seja por epístola nossa” (2Ts 2.15) é, na opinião dos papas, prova irrefutável de que Deus nos legou a Bíblia e a Tradição. Porém, o que Paulo está dizendo é que a sã doutrina é tradição da Igreja, e que esta doutrina tradicional era transmitida nos seus dias, tanto oralmente, quanto por epístolas. Isto, e mais nada.
Dispomos de duas provas de que a chamada Tradição não é a Palavra de Deus:
1ª) Ela contradiz a Bíblia. Se Deus não é incoerente e a Bíblia é a Sua Palavra, tudo quanto colidir com a Bíblia não é a Palavra de Deus.
2ª) Já vimos que a Tradição é incoerente consigo mesma. Uma encíclica afirma o que a outra retrata. Ora, se ela é auto-incoerente, já não há necessidade de se argumentar a fim de provar que essa barafunda não vem de Deus, visto ser óbvio que Deus fala coisa com coisa, não é mesmo?
4.1.3. Pondo-a abaixo da tal de Tradição.
Na obra intitulada Os Erros ou Males Principais dos Crentes ou Protestantes, da editora O Lutador, lançada sob o IMPRIMATUR do Monsenhor Aristides Rocha, 7ª edição de 1957, afirma-se à página 26 o seguinte:“...Acima da Bíblia está a Tradição, isto é, a pregação de Jesus Cristo que não foi escrita ...” Cabe aqui uma curiosa pergunta: Por que as palavras de Cristo que não foram escritas valeriam mais do que as que estão registradas na Bíblia? Será que as doutrinas católicas dependem disso para se sustentar? Obviamente que sim.
O clero católico não pode sair pela tangente, alegando que “a literatura em questão não é oficial”, visto que os envolvidos na elaboração da mesma, bem como o Monsenhor Aristides Rocha (este era Bispo e, portanto, “infalível” também) que a sancionou, não foram sequer advertidos desse gravíssimo erro. Ou não é erro grave somar algo à Bíblia? E, neste caso, com a agravante afirmação de que tal adição é superior à Palavra escrita.
O Catolicismo está enquadrado em Mateus 15.6, onde o Senhor Jesus Cristo diz: “E assim por causa da vossa tradição, invalidastes a Palavra de Deus”.
4.1.4. Sujeitando-a às arbitrariedades dos papas
4.1.4.1. Quanto à interpretação
O fato dos papas alegarem que só eles e seus bispos podem fornecer a real interpretação da Sagrada Escritura, além de pretender tolher os padres, as freiras, os pastores evangélicos, os católicos leigos e outros de beberem diretamente na Fonte, tenta privar a Bíblia da autoridade que lhe é própria.
4.1.4.2. Quanto à leitura.
Já vimos que em 1.229 d.C., o Papa de então proibiu ao povo a leitura da Bíblia
4.1.4.3. Quanto à tradução
Informamos no Capítulo 2, que durante muitos séculos os papas proibiram a tradução da Bíblia para os idiomas dos povos. A Edições Loyola (editora católica), publicou um livro que confessa que de fato isso ocorreu. Veja: “Convém lembrar que foi necessária a Reforma protestante, no século XVI, para que a Igreja católica romana permitisse a ‘popularização’ da Bíblia, tolerando que as Escrituras fossem lidas e estudadas em outras línguas vivas e não somente em latim” (“Preconceito Lingüístico”, de autoria do Doutor Marcos Bagno, 23 edição, abril de 2003, páginas 133-134).
4.1.4.4. Quanto às distorções.
As “explicações” que os papas dão das passagens bíblicas, não convencem aos que se dão ao trabalho de raciocinar. Os papas caluniam a Bíblia, dizendo que ela falou, o que jamais disse.
4.1.5. Negando-a sorrateiramente
Grandes apologistas norte-americanos, como John Weldon, John Ankerberg e Dave Hunt, denunciaram que a Igreja Católica pronunciou sobre a Bíblia assim: “As Escrituras são inerrantes, mas não em sua totalidade”.8 “Daí afirmarmos que a Bíblia é livre de erro naquilo que pertence à verdade religiosa revelada para nossa salvação. Não é necessariamente livre de erro em outros assuntos (por exemplo, ciências naturais)”.9
A penúltima afirmação acima, diz que a Bíblia é inerrante, mas não em sua totalidade. Ora, se a Bíblia não é inerrante em sua totalidade, de inerrante ela não tem nada, pois inerrante não é o que erra pouco, mas sim, o que não contém erro algum. E, sendo assim, o clero católico não está falando coisa com coisa.
A última afirmação acima transcrita, também de autoria da Igreja Católica segundo Dave Hunt, diz que a Bíblia, embora livre de erro na área religiosa, se equivoca sobre ciências naturais. Ora, se isso fosse verdade, a Bíblia seria 100% suspeita; porque se Deus não pudesse ser infalível no âmbito científico, por que conseguiria sê-lo no campo religioso?
Como já sabemos, o Papa se proclama infalível. Logo ele é o infalível intérprete da falível Bíblia.
Deste modo está claro que a cúpula da Igreja Católica usa a Bíblia apenas para impressionar os desavisados. Que Deus se apiede deles e dos que neles confiam!
Como se toda essa traição à Bíblia não bastasse, o Frei Battistini induz suas vítimas a suspeitarem de nossas Bíblias, dizendo: “Nenhum protestante pode demonstrar que a sua Bíblia é a autêntica Palavra de Deus” (A Igreja do Deus Vivo, 33ª Edição /2001, Editora Vozes, página 20). Certamente esse Frei crê que a autêntica Palavra de Deus é a esdrúxula e autoritária “interpretação” imposta, que o Papa e seus bispos dão das “bíblias” por eles adulteradas. A essa esdrúxula interpretação, eles adicionam, como já informamos, a ridícula “Tradição” que, além de oficialmente nos ser apresentada pelo clero católico como tendo o mesmo peso da Bíblia (o que já é um gravíssimo erro), é, na prática, encarada como superior à Bíblia, como o confessou o Monsenhor Aristides Rocha, aludido em 4.1.3.
CAPÍTULO 5
O FALSO PERDÃO E O RENTÁVEL PURGATÓRIO
5.1. Que diz a Igreja Católica?
Sem destoar do método adotado nos capítulos precedentes, obedeceremos à seguinte ordem: a) dissertaremos sobre o que a Igreja Católica prega a respeito do perdão; b) exibiremos as provas; c) refutaremos à luz da Bíblia.
5.1.1. Dissertando sobre o “perdão” católico
Tanto a Igreja Católica, como as igrejas evangélicas, pregam que existe o Inferno, de cujo tormento nunca sairão os que ingressam nesse abismo. Ambas pregam também, que existe o Céu, no qual, católicos e evangélicos querem morar. Mas, sobre como ir para o Céu, há divergência entre católicos e protestantes. Os evangélicos crêem que os que morrem com todos os pecados perdoados, vão, na hora, para o Paraíso Celestial. Já a Igreja Católica ensina, como já vimos, que não basta estarmos perdoados por Deus para entrarmos no Céu. Segundo ela, o perdão dos pecados não anula a sentença, mas tão-somente reduz a pena. Ela afirma, pois, que para cada pecado perdoado há uma pena a ser cumprida, de modo que o perdoado só poderá entrar no Céu, após cumprir a pena devida pelos pecados já perdoados. Ela proclama que existe a possibilidade do perdoado cumprir a sua pena aqui na Terra, fazendo boas obras e “suportando pacientemente os sofrimentos e as provas de todo tipo...”. E observa que, caso a referida pena não seja cumprida aqui na Terra, será cumprida depois da morte, no estado chamado purgatório.
A tal igreja diz que dispõe de um expediente chamado indulgência. Há, segundo ela, dois tipos de indulgências: 1) A indulgência parcial, que diminuiria a pena que o perdoado teria de cumprir antes de entrar no Céu; e 2) a indulgência plenária, que eliminaria todos os resíduos que o perdão divino não consegue eliminar. E que, portanto, caso o perdoado morra após se tornar perfeito, bem como imediatamente após receber uma indulgência plenária, não terá que cumprir - no que diz respeito aos pecados perdoados e indulgenciados - nenhuma pena no além. A igreja que ora analisamos ensina, pois, que para alguém entrar no Céu, terá que dar os seguintes passos: a) Obter o perdão dos pecados (especialmente dos pecados graves); b) cumprir a pena devida pelos pecados já perdoados, ou obter uma indulgência plenária; c) tornar-se perfeito. Caso a pessoa morra após cumprir a exigência “a”, ou até mesmo após preencher os requisitos “a” e “b”, mas sem satisfazer a exigência “c”, terá que sofrer por um tempo no purgatório, antes de entrar na bem-aventurança eterna. Ou seja, aquele que, mesmo tendo morrido com todos os pecados graves e veniais perdoados, mas sem cumprir as exigências “b” e “c”, permanecerá no purgatório até cumpri-las. Só a partir daí, terá livre acesso ao Paraíso Celestial. E, enquanto o perdoado estiver cumprindo esses requisitos no além-túmulo, nós, os vivos, podemos ajudá-los, fazendo por eles os seguintes sufrágios: Esmolas, rezas, e Missas. E a esses expedientes expiatórios, somam-se as rezas que as próprias almas apenadas do purgatório, fazem em prol dos vivos.
Se o leitor ainda abriga algumas dúvidas acerca do que ora afirmo, certamente as transcrições abaixo irão dirimi-las:
Na Igreja Católica, a indulgência plenária é altamente desejável, pois pelo menos no que diz respeito aos pecados perdoados até o momento em que ela for concedida, o perdoado não terá que cumprir mais nenhuma pena. Já a indulgência parcial não chega a tanto; porém, não é algo desprezível, visto que uma diminuição da pena temporal, por menor que seja, tem lá o seu valor.
Antigamente uma indulgência custava um terço do que se gastaria com uma peregrinação a Roma. Em qualquer parte do mundo, bastava o católico calcular o que ele gastaria para sair do seu país, ir a Roma e retornar à sua casa. Depois dividia este valor pelo algarismo três e doava o quociente à Igreja Católica.
5.1.2. Exibindo as provas
II. VEJA AS PROVAS
As cópias abaixo têm por objetivo provar que as declarações acima são verdadeiras:
Primeira prova:“A indulgência é a remissão, diante de Deus, da pena temporal devida pelos pecados já perdoados ...
“A indulgência é parcial ou plenária ...
“O perdão do pecado e a restauração da comunhão com Deus implicam a remissão das penas eternas do pecado. Mas permanecem as penas temporais do pecado...
... “todo pecado, mesmo venial, acarreta um apego prejudicial às criaturas que exige purificação, quer aqui na terra, quer depois da morte, no estado chamado purgatório” “As indulgências podem aplicar-se aos vivos e aos defuntos” (Catecismo da Igreja Católica. Petrópolis: Editora Vozes. pp. 406 a 407. Grifo nosso);
“Desde os primeiros tempos, a Igreja honrou a memória dos defuntos e ofereceu sufrágios em seu favor, em especial o sacrifício eucarístico...” (Catecismo da Igreja Católica. Op. cit., p. 291).
Segunda prova: “A Igreja recomenda também as esmolas... em favor dos defuntos” (Ibidem, p. 291).
Terceira prova: “O pecado, mesmo que você se confesse, ou se arrependa, sempre deixa uma marca, e a indulgência é isso: tirar essa marca” (Padre Marcelo Rossi, jornal O Globo, 02 /01/2000);
Quarta prova: “... Para obter a indulgência... o fiel necessita antes se confessar e ser sacramentalmente absolvido...” (Ibidem, Bispo Dom Fernando);
Quinta prova: "Os que morrem na graça e na amizade de Deus, mas não estão completamente purificados, embora tenham garantida a sua salvação eterna, passam, após sua morte, por uma purificação, a fim de obterem a santidade necessária para entrarem na alegria do Céu" (Catecismo da Igreja Católica, op. cit., p. 290);
Sexta prova: O Concílio de Trento sentenciou:“‘Se alguém disser que, depois de receber a graça da justificação, a culpa é perdoada ao pecador penitente e que é destruída a penalidade da punição eterna e que nenhuma punição fica para ser paga ou neste mundo, ou no futuro, antes do livre acesso ao reino ser aberto, seja anátema’ Seção VI” (Citado por OLIVEIRA, Raimundo F. de. Seitas e Heresias, Um Sinal dos Tempos. Rio de Janeiro: CPAD, 9 ed. 1994, p. 25);
Sétima prova: “O escritor católico Mazzarelli”, [fez menção ao que ele chamou de] “pecados mortais absolvidos, mas não plenamente expiados” (Ibidem, p. 23. Grifo nosso);
Oitava prova: O Papa Pio IV disse que vão para o purgatório as seguintes pessoas: 1) “os que morrem culpados de pecados menores, que costumamos chamar veniais, [...] sem que se tenham arrependido dessas faltas ordinárias [...]”; 2) “Os que, tendo sido [...] culpados de pecados maiores, não deram plena satisfação deles à justiça divina (A Base da Doutrina Católica Contida na Profissão da Fé)” (Ibidem, grifo nosso). Observação: Morrer sem dar “plena satisfaça” dos pecados maiores (isto é, pecados graves, segundo a fé católica) “à justiça divina”, equivale a dizer (de acordo com o Catolicismo) que a pessoa morreu perdoada de tais pecados graves, mas, ou sem cumprir a pena devida pelos pecados já perdoados, ou sem uma indulgência planária; e, sobretudo, antes de se tornar perfeita. Esta conclusão é óbvia, pois já provamos que os Padres também pregam que o Inferno existe, e que os que morrem sem estar de posse do perdão de seus pecados graves, não vão para o Céu (nem mesmo via purgatório), e sim, para o Inferno. Sim, provamos isso, pois na Primeira prova acima efetuada consta que o Catecismo da Igreja Católica fala das “penas eternas do pecado” (Grifo nosso). E, como se não bastassem as provas acima, notifico que o referido Catecismo da Igreja Católica sustenta que “O Pecado grave priva-nos da comunhão com Deus e, conseqüentemente, nos torna incapazes da vida eterna; esta privação se chama ‘pena eterna’ do pecado” (Catecismo da Igreja Católica, op. cit., p. 406. Grifo nosso). Ora, por “pena eterna do pecado” deve-se entender o tormento eterno no Inferno.
Nona prova: “Purgatório [...]. Lugar de purificação das almas dos justos antes de admitidas na bem-aventurança” (Novo Dicionário Aurélio. Grifo nosso). Logo, não é qualquer um que vai para o purgatório. Lá é, segundo o dicionarista Aurélio, lugar de justos. E, quanto a isso, ele não está equivocado, visto que, de fato, a teologia católica não ensina que a ida para o Inferno também seja via purgatório. Sim, o clero católico não prega que a ida para o Inferno também seja via purgatório.
(Observação: Embora o Dr. Aurélio defina a palavra “purgatório” como sendo um lugar, no catolicismo este vocábulo designa antes o estado (não o lugar) no qual estão os que, no além-túmulo, se depuram para, após isso, entrarem no Céu. Em outras palavras: Segundo a teologia católica, “purgatório” não é o nome do lugar para onde vão os católicos que morrem antes de atingir a perfeição, e sim, o estado espiritual no qual aguardam no além, em sofrimento, pelo ditoso momento de ingressarem na bem-aventurança eterna do Céu;
Décima prova: Certo Padre definiu o purgatório assim: “[...] estado médio das almas, sofrendo por certo tempo em expiação dos seus pecados [...]” (Novo Testamento católico, traduzido pelo Monsenhor Vicente Zioni, editado pela Pia Sociedade de São Paulo, em 1950, e comentado pelo Padre Euzébio Tintori, página 418, grifo nosso);
Undécima prova: Dissemos há pouco que, segundo a Igreja Católica, só vão para o Céu, sem passar por uma purificação póstuma no suposto purgatório, os que, ainda nesta vida, conseguem se tornar perfeitos. E agora, veja, nada menos que cinco exemplos que comprovam isso cabalmente:
A) “[...] se alguém morre [...] portador de resquícios do pecado, como são as impaciências, as maledicências, as omissões [...], essa pessoa poderá ver Deus face a face? [...]. A lógica nos diz que não; [...]. [...] é possível extinguir toda raiz do pecado existente em nós? [...] Respondemos que sim; é possível e necessário. É o próprio São João quem no-lo diz em 1Jo 3, 2s [...]: ‘E todo aquele que nele põe esta esperança, torna-se puro como ele é puro’. [...] o sermão da montanha (Mt 5-7) nos incita a procurar sempre mais a perfeição, dizendo até: ‘Sede perfeitos como vosso Pai celeste é perfeito’ (Mt 5, 48). [...] ‘E se o cristão não conseguir erradicar toda raiz de pecado até a hora da passagem para a outra vida, que acontecerá?’ [...] Deus, em sua misericórdia, concederá uma chance póstuma de purificação, que é precisamente chamada ‘o purgatório’ ” (BETTENCOURT, Estêvão Tavares. Católicos Perguntam. Santo André: O Mensageiro de Santo Antônio. 2004, pp. 139-141);
B) “Nossa oração pelos mortos [...] tem em vista aqueles que partiram convertidos ao Senhor, mas ainda carregados de certas incoerências ou impurezas (caso que, aliás, parece ser bastante freqüente)” (BETTENCOURTT, Estêvão Tavares. Católicos Perguntam. Op. cit., p. 141. Grifo nosso). Claro que sim, senhor Bettencourt, bastante freqüente, e nunca foi diferente, pois “todos tropeçamos em muitas coisas” (Tg 3.2), não é mesmo? Quem não peca, não é, senhor Estêvão? E o Padre Estêvão, quanto à sua crença na possibilidade de alcançarmos a perfeição ainda nesta vida, e, por conseguinte, sermos dispensados da purificação póstuma no purgatório, não está só, pois consigo está o alto clero católico. Eis as provas:
a) “Uma conversão que procede de uma ardente caridade pode chegar à total purificação do pecador, não subsistindo mais nenhuma pena” (Catecismo da Igreja Católica, p. 406, op. cit.). Sim, “mais nenhuma pena”, visto que (segundo a Igreja Católica), ao atingir esse patamar, o perdoado já terá cumprido-a assim: 1) através de boas obras e/ou sofrimentos suportados pacientemente; 2) através de uma indulgência parcial, mais boas obras e/ou sofrimentos suportados pacientemente; 3) através de uma indulgência plenária. E, além disso, ter-se á também atingido a perfeição;
b) “Com a nossa autoridade apostólica definimos que, segundo a disposição geral de Deus, as almas de todos os santos mortos antes da Paixão de Cristo (...) e de todos os fiéis mortos depois de receberem o Santo Batismo de Cristo, nos quais não houve nada a purificar quando morreram (...) ou ainda, se houve ou há algo a purificar, quando, depois de sua morte, tiverem acabado de fazê-lo, (...) antes mesmo da ressurreição nos seus corpos e do juízo geral, e isto desde a ascensão do Senhor e Salvador Jesus Cristo ao céu, estiveram, estão e estarão no Céu, no Reino dos Céus e no paraíso celeste com Cristo.” (Catecismo da Igreja Católica, p. 288, # 1.023, grifo nosso);
c) Os famosos pesquisadores e apologistas evangélicos, John Ankerberg e John Weldon, transcreveram de um catecismo católico, em inglês, o seguinte: “qualquer pessoa que seja algo menos que perfeita deve ser primeiro purificada antes que tenha direito ao céu” (ANKERBERG, John; WELDON, John. Os Fatos Sobre o Catolicismo Romano. Porto Alegre: Chamada da Meia-Noite, 1993, p. 42).
Duodécima prova. O preço de uma indulgência plenária, supracitado, estipulado pelo Papa Alexandre VI, no ano de 1500, foi publicado no jornal O Globo, 02/01/2000. Aqui o charlatanismo salta aos olhos.
5.2. Qual é o fundamento evangélico?
Bem, vimos que há controvérsia entre católicos e evangélicos a respeito dos que morrem com todos os pecados perdoados. Diferentemente da Igreja Católica, as igrejas evangélicas pregam que: a) para entrarmos no Céu, basta-nos o perdão que Deus nos dá; b) para o pecado perdoado não há pena alguma a ser cumprida, visto que perdão e cumprimento de pena são termos incompatíveis entre si, e, portanto, auto-excludentes; c) não é preciso atingir a perfeição nesta vida, para ir morar no Céu, visto que se isso fosse verdade, ninguém iria direto para o Céu, já que a Bíblia diz que todos nós pecamos (1Jo 5. 8,10; 2Cr 6.36; Tg 3.2). Morrer antes de atingir a perfeição, não é algo apenas “bastante freqüente”, como o supõe o Padre Estêvão, mas sim, algo inevitável a todos os humanos; d) as almas dos verdadeiros cristãos que já partiram desta vida, não estão aguardando maior purificação para, então, adentrarem à presença de Deus, visto que já partiram desta vida cem por cento purificados mediante o perdão que nos é dado por meio do sangue de Jesus, vertido por nós na cruz; e) realmente, só os perfeitos podem entrar no Céu, mas na hora em que Cristo voltar para arrebatar os cristãos ao Céu (Jo 14. 1-3; 1Ts 4.13-17), ou quando nós formos ao seu encontro através da morte, o Espírito Santo eliminará de nosso ser a natureza pecaminosa, também chamada de pecado original (Rm 8.11; Fp 3.21; Ap 14.13); e é essa depuração futura, que será tão instantânea quanto o é hoje o perdão, que nos habilitará a vermos Deus face a face. Sim, todo aquele que está perdoado, já está pronto para entrar no Paraíso Celestial, tão logo Cristo venha nos arrebatar ao Céu. E assim como, no dia do arrebatamento da Igreja, os cristãos não irão para uma sala de espera, para ali purgar suas imperfeições, mas prontamente subirão ao Céu, de igual modo, quando morre um servo de Deus, sua alma voa direto para o paraíso; f) não existe esse negócio de pena devida pelos pecados já perdoados, indulgência parcial, indulgência plenária, tornar-se perfeito ainda nesta vida, purgatório, missas e esmolas pelos que padecem no purgatório, etc. O purgatório do verdadeiro cristão é o sangue de Jesus.
Agora, prezado leitor, veja mais estas passagens bíblicas, as quais por si só demonstram quão errado é o Catolicismo:
Romanos 8:1: “Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus...”;
2 Coríntios 5: 17: “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo”;
Lucas 23: 43: “E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso”.
João 8:32,36: “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres”;
Hebreus 7:25: “Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus...”;
Efésios 2:8: “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus”;
1 João 1:7: “...e o sangue de Jesus... nos purifica de todo o pecado”;
Hebreus 10:17,18: “E não me lembrarei mais de seus pecados e de suas iniqüidades. Ora, onde há remissão destes, não há mais oferta pelo pecado”;
Comentando um dos versículos supracitados, a saber, Lc 23:43, os evangélicos dizem que o fato de o ladrão mencionado neste texto, não necessitar de purgatório e indulgência para se salvar, podendo ir para o Paraíso naquele mesmo dia, prova cabalmente que o perdão que Deus nos oferece em Cristo, nos basta, para entrarmos no Céu, visto que o restante é da competência do próprio Cristo. Os perdoados sofrem, sem dúvida, as conseqüências físicas do pecado, tanto do pecado original, como das culpas pessoais: doenças, envelhecimento, morte, danos patrimoniais e morais, etc., como ocorreu a Davi, o qual, mesmo estando perdoado, amargou inúmeros sofrimentos neste mundo; ou, ainda, como ocorreu aos apóstolos, os quais, mesmo estando perdoados por Deus, continuaram sujeitos às mazelas supracitadas: envelhecimento, doenças, morte, etc. Mas tão logo morre um perdoado, a sua alma voa imediatamente ao Paraíso Celestial.
Caro leitor, não sei se você diverge dos evangélicos sobre o perdão. Porém, seja como for, o seu ponto de vista tem que ser respeitado. Apenas sugiro, se você me permite, que você estude a Bíblia e apóie sua opinião nela. E se você já estudou a Bíblia, e concluiu em sua mente que realmente o perdão que Deus nos oferece nos habilita ao Céu na hora, saiba que então você não é católico, nem tampouco, espírita. E talvez você até seja evangélico e nem saiba. Em caso positivo, não viva mais como um peixe fora d’água. Procure o seu grupo! Una-se a nós! Vamos juntos adorar a Deus! Talvez você pense assim: “Os evangélicos também erram”. É verdade. Mas certamente a nossa união vai nos fazer muito bem. É que, apesar de nós e você não sermos perfeitos, temos a mesma opinião a respeito do perdão dos pecados. E precisamos usufruir dessa simpatia de idéias. Isto também é bíblico (Hebreus: 10.25; Mateus 21.13; Salmos 122; 133).
Veja mais estes textos bíblicos: (Gálatas 1. 8; João 8.24; 14.6; Atos 4.12).
Esse perdão fajuto, cheio de cicatrizes, do qual o clero católico tanto fala, nada mais é que a negação do Evangelho. O perdão bíblico é total, eficaz e instantâneo.
O clero católico não está pregando o Evangelho, mas sim, vendendo gato por lebre.
Segundo a Bíblia, nós, os cristãos, devemos perdoar os nossos ofensores, assim como Deus nos perdoou em Cristo (Ef 4.32; Mt 18.23-35; 6.12,14,15, etc.). Ora, o fato de os papas dizerem que nós, embora perdoados por Deus, ainda precisamos expiar os nossos pecados, cumprindo o que eles chamam de “pena temporal devida pelo pecado já perdoado”, somado à ordem bíblica de que devemos nos inspirar no tipo de perdão que Deus nos deu, para perdoarmos aos nossos devedores, nos leva à conclusão de que aqueles que por nós foram perdoados, ainda têm muito que acertar conosco. Este raciocínio nos ajuda a compreender que o “perdão” católico tenta colocar Deus abaixo dos nossos pés. Nós, seres humanos tão pequenos, seríamos, segundo o que os papas dizem do perdão de Deus, capazes de dar aos nossos ofensores um perdão maior do que o perdão que Deus nos deu.
Que lógica teria pedirmos a Deus que nos perdoe, como também temos perdoado 100% aos nossos devedores, se Ele não fosse capaz de fazê-lo? E de fato, Deus não pôde nos perdoar 100%, se realmente existe o que o Catecismo da Igreja Católica chama de “pena temporal, devida pelos pecados já perdoados”.
Talvez alguém pense que o que os clérigos católicos chamam de “pena temporal devida pelos pecados já perdoados”, seja uma referência às mazelas desta vida, como doenças, envelhecimento, morte, etc. Mas não é isso não. Se fosse isso, os indulgenciados não adoeceriam, não envelheceriam, não morreriam.... Sim, pois como já vimos, “a indulgência é remissão... da pena temporal”. Além disso, já vimos também que a pena temporal pode, segundo o Catolicismo, ser cumprida depois da morte, no purgatório. Será que lá também há doenças, envelhecimento, morte e outras mazelas desta vida? Assim provamos que a Igreja Católica prega oficialmente que para entrarmos no Céu, não basta estarmos perdoados, visto que, segundo ela, o pecado, mesmo depois de perdoado, deixa cicatrizes que precisam ser eliminadas, na Terra e/ou no além-túmulo, no estado chamado purgatório, antes de podermos entrar no Céu. Essa falsa compreensão acerca do perdão tem produzido nos católicos, tanto leigos quanto clérigos, muita insegurança.Veja estes exemplos:
a) O Cardeal O’ Connor, de Nova Iorque disse: “O ensinamento da Igreja é que eu não sei, em momento algum, qual será o meu estado eterno. Eu posso esperar, rezar, fazer o melhor possível – mas eu ainda não sei. O Papa João Paulo II não sabe com certeza se vai para o Céu, e nem a Madre Teresa de Calcutá...”. (http://www.quadrangular.com.//chamada/cmn0698b.htm, citando The New York Times, 01/02/1990, caderno 4. Artigo intitulado Evangelho que Salva, de Dave Hunt, extraído integralmente da revista Chamada da Meia Noite, Ano 29, nº 6, junho de 1998);
b) "Dom Helder Câmara declarou não ter certeza de sua salvação ao ser entrevistado pela revista Veja nº 867" (WEISS, Karl. A Igreja Que Veio de Roma. Rio de Janeiro: Universal Produções. 1 ed., 2000, p. 60).
c) “Madre Teresa!” [de Calcutá] “foi atormentada por uma crise de fé por mais de 50 anos... ‘Meu sorriso é uma grande capa que esconde uma multidão de dores... Os condenados do inferno...experimentam a perda de Deus... [E] eu sinto a terrível dor dessa perda. Eu sinto que Deus não me quer...’ ” (Desafio das Seitas, órgão oficial do Centro de Pesquisas Religiosas - CPR - Ano VI, nº 24, 4º Trimestre de 2002, p. 11).
Disse o apóstolo Paulo: “Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema” (Gl. 1.8). O perdão parcial que a Igreja Católica vem pregando oficialmente através dos séculos é outro evangelho; portanto, anatematizemo-la!
5.3. Os atravessadores do “perdão” católico
Segundo o Catolicismo, o católico deve confessar os seus pecados (principalmente pecados graves) pelo menos uma vez por ano (Catecismo da Igreja Católica, página 401, ## 1.456-1.458). O padre confessor deve dizer ao penitente que lhe confessa, o seguinte: “...eu te absolvo dos teus pecados em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo” (Catecismo da Igreja Católica, página 399, ## 1.448-1.449).
A cúpula da Igreja Católica, interpretando erradamente o fato de Jesus haver dito aos apóstolos que “Àqueles a quem perdoardes os pecados, são-lhes perdoados; e àqueles a quem os retiverdes, são-lhes retidos” (Jo 20.23), assegurou, à página 403, # 1.461 do Catecismo da Igreja Católica, que os bispos e os padres têm o poder de perdoar todos os pecados, e que eles o fazem em nome da Trindade. Mas não é necessário possuirmos profundos conhecimentos teológicos para sabermos que o clero católico está tentando tirar proveito de um trecho bíblico de difícil interpretação. São inúmeras as passagens bíblicas que afirmam de maneira inequívoca que só Deus perdoa pecado, e que Ele o faz valendo-se do sangue de Jesus (2 Cr 7.14; 6.21; Sl 103.2,3; 1Tm 2.5; Jo 14.6; Hb 10.19, etc.).
Duvidamos que os papas não saibam que as palavras “perdoados” e “retidos”, constantes de Jo 20.23 estão no tempo perfeito, no original grego, e que isso prova que o Senhor Jesus estava tão-somente credenciando os seus discípulos a dizerem aos que crêem no Evangelho, que eles estão perdoados, bem como assegurarem aos incrédulos que eles, por causa de sua incredulidade, estão sem o perdão de Deus. Os papas só não aceitam esta interpretação porque lhes interessa a glória dos homens.Terem o poder de perdoar pecado lhes dá mais status.
Outro texto que os clérigos católicos adoram citar a fim de provar que eles têm poder para perdoar pecado, é Mt 16.19, que diz: “E eu te darei as chaves do Reino dos Céus, e tudo o que ligares na Terra será ligado nos Céus, e tudo o que desligares na Terra será desligado nos Céus.” Mas como já vimos, o texto está mal traduzido. A tradução correta é “TERÁ sido ligado...” e “TERÁ sido desligado...” como consta da Almeida Revista e Atualizada. Isto significa que o apóstolo Pedro apenas iria declarar ligado, o que à luz da Palavra de Deus, demonstrasse estar ligado nos céus; bem como declarar desligado dos céus o que, pela mesma razão, demonstrasse estar alienado de Deus. Logo, o texto em apreço não delega a Pedro o poder de perdoar ou não os pecadores, mas sim, o poder de mostrar aos pecadores o caminho do perdão, bem como o poder de declará-los perdoados ou não, à luz da Palavra de Deus. Em outras palavras: Pedro tinha autoridade, enquanto fosse fiel, para dizer à Igreja: “Fulano não pode ser reconhecido como membro da Igreja, até que se converta”. Ele podia dizer também: “Se tua fé e arrependimento são sinceros, estás em sintonia com os Céus, isto é, tens comunhão com Deus; e, portanto, te reconhecemos como membro da Igreja do Senhor”.
O que dissemos acima é uma interpretação possível; porém atentemos para o fato de que Jesus disse “tudo”, e não “todos”. Logo é bem provável que o Senhor, ao pronunciar estas palavras, tinha em mente “coisas”, não “pessoas”.
Ainda bem que a própria Igreja Católica confessa que o “perdão” que ela nos oferece através dos seus atravessadores, é um “perdão” que não resolve muito. Ele deixa marcas. E que marcas!
5.4. Simonia: Eis o porquê do falso perdão e do Purgatório
Não há nada na Bíblia que possa induzir um inquiridor sincero a crer em purgatório. Esse ensino deve ser rejeitado pelas seguintes razões:
5.4.1. Não é Bíblico
Já fizemos várias alusões ao purgatório; agora, porém, vamos tratar especificamente deste assunto. Purgatório é o resultado imediato do falso perdão católico. Logo após receber o “perdão”, o católico ingressa no estado chamado purgatório, do qual não sairá nem mesmo depois da morte, até que cumpra a pena devida pelo pecado já perdoado; podendo, entretanto, segundo o Catolicismo, ter suas penas abreviadas através das missas, esmolas e rezas que, geralmente, são efetuadas a favor dos mortos.
O padre Euzébio Tintori, no aludido Novo Testamento por ele comentado (ver Introdução), define o purgatório assim: “...estado médio das almas, sofrendo por certo tempo em expiação de seus pecados...” (Apêndice, p. 418, grifo nosso).
Nos tópicos anteriores deste capítulo, deixamos claro que o purgatório é crendice; mas, como a Igreja Católica se esforça para provar que ela extraiu isso da Bíblia, vejamos pelo menos um dos textos bíblicos sobre os quais o clero católico se apóia. Sim, não vamos considerar neste capítulo todas as passagens bíblicas sobre as quais os papas e seus cardeais têm se apoiado para impressionar os incautos, levando-os a crerem nessa heresia, pois cremos mais no poder do Espírito Santo para convencê-los de seus desvios e convertê-los do mau caminho no qual estão, do que na força de nossos argumentos. Portanto, atentemos para um de seus textos prediletos, que é Mt 12.32, e vejamos como eles “explicam” este versículo, bem como refutemos à luz da Bíblia.
A referência bíblica em apreço, que é Mt 12.32, diz que a blasfêmia contra o Espírito Santo não será perdoada nem no presente século nem no século futuro. Desta afirmação do Senhor Jesus, a cúpula da Igreja Católica se serve para apresentar mais uma “prova bíblica” de que o purgatório existe. Senão, vejamos o que diz o Catecismo da Igreja Católica, página 290, # 1.031: “...Desta afirmação podemos deduzir que certas faltas podem ser perdoadas no século presente, ao passo que outras, no século futuro”. Mas este argumento é fraco por três razões:
1a) Do fato de o Senhor afirmar que a blasfêmia contra o Espírito Santo não será perdoada nem neste século nem no futuro, devemos concluir apenas que esse tipo de pecado é imperdoável, e não que alguns pecados são perdoados no além-túmulo;
2a) Podemos provar que a nossa interpretação não está errada, visto que Marcos, ao registrar o mesmo fato, disse que Jesus falou assim: “Porém, o que blasfemar contra o Espírito Santo, jamais terá perdão” (Mc 3.29_grifo nosso);
3a) Se existisse algum pecado que o Senhor perdoasse só no além-túmulo, de tal perdão não poderíamos inferir o cumprimento de alguma pena no purgatório, visto que cumprir pena não é o mesmo que ser perdoado. Cristo perdoa ou não perdoa?.
Informamos acima que há outros versículos bíblicos sobre os quais os clérigos católicos se apóiam para “provar” que o purgatório existe, porém, seus argumentos são sempre facilmente refutáveis. Por este motivo, vamos nos deter por aqui, quanto ao que eles chamam de provas bíblicas da existência do purgatório.
O chamado purgatório é antibíblico, não porque este vocábulo não aparece textualmente, ou ainda porque os textos bíblicos isolados, dos quais se serve o clero católico, estão tratando de outro assunto, mas também porque há doutrinas bíblicas que serão insustentáveis, caso aceitemos o purgatório católico. Já vimos isso nos tópicos anteriores; contudo, vejamos ainda mais três exemplos:
5.4.2. Solapa a fé no arrebatamento da Igreja
Segundo a Bíblia, mais de mil anos antes do Juízo Final, Jesus virá buscar o Seu povo (João 14.1-3; Apocalipse 19.11 a 20.15). Nesse dia, os dEle que estiverem mortos, serão ressuscitados já transformados (1 Coríntios 15.52a). A seguir (e isso quase que simultaneamente), os dEle que estiverem vivos serão transformados também (1 Coríntios 15.51, 52b; 1 Tessalonicenses 4.15 a 17). Imediatamente após a ressurreição dos mortos em Cristo já transformados e a transformação dos cristãos vivos, seremos elevados entre nuvens em alta velocidade ao encontro do Senhor, que estará nos ares esperando por nós. Tudo isso se dará em fração de segundo, num átomo de tempo, como o diz o original. Ou, como João Ferreira de Almeida traduziu: “Num abrir e fechar de olhos”. Ora, crer no purgatório equivale a crer que, por mais sinceros que sejam a fé e o arrependimento do pecador, sua dívida é perdoada apenas parcialmente, ficando portanto uma parte da dívida para ser paga por ele através de boas obras e sofrimentos neste mundo. E, se não conseguir pagar tudo o que deve aqui, pagará o restante no purgatório. Ora, quem pensa assim, certamente não crê na possibilidade de ser arrebatado agora, caso Cristo venha neste exato momento. Ele não pode crer nisso, porque se ele tem uma dívida a ser paga nesta vida ou depois da morte, antes de entrar na bem-aventurança eterna, sem dúvida não crê que já está preparado para subir ao encontro do Senhor Jesus, caso Ele venha agora. Porém, o verdadeiro cristão crê que Jesus pagou toda a sua dívida lá na cruz; e que, portanto, imediatamente após aceitar o Senhor Jesus, seu espírito fica pronto para ir para o Paraíso, caso morra (Lucas 23.43), bem como para ser arrebatado ao encontro do Senhor nos ares, caso a Sua vinda ocorra num milésimo de segundo após a sua justificação pela fé (Romanos 5.1; 8.1; Lucas 19.9; 23.43; etc.).
Deve ser esse o motivo pelo qual nunca ouvimos um integrante do clero católico pregar sobre o arrebatamento da Igreja.
Ouvimos o ex padre Raimundo Pereira, que servira o Vaticano em Nova Iguaçu – RJ, dizer que a Igreja Católica não prega o arrebatamento da Igreja. E faz ela muito bem, porque se essa seita, sem abrir mão do purgatório, pregar o arrebatamento da Igreja, será mais incoerente do que já é.
5.4.3. Induz à salvação pelas obras
A salvação pelas obras, pregada pela Igreja Católica, é um expediente estranho à Bíblia. Equivale a pechinchar com Deus. Essa pechincha é vã, porque Deus não abre mão do preço que Ele estipulou: o sangue do Senhor Jesus Cristo (Apocalipse 5.9; 1 Pedro 1.18-19). De outro modo, a salvação seria barateada. O Sangue de Jesus é a única “moeda” aceita na transação pela salvação. Somar ao sangue de Cristo o mérito de nossas obras, é subestimar o preço. E tentar se salvar pelas obras, sofrimentos e outras invencionices, é baratear a salvação.
A salvação é assim: Ou o pecador a recebe de graça, valendo-se do preço que já foi pago por Jesus, ou irá para a eternidade sem ela; porque Deus não a negocia, vendendo-a, a quem quer que seja (Apocalipse 22.17; Efésios 2.8-9; Romanos 11.6). A Bíblia dá muito valor às obras de justiça feitas pelos verdadeiramente salvos. Mas isso porque os verdadeiramente cristãos fazem obras por serem salvos, e não para serem salvos (1 Coríntios 6.20). Nossos sofrimentos e boas obras não podem nos salvar. Se pudessem, o Senhor teria morrido em vão. O fato de os capítulos 10 e 11 de Atos dos Apóstolos nos falarem que, embora Cornélio fosse justo, temente (reverente) a Deus, generoso (fazia muitas esmolas ao povo), dedicado à oração e ao jejum, Deus o mandou chamar à sua residência o apóstolo Pedro, para que este lhe falasse de Cristo, prova cabalmente que só o sangue de Jesus nos quita para com Deus. As boas obras não salvam. E se somarmos a elas o sangue de Cristo, continuaremos perdidos. Apelemos para o sangue, e só para o sangue.
Nós, os evangélicos, cremos no seguinte:
Se o pecador morrer imediatamente após receber a Cristo no seu coração, no mesmo dia dará entrada no Paraíso;
Se Jesus voltar imediatamente após a conversão do pecador, este subirá ao encontro do Senhor nos ares;
Se for concedido ao penitente, muitos anos de vida e saúde neste planeta, deverá gastá-los em boas obras: Pregação do Evangelho, filantropia, estudo da Palavra de Deus, oração, jejum... numa demonstração natural e automática de gratidão pelo perdão total e instantâneo que o Senhor já lhe deu;
Quem diz que está salvo, mas não se dedica às boas obras, é mentiroso. Ele não está salvo. Mas não cremos que ele não está salvo porque não faz boas obras, e sim, não faz boas obras porque não está salvo, visto que se estivesse salvo (100% perdoado, como já explicamos), faria boas obras. Não as faria para se salvar, mas sim, por ser salvo (Efésios 2.8-10). Os versículos 8 e 9 dizem que somos salvos sem o auxílio das obras; e o versículo 10 diz que somos salvos para as obras.
Vê-se facilmente que o clero católico não está ajudando o povo a entender que a salvação é pela graça. A “graça” católica pode ser explicada assim: “A salvação é para as pessoas boas. Logo, as ruins estão perdidas. Mas, se estas pessoas, arrependidas imploram salvação, Deus lhes dá a graça da força para deixarem de ser más e se tornarem boas de fato, praticando o bem, mediante a graça da força que receberam por meio da fé em Deus, na Igreja Católica e nos seus sacramentos. Deste modo, o católico entra no Céu porque merece o Céu; merece o Céu porque é de fato bom; ele é bom porque teve forças suficientes para dedicar-se ao bem; teve forças suficientes para dedicar-se ao bem porque Deus lhe deu tais forças; Deus lhe deu tais forças antes dele merecê-las, por ainda não ter feito o bem, estando apenas desejoso de deixar de ser mau; e, se ele não merecia esta força dada por Deus, para fazer por onde merecer o Céu, então foi salvo pela graça por meio da fé. O pontapé inicial é graça pura”. Em outras palavras: “O pecador é admitido na empresa de Deus sem méritos, mas receberá o galardão (recompensa, pagamento) da bem-aventurança eterna nos Céus, pelo trabalho prestado. As boas obras e os sofrimentos aos quais ele será submetido após a admissão na empresa de Deus pela graça por meio da fé, tem os respectivos objetivos: Acumular méritos e expiar o seu passado. E, se os sofrimentos e obras por ele experimentados até o momento da morte, não forem suficientes para torná-lo digno do Céu, o sofrimento do purgatório entrará em ação no além-túmulo e completará a obra. E, enquanto ele estiver sofrendo lá, seus correligionários devem dar esmolas e dizer missas em favor de sua alma. Estes, por sua vez, estão acumulando méritos para também se tornarem suficientemente bons a ponto de merecerem o Céu, quando morrerem; ou, na pior das hipóteses, não terem que sofrer por muito tempo na fornalha do purgatório”.
Um dos slogan dos católicos brasileiros atualmente é: “Somos uma família católica com a graça de Deus”. Mas o purgatório torna a graça sem graça. O purgatório é desgraça, não graça.
5.4.4. Serve de fundamento à simonia
O vocábulo “Simonia” significa “comércio de coisas sagradas” e, no caso, designa o vergonhoso charlatanismo que a Igreja Católica vem praticando através dos séculos. Pasme o leitor, mas esse negócio de perdão com cicatrizes, indulgência parcial, indulgência plenária, purgatório, missas pelas almas dos mortos, Limbo, exéquias pelas almas das criancinhas que morreram sem o batismo e outras mais, foram inventados para ganhar dinheiro. O Catolicismo é charlatanismo. Sim, essa “religião” explora a fé pública e vive da ingenuidade do povo. É possível que existam padres ingênuos que não enxerguem isso, mas esta é a verdade. Alguém já disse acertadamente que “o purgatório é a vaca leiteira do Vaticano”. Veja os exemplos abaixo:
a) Fui a uma igreja católica e perguntei: “Quanto custa uma missa?” Eis a resposta: “Temos de dois preços: uma simples por 60 cruzados e outra com fundo musical por 85 cruzados”;
b) O Catecismo da Igreja Católica sugere várias coisas para remissão dos pecados, sendo uma delas, “uma oferta” (página 402, # # 1.459-1.460). É charlatanismo, ou não é?
c) Como vimos em 5.1.1, o Papa Alexandre VI determinou que o preço da indulgência fosse um terço do que se gastaria com uma viagem a Roma.
5.5. Condena seus “inocentes” e absolve os culpados
Como já sabemos, incoerência é o que há com fartura na Igreja Católica. Quanto a isso, dificilmente uma seita conseguiria superá-la. Embora já tenhamos visto várias dessas contradições, neste tópico consideramos o fato de o clero católico pregar com um canto da boca que crê na condenação eterna - como o ensina a Bíblia - e, com o outro canto da mesma boca, negar esta doutrina. Sim, pois ensinar o povo a rezar por todos os mortos, implica em admitir a possibilidade de, finalmente, ninguém ser condenado eternamente. E aí perguntamos: Afinal de contas, há ou não há a pena eterna? O clero católico precisa se posicionar quanto a isso. Precisa mesmo? Sim, precisa. Se você discorda, veja este exemplo: Num panfleto católico intitulado ELE ENXUGARÁ SUAS LÁGRIMAS, em poder do autor destas linhas (no qual consta que o mesmo foi publicado “Com aprovação eclesiástica”, o que prova tratar-se de uma obra oficial dessa seita), podemos ler à página 2 a seguinte reza: “Senhor, lembrai-vos de nossos irmãos que morreram na esperança da ressurreição, e de todos aqueles que já partiram deste mundo! Acolhei-os junto de Vós, na luz da vossa face!” (Grifo nosso). Logo, o clero católico está ensinando a rezar por ”todos aqueles que já partiram deste mundo”, e isso inclui os que estão no Inferno, e não apenas os seus correligionários que, segundo pregam os chefões do Catolicismo, agora sofrem no purgatório, pagando aquela parte da dívida que o perdão não elimina. Assim pode-se ver que o clero católico empreende anistiar todas as almas penadas do Inferno.
Pasme o leitor, mas a Igreja Católica lança os seus “perdoados” no suposto sofrimento do imaginário purgatório oriundo da cuca do Papa Gregório, dizendo-lhes que há uma pena que precisam cumprir antes de entrarem no Paraíso. E, quanto aos que já estão no Inferno, o panfleto católico acima citado recomenda que oremos por eles. Dessa barafunda podemos concluir que, segundo os líderes dessa seita, os que morreram com todos os seus pecados perdoados não estão tão bem como se pensa; e que os condenados que ora padecem no Inferno, também não estão tão mal quanto se imagina. Interpretando bem, podemos dizer que os clérigos católicos fazem ecoar Inferno adentro: “Nem tudo está perdido! Ainda há uma esperança! Acalmai-vos! estamos rezando por vós!”. E aos ouvidos dos seus “absolvidos”, bradam: “Alegrai-vos! estamos empreendendo reduzir vossas penas!. Mais cedo ou mais tarde, vosso tormento terá fim! Estamos dando esmolas, celebrando Missas, ‘dando’ ofertas a título de indulgências, e rezando por vós!”. Relembramos que a própria Igreja Católica, incoerentemente nega isso. Ademais, quem lê a Bíblia sabe que não é isso que Jesus ensinou. Quanta confusão!
5.6. Estou interpretando mal?
Certo católico que se identificou como Anderson, me remeteu alguns e-mails, respondendo positivamente à pergunta que deu título ao presente tópico. Segundo o mesmo, a Igreja Católica não nega a totalidade e instantaneidade do perdão. E, em defesa da sua tese, dizendo que eu citei o texto fora do contexto, argumentou:
“A penitência ordenada pelo Sacerdote, após a confissão, não tem nada a ver com o perdão do pecado em si, nem é uma paga pelo pecado perdoado, mas, ao contrário, visa restituir o caminho de santidade na vida do pecador.
Joel iniciou citando o que diz o Catecismo, mas depois, prosseguiu tirando de SUA CABEÇA conclusões que ele deixa parecer serem doutrinas da Igreja e NÃO SÃO.
O sofisma de Joel cai por terra se continuarmos a ler o que diz o Catecismo.
1460: ‘A penitência imposta pelo confessor deve levar em conta a situação pessoal do penitente e procurar seu bem espiritual. Deve corresponder, na medida do possível, à gravidade e à natureza dos pecados cometidos.
Pode consistir na oração, numa oferta, em obras de misericórdia, no serviço do próximo, em privações voluntárias, em sacrifícios e principalmente na aceitação paciente da cruz que devemos carregar.
Essas penitências nos ajudam a configurar-nos com Cristo, que, sozinho, expiou nossos pecados uma vez por todas. Permitem-nos também tomar-nos co-herdeiros de Cristo ressuscitado, “pois sofremos com ele’: Mas nossa satisfação, aquela que pagamos por nossos pecados, só vale por intermédio de Jesus Cristo, pois, não podendo coisa alguma por nós mesmos, ‘tudo podemos com a cooperação daquele que nos dá força’ (Cf Fl 4,13). E, assim, não tem o homem de que se gloriar, mas toda a nossa ‘glória’ está em Cristo... em quem oferecemos satisfação, ‘produzindo dignos frutos de penitência’ (Cf Lc 3,8.), que dele recebem seu valor, por Ele são oferecidos ao Pai e graças a Ele são aceitos pelo Pai”.
Entretanto, defendi-me de sua acusação mais ou menos assim: Veja o que diz o Catecismo da Igreja Católica:
“... A indulgência é a remissão, diante de Deus, da pena temporal devida pelos pecados já perdoados...Todo pecado, mesmo venial,...exige purificação, quer aqui na terra, quer depois da morte, no estado chamado purgatório... O perdão do pecado e a restauração da comunhão com Deus implicam a remissão das penas eternas do pecado. Mas permanecem as penas temporais do pecado... O cristão deve esforçar-se, suportando pacientemente os sofrimentos ... e, chegada a hora de enfrentar serenamente a morte, aceitar como uma graça essas penas temporais do pecado...” (Catecismo da Igreja Católica, páginas 406 – 407, # # 1.471 – 1.473, Grifo nosso).
Ora, o senhor disse que “A penitência ordenada pelo Sacerdote, após a confissão, não tem nada a ver com o perdão do pecado em si, nem é uma paga pelo pecado perdoado, mas, ao contrário, visa restituir o caminho de santidade na vida do pecador”, mas o Catecismo da Igreja Católica, como transcrito acima, nos fala de uma tal de “... pena ... devida pelos pecados já perdoados”, que pode ser eliminada pela indulgência. Além disso, à página 411 do dito Catecismo pode-se ler que “Pelas indulgências os fiéis podem obter para si mesmos e também para as almas do purgatório, a remissão das penas temporais, seqüelas do pecado”. Ora, se há uma “pena temporal devida pelos pecados já perdoados”, e se até as almas do além necessitam da remissão dessa pena, bem como podem obtê-la, através de uma indulgência, salta aos olhos que o senhor Anderson está equivocado quanto à interpretação da palavra indulgência. Este vocábulo não significa a restituição do “caminho de santidade na vida do pecador”, como o imagina o senhor Anderson, a não ser que tal restituição do “caminho de santidade” signifique o cumprimento da referida pena devida pelos pecados já perdoados. Mas, neste caso, o senhor Anderson entraria num beco sem saída, visto que ele já disse que eu estou interpretando mal, quando digo que a Igreja Católica prega que o perdão dos pecados não anula a sentença, mas que tão-somente reduz a pena. É! O senhor Anderson quer meter na nossa cabeça que o Catecismo da Igreja Católica não está dizendo o que diz!
Tão logo o pecador é perdoado, ao receber Cristo como seu único e todo suficiente Salvador, deve-se apenas orientá-lo a viver a nova vida em Cristo, a se esforçar para moldar sua vida pela Palavra de Deus, e não ensiná-lo a como se remir da pena devida pelo pecado já perdoado. Pelo pecado perdoado não há pena. Essa heresia, que minimiza a Obra Redentora de Cristo na cruz, nega sim, a totalidade do perdão no ato da conversão, sendo, portanto, indubitavelmente, heresia de perdição, sim, senhor.
Outra prova de que o senhor Anderson “interpretou” erradamente o que diz o Catecismo da Igreja Católica acerca da indulgência, é o fato de constar da página 406, # 1471, que “As indulgências podem aplicar-se aos vivos e aos defuntos” (Grifo meu). Isso prova que se a coisa fosse como o senhor Anderson quer, a saber, que a indulgência visa apenas “restituir o caminho de santidade na vida do pecador”, poderíamos dizer que o clero católico empreende restituir o caminho de santidade até àqueles que já morreram perdoados, os quais, segundo a Bíblia, estão no Paraíso Celestial; e, segundo o clero católico - caso não tenham ainda cumprido a pena devida pelo pecado já perdoado -, estão no purgatório. Logo, das duas uma: Ou o clero católico quer que os tais cumpram no Paraíso Celestial onde estão, a pena devida pelo pecado já perdoado (cumprir pena no Céu não deve ser nada mau), ou que a cumpram no purgatório, o que, por sua vez, prova que a Igreja Católica prega mesmo que o perdão não anula a sentença, mas apenas reduz a pena. E isso, muito longe de ser favorável aos líderes da Igreja Católica, os poria em maus lençóis, pois equivaleria a dizer que o Magistério da Igreja Católica não desgruda do pé de suas vítimas, nem mesmo depois de mortos. Ademais, já que os que morreram perdoados estão no Paraíso, pergunto: Como lhes restituir o caminho de santidade? Talvez o senhor Anderson me rebata, dizendo que muitos dos tais estão no purgatório e, portanto, carentes de indulgências, isto é, de restituição do caminho de santidade. Mas essa conclusão está errada pelas seguintes razões:
A) O Catecismo da Igreja Católica diz que a “indulgência é a remissão ... da pena devida pelos pecados já perdoados”, e não, a restituição do caminho de santidade, como disfarça o senhor Anderson, enganando os seus leitores propositadamente. Afinal de contas, a indulgência é a remissão da pena devida pelos pecados já perdoados, ou é a restituição do caminho de santidade? Que é restituir o caminho de santidade? Pelo contexto do texto de onde o senhor Anderson fez a sua transcrição, se pode ver que a definição que o Catecismo da Igreja Católica dá a esta expressão é a seguinte: Uma vez perdoado, o cristão deve reparar o seu erro, devolvendo o roubado, se retratando de uma calúnia, pedindo perdão às pessoas por ele prejudicadas, etc. Ora, com isso concordamos plenamente. Mas isso não é cumprir pena, antes significa viver a vida de absolvido por Cristo. Tanto que é assim, que, caso não sejam possíveis essas reparações - por morte imediata, por exemplo -, o perdoado vai, não obstante, no mesmo dia para o Paraíso (Lc 23.43). Mas o clero católico ensina que se perdoado morrer sem cumprir a pena devida pelos pecados já perdoados, terá que cumpri-la no purgatório, já que afirmam que a indulgência é a remissão, diante de Deus, da pena temporal devida pelos pecados já perdoados, e que até os mortos do purgatório podem ser contemplados pela mesma, por cuja razão os vivos são exortados a fazer indulgências pelos mortos. Ora, é claro que os tais já não podem restituir o furto, retratar-se de uma calúnia, etc. Assim sendo, a indulgência católica não pode ser apenas uma reparação dos danos morais e patrimoniais que o ex-perdido, agora perdoado, deve fazer junto às pessoas que por ele porventura tenham sido prejudicadas. Claro que sim, visto que, embora todos saibamos que ninguém pode, no além-túmulo, reparar seus erros junto aos que estão no aquém-túmulo, a Igreja Católica sustenta que aqueles podem ser indulgenciados com o concurso destes, como já sabemos
B) quem já leu a história da Reforma Protestante, sabe que foi a venda de indulgências, praticada por Tetzel, a mando do Papa Leão X, que provocou os protestos de Lutero à Igreja Católica. Em outra palavras: O comércio das indulgências foi a gota d’água que faltava para que o brado luterano se fizesse ouvir em todos os rincões do mundo. Contam-nos os livros de História Universal, que os fregueses do Papa podiam comprar indulgências tanto para si, como para os mortos, e que Tetzel prometia aos seus clientes, que tão logo a moeda timbrasse no fundo do cofre, a alma beneficiada voaria para o Paraíso Celestial. Logo, vemos novamente que a indulgência era e é algo que se faz até pelos mortos, o que prova que o senhor Anderson está conceituando-a erradamente, já que, como vimos há pouco, e o senhor Anderson não ousou negar, o Catecismo da Igreja Católica ainda sustenta, à página 406, # 1471, que “As indulgências podem aplicar-se aos vivos e aos defuntos” (Grifo meu), isto é, você, tal qual nos dias de Tetzel (Século XVI), ainda pode dar uma “oferta” pelos que estão no purgatório e, assim, indulgenciá-los, isto é, redimi-los da pena temporal que ora cumprem no purgatório.
Tetzel salientava que os que pretendiam cometer algum pecado no futuro, podiam comprar uma indulgência prévia, isto é, para o pecado que se pretendia cometer. Que bom! Perdão prévio! (KNIGHT, A. & ANGLIN. W. História do Cristianismo. Rio de Janeiro: CPAD, 12 ed., 2002, p. 213). Os preços variavam de acordo com a classe a que o cliente pertencia (Ibidem, p. 206);
C) Discorrendo sobre a tal de indulgência, disse mais o senhor Anderson, copiando do Catecismo da Igreja Católica: “Pode consistir na oração, numa OFERTA, em obras de misericórdia, no serviço do próximo, em privações voluntárias, em sacrifícios e principalmente na aceitação paciente da cruz que devemos carregar” (Grifo meu). Isto prova mais uma vez que a Igreja Católica continua charlatã, pois não parou de pregar que podemos comprar a absolvição dos que padecem no purgatório, “dando” uma “oferta”, e, desse modo, livrá-los do suposto sofrimento, fruto das imaginações da cuca do Papa Gregório, intitulado O Grande. Sim, O Grande! O Grande embusteiro.
Hebreus 10:17,18, diz: “E não me lembrarei mais de seus pecados e de suas iniqüidades. Ora, onde há remissão destes, não há mais oferta [indulgências?] pelo pecado” (Grifo nosso). É! Exatamente o que o Catecismo diz e o senhor Anderson não pôde negar: “oferta”! Sim, pois disse acima o senhor Anderson: “Pode consistir ... numa OFERTA” ... (grifo meu). Senhor Anderson, oração; oferta; obras de misericórdia, no serviço do próximo; privações voluntárias (jejuns, por exemplo); sacrifícios; aceitação paciente da cruz que devemos carregar, etc., são os frutos dignos de arrependimento (Lc 3.8), ou seja, aquilo que se espera de um cristão, como conseqüência da nova vida que Jesus lhe deu quando o perdoou, e não algo que vise remir o perdoado de alguma pena (pena esta da qual, segundo os líderes da Igreja Católica, não se livra nem mesmo depois de morto). E relembro que, se é para remir da pena devida pelos pecados já perdoados, então, para o pecado perdoado ainda há pena. E, se há pena, como o insiste o Catolicismo, então, quão mentiroso é o “perdão” católico!
Já vimos que o Concílio de Trento afirmou:“Se alguém disser que, depois de receber a graça da justificação, a culpa é perdoada ao pecador penitente e que é destruída a penalidade da punição eterna e que nenhuma punição fica para ser paga ou neste mundo ou no futuro, antes do livre acesso ao reino ser aberto, seja anátema” (Seção VI, citado em Seitas e Heresias, um Sinal dos Tempos, CPAD, 9 ed. 1994, p. 25). E porventura, o fato de o Catecismo da Igreja Católica nos falar duma tal de pena devida pelo pecado já perdoado, não está, por conseguinte, ratificando a negação da totalidade e instantaneidade do perdão de Deus em Cristo, no ato da conversão, como também o fizera o Concílio de Tento? O pior cego, senhor Anderson, é aquele que não quer enxergar, e o senhor o é, infelizmente! Como eu gostaria de vê-lo livre dessa cegueira! Claro, o senhor certamente pensa que me expresso assim só para humilhá-lo, mas Deus, a quem prestarei contas de meus atos, sabe que estas palavras são sinceras! Eu falo do fundo de meu coração!
E, quanto à observação do senhor Anderson, de que no Catecismo da Igreja Católica consta que “Cristo, que, sozinho, expiou nossos pecados uma vez por todas”, observo que essa é apenas mais uma demonstração do quanto o Catolicismo é incoerente, o que informo amiúde no meu livro. Ora, se Cristo, sozinho, expiou nossos pecados uma vez por todas, por que a Igreja Católica nos fala ainda duma tal de pena devida pelos pecados já perdoados?
E o senhor Anderson prossegue em seu arrazoado, transcrevendo do sobredito Catecismo, no intuito de “provar” que o contexto prova que eu menti propositadamente: “Mas nossa satisfação, aquela que PAGAMOS por nossos pecados, só vale por intermédio de Jesus Cristo, pois, não podendo coisa alguma por nós mesmos, ‘tudo podemos com a cooperação daquele que nos dá força’ (Cf Fl 4,13). E, assim, não tem o homem de que se gloriar, mas toda a nossa ‘glória’ está em Cristo... em quem oferecemos satisfação, ‘produzindo dignos frutos de penitência (Cf Lc 3,8.), que dele recebem seu valor, por Ele são oferecidos ao Pai e graças a Ele são aceitos pelo Pai” (Grifo meu). Como o leitor viu, o tiro saiu pela culatra, já que a palavra pagamos consta do texto transcrito pelo senhor Anderson. O que o senhor Anderson está fazendo, é como se um inábil advogado, enquanto argumentasse tentando provar que o réu, seu cliente, é inocente, exibisse provas cabais de que o mesmo verdadeiramente é culpado dos hediondos crimes de que é acusado. Quão difícil é entender aonde o senhor Anderson quer chegar!
Não! Não! Não! Senhor Anderson! Os perdoados nada pagam pelos seus pecados! A verdadeira Teologia não admite isso em hipótese alguma. O cristão produz frutos em conseqüência da gratidão a Cristo que pagou sua dívida e lhe deu nova vida, e não a título de pagamento pelos seus pecados. Afinal, o pecado foi perdoado, ou não foi? Cristo já pagou a nossa dívida, ou não pagou? Cristo pagou tudo, ou pagou só uma parte? Não se pode dizer que uma pessoa foi perdoada e, ao mesmo tempo, dizer que cumpriu (ou cumpre) pena. Cumprimento de pena e perdão, não podem co-existir, pois se eliminam mutuamente.
O Catecismo da Igreja da Católica tenta esconder que nega que o pagamento efetuado por Cristo nos basta, para a nossa salvação, dizendo que ... “Cristo, que, sozinho, expiou nossos pecados uma vez por todas”... E: “nossa satisfação, aquela que PAGAMOS POR NOSSOS PECADOS, só vale por intermédio de Jesus Cristo, pois, não podendo coisa alguma por nós mesmos, ‘tudo podemos com a cooperação daquele que nos dá força’(Cf Fl 4,13). E, assim, não tem o homem de que se gloriar, mas toda a nossa “glória” está em Cristo ... em quem oferecemos satisfação, ‘produzindo dignos frutos de penitência (Cf Lc 3,8.), que dele recebem seu valor, por Ele são oferecidos ao Pai e graças a Ele são aceitos pelo Pai’ ” (Grifo meu). Acontece, porém, que a única satisfação pelo pecado, que Deus aceita, é aquela que Cristo deu na cruz. Nós não temos que dar nenhuma satisfação, mas sim, apelarmos para a satisfação que Cristo deu no madeiro. Não acabamos de ver que o próprio Catecismo da Igreja Católica, incoerentemente diz que “Cristo, que, sozinho, expiou nossos pecados uma vez por todas”? “Dignos frutos de penitência” - segundo Bíblias católicas - ou “frutos dignos de arrependimento” - segundo as Bíblias de versão protestantes -, é a vida de piedade, abnegação, resignação e contrição aos pés do Senhor, e isto, numa demonstração de gratidão pelo pagamento efetuado por Cristo, e não como parte do pagamento da dívida. Não nos toca pagar parte alguma, visto que Cristo levou em seu corpo os nossos pecados (1 Pe 2.24), e não, uma parte dos nossos pecados. Como bem o diz o Catecismo da Igreja Católica, o pagamento efetuado por Jesus se deu uma vez por todas, e Ele o fez sozinho. Nenhuma satisfação pelo pecado, dada por nós, terá a aceitação do Pai. Isso é subestimar o preço que foi pago pelo Filho. O pecador tem é que se aproximar do Pai, apelando para a satisfação que o Filho deu no Calvário, e em hipótese alguma deve se valer de qualquer outra satisfação, nem mesmo sob pretexto de fazê-lo em nome do Filho, e à base dos méritos Dele. Até porque para que alguém pudesse dar alguma auto-satisfação em nome do Filho, este teria que nos autorizar a fazê-lo, já que esta é a definição de em nome de. Mas, como sabemos pela Bíblia, o Filho quer é que apelemos para a satisfação que Ele deu no Gólgota, e não que ofereçamos nossas satisfações ou co-satisfações que nada satisfazem. Nossas “satisfações” não satisfazem a Deus, nem tampouco a nós mesmos, pois a insatisfação, em forma de um vazio que só Deus pode preencher, jaz nos corações dos que tentam propiciar a Deus valendo-se de seus recursos, ou somando estes ao sacrifício de Jesus, ao invés de apelarem SÓ para a satisfação que procede do Calvário.
Quando a Bíblia diz que “ ‘tudo podemos com a cooperação daquele que nos dá força’(Cf Fl 4,13)”, isso não inclui a capacidade de darmos satisfação pelo pecado (isto é, de pagarmos alguma coisa pelo pecado), como o quer o Catecismo da Igreja Católica, com o qual aquiesce o senhor Anderson; antes se refere à força que Deus nos dá para vivermos como autênticos cristãos em meio às adversidades da vida. Refere-se a um estilo de vida pautado pela Lei moral de Deus, uma submissão ao Senhorio de Cristo como princípio, e não à efetuação de parte do pagamento da dívida.
O Catecismo da Igreja Católica, exatamente para que o dito fique pelo não dito, diz: “Essas penitências nos ajudam a configurar-nos com Cristo, que, sozinho, expiou nossos pecados uma vez por todas (Grifo meu). Mas, como o diabo não consegue esconder o rabo, diz a seguir o incoerente Catecismo: “Mas nossa satisfação, aquela que PAGAMOS por nossos pecados, só vale por intermédio de Jesus Cristo, pois, não podendo coisa alguma por nós mesmos ...” (Grifo meu). Ora, se Cristo, sozinho expiou nossos pecados uma vez por todas, então Ele deu satisfação cabal e sozinho. E, portanto, pagou plenamente e sozinho, uma vez por todas. E sendo assim, por que, a seguir, contraditoriamente nos fala de uma tal de nossa satisfação, aquela que pagamos por nossos pecados”? Interpretando bem, o que o Catecismo da Igreja Católica está dizendo, é que nós, por nós mesmos, posto que somos fracos, não conseguiríamos pagar nada, mas com a ajuda de Deus nós conseguiremos pagar a parte que nos toca, que é aquela seqüela que, segundo o Catolicismo, nos resta, depois que o pecado é perdoado. E indulgência é o nome da remissão dessa pena,. E, quanto aos que estão cumprindo tal pena no purgatório, a indulgência para eles pode ser obtida por aqueles que ainda estão vivos neste mundo.
O senhor Anderson não mentiu, quando afirmou que eu dissera que “o Catolicismo sustenta que o perdão não anula a sentença, mas tão-somente reduz a pena. Ao ser perdoado, o castigo eterno é trocado pelo castigo temporário”, mas mentiu quando disse que o Catolicismo não prega o que eu disse que prega. Porém, leitor, leia de novo os textos acima copiados da literatura católica e veja mais uma vez que deveras não faltei com a verdade, como o senhor Anderson tenta inculcar nas suas vítimas:
1) “...A indulgência é a remissão, diante de Deus, da pena temporal devida pelos pecados já perdoados...Todo pecado, mesmo venial,...exige purificação, quer aqui na terra, quer depois da morte, no estado chamado purgatório... O perdão do pecado e a restauração da comunhão com Deus implicam a remissão das penas eternas do pecado. Mas permanecem as penas temporais do pecado... O cristão deve esforçar-se, suportando pacientemente os sofrimentos ... e, chegada a hora de enfrentar serenamente a morte, aceitar como uma graça essas penas temporais do pecado...” (Catecismo da Igreja Católica, páginas 406 – 407, # # 1.471 – 1.473, Grifo meu).
2) “Se alguém disser que, depois de receber a graça da justificação, a culpa é perdoada ao pecador penitente e que é destruída a penalidade da punição eterna e que nenhuma punição fica para ser paga ou neste mundo ou no futuro, antes do livre acesso ao reino ser aberto, seja anátema” (Concílio de Trento, Seção VI, citado por Raimundo F. de Oliveira, em Seitas e Heresias, Um Sinal dos Tempos. Rio de Janeiro: CPAD. 9 ed. 1994, p. 25).
O senhor Anderson cava a sua própria sepultura quando, tentando provar que a Igreja Católica não nega a totalidade do perdão, copia (como o leitor já sabe e, caso tenha se esquecido, é só reler o que consta das linhas acima) do Catecismo da Igreja Católica o que se segue: ... “nossa satisfação, aquela que PAGAMOS por nossos pecados” ... (Grifo meu). Prega ou não prega a Igreja Católica a parcialidade do pagamento efetuado por Cristo? Prega ou não prega a Igreja Católica a parcialidade do perdão? O senhor Anderson finge que não enxerga este fato, pois para vermos isto, não se requer doutorado em Teologia, mas sim, bastar-nos-á uma pequena dose de bom senso, aliada a uma pitada de honestidade. Por exemplo, embora o dicionarista Aurélio não tenha cursado Teologia, não lhe foi difícil perceber que de fato a Igreja Católica prega perdão parcial, visto que, sob o verbete remissão, registrou o que se segue: "Perdão total ou parcial dos pecados, concedidos pela Igreja" (HOLANDA FERREIRA, Aurélio Buarque de. Novo Dicionário Aurélio. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira S. A. 1986. p. 1482.
5.7. A diferença que faz diferença
As disparidades que há entre o Catolicismo e o movimento evangélico são enormes. Porém, muitas dessas divergências, são diferenças que não fariam diferença, caso convergíssemos a respeito da redenção em Cristo. Até mesmo alguns erros graves poderiam ser tolerados por nós, se convergíssemos no Calvário. Por exemplo, a obrigatoriedade do celibato eclesiástico (tema do nono capítulo deste livro) é, a nosso ver, um erro gravíssimo. Contudo, não teríamos coragem de dizer que a Igreja Católica não é de Deus, só por causa desse erro e outros similares. Os dogmas da perpétua virgindade de Maria, sua imaculada conceição e sua assunção ao Céu em corpo e alma (consideramos isso no próximo capítulo), são erros gravíssimos que, não obstante, poderiam ser tolerados se não divergíssemos a respeito da redenção pelo sangue de Jesus. E muitos outros exemplos poderiam ser dados. Mas há, entre outros, um erro fatal no Catolicismo, que não pode ser tolerado, sob pena de irmos para o Inferno. Que erro é esse? É sobre o Evangelho, ou seja, a respeito da Boa Nova de Salvação pela fé em Jesus. A Igreja Católica não prega o Evangelho. Por que não?! Resposta: Porque a Igreja Católica prega que o perdão que Deus nos dá em Cristo não é total, e sim, parcial. A Igreja Católica prega que o perdoado está livre da punição eterna, mas não está livre de ser punido por algum tempo, nesta vida e/ou depois da morte, no estado chamado purgatório. Isso equivale a dizer que Cristo não perdoa 100%. É esse “evangelho” que Jesus mandou pregar?
A Bíblia é categórica ao informar-nos que não existe perdão parcial. O pecador aceita ou não aceita a Jesus como seu Salvador. Por este motivo, Cristo perdoa ou não perdoa. A idéia de que o perdoado tem uma dívida a pagar é algo estranho às Escrituras Sagradas.
O Evangelho que Jesus mandou pregar não é informar ao pecador que ele tem uma dívida, nem tampouco como e quando poderá pagá-la. A Cruz de Cristo não é uma renegociação da dívida. Também não é informar aos perdidos que Jesus está dando mais de 50% de abatimento a quem arrependido crer. Mas sim, pregar que Cristo está oferecendo o cancelamento total da nossa dívida mediante o pagamento que Ele efetuou por nós lá na cruz.
O fato de a Igreja Católica subtrair o poder do sacrifício de Jesus por nós, julgando-o insuficiente, por dar-lhe coadjuvantes como sofrimentos (aqui e/ou depois da morte, no purgatório), boas obras, esmolas, missas, indulgências... é, a bem dizer, negar o Evangelho. Quem crê nisso, não está crendo no Evangelho. O Evangelho é perdão total pelo sangue de Jesus. E, segundo nos alertou Jesus, quem não crer no Evangelho será condenado.
O plano de salvação apresentado pela Igreja Católica não é o Plano exposto pela Bíblia. Logo, o Catolicismo não prega e nem vive o Evangelho; não sendo, portanto, um movimento evangélico.
O argumento apresentado pelos evangélicos a respeito da salvação pela graça por meio da fé é muito convincente. Só não convence aos padres, porque eles não raciocinam, por julgarem que já têm quem raciocina por eles. Também não convence aos bispos e papas, pois se julgam superiores a tudo e a todos, e “estranham” não nos submetermos a eles cegamente, como os padres o fazem.
No Catolicismo, Cristo não é visto como único e todo suficiente Salvador. Por este motivo, embora possamos provar que não somos radicais e intolerantes, não nos foi possível fazer vista grossa ao Catolicismo Romano. Estamos dispostos a suportar reciprocamente as fraquezas dos nossos irmãos, mas não aceitamos compactuar com os falsos profetas.
Caro irmão em Cristo, quando um católico lhe perguntar por que você não crê que a Igreja Católica é de Deus, diga-lhe que é porque ela não prega o Evangelho. E ajude-o a entender esta verdade. Se possível, compre numa livraria católica o Catecismo da Igreja Católica, da Editora Vozes, pois com ele nas mãos você poderá provar aos católicos que as citações que este autor faz do mesmo, não são calúnias.
A diferença que há entre católicos e evangélicos não é que um é certo e o outro é errado. Não! Somos igualmente fracos. Estamos todos contaminados com o “vírus” do pecado. As diferenças são as seguintes:
1ª) O evangélico crê num Salvador Onipotente, que salva instantaneamente, sem depender da nossa ajuda; enquanto o católico crê num “salvador” frágil, que “salva” progressivamente, se o católico o ajudar;
2ª) O evangélico crê num Perdoador que perdoa os pecados total e instantaneamente; ao passo que o católico crê num “perdoador” que “perdoa” parcialmente, deixando alguns resíduos para que o “perdoado” os expie, fazendo boas obras ou sofrendo suas conseqüências aqui e/ou no além-túmulo, no estado chamado purgatório;
3ª) O evangélico crê que Jesus pagou toda a sua dívida lá na cruz, mas o católico crê que Jesus pagou apenas uma parte da sua dívida, e que o ajudará a pagar o restante;
4ª) O evangélico crê que Jesus o substituiu totalmente, na morte e no sofrimento; mas no catolicismo, Cristo é mais um exemplo a ser seguido, do que o nosso substituto;
5ª) O católico se esforça para imitar o seu arquétipo e assim merecer a salvação, mas o evangélico se esforça para agradar àquele que pelo Seu sacrifício substitutivo já o tornou digno da salvação;
6ª) O evangélico afirma com ousadia que já está salvo, mas o católico acha que afirmar isso é cometer o grave pecado chamado presunção;
7ª) O evangélico crê num Advogado que reivindica a absolvição do seu cliente, argumentando que a dívida do réu já foi paga por Ele mesmo, isto é, pelo próprio Advogado; mas o católico aprende que há uma “advogada” que humildemente suplica e implora que o réu seja perdoado, o que é impossível, já que o Juiz é justo e assistiu ao crime;
8ª) O evangélico se vale exclusivamente dos méritos oriundos da cruz de Cristo, mas o católico se vale dos seus próprios “méritos”. O católico típico crê que os méritos que procedem da cruz de Cristo, embora importantes, não são suficientes;
9ª) O evangélico confia inteiramente na graça de Deus, mas o católico supõe que Deus não lhe dará calote, pagando-lhe em dia pelo bom serviço prestado;
10ª) O evangélico crê que Jesus é o seu “Cordeiro” pascal, ou seja, o seu “Bode” expiatório; mas o católico, embora diga que também crê na expiação efetuada por Cristo, de fato não vê em Jesus mais que um arquétipo; etc.
Isso tudo acontece porque o católico não sabe porque Jesus morreu. Com raríssimas exceções, os católicos crêem que a razão pela qual Jesus morreu é: “Para o homem se salvar, basta-lhe ser bondoso até para com seus inimigos. E Jesus veio ensinar isso. E o fez não só com palavras, mas sobretudo, com atos, não pagando na mesma moeda o mal que lhe fizeram.” Nada, porém, está mais longe da verdade. Segundo a Bíblia, a razão pela qual Jesus morreu é: O homem é pecador e Deus é justo, por cujo motivo ficamos irremediavelmente perdidos. Então Jesus desceu do Céu para cumprir a pena em nosso lugar. Ele é o nosso substituto. Por isso fica quitado para com Deus, quem apela para o Seu sacrifício substitutivo. O sacrifício do Senhor não expia os nossos pecados apenas parcialmente, pois está escrito que o sangue de Jesus nos purifica de todo o pecado (1 Jo 1.7).
Precisamos informar aos católicos que aceitar Cristo como Salvador é mais do que crer na Sua existência, Seu nascimento virginal, Sua vida santa, Sua morte, Sua ressurreição, Sua divindade; é mais do que cumprir normas, ou seja, guardar Sua Lei moral. É, sim, fazer do Seu sacrifício, nossa tábua de Salvação, nosso único recurso salvífico, nosso argumento forte diante de Deus. Precisamos informar aos católicos que Deus castigou os nossos pecados na pessoa de Jesus. Precisamos deixar bem claro que Jesus fez mais que perdoar a nossa dívida, pois pagou-a por nós e para nós lá na cruz; e que é por isso que Ele é o nosso Salvador. Ele não salva com Suas Palavras e/ou com Seus brilhantes exemplos. Não! Ele salva com o Seu sangue.
Não é errado dizer que Deus perdoa pecado, pois a Bíblia o diz claramente. Mas precisamos explicar que Deus perdoa através de Cristo, isto é, Deus se serve do sacrifício de Cristo para não punir os que se valem deste mesmo sacrifício. E, valendo-se de uma força de expressão, chamou isto de perdão. O perdão teológico, é, pois, diferente do perdão em termos humanos. É mais pagamento do débito, efetuado pelo próprio Deus, pelo sacrifício de Si mesmo, do que perdão da dívida.
Embora Deus não seja débil mental, a Bíblia diz que Ele se esqueceu dos pecados dos cristãos. E, embora Ele não possa perdoar pecado, por ser o justo Juiz, a Bíblia diz que ele perdoa. Você entendeu agora o arranjo de Deus? Sirva-se deste arranjo, e seja salvo pela graça, por meio da fé, agora. Sim, agora, pois Romanos 8.1 diz que agora não há nenhuma condenação para os cristãos!
A grande maioria dos católicos não sabe que a Igreja Católica nega a totalidade e instantaneidade do perdão de Deus em Cristo. O Catecismo oficial da Igreja Católica prega isso explicitamente, mas os padres o fazem apenas de modo implícito. Por não destoarem dessa heresia, os clérigos rezam missas pelos mortos do imaginário Purgatório, distribuem indulgências, determinam penitências, etc. Contudo, como os leigos se movem no “automático”, isto é, não filosofam suas práticas religiosas, por isso não conseguem enxergar que o verdadeiro Evangelho não admite esses coadjuvantes, visto que, segundo a Bíblia, o sangue de Jesus é suficiente (Cl 2.14). Em outras palavras: Eles não captam a mensagem dos padres. Não entendem que a “igreja” deles nega a totalidade e instantaneidade do perdão, isto é, nega o perdão, nega o Evangelho.
Bem, do fato de afirmarmos que a grande maioria dos católicos não sabe o que o Catolicismo diz sobre o perdão, se subentende que a minoria não ignora isso. Realmente já ouvimos alguns católicos dizerem que sabem disso e que com isso concordam plenamente. Temos dito a esses católicos que embora eles tenham o direito de crer no que bem quiserem, é incoerência se proclamar cristão sem crer no perdão tal qual ensinado pela Bíblia.
No que diz respeito ao perdão bíblico, os clérigos católicos cometem dois equívocos ao mesmo tempo:
1º) pregam o perdão, negando-o. Eles não dizem que Jesus não perdoa. O que eles dizem é que não basta estarmos perdoados. Afirmam que o perdão não anula a sentença, mas tão-somente reduz a pena. Dizem que ao perdoado resta ainda redimir-se da pena devida pelo pecado já perdoado. Dizem que a indulgência parcial realiza em parte este trabalho, e que a indulgência plenária não deixa a desejar. Ora, se o perdoado devesse mesmo tal pena, e se houvesse dois expedientes capazes de redimi-lo dessa pena, sendo que um redimi parcialmente, e o outro integralmente, por que não eliminaram o menos eficaz e ficaram só com o mais eficaz? Em outras palavras: Por que não eliminaram a indulgência parcial, e ficaram só com a indulgência plenária? A resposta é simples: As indulgências eram comercializadas por altas somas, o que dificultava aos pobres usufruírem da mesma “graça”. Fazer-lhes um precinho mais camarada, não foi o que subiu à cuca do Papa Leão X. Ele tinha outra solução para essa questão. A solução seria: Quando não se pode comprar um produto de melhor qualidade, por ser mais caro, resolve-se o problema adquirindo um de qualidade inferior, mas que também satisfaz, pelo menos em parte. Logo, todos, ricos e pobres, mandavam o que podiam para a construção da Basílica de São Pedro. A indulgência adquirida pelos pobres não eram lá das melhores, mas também quebravam um galho. Em outras palavras: Quem não tem cachorro, caça com gato.
2º) Não assumem que não são cristãos. Ora, isso é incoerência ao quadrado. Quem não crê no perdão tal qual ensinado pela Bíblia, se não quer ser incoerente, precisa fazer uma dessas duas coisas: Ou não ser religioso, ou seguir a uma religião que assuma que não é cristã, como o Budismo, o Hinduísmo, o Confucionismo, o Islamismo, etc. O indivíduo (ou a religião) que não age assim, não está falando coisa com coisa. Sim, o Cristianismo sempre pregou a totalidade e instantaneidade do perdão. Logo, quem não crê nisso, não é cristão. E, se esse infeliz teima em arrogar a si o título de cristão é, obviamente, hipócrita e incoerente.
Do exposto acima, vê-se que a respeito do Evangelho, a Igreja Católica comete os seguintes pecados:
a) Não prega o Evangelho
Como vimos, a Igreja Católica não prega a totalidade e instantaneidade do perdão; portanto, não prega o Evangelho, já que este é a Boa-Nova de que Jesus pagou toda a nossa dívida, sofrendo as conseqüências dos nossos pecados em nosso lugar;
b) Nega o Evangelho
O Catolicismo, além de não pregar o Evangelho, nega-o, visto que negar a totalidade e instantaneidade do perdão, é, obviamente, negar o Evangelho;
c) Mercantiliza o Evangelho
Porventura, sugerir que se dê uma oferta para remir-se da pena do pecado, como vimos em 5.4.4.b, não é mercadejar a salvação? Você tem certeza que isso não é charlatanismo?
d) Falsifica o Evangelho
O mais prejudicial dos erros da Igreja Católica é falsificar o Evangelho. Se essa seita se limitasse a não pregar o Evangelho, ou a negá-lo, o perigo seria bem menor. Nesses casos, só os que não quisessem ser cristãos, se filiariam a ela. Mas, por vender gato por lebre aos incautos, pessoas bem intencionadas que, doutro modo, seriam verdadeiros servos de Deus, acabam abraçando um falso evangelho, crendo num falso Jesus, tornando-se membros de uma falsa igreja, e indo para um “Céu” diametralmente oposto à casa do Pai, da qual nos falou Jesus (Jo 14:2).
* * *
Depois da apresentação supra, certamente está claro que a Igreja Católica a um só tempo prega e nega o perdão, bem como prega e nega o castigo eterno; e que essa ambigüidade tem alvo bem definido: fazer com que o dito fique pelo não dito e, deste modo, confundir os ingênuos. Destes, porém, milhões já se libertaram, e milhões se libertarão ainda! Deus vai arrancá-los desse “egito” e transportá-los à “terra que mana leite e mel”: à graça de Deus em Cristo!
Quase que invariavelmente, quando nós, os evangélicos, propomos denunciar os equívocos do Catolicismo, os católicos partem para a revanche, alegando que nós também falhamos. Isso, porém, não é novidade, pois temos consciência de que a verdadeira Igreja de Cristo realmente nunca foi perfeita. Contudo, temos a sublime missão de pregar o verdadeiro Evangelho a todos os que ignoram o poder do sangue de Jesus, e isso inclui os católicos. Somos como os cristãos primitivos, os quais, embora não fossem perfeitos, conheciam o Salvador e o tornavam conhecido dos povos através de seus sermões. Não somos melhores do que os católicos, mas somos clientes de um Advogado que conseguiu a nossa absolvição, e desejamos que os católicos também ajustem o Dr. Jesus, para que também saiam da prisão espiritual na qual se encontram, assim como nós já saímos. Não somos perfeitos, e sim, perdoados por Jesus. Tal se dá porque já aceitamos a Jesus como nosso único e todo suficiente Salvador e Senhor pessoal. Esta experiência, os católicos ainda não têm, e, no que depender de nós, tudo faremos para que também usufruam desta bênção! Já dizia Agostinho: “O pecado é comum a todos, mas o arrependimento é próprio dos santos”. Parafraseando-o diríamos que erro todas igrejas - bem como todos os seus adeptos - têm, mas perdão, só os que, desligando-se das heresias de perdição das falsas religiões, rompendo com os ídolos, abandonando a auto justificação, etc., confiam só no sangue de Jesus!
Realmente nenhuma igreja evangélica é perfeita. Mas uma coisa é ser uma igreja cristã passível de falhas, outra bem diferente é não ser Igreja. E este é o caso da Igreja Católica, ou de qualquer outra “igreja” que não prega que Cristo perdoa 100% os que nEle crêem. Sim, leitor, a Igreja Católica não é uma igreja errada, nem tampouco uma igreja certa. Ela simplesmente não é Igreja, na concepção teológica do termo. A Igreja Católica não é uma igreja certa, não é uma igreja errada, nem tampouco é uma igreja mais ou menos. Não!!! Ela simplesmente não é igreja. Ela Não tem nada a ver com isso.
Quanto à denúncia acima de que a Igreja Católica é uma instituição charlatã, muitos católicos tentam se defender, alegando que há pastores evangélicos que também praticam o charlatanismo. Mas eles precisam saber que tais “pastores” também estão indo para o Inferno. E se o caro leitor não quer encontrá-los lá, deixe de lorota e aceite Cristo como seu único e todo suficiente salvador e Senhor pessoal agora. E se você já o fez, mas ainda está na Igreja Católica, saia dela já, visto que de outro modo você sempre será como um peixe fora d’água. Não tente mudá-la. Essa meretriz é incorrigível. Roma sempre a mesma.
Ao sair da Igreja Católica, não se dirija às igrejas que se intitulam evangélicas, mas que também estão a serviço de Satanás. Ore ao Senhor pedindo-lhe Sua direção, e leia a Bíblia. Vincule-se a um trabalho sério ou funde sua própria denominação. Se precisar de ajuda, contate-nos. Estamos às suas ordens.
A Igreja Católica tem sido grandemente usada pelo Diabo para esconder do povo a Boa Nova de Salvação que Jesus mandou pregar. Que Deus se apiede de nós e nos livre dessa arapuca de Satã!
Acertadamente disse o Padre Vicente Wrosz: “A diferença entre católicos e protestantes é essencial, e bem maior do que parece” (Respostas da Bíblia às Acusações dos “Crentes” Contra a Igreja Católica, Livraria Editora Pe. Reus, 48ª edição /2000, página 13).
CAPÍTULO 6
ANÁLISE DA MARIOLOGIA CATÓLICA
Geralmente se sabe que a Igreja Católica prega que Jesus é o Salvador, e que Maria e os santos atuam junto a Cristo, intercedendo por nós ao Salvador. Sabe-se também que nós, os evangélicos, discordando disso, alegamos ser antibíblico pedir aos espíritos dos mortos que intercedam por nós. Mas poucos sabem que a coisa não pára por aí. A maioria ignora que a cúpula da “Igreja” Católica prega uma heresia ainda maior do que essa, a saber, segundo os papas, os bispos e demais clérigos da Igreja Católica, Cristo não é o Salvador, e sim, o justo Juiz, cuja missão não é nos salvar, mas nos julgar e punir. Segundo os chefões do Catolicismo, é Maria quem nos advoga junto ao justo Juiz que é Cristo e obtém nossa absolvição. E, obviamente, isso é negar que Cristo é o Salvador.
Embora entre uma e outra negação, os clérigos católicos afirmem que Jesus é o único Mediador entre Deus e o homem e, portanto, o único Salvador, enfatizam, entretanto, que Jesus não salva ninguém, chegando mesmo a afirmar que salvar o pecador não é a missão de Cristo, e sim de Maria. Geralmente isso fica apenas implícito, mas às vezes isso é dito explicitamente. Esse emaranhado tem por finalidade fazer com que o dito fique pelo não dito, e a arapuca do Diabo funcione. Todavia, se formos bons observadores, veremos que isso prova que tais clérigos são contraditórios e sutis. E é essa sutileza que faz com que a maioria ignore que o Catolicismo tenta destituir a Cristo de Sua investidura, e conferir a Maria o ofício do Senhor Jesus.
Provamos neste capítulo que a Igreja Católica, com um canto da boca prega que Cristo é o único Salvador a quem devemos recorrer, e que, com o outro canto da mesma boca, anuncia aos quatro ventos que:
1) Jesus não é o Salvador, mas sim, Juiz;
2) O ofício de Jesus é julgar e punir, não salvar;
3) O oficio de salvar o pecador pertence a Maria, não a Cristo;
4) O coração de Maria é o caminho que nos conduz a Deus;
5) Maria é a única advogada dos pecadores;
6) Maria é a verdadeira mediadora entre Deus e os homens;
7) O pecador não deve recorrer a Cristo, mas sim, a Maria;
8) Ninguém pode entrar no Céu sem passar pela porta que é Maria;
9) Maria morreu para nos salvar;
10) Maria ressuscitou dentre os mortos ao terceiro dia;
11) Maria está no Céu em corpo e alma;
12) Maria é a Rainha do Universo;
13) Maria vai salvar a humanidade;
14) Jesus é o justo Juiz, e Maria, a advogada;
15) O Reinado da misericórdia pertence a Maria, e o Reinado da justiça pertence a Deus;
16) Maria é Mãe de Deus;
17) Maria é Nossa Senhora;
18) Maria é a escada do Paraíso;
19) Quem não é devoto de Maria está perdido nas trevas;
20) Maria é digna de um culto especial, chamado Hiperdulia, isto é, superculto;
21) Maria se manteve virgem por toda a sua vida;
22) Jesus é o único filho de Maria;
23) As estátuas de Maria podem sangrar, chorar, sorrir, exalar fragrância e até falar;
24) A casa na qual Maria vivia em Nazaré, foi transportada por anjos para Loreto, Itália;
25) Maria é onividente;
26) Maria é toda poderosa junto a Deus; etc.
Geralmente, os católicos carismáticos não têm se demonstrado menos endeusadores de Maria do que os católicos tradicionais; pois nos livros e revistas desse movimento encontramos as seguintes heresias:
1) A morte veio por Eva, e a vida por Maria;
2) Maria é a Estrela da manhã;
3) Maria é a porta do Céu;
4) Aleluia a Maria, etc.
Como já sabemos, há, no jornal O Globo, de 28/08/1998, um surpreendente artigo, segundo o qual, um grupo formado por católicos, insta junto ao Vaticano que Maria seja reconhecida como a quarta Pessoa da Divindade. Vimos que o Padre Dom Estêvão Bittencourt afirmou que, quanto a isso, o jornal O Globo faltou com a verdade. Mas como o Padre Estêvão não explicou onde a autora do dito artigo arranjou isso, é bom que fiquemos atento. Não creiamos cegamente na referida articulista, nem tampouco tenhamo-la como mentirosa ou equivocada, sem maior exame. Saliento que, por enquanto, este autor tem apenas a palavra da autora do artigo em questão, contra a do Padre Estêvão. E que ainda não sei quem está faltando com a verdade.
A finalidade deste livro é a salvação de pessoas sinceras, porém iludidas, vítimas do Catolicismo Romano.
São muitos os católicos, tanto leigos quanto clérigos, que concluíram precipitadamente que nós, os evangélicos, odiamos a Maria, mãe de Jesus. Veja estes exemplos:
A) O padre André Carbonera, inegavelmente referindo-se a nós, disse: “Muitos afirmam crer em Jesus, mas têm ódio da mãe do mesmo Jesus... Negam, rejeitam e insultam a mãe de Jesus.” Prosseguindo tachou-nos de burros por não pedirmos a Maria que rogue por nós a Deus, nestes termos: “Em nosso peregrinar terráqueo, quanto mais pistolões houver, melhor! Por que jogar fora, então, os que pedem e rezam por nós, bem pertinho de Deus e de Jesus, como Maria e os santos? Seria uma inútil auto-suficiência e uma enorme burrice!...” (Defesa da Fé