TESTEMUNHAS DE JEOVÁ
QUE SEITA
É ESSA?
PASTOR
JOEL SANTANA
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Atualizado em maio de 2008
As doutrinas inusitadas pregadas pelas testemunhas-de-jeová são
muitas, mas nesta obra só abordamos algumas. Damos prioridade às mais
esquisitas
A sigla TJ com a qual o leitor irá deparar repetidas vezes, significa
testemunha (s)-de-jeová. Fazemos isto para ganharmos tempo e espaço, e não
por chacota, visto que fazê-lo seria faltar com o respeito que elas merecem.
No presente trabalho, uso de muita ousadia e franqueza, mas sem abrir mão do
respeito às opiniões alheias. Temos o direito de refutar as Tj, assim como
elas têm o direito de crerem no que crêem.
TNM quer dizer Tradução do Novo Mundo. Trata-se da “bíblia”
“traduzida” pelas TJ e por elas adotada.
A expressão Corpo Governante significa o conjunto dos líderes supremos das
TJ
Os
testemunhas-de-jeová pregam que:
1)
É
pecado adorar a Jesus;
2)
É
pecado cantar parabéns;
3)
É
pecado presentear a um aniversariante;
4)
É
pecado transfundir sangue;
5)
É
pecado cantar os hinos nacionais;
6)
É
pecado reverenciar as bandeiras nacionais;
7)
É
pecado votar;
8)
É
pecado ser estadista;
9)
É
pecado felicitarmos uns aos outros com frases como “feliz aniversário”,
“feliz Ano Novo”, “feliz Natal” etc.;
10) Jesus de Nazaré não existe mais;
11) O Espírito Santo não é uma Pessoa Divina;
12) O Inferno, como lugar de tormento, não existe;
13) A alma humana é mortal;
14) Deus não é Onipresente e Onisciente;
15) Nem todos os cristãos verdadeiros são filhos de Deus;
16) Só 144000 cristãos são filhos de Deus;
17) Fora da seita deles não há salvação;
18) A seita deles é a única religião verdadeira;
19) Ninguém terá que prestar conta do que fez antes de morrer, visto que
Jeová só levará em consideração o que os ressuscitados fizerem depois da
ressurreição, durante e após o Dia do Juízo;
20) Nem todos os cristãos verdadeiros são membros da Igreja de Cristo,
visto que esta só tem 144.000 integrantes;
21) Jesus só é mediador dos 144000;
22)
Sem a ajuda de seus líderes, ninguém consegue entender a Bíblia;
23)
Os
seus líderes máximos, chamados Corpo Governante, devem ser seguidos cega e
incondicionalmente;
24)
Seus líderes supremos (o Corpo Governante) vão purificá-los de seus pecados;
25)
O
corpo de Jesus está morto até hoje, e assim permanecerá para sempre;
26)
De
todos os cristãos, só 144.000 vão morar no Céu; os demais que se salvarem
herdarão a Terra. Esta será um Paraíso etc.
Antigamente proibiam a vacinação e os transplantes de órgãos.
O Serviço Militar, inicialmente cem por cento liberado, e mais tarde
totalmente proibido, atualmente é liberado com restrições. Por exemplo,
permite-se hoje em dia o serviço alternativo, o que foi proibido durante
décadas.
As
heresias acima alistadas e outras mais, são analisadas neste livro.
O
leitor verá ainda que as contradições são a marca registrada da seita das
TJ, e que isso prova que o Corpo Governante está desgovernado. Sabemos que
errar é humano, mas a “borracha” dos líderes das TJ acaba antes do “lápis”.
E o pior é que eles, via de regra, não substituem uma heresia, por uma
doutrina ortodoxa; antes, trocam uma velha heresia por uma heresia nova, que
passa a ser a “nova verdade”.
Tudo quanto os integrantes do Corpo Governante pregam, pode sofrer mudança
radical, sem aviso prévio. E os seus liderados têm que concordar com eles
tintim por tintim, sob pena de excomunhão. Quando os poderosos chefões das
TJ pregam uma doutrina, exige-se que as TJ repitam-na como se fossem robôs,
até que eles se retratem, quando também terão que se retratar. Caso
contrário, serão desassociadas.
Exibiremos neste livro provas concretas de que os líderes das TJ ensinam que
eles não podem ser contraditados, ameaçando com Geena e Armagedom os que
ousam impugná-los. Eles afirmam que sem a ajuda deles ninguém consegue
entender a Bíblia, e que à parte da religião deles não há salvação. Ser TJ
significa, pois, crer que o Corpo Governante é o dono da verdade e que,
portanto, a salvação consiste em segui-lo incondicional e cegamente. Sim, as
TJ não têm personalidade, pois esta sucumbiu sob o terror psicológico
imposto pelos seus líderes. Se há (e há) entre as TJ alguém que raciocina
com sua própria cabeça, esse tal ainda não é um autêntico TJ, e se continuar
assim, romperá com a seita.
As
contradições dos líderes das TJ são tão vergonhosas que eles se escondem
atrás de Pv 4.18, que diz:“A vereda do justo é como a luz da aurora que
vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito”. Para vermos isto
basta-nos consultarmos o livro Raciocínios à Base das Escrituras, página
390. “Raciocinando” à base deste versículo, o Corpo Governante proclama que
Deus está refinando a seita deles com progressivas revelações. Eles chamam
tais revelações progressivas (ou tapeações progressivas?) de Lampejos de
Luz. Mas eles sabem que esse argumento é sofisma, visto que eles mesmos já
disseram que “... Não pode haver duas verdades, quando uma não concorda
com a outra...” (Poderá Viver Para Sempre no Paraíso na Terra, página
32, parágrafo 19).
O leitor
verá nos capítulos que se seguem que as doutrinas das TJ são heréticas e
contraditórias. Heréticas, porque são contrárias à Bíblia; e contraditórias
porque um livro diz algo diametralmente oposto ao outro. Às vezes dentro de
um mesmo livro podemos detectar grosseiras contradições. Por exemplo, quando
o leitor ler o capítulo 11 deste livro, verá que o capítulo 8 de um dos
livros das TJ intitulado “Seja Deus Verdadeiro” faz cinco discrepantes
afirmações sobre o Inferno:
1ª) diz
que o Inferno é um lugar de descanso e esperança;
2ª) diz
que o Inferno não é um lugar, e sim, uma condição de esperança;
3ª) diz
que o Inferno é o abismo onde o diabo estará preso durante o Milênio;
4ª) diz
que os mortos estão inconscientes nos sepulcros, e não gozando as delícias
do Paraíso celestial, nem tampouco sofrendo os horrores do Inferno;
5ª) diz
que o diabo será lançado no abismo, onde será retido por mil anos; e que lá,
ele encontrará os mortos que se encontram nesse lugar.
Vejamos,
pois, à luz da Bíblia e da razão, as principais heresias pregadas pelas TJ,
e assim nos preparemos para ajudá-las a saírem do labirinto em que se
encontram.
Dificilmente uma TJ leria estas linhas. Seus líderes, por saberem que a luz
da verdade dissipa as trevas das heresias, vêm envidando esforços a fim de
demovê-las da curiosidade de examinar matéria refutatória às doutrinas que
eles difundem. Insistem que tais obras devem ser destruídas, não lidas. Sob
o subtítulo “Destrói você sabiamente matéria apóstata?”,
constante da revista A Sentinela de 15/03/1986, página 12, lemos:
“... Ora, o que fará então quando se vir confrontado com ensinos apóstatas —
raciocínios sutis — afirmando que aquilo que você crê como Testemunha de
Jeová não é a verdade? Por exemplo, o que fará se receber uma carta ou
alguma literatura, e, abrindo-a, vê logo que procede dum apóstata? Será
induzido pela sua curiosidade a lê-la, só para ver o que ele tem a dizer?
Talvez você até mesmo raciocine: ‘Isso não me vai afetar; sou forte demais
na verdade. E, além disso, tendo a verdade, não temos nada a temer. A
verdade suportará a prova.’ Argumentando assim, alguns nutriram a mente com
raciocínios apóstatas e caíram vítimas de sérias perguntas e dúvidas...
Portanto, lembre-se da advertência contida em 1 Coríntios 10:12: ‘Quem pensa
estar de pé, acautele-se para que não caia’”.
A astúcia dos líderes das TJ,
proibindo-as de examinar qualquer literatura que questione suas crenças é,
sem dúvida, um entrave que justifica a afirmação supra de que dificilmente
uma TJ lerá estas linhas. Contudo, não estamos perdendo o nosso tempo, ao
elaborarmos este livro, pelas seguintes razões:
·
“Dificilmente”, não é o mesmo que “impossível;”
·
Os
irmãos em Cristo que lerão este livro, compartilharão com elas, o conteúdo
do mesmo. Poderão não só dissertar, mas também lê-lo aos ouvidos delas,
durante diálogos. Os que evangelizam por cartas, poderão fazer cópias,
inclusive à mão, como se fosse da autoria deles e remetê-las às TJ que
estiverem evangelizando;
·
Alguém, quer seja evangélico, quer não, poderá receber, através destas
páginas, a luz de que necessitava para enxergar os erros sobre os quais as
TJ laboram e, por conseguinte, imunizar-se em relação às crendices dessa
seita;
·
Estamos fazendo a nossa parte;
·
Se
o Espírito Santo “soprar” no “nariz” deste livro, ele receberá vida e fará
proezas;
·
Com a ajuda de Deus podemos transpor todos os obstáculos criados por
Satanás, alcançar as TJ e arrancá-las do engano de que são vítimas;
·
A
Bíblia diz que o nosso trabalho não é vão no Senhor, 1 Co 15.58.
As TJ crêem que
os cristãos estão divididos em dois grupos: o grupo menor, formado por
144.000 integrantes, ao qual chamam de “pequeno rebanho”; e o grupo maior,
integrante de uma grande multidão. Baseiam essa doutrina em várias passagens
bíblicas, das quais, as principais são: Lc 12.32; Jo 10.16; Ap 7.4-17;
14.1-5.
Referindo-se aos cristãos que, segundo os líderes das TJ, não pertencem aos
144.000, eles fazem as seguintes afirmações:
Nós, os
evangélicos, nos reunimos periodicamente para celebrarmos a Ceia do Senhor
(1Co 11.17-34); e o fazemos assim: Após darmos graças pelo pão, o partimos e
o distribuímos aos fiéis, anunciando que o mesmo simboliza o corpo de Cristo
que foi transpassado pelos nossos pecados. Após comermos o pão, agradecemos
a Deus pelo vinho e o distribuímos, observando que se trata de um símbolo do
sangue de Jesus, que foi derramado na cruz para nos purificar dos nossos
pecados.
As TJ
também se reúnem anualmente para participarem do mesmo evento, que elas
preferem chamar de Refeição Noturna do Cordeiro, ou Memorial, ou ainda
Comemoração. Até aí tudo bem, considerando que “ceia” e “refeição noturna”
são expressões equivalentes entre si. Além disso, a Ceia do Senhor é sim, um
memorial, bem como uma comemoração. O que nos parece estranho, é que as TJ
crêem que nem todos os cristãos podem participar deste memorial. Afirmam
elas que só quem pertence aos 144.000 podem “comer o pão e beber o copo”
(Queira ver 1Co 11.27, na TNM).
Em
Mt 26.26-28 encontramos que Jesus, ao instituir o memorial de Seu
sacrifício, o fez dizendo que o suco de uva que Ele então distribuía aos
seus discípulos era o “sangue do pacto” derramado para remissão dos pecados.
As TJ, por acreditarem que só 144.000 cristãos vão reinar com Cristo no Céu,
deduzem que os cristãos que não fazem parte deste grupo seleto, não
pertencem a este pacto, por cujo motivo não tomam parte do mesmo (Pacto
é sinônimo de Testamento, Aliança, Concerto, Acordo. Etc. Novo
Pacto, portanto, é o mesmo que Novo Testamento ou Novo Concerto).
Abaixo,
quatro provas de que o Corpo Governante asseverou que os membros da grande
multidão não pertencem ao Novo Pacto:
"Por
conseguinte, esta 'grande multidão' não está no novo pacto [...]" (A
Sentinela. 15/08/1966, p. 499);
“Claramente, pois, o novo pacto não é um arranjo livre, aberto a toda a
humanidade. Trata-se duma cuidadosamente providenciada provisão legal
envolvendo Deus e os cristãos ungidos” (A Sentinela, 15 de agosto de
1989, p. 30);
“[...]
Jesus tornou-se o Mediador dum novo pacto entre Deus e um grupo seleto de
homens.” (A Sentinela, 01 de janeiro de 1993, p. 5);
O ex-TJ
David A. Reed, copia de A Sentinela o que se segue:
“Aqueles
que pertencem à classe das ‘outras ovelhas’ não pertencem à nova aliança e
dela não tomam parte” (REED, David A. Rio de Janeiro: JUERP. As
Testemunhas de Jeová Refutadas Versículo Por Versículo. 1 ed. 1989, p.
58, citando A Sentinela de 15/02/1986, edição norte-americana, p.
15);
Nós, os
evangélicos, geralmente cremos que tudo quanto Jesus mandou os apóstolos
fazerem, nós podemos e devemos fazer também, visto que Jesus os incumbiu de
ensinarem todas as nações (e não apenas aos 144000) a guardar “todas a
coisas que” Ele os ensinara (Mt 28.19,20). Ora, se Cristo mandou os
apóstolos comerem do pão e beberem do cálice, e depois os comissionou a
ensinarem todas a nações a fazerem todas as coisas que Ele os
havia ensinado, se eles não nos ensinassem a participar da Santa Ceia,
estariam desobedecendo à ordem de Cristo. E igualmente lógica e verdadeira é
a conclusão de que se não participarmos da Ceia do Senhor — exceto se por
razões alheias à nossa vontade —, estaremos em desobediência a Deus.
O argumento que as TJ apresentam para não participarem da Refeição Noturna
do Cordeiro é muito fraco, considerando que partindo da falsa premissa de
que os cristãos estão divididos em dois grupos; que os do grupo maior
“não pertencem à Nova Aliança e dela não tomam parte”; e que, por
conseguinte, estes não podem tomar parte na Ceia do Senhor, abre-se
precedente para que também se pregue que o batismo não é para todos os
cristãos. As TJ, para serem coerentes, deviam ensinar que só os 144.000
podem ser batizados. Aliás, qual é o critério adotado pelos líderes das TJ,
para que se saiba quais são os mandamentos da Bíblia que os cristãos que não
pertencem ao grupo dos 144.000 não precisam obedecer?
O Corpo
Governante induziu os seus liderados a não participarem da Ceia do Senhor,
e, para compensar essa perda, deu-lhes um “prêmio de consolação”, a saber,
é-lhes dito que podem ter o “prazer em ser observadores”, isto é, não
podem comer do pão e beber do cálice, mas podem assistir ao evento (Poderá
Viver Para Sempre no Paraíso na Terra, páginas 201-202, §§ 23-30).
À luz da Bíblia, nenhum cristão
verdadeiro vive à margem da Nova Aliança selada com o sangue de Cristo, pois
Jesus disse sem rodeios que os que não comem a Sua carne e não bebem o Seu
sangue, não têm vida em si mesmos (Jo 6.53), donde se pode deduzir que os
tais não são cristãos, já que todos os cristãos de fato, têm a vida (Jo
3.36; 5.24; 10.10 etc.). Além disso, “comer” a carne de Cristo e “beber” o
Seu sangue, são metáforas, e significam lançar mão (ou se valer, ou se
servir) dos benefícios oriundos do sacrifício vicário do Senhor. E, como
é inconcebível a idéia de um cristão que não faça isto, todos os que
realmente são cristãos, pertencem sim, à Nova Aliança e dela tomam parte
verdadeiramente. Ora, se todos os que realmente são cristãos, estão sob a
Nova Aliança selada com o sangue de Cristo, nada mais natural que todos
comemorem a sua instituição e inauguração. E, já que podemos, devemos e
queremos comemorar o sacrifício de Jesus, que instituiu e inaugurou a Nova
Aliança, nos interessa sabermos como fazê-lo. E, como sabemos, a Bíblia diz
que é comendo do pão e bebendo do cálice (Mt 26.26-28; Mc 14.22-24; Lc
22.19,20; 1Co 11.23-28). Nenhum cristão foi chamado por Deus para
tão-somente assistir à Ceia do Senhor, e sim, para participar da mesma, já
que se trata de um memorial do sacrifício cruento do qual emerge o Povo de
Deus da atualidade, chamado Igreja.
Se o
relacionamento entre Cristo e os cristãos, se dá à base do Pacto (ou
Aliança) selado com o precioso sangue vertido na cruz, os que não se
consideram incluídos neste Plano, não podem se considerar cristãos. E, deste
modo, as TJ que se julgam “integrantes da grande multidão que herdaria a
Terra,” excluem-se a si mesmas do rol dos cristãos, quando afirmam que “não
pertencem à Nova Aliança e dela não tomam parte”. Isto mesmo, estão se
auto-excluindo do povo de Deus. Dizer isso equivale a admitir: Nós não
pertencemos a Cristo. Não somos o povo de Deus da atualidade.
Embora a Bíblia, dirigindo-se aos
cristãos, diga que nós temos a unção do Santo (1 Jo 2.20-27), as TJ aprendem
que esta unção é só para os 144.000. Elas entendem que esta unção diz
respeito à investidura de poder régio outorgado aos 144.000, os quais, como
reis se assentarão em tronos, auxiliando Cristo no Reino. Logo, concluem
elas, os que não serão reis e sacerdotes no Reino, mas apenas súditos, não
são ungidos (A Sentinela, 15/09/1 979, página 32).
A
unção da qual trata 1 Jo 2.20-27, diz respeito à delegação do poder que
Cristo conferiu a todos os cristãos, quando nos deu do Seu Espírito (Jo 14.
17; At 1. 8; Rm 8. 14).
Outra
heresia de doer o coração de quem ama as vítimas das seitas, é o fato das TJ
pregarem que Cristo não é o Mediador de todos os cristãos, mas sim,
tão-somente dos 144.000. Na mesma página e parágrafo da revista supracitada,
isto é, A Sentinela de 15/09/1979, os guias das TJ perguntam: “Será que
Jesus é ‘mediador’ só dos cristãos ungidos?” E em seguida respondem:
“De modo que, em estrito sentido bíblico, Jesus é o ‘mediador’ apenas dos
cristãos ungidos”, isto é, dos 144.000. Isso colide frontalmente
com 1Tm 2.5, que nos diz que Cristo é o Mediador entre Deus e os homens,
bem como com Jo 14.6 , onde Jesus afirma que só por Ele se tem acesso ao
Pai. Então, quem não é intermediado por Cristo, está perdido.
Não obstante os líderes das TJ pregarem que Jesus só é Mediador dos 144000,
incoerentemente dizem que as TJ que pertencem à grande multidão devem orar a
Jeová em nome de Jesus. E as TJ do mundo todo oram a Deus em nome de Jesus.
Ora, se Cristo não é o Mediador delas, por que oram então em nome dEle?


A
justificação pela fé, apontada por Paulo em Rm 5.1, é para todos os
cristãos, já que a Bíblia não ensina outro meio de salvação (Ef 2.8,9). A
Bíblia afirma categoricamente que “a justiça de Deus por intermédio da fé
em Jesus Cristo”, é “para todos os que têm fé. Porque não
há distinção” (Rm 3.22, TNM). Sim, a Bíblia, ao afirmar que Deus
declara “justo o homem que tem fé em Jesus” (Rm 3.26), não
acrescenta: “Contanto que pertença aos 144.000”. Contudo, as TJ têm
ensinado que só estes, isto é, os 144000, podem e necessitam ser
justificados pela fé. Referindo-se ao que as TJ pensam ser os cristãos que
não pertencem aos 144.000, mas sim, à tal de grande multidão que, segundo
eles, herdará a Terra, os líderes das TJ fizeram a seguinte pronunciação:
“Por isso não serão nem agora nem então justificados ou declarados justos
assim como os 144.000 co-herdeiros celestiais foram justificados enquanto na
carne. Os da ‘grande multidão’ não sofrerão uma mudança na natureza humana
para a espiritual, e por isso não precisam de justificação pela fé e
da imputação de justiça necessitadas pelos 144.000 ‘escolhidos’.” (Vida
Eterna – Na Liberdade dos Filhos de Deus, página 390, parágrafo 22. Grifo
nosso).
Uma vez
que os supostos integrantes da imaginária Grande Multidão não são, segundo
as TJ, justificados pela fé, perguntamos: Que perdem eles com isso? Que é
ser justificado pela fé? É possível ser um fiel cristão sem ser justificado
pela fé?
Segundo as TJ, os servos de Deus que não
pertencem aos 144.000, e isso inclui todos os do Antigo Testamento, como
Abel, Noé, Abraão, Moisés, Sara, Ana, Davi, João Batista, Sansão, etc.,
serão ressuscitados no início do Milênio, em cujo período poderão se
aperfeiçoar progressivamente até se tornarem tão perfeitos quanto Adão e Eva
eram antes de pecar. Aquele que, dentro desse período, se rebelar contra
Deus, morrerá de novo e, dessa vez, sem direito à ressurreição. Mas, os que
forem fiéis, irão se aperfeiçoando progressivamente pelo Milênio adentro,
até atingirem a perfeição, o que se dará por volta do fim do milênio. Ao
terminar então o Milênio, serão tentados todos os que tiverem chegado até
lá, dos quais muitos cederão e, por isso, morrerão de novo para nunca mais
serem ressuscitados. Porém, os que não cederem, viverão para sempre, ou
seja, então serão salvos. Ora, se assim fosse, estaria em jogo, não apenas a
salvação dos supostos integrantes da Grande Multidão que, no presente,
morrem fiéis às doutrinas pregadas pelo Corpo Governante, mas até mesmo os
heróis da fé, do Antigo Testamento (Abel, Noé, Sara, Abraão, Josué, Daniel,
Moisés, Ester, Ana, João Batista etc.), estariam na corda bamba.
Pregam mesmo as TJ o que dissemos acima?
Ora, elas afirmam no livro Poderá Viver Para Sempre no Paraíso na Terra,
página 122, parágrafo 7, que “... todos os homens e mulheres fiéis que
morreram antes de Jesus falecer tinham esperança de viver novamente na
terra, não no céu. Serão ressuscitados para se tornarem súditos terrestres
do reino de Deus...” Elas dizem ainda neste mesmo livro, páginas
175-183, que tantos quantos forem ressuscitados, mais os vivos que
sobreviverem ao Armagedom, somados aos que nascerem durante o Dia do Juízo
de 1.000 anos, conforme forem sendo fiéis, gradualmente avançarão rumo à
perfeição humana, de sorte que por volta do fim do Dia do Juízo de 1000
anos, todos os que não morrem nesse período, estarão tão perfeitos quanto
Adão e Eva eram antes de pecar. E acrescentam que ao terminar o referido Dia
do Juízo de 1000 anos, Satanás e seus demônios sairão da prisão na qual
estarão retidos durante o Dia do Juízo, e tentarão esses humanos
aperfeiçoados; dos quais, os que cederem serão destruídos; e os que se
mantiverem fiéis, herdarão a Terra paradisíaca.
Uma das provas de que as TJ crêem que
todos os humanos que forem aperfeiçoados durante o Dia do Juízo, serão
testados depois do Milênio, é o fato delas afirmarem que Jeová submeterá
(depois do Dia do Juízo) a humanidade a uma prova, para daí selecionar os
fiéis que farão jus aos nomes no livro da vida. Senão, vejamos: “Como
determinará Jeová que nomes deverão ser escritos no ‘rolo da vida’, ou
‘livro da vida’?... Será por meio duma prova à qual a humanidade será
submetida” (Poderá Viver Para Sempre no Paraíso na Terra, página 182,
parágrafo 20, ênfase acrescentada). Veja que o Corpo Governante afirma que o
teste será aplicado na humanidade, e não, a uma parte da
humanidade.
Simplificando, o que as TJ pregam é o
seguinte: O homem foi feito para viver eternamente no planeta Terra. Porém,
devido ao pecado, o homem foi sentenciado à morte e, por conseguinte, a
deixar de existir. Mas, por causa da sacrifício de Cristo, muitos
terão uma segunda oportunidade. Estes, e seus filhos nascidos durante o
período de adestramento que durará mil anos, serão submetidos a um processo
evolutivo, ao término do qual estarão tão perfeitos quanto Adão e Eva eram
antes de pecar. Então serão tentados por Satanás e seus demônios. Nessa
época, muitos cederão às tentações e, por isso mesmo, serão destruídos, isto
é, irão para a Geena, o que equivale a dizer que morrerão sem direito à
ressurreição. Mas os que permanecerem fiéis, viverão eternamente na Terra
paradisíaca. Deste modo, não se sabe, por exemplo, se Moisés será ou não,
fiel a Deus, durante o Dia do Juízo. Portanto, há uma possibilidade dele
morrer nesse período. Além disso, mesmo que ele passe por essa primeira
barreira, bem pode ser que ele não consiga transpor o segundo obstáculo, já
que as TJ sustentam que muitos dos que passarem pela primeira eliminatória,
serão reprovados no teste final, quando forem tentados pelo diabo e seus
demônios. Sim, segundo as TJ, os que forem rebeldes durante o período de
adestramento de 1.000 anos, serão destruídos nesse intervalo. Referindo-se
aos tais, disse o Corpo Governante: “... Assim, essas pessoas serão
destruídas, quer durante, quer por volta do fim do Dia do Juízo...”
(Poderá Viver Para Sempre no Paraíso na Terra, página 180, parágrafo 14).
Nessas entrelinhas pode-se ver
nitidamente que as TJ realmente negam que os membros da Grande Multidão
possam ser justificados pele fé. Embora elas afirmem que também crêem na
salvação pela graça, conforme consta de Ef 2.8-9, a verdade solene é que
elas pregam salvação pelas obras. Elas não crêem (pelo menos para os
integrantes do grupo que elas chamam de Grande Multidão) na totalidade,
instantaneidade e eficácia do perdão que Deus nos dá em Cristo. Por ora, ser
perdoado é, segundo elas, candidatar-se a uma segunda oportunidade, a qual
consiste de 1000 anos de adestramento eliminatório, seguido de um rigoroso
teste seletivo, do qual só sabem que existe a triste possibilidade de serem
reprovadas, o que, sem dúvida, é inquietante. Logo, o “Jesus” das TJ não
salva sozinho. Ele apenas abre o caminho, isto é, dá uma segunda chance,
para que o cristão, por seus próprios esforços evolua gradualmente até à
perfeição, quando então, se for aprovado no teste final ao qual será
submetido após tornar-se perfeito, fará jus à salvação. E essa salvação,
segundo as TJ, é apenas um retorno à boa vida que a humanidade perdeu desde
a queda de Adão e Eva no Éden.
Do exposto acima, as TJ crêem que de fato
existe a justificação pela fé. Além disso, elas sabem o que significa isso.
Elas não ignoram que os justificados pele fé, quando morrem partem desta
vida de posse de uma salvação assegurada. A diferença que há entre elas e
nós sobre essa questão, é que elas não crêem que a justificação pela fé seja
para todos os cristãos, antes pensam que isso é só para os 144000.
O Senhor Jesus Cristo afirmou em Jo 3.3-5
que aquele que não nascer de novo não pode entrar no Reino de Deus. Ora, até
quem não é perito bíblico sabe que com estas palavras Jesus estava querendo
dizer que a conversão à fé cristã é algo indispensável à salvação. Neste
caso, “nascer de novo” é se entregar a Cristo. É à transformação que o
pecador experimenta, quando recebe o Senhor Jesus em seu coração, que Jesus
chamou de “nascer da água e do Espírito” e de “nascer de novo”. E ao afirmar
que aquele que não passar por esta experiência não pode entrar e nem ver o
Reino de Deus, quis dizer que o tal será condenado. Mas as TJ asseguram que
ninguém precisa nascer de novo para se salvar. Segundo elas, o novo
nascimento é necessário apenas aos que vão morar no Céu. E porque crêem que
só 144.000 vão morar no Céu com Jesus, elas afirmam que ninguém, além de
Jesus e os 144.000, precisam nascer de novo. Segundo as TJ, o número exato
dos nascidos de novo é 144.001 (cento e quarenta e quatro mil e um). Sim, as
TJ pregam oficialmente que Jesus também nasceu de novo. Em o livro
Raciocínios à Base das Escrituras, páginas 256-258, enquanto “explicam” o
que é nascer de novo, dizem com todas as letras que “...Jesus teve essa
experiência, assim como a têm os 144.000 que são herdeiros com ele do Reino
celestial...”, e acrescentam que nem todos os cristãos são nascidos de
novo. Que heresia! Claro que Cristo não nasceu de novo. Ele não precisa
disso. Quem tem que nascer de novo é o pecador. E isso sob pena de se perder
para sempre.
Ora, é fácil provar à luz da Bíblia que o
novo nascimento é experiência comum a todos os cristãos verdadeiros,
independentemente de pertencerem ou não ao grupo dos 144.000. Para tanto,
basta ler 1 Jo 5.1 e Jo 1.11-13. Vejamos, pois, o que dizem estes dois
textos: 1 Jo 5.1: “TODO aquele que crê que Jesus é o Cristo
NASCEU de Deus.” (TNM, grifo nosso). Quais são os que crêem que Jesus é
o Cristo? Porventura são só os 144.000?
Jo 1.11-13:
“Veio ao seu próprio lar, mas os seus não
o acolheram. No entanto, a TANTOS QUANTOS O RECEBERAM, a estes deu
autoridade para se tornarem filhos de Deus, porque exerciam fé no seu nome,
e NASCERAM, não do sangue, nem da vontade do homem, mas DE DEUS”
(TNM, grifo nosso).
Se destacarmos desta última transcrição,
apenas as versais, isto é, apenas o que foi escrito em caixa alta, teremos a
seguinte frase: “tantos quantos o receberam nasceram de Deus”. E, se
nasceram de Deus, então nasceram de novo. Julgamos impossível alguém ler Jo
1.11-13 e concluir que nem todos os que recebem a Jesus em seus corações,
nascem de Deus. Contudo, o Corpo Governante tentou provar que Jo 1.11-13 não
diz que todos os que receberam a Jesus nasceram de Deus; e apresentou o
seguinte argumento: “...‘Tantos quantos o receberam’ não significa todos
os humanos que depositaram fé em Cristo. Note a quem se faz referência,
conforme indica o versículo 11 [‘os seus’, os judeus]. O mesmo privilégio é
estendido a outros entre a humanidade, mas apenas a um ‘pequeno rebanho’...”
(Ibidem, página 257).
Quem se dá ao trabalho de raciocinar
percebe prontamente que o argumento acima não é consistente. Isto porque
realmente o versículo 11 diz que Jesus veio para os Judeus, e que estes o
rejeitaram; mas os versículos 12 e 13 nos dizem que os que procederam
diferente da maioria dos judeus, recebendo a Jesus, tiveram o privilégio de
nascerem de Deus. Note que o versículo 12 diz “tantos quantos”, e isso
inclui pessoas de todas as raças.
Se a Bíblia dissesse que “Jesus veio
para os brasileiros, mas estes o rejeitaram. No entanto, a tantos quantos o
receberam, alcançaram o perdão dos seus pecados”, alguém poderia dizer
que o perdão não é para todos os humanos que depositam fé em Jesus? Seria
razoável alguém argumentar dizendo: “Note a quem se faz referência, conforme
indica o versículo [‘os brasileiros’]”?
As TJ pregam que há, entre os 144.000,
pessoas pertencentes a diversas raças. Pregam ainda que todos os integrantes
dos 144.000 nasceram de novo. Ora, se o fato do versículo 11 de Jo 1 dizer
que Jesus veio para os judeus, provasse que as palavras “tantos quantos o
receberam” constantes do versículo 12 “não significa todos os humanos
que depositaram fé em Cristo,” mas apenas os judeus, como querem os
líderes das TJ, então todos os que constituem os referido grupo, teriam que
ser judeus. Porém, isso não acontece, e aí está uma nítida contradição.
Certamente os integrantes do Corpo Governante perceberam que estavam sendo
contraditórios, razão pela qual, referindo-se aos 144.000 disseram: “O
mesmo privilégio é estendido a outros dentre a humanidade, mas apenas a um
pequeno ‘rebanho’.” (Ibidem). “Pequeno rebanho” é um dos nomes
que as TJ dão aos 144.000. Logo, o que os dirigentes das TJ estão querendo
dizer com esta última afirmação, é que embora seja verdade que “ ‘Tantos
quantos os receberam’ não significa todos os humanos que depositaram fé em
Cristo”, visto que o versículo 11 se refere aos judeus, Deus estendeu
este privilégio a pessoas de outras raças até completar o “pequeno
rebanho”, isto é, os 144.000. Porém, aqui a incoerência salta aos olhos.
Sim, ratificamos que se o fato de Jo 1: 12-13, afirmar que tantos quantos
receberam a Jesus nasceram de Deus, não significasse todos os humanos que
depositaram fé em Cristo, mas sim, exclusivamente os judeus que creram nEle,
ninguém que não fosse judeu poderia pertencer ao grupo dos 144.000, já que,
segundo as TJ, os 144.000 nasceram de novo.
s TJ não só tentam
provar que só Jesus e os 144.000 necessitaram e puderam nascer de novo, mas
também se esforçam, fazendo ecoar em todos os rincões do mundo, a “Boa
Nova” de que Deus só tem 144.000 filhos, dentre os humanos. Afirmam que
os cristãos que não pertencem aos 144.000 não são filhos de Deus. Por este
motivo, dos 6.000.000 de TJ espalhadas pelo mundo afora, apenas cerca de
8.000 estão autorizadas a dizerem que são filhos de Deus.
O texto acima transcrito, no qual os
líderes das TJ argumentam dizendo que à luz de João 1.11, a afirmação de que
“tantos quantos o receberam” não significa todos os humanos que
depositaram fé em Cristo, não tem por finalidade única “provar” que nem
todos os cristãos verdadeiros são nascidos de novo, mas também se pretende
“provar” com esse argumento que nem todos os cristãos são filhos de Deus.
Porém, o “tantos quantos” do versículo 12 não exclui nenhum cristão
autêntico. Realmente o texto está dizendo que todos os que recebem a Jesus,
são transformados em filhos de Deus. Dizer que Deus só tem 144.001 (cento e
quarenta e quatro mil e um) filhos é doutrina estranha às Escrituras
Sagradas.
Segundo as TJ, brevemente ocorrerá o
Armagedom, isto é, o período catastrófico pelo qual passará a humanidade,
durante o qual Jeová matará todos os que não são TJ. Imediatamente após o
Armagedom terá início o Dia do Juízo (o qual durará 1.000 anos), no início
do qual se dará a prisão de Satanás e seus demônios, bem como a ressurreição
de uma grande parte dos mortos. E todos (as fiéis TJ que sobreviverão ao
Armagedom e os mortos que forem ressuscitados no início do Dia do Juízo de
1.000 anos) serão instruídos através de livros tão inspirados por Deus
quanto a Bíblia Sagrada, os quais serão escritos no Dia do Juízo e
distribuídos a todos. Todo aquele que durante o Dia do Juízo, se rebelar
contra Jeová, morrerá sem direito à ressurreição. Mas, os que forem fiéis,
irão se aperfeiçoando cada vez mais. E, ao terminar o Dia do Juízo de 1.000
anos, estarão (juntamente com seus filhos nascidos durante o Dia do Juízo),
tão perfeitos quanto Adão e Eva eram antes de pecar. Então Deus os submeterá
a uma última prova cabal, isto é, soltará o diabo e seus demônios, pelos
quais serão tentados. Os que cederem às tentações, morrerão sem direito à
ressurreição. Mas os que forem fiéis, permanecerão no glorioso paraíso
terrestre. Só então, Jeová os adotará como seus filhos. Sim, leitor,
cerca de 6.000.000 de TJ, repetem como robôs programados pelos seus líderes:
“Nós ainda não somos filhos de Deus, mas o seremos um dia, se formos
fiéis até lá”.
Para se certificar da autenticidade do
que acima afirmamos, o caro leitor deve consultar os seguintes livros da
autoria dos líderes das TJ: Unidos na Adoração do Único Deus Verdadeiro,
páginas 190 e 191; Poderá Viver Para Sempre no Paraíso na Terra,
páginas 175-183; e Raciocínios à Base das Escrituras, página 292,
segundo parágrafo desta página. Como evidência de que realmente as coisas
são assim, transcrevemos parte do que está registrado nos livros Unidos
na Adoração do Único Deus Verdadeiro, página 191, parágrafos 16 e 17, e
Raciocínios à Base das Escrituras, página 292, edição de 1.985,
respectivamente.
“A humanidade aperfeiçoada receberá então
a oportunidade de demonstrar que fez a escolha imutável de servir para
sempre o único Deus vivente e verdadeiro. Por isso, ANTES DE ADOTÁ-LOS COMO
SEUS FILHOS por meio de Jesus Cristo, Jeová sujeitará todos esses humanos
aperfeiçoados a uma última prova cabal. Satanás e seus demônios serão soltos
do abismo... Jeová ADOTARÁ ENTÃO... todos os humanos aperfeiçoados... como
seus filhos...” (grifo nosso).
“... Todavia, os cristãos verdadeiros
refletem qualidades piedosas. Dentre esses, Deus selecionou um número
limitado de pessoas para reinarem com Cristo no céu. Deus refere-se a esses
como seus ‘filhos’... DEPOIS de os fiéis na terra... terem atingido a
perfeição humana e de terem demonstrado lealdade inquebrantável a Jeová qual
Soberano Universal, ENTÃO eles também GOZARÃO da excelente relação de filhos
de Deus” (grifo nosso).
Não foi lendo a Bíblia que os líderes das
TJ aprenderam que nem todos os cristãos verdadeiros são filhos de Deus, pois
Rm 8.14 afirma que “... todos os que são guiados pelo Espírito de Deus,
esses são filhos de Deus”. Seriam os 144.000 os únicos guiados pelo
Espírito de Deus? Será que o Espírito Santo não guia (ou conduz, como o diz
a TNM) a todos os cristãos verdadeiros, independente de pertencerem ou não
aos 144.000? Certamente o Espírito Santo guia a todos os que realmente são
cristãos, visto que não há um só versículo bíblico que diga o contrário. E,
se todos os cristãos verdadeiros são guiados pelo Espírito Santo, então
todos os cristãos verdadeiros são filhos de Deus, já que Rm 8.14 diz
francamente que “todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses
são filhos de Deus”.
Que religião é essa
que rouba de seus adeptos a felicidade de dizerem que são filhos de Deus?
Não discordamos das TJ por dizerem que
elas não nasceram de novo e que não são filhos de Deus, porquanto lhes
assiste o direito de confessarem esta verdade. Mas quando receberem a Jesus
(Jo 1.11-13) e se deixarem guiar pelo Espírito Santo (Rm 8.14), dirão:
“Vede que grande amor nos tem concedido o Pai: que fôssemos chamados filhos
de Deus...; e nós o somos... Amados, agora somos filhos de Deus...”
(1 Jo 3.1,2) .
O fato de o apóstolo João afirmar que
“Nisto são manifestos os filhos de Deus, e os filhos do diabo...” (1 Jo
3.10) prova cabalmente que só há duas categorias de pessoas na Terra: os
filhos de Deus e os filhos do diabo. Por conseguinte, as TJ precisam parar
para pensar no que estão dizendo realmente, quando pronunciam a frase:
“Nós não somos filhos de Deus”.
Aos seus seguidores que ainda não são
filhos de Deus, o Corpo Governante ensina que eles são netos de Deus, bem
como“prospectivos filhos terrestres”, ou seja, são candidatos a filhos de
Deus. E, no intuito de fazerem crer que estão apoiados na Bíblia, dizem que
“Nas Escrituras os avós são muitas vezes referidos como pais” (Seja
Deus Verdadeiro, páginas 158-159, parágrafo 15, edição de 1955).
Os líderes das TJ se emaranham na Bíblia.
Senão, vejamos: Eles pregam que os servos de Deus do Antigo Testamento não
pertenciam aos 144000; e que, portanto, não podem ir para o Céu (Poderá
Viver Para Sempre no Paraíso na Terra, página 122, parágrafo 7). Porém,
raciocinemos: Se só os 144000 são filhos de Deus (como o supõem as TJ), e
todos os que são guiados pelo Espírito Santo, são filhos de Deus (como o
afirma a Bíblia), então os servos de Deus do Antigo Testamento eram filhos
de Deus, já que a Bíblia afirma que eles também eram guiados pelo Espírito
Santo (Sl 143.10; Lc 2. 27 [Simeão foi ao templo, impulsionado pelo Espírito
Santo. E, como sabemos, o Novo Testamento só foi inaugurado 33 anos após.]).
Além disso, o profeta Isaías registrou: “...Tu és nosso Pai...” Is 63.16).
E, se eram filhos de Deus, então as TJ deviam dizer que os tais pertenciam
aos 144000, visto que, segundo o Corpo Governante, só os 144000 são filhos
de Deus. E, se pertenciam aos 144000, então vão morar no Céu, considerando
que os guias das TJ dizem que todos os integrantes dos 144000 vão morar no
Céu.
Segundo o Corpo Governante, embora os
integrantes da grande multidão ainda não sejam filhos de Deus, eles já podem
chamar Deus de Pai e, portanto, orar o Pai-Nosso, considerando que, “Nas
Escrituras os avós são muitas vezes referidos como pais” (Seja Deus
Verdadeiro, páginas 158-159, parágrafo 15, edição de 1955).
Os chefes das TJ deduzem que, uma vez que
Deus só possui 144000 filhos, e Rm 8. 16 diz que o Espírito Santo testifica
com o espírito dos tais, que eles são filhos de Deus, então, quando alguém
passa a pertencer aos 144000, recebe, por conseguinte, um sinal da parte de
Deus, que o permite saber que integra ao seleto grupo. O raciocínio é o
seguinte: Se só 144000 são filhos de Deus, e todos os filhos de Deus sentem
o testificar do Espírito Santo quanto a isso, os filhos de Deus sabem por
experiência própria que pertencem ao seleto grupo dos 144000. Mas, Lendo Rm
8.16, à luz do contexto e sem a “ajuda” do Corpo Governante, vê-se
facilmente que este texto não trata de duas classes de cristãos, uma ungida
e outra não; uma com vocação celestial e a outra com vocação terrena; os
membros de uma são filhos de Deus, mas os da outra, não; etc., como o querem
as TJ. As duas classes de pessoas abordadas neste texto bíblico, são os
justos e os ímpios; os que estão na carne, os quais não podem agradar a
Deus, não têm o Espírito Santo e estão condenados; e os que não estão na
carne e agradam a Deus, para os quais não há condenação alguma, são filhos
de Deus, e têm o Espírito Santo.
Realmente Rm 8.16 seria um excelente
critério para determinarmos se uma pessoa pertence ou não aos 144000, se só
estes fossem filhos de Deus. Mas, como a filiação divina é comum a todos os
cristãos verdadeiros, o argumento das TJ não tem lógica bíblica.
Embora os líderes da TJ já tenham dito
que os membros da grande multidão já podem se dirigir a Deus como Pai, visto
que nas “Escrituras os avós são muitas vezes referidos como pais”,
obviamente elas se sentem desestimuladas a orarem como Jesus nos ensinou em
Mt 9.6: “Pai nosso que estás no Céu...”. As TJ deviam orar ao “avô
nosso que estás no Céu...”.
Quão profundo abismo é o labirinto no
qual as Tj caíram! Já não podem mais nem mesmo orar como Jesus nos ensinou!
As TJ não erram por dizerem que não são
filhos de Deus. Também não errarão se reconhecerem que ainda não estão em
condição de orarem como Jesus ensinou em Mt 9.6, pois de fato ainda não se
qualificaram para tanto. Mas elas erram por acharem que não podem se tornar
filhos de Deus agora. Informemos, pois, às TJ que Jesus quer
transformá-las em filhos de Deus aqui e agora.
Embora a Bíblia diga que fomos
“chamados em uma só esperança” (Ef 4.4), as TJ estão, como já vimos em
1.1, divididas em dois grupos: o grupo menor, constituído por 144000
membros, que sonham com o Céu; e o grupo maior, que integra a grande
multidão. Estes, segundo as TJ, herdarão a Terra Paradisíaca. Sim, as TJ
pregam que só 144000 vão morar no Céu (A Verdade que Conduz à Vida Eterna,
1968, páginas 75—80); e um dos textos bíblicos sobre os quais tentam apoiar
essa crença, é Ap 14.1-5 que, entre outras afirmações, referindo-se aos
144000, diz que os tais “foram comprados da terra”, “comprados dentre os
homens” e “que seguem o Cordeiro”, isto é, a Jesus “para onde quer
que vá”. Mas, essa “hermenêutica” que as TJ aplicam a Ap 14.1-5, não é
consistente pela seguinte razão: Ainda que as expressões: “...foram
comprados da terra” e “...foram comprados dentre os homens...”
signifiquem ser levado para o Céu, este trecho bíblico não dá margem
à interpretação das TJ. Pensamos assim porque se as afirmações “estes são
os que foram comprados da Terra” e “estes são os que... foram
comprados... para Deus”, constante de Ap 14.4, significasse “os únicos
que foram comprados da terra”, e se disso pudéssemos inferir que os tais são
os únicos que vão para o Céu, as TJ deveriam dizer então, que os 144000 são
os únicos “virgens que não se contaminaram com mulheres”, já que o
mesmo versículo em pauta, referindo-se aos 144000, diz: “Estes são os que
não se contaminaram com mulheres porque são virgens...”. Que “mulheres”
são essas com as quais os 144000 não se contaminaram? Evangélicos e TJ
concordam que, neste caso, “mulheres” significam as falsas religiões. Ora,
será que só os 144000 não se contaminam com as falsas religiões? As TJ
responderiam negativamente a essa pergunta, pois crêem que os que seguem ao
Corpo Governante estão na verdade e, portanto, não estão contaminados com as
heresias. E assim podemos concluir que se a expressão “Estes são os que
não se contaminaram com mulheres”, não prova que os mesmos são os únicos
que não estão maculados com os falsos ensinos das falsas religiões, então, a
expressão “estes são os que foram comprados da terra”, não significa,
necessariamente, “os únicos que foram comprados da terra”, ou seja, os
únicos que foram levados para o Céu. O contrário é usar dois pesos e duas
medidas.
E se alguém entre as TJ disser que as
“mulheres” mencionadas em Ap 14.4 são as prostitutas, adúlteras e
fornicárias? O raciocínio continua válido. Nessa hipótese basta formularmos
esta pergunta: Então, desde os primórdios da humanidade, até hoje, só tem
havido 144000 pessoas que se abdicaram das orgias sexuais? Só há 144000
castos? Além dos 144000, somos todos prostitutos, adúlteros, ou fornicários?
Antigamente as TJ pregavam que os dois
grupos em que se dividiam os cristãos, eram: Os 144000 que se assentariam em
tronos para governarem com Cristo no Céu, chamados também de “Noiva de
Cristo”; e os que excedessem a esse grupo, chamados de Dama de Companhia da
Noiva, donde se vê que elas criam que todos os cristãos iam para o Céu,
visto que quem está na Terra não pode, obviamente, fazer companhia a quem
está no Céu. Sim, até 1935 as TJ criam que a Grande Multidão era "uma
classe celestial secundária" (MENEZES, Aldo dos Santos. Merecem
Crédito as Testemunhas de Jeová?, Teresópolis: CPR, 1995, p. 85). Mas,
em 1935, o então presidente das TJ, Joseph Franklin Rutherford, proclamou
uma nova interpretação. Desde então os cristãos que excedem ao grupo dos
144.000 são vistos como aspirantes à Terra paradisíaca. Deste modo, os
integrantes da classe secundária estão ficando cada vez mais pobres: Antes
não eram a “Noiva de Cristo”, ou “Esposa do Cordeiro” (Ap 21.9), mas apenas
“Damas de Honra”. Não eram alvos da promessa registrada em Ap 3.21, o que
significava que não seriam reis e sacerdotes (Ap 5.10), mas apenas súditos
do Reino. Agora eles têm que aspirar somente a Terra, pois perderam o
direito de subirem ao Céu.
Embora as
TJ se proclamem a única religião verdadeira (veremos isso com maiores
detalhes no capítulo 15), elas não alegam ser a única Igreja verdadeira. Tal
se dá porque elas não se consideram integrantes da Igreja de Cristo. Na
opinião delas, a Igreja de Cristo só tem 144.000 membros. Logo, elas não são
a Igreja verdadeira, nem tampouco uma Igreja falsa. Elas simplesmente não
são a Igreja. Alguns dos integrantes da “religião” delas, por acreditarem
que pertencem aos 144.000, se julgam membros da Igreja de Cristo, mas a
instituição deles em si, não é vista por eles como Igreja, quer verdadeira,
quer falsa. Eles são apenas a Organização de Jeová, a única religião
verdadeira, fora da qual não há salvação.
Chamando a Igreja de “congregação”, o
Corpo Governante afirmou: “Todavia, quando a Bíblia fala sobre
‘congregação do Deus vivente’, ela se refere a um grupo
específico de seguidores
de Cristo. (1 Tm 3:15)[...] De modo que esta ‘congregação de Deus’ é
constituída de todos os cristãos na terra que têm esperança de vida
celestial. Ao todo, APENAS 144.000 pessoas constituirão finalmente a
‘congregação de Deus’. [...] Os cristãos que esperam viver para sempre na
terra buscam orientação espiritual desta ‘congregação’...” (Poderá Viver
Para Sempre no Paraíso na Terra, páginas 125-126, parágrafo 18, grifo
nosso). Ora, o nome que a Bíblia dá ao povo de Deus da atual Dispensação
(que se iniciou com a ressurreição de Cristo [ou no Pentecostes, segundo
alguns eruditos], e findar-se-á quando Jesus vier buscar o Seu povo), é
Igreja. Quem confessa não pertencer à Igreja, está assumindo que não
pertence ao povo de Deus da atualidade.
As TJ não
são como a grande maioria dos adeptos das seitas que se intitulam cristãs,
os quais geralmente pensam que são filhos de Deus, que pertencem a Cristo e
à Sua Igreja, etc. Não! As TJ sabem e confessam que elas não estão de posse
destas bênçãos, como vimos nos tópicos anteriores.
No tópico
I observamos que o fato de as TJ dizerem que “não pertencem à Nova
Aliança e dela não tomam parte,” equivale a dizer que elas não são de
Cristo. Porém, esta não é apenas uma conclusão nossa, já que as TJ confessam
textualmente que elas não pertencem a Cristo. Eis a prova: “Os que
‘pertencem a Cristo’ são os 144.000 discípulos fiéis escolhidos para
dominarem com ele no Reino” (Poderá Viver Para Sempre no Paraíso na
Terra, página 172, parágrafo 20). Bem, dos males, o menor. Pior seria se as
TJ pensassem que pertencem a Cristo. Mas, como elas têm consciência de que
este não é o caso, e não escondem isso de seus leitores, nos poupam do
trabalho de tentar convencer a quem quer que seja, que essa seita não é de
Cristo.
Apocalipse 9.1-12 nos fala de uns “gafanhotos” inusitados (são grandes,
cabeludos, têm dentes como os de leões, e portam ferrões semelhantes aos
escorpiões, com os quais atormentarão a humanidade durante a Grande
Tribulação), cujo rei é o anjo do abismo. Este é o diabo, e aqueles, os
anjos rebeldes. Porém, os chefes das TJ proclamam que tais gafanhotos são
eles e as demais TJ ungidas. Quanto aos ferrões, definem-no como sendo a
“verdade” que eles pregam através de seus escritos. E, como, segundo os
chefes das TJ, o apóstolo João era integrante dos 144.000, o Corpo
Governante prega que os membros da Grande Multidão não fazem parte desse
grupo de “gafanhotos” da classe de João (Revelação__Seu Grandioso Clímax
Está Próximo!, edição de 1989, páginas 142-148). Ora, os membros do
Corpo Governante não são os gafanhotos em questão, tampouco os referidos
ferrões representam suas doutrinas que, de acordo com suas crenças,
atormentam ou incomodam os hereges, embora concordemos parcialmente com essa
comparação, isto é, suas heresias são sim comparáveis aos ferrões dos anjos
caídos.
Segundo as TJ, Cristo governa e governará a Terra à distância. Na opinião
delas Cristo subiu ao Céu para nunca mais voltar à Terra. Por este motivo
elas crêem que os humanos que herdarem a vida eterna na Terra paradisíaca,
não poderão ver o Senhor Jesus. Dizem as TJ: “... Assim, quando Cristo
volta, os que são levados para o céu se tornam pessoas espirituais, e estes
vêem a Cristo em seu glorificado corpo espiritual. Mas, será que o restante
da humanidade, que não vai ao céu, vê a Cristo quando ele volta? ...Jesus
prosseguiu dizendo aos seus apóstolos: ‘Mais um pouco e o mundo não me
observará mais’. (João 14.19) O ‘mundo’ significa a humanidade.
Assim, Jesus disse claramente aqui que as pessoas na terra não o veriam de
novo após a sua morte...” (Poderá Viver Para Sempre no Paraíso na Terra,
páginas 142- 143, parágrafos 2 e 3).
As TJ, à
base de Jo 14.19b que diz: “...mas vós me vereis ...” concluem, como
vimos acima, que os apóstolos, por pertencerem ao grupo dos 144.000, se
tornaram pessoas espirituais e que, portanto podem ver a Cristo. Contudo, se
o fato de Jesus dizer que “o mundo não me verá mais”, provasse que
seres humanos não transformados em pessoas espirituais, não poderão vê-lo, o
que Ele rebate em Mt 24.30, as TJ deveriam pregar que os apóstolos também
não verão o Senhor, já que Jesus disse a eles: “... não me vereis mais”
(Jo 16.10). E se elas dissessem isso, rebateríamos com 1 Jo 3.2, onde o
apóstolo João assegura: “ ... porque assim como é, o veremos.”
O que
Jesus quis dizer em Jo 16.10, é que os apóstolos, após a ascensão de Cristo,
não mais iriam vê-lo até àquele dia. Quanto a Jo 14.19, onde Jesus afirma
que o mundo não mais o veria, e que os apóstolos continuariam a vê-lo,
refere-se à presença mística de Cristo, na instrumentalidade do Espírito
Santo, o qual torna a presença de Cristo real, concreta e tangível em nossas
vidas. Para vermos isto, basta-nos lermos Jo 14. 18 e 19, onde Jesus,
enquanto falava do Espírito Santo, diz: “Não vos deixarei órfãos;
voltarei para vós. ...vós me vereis; porque eu vivo, e vós vivereis”.
As TJ aprendem com seus instrutores que
embora o número dos vocacionados ao Céu tenha se completado em 1935,
alguém nascido após essa data pode vir a integrar esse seleto grupo,
exigindo para tanto que alguém até então pertencente aos 144000 se apostate
da fé, isto é, renegue aos ensinos das TJ. É-lhes dito que quando isso
ocorre, Jeová se serve do seu grande estoque de reserva, que é, segundo
crêem, o grupo formado pelas pessoas que pertencem à Grande Multidão. Esse
ensino consta de A Sentinela de 15 /02 /1971, página 126, onde as TJ que não
pertencem aos 144000 são definidas como grande estoque de reserva
ao qual Deus recorre, sempre que um dos “ungidos” perde a vocação celestial,
por abandonar a “verdade” que o Corpo Governante prega.
Uma das passagens bíblicas na qual as TJ se “inspiram” para pregarem que os
cristãos estão divididos em dois grupos, é Jo 10.16, onde Jesus diz:
“Tenho ainda outras ovelhas que não são deste aprisco; a essas também me
importa conduzir, e elas ouvirão a minha voz; e haverá um só rebanho e um só
pastor”. Este texto, porém, não divide os cristãos em castas, como o faz
o Hinduísmo; antes nos diz que Jesus não pretendia salvar somente os judeus,
mas também os gentios. As ovelhas que então estavam no aprisco, eram
os judeus; e as outras ovelhas que o Senhor pretendia agregar eram os
povos de outras etnias. O contexto fala de um aprisco (onde, segundo Jesus,
estava uma parte de suas ovelhas), do qual o Senhor disse que iria tirar as
ovelhas que lá estavam (Jo 10. 3). Logo, este aprisco não é a Igreja, já que
Cristo não tira ninguém da Igreja. A conclusão é óbvia: O Antigo Testamento
era o curral que guardou as ovelhas até que o Pastor (Jesus) veio. A partir
daí, Cristo edifica a sua Igreja, na qual agrega, tanto as ovelhas (judeus)
que até então estavam no redil, isto é, sob a guarda da Lei de Moisés,
quanto às demais pessoas do mundo. Aliás, por dizer o Senhor que após
agregar a Si os dois grupos de ovelhas (tanto as que estavam dentro do
aprisco, como as que estavam do lado de fora do redil), haveria um só
rebanho e um só Pastor, prova que o Cristianismo não está dividido em dois
grupos, como o supõem as TJ. Afinal de contas, há dois rebanhos, como o
querem as TJ, ou há um só rebanho, como o disse Jesus?
Jo 10. 16
se cumpre desde há quase 2000 anos. Desde então tem havido um só rebanho (os
cristãos) e um só Pastor (Jesus). É que em Cristo, judeus e gentios
constituem a Igreja (Ef 2 11-22).
Os
chefes das TJ dizem às suas vítimas que durante o Milênio, os 144000 terão
poder para purificar do pecado e da imperfeição os que então estiverem na
Terra. Senão, veja o que diz um dos livros de sua lavra, intitulado A
Verdade que Conduz à Vida Eterna, Edição de 1968, página 106, parágrafo
12: “Eles terão um poder que até agora tem faltado a todos os governos
humanos: o poder de purificar as pessoas do pecado e da imperfeição”.
Ora, só Deus, mediante o sangue de Cristo, pode nos purificar dos nossos
pecados (1Jo 1.7; Sl 103.3). Apresentar-se como purificador de pecados
equivale a intitular-se Salvador, e, portanto, usurpar uma prerrogativa da
competência exclusiva de Cristo.
É
digno de nota que todos os integrantes do Corpo Governante são, atualmente,
segundo eles mesmos pregam, membros do suposto grupo dos ungidos. Logo,
quando os líderes das TJ dizem que os ungidos vão purificar do pecado os
seus súditos durante o Milênio, estão mesmo é sonhando alto demais. O que
eles estão dizendo, é que eles vão purificar as pessoas dos seus
pecados. Não são eles extremamente pretensiosos?
Dissemos acima que as TJ pregam que os
cristãos estão divididos em dois grupos: os integrantes da Grande Multidão e
os 144.000. Mas a divisão não pára por ai. Seus líderes subdividiram a
Grande Multidão em dois grupos: os que se casarão e gerarão filhos e os
assexuados. Sim, eles afirmaram que os injustos que pecaram por ignorância e
morreram (ou morrerem) antes do Armagedom, serão ressuscitados para também
terem a oportunidade de herdar a Terra, mas fizeram constar que os tais
receberão um tratamento diferenciado dos demais que se salvarem, isto é, não
terão filhos: “...Após serem levantados dos túmulos não participam no
trazer filhos ao mundo...” (Seja Deus Verdadeiro, capítulo 23, parágrafo
15, página 274, grifo nosso). Como que entre parênteses observo que aqui há
uma incoerência, posto que o Corpo Governante interpreta que o fato de a
Bíblia dizer que “ ‘Aquele que morreu foi absolvido do seu pecado (RM
6:7)” [TNM], significa que os ressuscitados não responderão pelo que fizeram
antes de morrer (Poderá Viver Para Sempre no Paraíso na Terra, Capítulo 21,
parágrafo 3, página 175);
Uma das
doutrinas das TJ é que quando se morre não se vai para o Paraíso Celestial,
nem tampouco para o Inferno. Elas crêem que ao morrer, a pessoa simplesmente
deixa de existir, e que assim permanece até à ressurreição, quando então
volta à existência, caso ressuscite. Mas, desde de 1918, esse quadro mudou
em relação aos que pertencem aos 144.000. Segundo as TJ, naquela data, todos
os integrantes dos 144.000 que até então já haviam morrido, foram
ressuscitados. Afirmam textualmente que os apóstolos pertenciam aos 144.000
e que, portanto, ressuscitaram em 1.918, juntamente com os demais membros
desse seleto grupo que então já haviam falecido. A partir daí, todos os que
pertencem aos 144.000, não chegam a dormir na morte, pois ressuscitam (em
espírito, e, portanto, invisível) no mesmo instante em que morrem. Crêem que
enquanto os parentes, amigos e correligionários desse falecido, estão cá
sepultando-o, o mesmo se encontra lá no Céu, pois já ressuscitou. Aos
componentes da grande multidão, porém, não ocorre o mesmo. Eles continuam
dormindo na morte, isto é, quando morrem, não ressuscitam de imediato, mas
passam a integrar o grupo que desde os primórdios da Humanidade vêm morrendo
com direito à ressurreição, o qual ressuscitará após o Armagedom. Aqui está,
pois, mais uma afirmação das TJ acerca dos que elas crêem ser a grande
multidão que herdará a Terra.
Agora vamos à exibição das provas do que acima
afirmei:
1ª)
“...nenhum dos apóstolos...ou outros semelhantes a eles foram levantados da
morte até...o dia do juízo que começou... em
1918”
(Seja Deus Verdadeiro, edição de 1955, página 271, § 10);
2ª) “...o
‘dia’ para ‘a primeira ressurreição’ de cristãos fiéis para o céu já
começou. Sem dúvida, os apóstolos e outros cristãos primitivos já foram
ressuscitados à vida celestial...”. (Poderá Viver Para Sempre no Paraíso na
Terra, edição de 1983, página 173, § 21);
3ª) “Mas
existem...os remanescentes, um restante dos 144.000. Quando serão
ressuscitados? Não há necessidade de que durmam na morte, mas ao morrerem,
ressuscitam imediatamente...” (ibidem, § 22).
O
ex-TJ Aldo Menezes, em seu livrete intitulado As Testemunhas de Jeová e
os 144 Mil, 1ª edição de 2004, Editora Vida, às páginas 10-11, nos dá
importantes informações (além das que já alistamos acima) sobre o que as TJ
dizem quanto ao que toca aos 144.000, bem como ao que, segundo suas crenças,
sobra para os da suposta grande multidão, que tomamos a liberdade de
transcrever parcialmente e com adaptação:
|
144000
|
Grande multidão |
|
Serão
reis e sacerdotes no Reino de Deus |
Serão
súditos do Reino de Deus
|
|
São
irmãos de Jesus
|
São
filhos de Jesus |
|
São a
noiva de Cristo
|
São
amigos do noivo |
|
São
templo do Espírito Santo
|
Não
são templo do Espírito santo |
|
São o
Israel de Deus
|
São
estrangeiros que se juntam ao Israel de Deus |
|
Receberão imortalidade
|
Receberão vida eterna |
|
São o
corpo de Cristo.
|
Não
são o corpo de Cristo. |
Os líderes das TJ, além de dividirem os
seus liderados em dois grupos (a grande multidão e os 144000), ainda os
ensina a se auto-identificarem. Um diz: “Eu pertenço aos 144.000.” E outro
diz: “Eu não pertenço aos 144.000; antes integro à grande multidão que
herdará a Terra”. Isto despertou a nossa curiosidade de tal maneira, que
formulamos a um TJ a seguinte pergunta: Como vocês conhecem se uma pessoa
pertence ou não aos 144.000? E ele respondeu: “A pessoa sente”. Sente como?
perguntamos. Eis a resposta: “Sentindo, ué ?! ”. E se esse TJ
apelasse para Rm 8.16? Já vimos no tópico VI, o que dizer nesses casos.
Bem, já vimos o que as Tj pensam dos
144000; mas, e os evangélicos? Que temos a dizer sobre isso? Há duas
opiniões entre nós, quanto a quem são eles:
1ª)
seriam um número representativo, e não literal, a saber, seriam o conjunto
do povo de Deus de todos os tempos e de todos os lugares. Este autor, embora
respeite os que assim pensam, não comunga da mesma idéia; 2ª) seriam
144.000 judeus, destacados dentre os filhos de Israel que se converterão
quando se cumprir o que nos dizem os capítulos 9-11 da Epístola de Paulo aos
Romanos.
Por “comprados da terra” deve-se
entender, neste caso, segundo nos parece, que os tais serão enviados como
Missionários às nações, durante a Grande Tribulação. O vocábulo “terra” na
Bíblia, às vezes não designa todo o nosso planeta, mas apenas à Pátria dos
judeus (2 Rs 11.
19-20; 13. 20; 15. 5; 25. 3; 2Cr 22. 12; 23.13, 21; 33. 25; 36.1; Jz3.
11,30 etc.).
O erudito Pastor Antonio Gilberto,
referindo-se aos 144.000, disse: “... Trata-se de um grupo de judeus,
salvos e preservados na terra durante a Grande Tribulação para testemunharem
de Cristo no lugar da Igreja... Certamente é o cumprimento do que está
predito em Isaías 66.19: ‘E alguns dos que foram salvos enviarei às
nações... eles anunciarão entre as nações a minha glória’” (Daniel e
Apocalipse, 4ª edição de 1986 – CPAD – Casa Publicadora das Assembléias
de Deus, página 130).
Certo dia fizemos a um Ancião (líder das
TJ) a seguinte exposição: Pelo que vejo através da Bíblia, os cristãos
primitivos não estavam divididos em dois grupos. No que um cria, todos
criam; o que um esperava, todos esperavam; para onde um acreditava que ia,
todos acreditavam estar indo. Mas a religião do senhor, embora alegue ser
uma continuidade do Cristianismo original, está dividida em dois grupos.
Como o senhor explica isso? E ele respondeu: “Nos primeiros anos do
Cristianismo, todos os cristãos pertenciam ao grupo dos 144000. Só mais
tarde Jeová passou a chamar pessoas sem vocação celestial”. Então
perguntamos: O senhor pode dizer quando surgiu o segundo grupo de cristãos,
ou seja, os cristãos da Grande Multidão, com vocação terrenal? E ele
respondeu: “Não me lembro”. Perguntamos mais: O grupo dos 144000 já
está completo? Respondeu ele: “Sim”. Perguntamos ainda: Quando
completou o grupo, e onde está escrito isso na Bíblia?: “Não me lembro”,
foi a resposta que ele novamente deu. Ele assim se esquivou, porque percebeu
que se ele dissesse que o grupo completou em 1935, como a seita dele
ensina, teria que mostrar onde está escrito isso na Bíblia. Porém, a sua
“amnésia” não lhe salvou de um confronto com a Bíblia, pois lhe fizemos ver
que esse ensino não é respaldado pela Bíblia.
O Corpo Governante não diz onde está
escrito na Bíblia que o grupo dos 144000 completou em 1935, mas alega
que a luz brilhou, isto é, trata-se de uma revelação divina
extrabíblica, vindo diretamente de Deus para o então líder mundial das TJ, o
Presidente Rutherford.
Ora, quem não pode abrir a Bíblia e
mostrar de onde extraiu o que prega, é falso profeta, já que, segundo a
Bíblia, a fé, isto é, o conjunto das doutrinas do Cristianismo, nos foi
entregue uma vez por todas (Jd 3). Ademais, se não falarmos segundo à Lei e
ao Testemunho, que haverá, senão trevas? (Is 8.20). O que Deus quer que
saibamos está na Bíblia (Am 3.7; Dt 29.29). O que passa disso é de
procedência maligna.
As TJ são contrárias às festas que
geralmente se faz às vésperas do ano-bom. Certo dia dissemos a um senhor,
adepto da Torre de Vigia: Feliz ano novo! E ele nos retrucou: “Um fiel servo
de Jeová não fala uma coisa dessas”.E, citando 2 Co 6.14, recusou nos
receber em sua residência. Em defesa dessa infantilidade, esse TJ nos disse
que a Bíblia não diz que primeiro de janeiro é o primeiro dia do ano. Então
dissemos que este é um fator de ordem social, e não religiosa. Mas o
fanatismo religioso que é peculiar às TJ o cegou de tal maneira que ele não
conseguiu enxergar a lógica de nosso argumento.
Em o livro Raciocínios à Base das
Escrituras, páginas 171-172, os líderes das TJ alegam o fato de o dia 1º de
janeiro ter sido dedicado pelos pagãos de Roma ao deus Jano, como prova de
que o réveillon não é coisa de cristão. Todavia, o referencial dos cristãos
é a Bíblia, não os pagãos. Logo, o que os pagãos faziam ou deixavam de fazer
não nos interessa muito, pois não nos inspiramos neles para nada.
Obviamente os cristãos ainda repudiam as
orgias que caracterizam o réveillón dos vândalos. Contudo, as celebrações
que os evangélicos promovem na véspera do ano-bom, quando ajoelhados
agradecem a Deus pelo ano findo, bem como suplicam por mais um ano de
vitórias sobre as mazelas deste mundo, não podem ser tachadas de gesto
pagão. De igual modo é exteriorizar aos amigos o desejo de um feliz ano
novo. Isto é tão normal quanto dizer boas provas, bom dia, boa tarde, bom
fim de semana, etc.
Há evidências bíblicas de que Deus nos
deixa dividir o tempo a bel prazer. Como sabemos, a Bíblia aprova a maneira
judaica, quanto à divisão do dia. Por exemplo, todos os peritos bíblicos
concordam, segundo nos consta, que “a hora terceira” de que trata Mc 15.25,
corresponde ao que nós chamamos de nove horas da manhã. Neste caso, a
contagem das horas do dia começava às seis horas da manhã. Este era o
critério judaico, inspirado em Gn 1.5. No entanto, que eu conheça, nenhum TJ
adotou este “padrão bíblico” (ironizo). Há quem creia que a “hora décima”
mencionada em Jo1.39, equivale ao que nós chamamos de dez horas da manhã.
Neste caso, o critério usado teria sido o mesmo nosso. Supõe-se que João,
escrevendo de Éfeso, usou a hora oficial romana, adotada por nós até hoje. A
grande maioria dos eruditos, segundo me consta, pensa diferente. Crêem que
neste caso também, o critério era o mesmo de Mc 15.25, e que, portanto, essa
“hora décima” equivale ao que nós chamamos de dezesseis horas, isto é, às
quatro horas da tarde. Mas, o fato de o texto não dizer que os discípulos
ficaram com Ele aquela tarde, mas sim, que ficaram com Ele
aquele dia, parece indicar que a dita “hora décima” ocorria na parte
da menhã. Caso essa hipótese se confirme, teremos uma evidência de uqe o
Espírito Santo inspirou Marcos e João a adotar critérios diferentes sobre a
divisão do dia, o que, por sua vez, constituirá prova bíblica de que Deus
não se atazana com essas coisas? E se Deus nos deu carta branca quanto à
divisão do dia, será que não podemos fazer o mesmo em relação ao ano? Mas,
caso essa hipótese não se confirme, temos apenas Mc 15.25, e os textos
correlatos, somados ao fato de que as TJ usam o mesmo critério que nós
usamos, para dar nome às horas do dia, o que é incoerência, considerando que
o referido TJ alegou que a Bíblia não diz que primeiro de janeiro é o
primeiro dia do ano. Poderíamos então, fazer o tiro sair pela culatra,
dizendo-lhes que, segundo a Bíblia, devemos começar a contar as horas do dia
às seis horas da manhã; e que, portanto, o que se usa chamar de nove horas,
equivale, de fato, às três horas. E que isso é paganismo.
A nossa maneira atual de contar os meses
e as horas é cópia do calendário romano, datado de antes de Cristo, que mais
tarde sofreu alguns reajustes. Vê-se, portanto, que Deus não se opôs a
calendário algum. Ademais,as TJ não têm o Calendário de Deus.
Em alguns países ainda se conserva alguns
resíduos do paganismo, na nomenclatura dos dias. As palavras inglesas
saturday e sunday (sábado e domingo, respectivamente) significam,
respectivamente, dia de Saturno e dia do Sol. E, já que as TJ querem ser
rigorosas, sugerimos que seus correligionários de fala inglesa dêem outros
nomes aos dias da semana, para que não incorram em compactuar com o
paganismo.
“Apoiando-se” em Jo 17.16; Mt 4.8,9; 1 Jo
2.15 e outros textos bíblicos, as TJ defendem a neutralidade dos cristãos
quanto à política. As TJ não votam (vão às urnas, mas anulam seus votos) e
nem se candidatam a cargos governamentais, como Deputado, Senador, Prefeito,
Vereador, Presidente da República etc.
Devido ao grande número de políticos
corruptos, a neutralidade das TJ tem seus defensores até entre nós, os
evangélicos. Mas esse radicalismo, fundado numa generalização injusta, não
tem respaldo bíblico. Atentemos para o fato de que a corrupção não está na
política, mas tão-somente em grande parte dos políticos.
Satanás disse que os reinos do mundo são
dele e que ele os dá a quem ele quer (Mt 4.8,9). As TJ concluíram então que
política é coisa do diabo. Porém, à luz de Dn 4.17 e 25, os reinos do mundo
são dos homens e não de Satanás. Além disso, é Deus quem os dá a quem Ele
quer, e não Satanás. Logo, o diabo mentiu e as TJ estão pregando uma
inverdade fundada na palavra do pai da mentira (Jo 8.44).
Gn 41.38-50 diz que José era o vice-rei
do Egito. E o livro de Daniel informa que Daniel, Misael, Ananias e Azarias
eram fervorosos servos de Deus e, ao mesmo tempo, homens de confiança do
Império Babilônico.
A abstenção política das TJ é tal, que
recusam a cantar Hinos Nacionais de quaisquer países. Contudo, em se
tratando do Hino Nacional Brasileiro, elas têm um “álibi” a mais, a saber, a
letra do nosso belo Hino diz que o Brasil é pátria idolatrada e terra
adorada. Todavia, podemos continuar cantando o nosso Hino sem
qualquer peso de consciência, pois o verbo “adorar” e o vocábulo “ídolo”,
não significam somente cultuar à Divindade, e falso deus, respectivamente.
Esta, por extensão passou a significar “pessoa ou coisa a que se ama
apaixonadamente”; e aquela, “gostar exageradamente”.Ora, ninguém peca por
dizer que adora pêra, já que dentro desta frase, o verbo adorar significa
“gostar muito”, e não “cultuar”.
As TJ não são tão neutras sobre política
como pensam, já que elas também pagam impostos. Ora, pagar impostos seria
custear o Império das Trevas, se os reinos do mundo, ao invés de serem dos
homens e sob o controle de Deus, fossem do diabo, como este disse e as TJ
crêem. Certamente, se fosse possível viver neste mundo sem pagar imposto, as
TJ já teriam inventado que quem paga imposto está contribuindo para Satanás.
Todavia, elas agem como se pressão de fora, mais aceitação de dentro, fossem
iguais a “a Bíblia não proíbe”.
As TJ têm ainda aversão às bandeiras
nacionais. Saudar a Bandeira Nacional é, na ótica delas, uma espécie de
devoção que caracteriza idolatria.
A postura intransigente das TJ sobre
bandeiras, hinos nacionais ou quaisquer outros envolvimentos políticos, está
documentada, entre outros, nos seguintes livros: Raciocínios à Base das
Escrituras, páginas 264-266; Conhecimento Que Conduz à Vida Eterna, página
123, parágrafo 14; e Revelação__Seu Grandioso Clímax Está Próximo, página
43.
Na revista The Watchtower de 15/05/1917,
página 150, o encontramos uma pronunciação favorável ao uso de bandeiras
nacionais. Deste fato deve nascer a seguinte pergunta: Eles estavam errados
e agora estão certos, ou estavam certos, e agora estão errados? Estude a
Bíblia e tire sua própria conclusão. Não se guie cegamente pelos líderes das
TJ, já que a volubilidade que os caracteriza prova que eles não são
infalíveis e donos da verdade. Ora, a cega e incondicional obediência que
eles exigem de seus liderados (veremos isso no capítulo 18, intitulado Sobre
o Escravo Fiel e Discreto) só faria sentido se eles fossem inerrantes.
Em os livros Raciocínios à Base das
Escrituras, páginas 37-39; e Conhecimento Que Conduz à Vida Eterna, página
126, parágrafo 14, faz-se carga contra as tradicionais festas de
aniversários. As saudações natalícias como: “Feliz aniversário e muitos anos
de vida!” e o cordial gesto de presentear ao aniversariante, são
terminantemente proibidos às TJ.
O ex-TJ David A. Reed, em seu livro
intitulado As Testemunhas de Jeová Refutadas Versículo Por Versículo, nos
fala, à página 25, de um dos líderes das TJ (Ancião) que, por ter dado um
cartão de aniversário ao seu filho, foi expulso da seita.
As TJ alegam em Raciocínios à Base das
Escrituras supracitado, que o fato de não encontrarmos na Bíblia nenhum
servo de Deus comemorando a data de seu nascimento, mas sim, dois ímpios
(Faraó e Herodes) a fazê-lo (Gn 40.20-22; Mt 14.6-10), comparado com Rm 15.4
que nos diz que estas coisas foram escritas para nosso ensino, prova que
comemorar com festas, felicitações e presentes, o aniversário natalício, não
é atitude cristã. Mas essa conclusão das TJ é tão descabida quanto se alguém
concluísse o seguinte: “Não encontramos em toda a Bíblia nenhuma serva de
Deus se maquilando, mas sim, a ímpia Jezabel (2 Rs 9.30). Isto, à luz de Rm
15.4, prova que as maquilagens são impróprias às cristãs.” Este raciocínio,
embora errado e rejeitado até pelas TJ, estaria correto, se as TJ estivessem
certas, quando deduzem, à base de Gn 40.20-22 e Mt 14.6-10, somados a Rm
15.4, que festa de aniversário é paganismo.
Um ex-adepto da seita das TJ nos informou
que atualmente as TJ já podem aceitar presentes de aniversário. O que elas
ainda não podem fazer, é presentear a um aniversariante. Esse afrouxamento,
além de indicar que essa lei já está quase caducando, demonstra a
insegurança dos líderes das TJ. Se era pecado aceitar presente, por que
deixou de ser? E se é permitido receber presente, por que é proibido dar?
Todavia, aos que conhecem os guias das TJ desde seus primórdios, essas
discrepâncias não são novidade alguma; antes constituem a característica
deles.
A Bíblia nos fala de pessoas que negam a
Deus (1 Jo 2.22). Infelizmente as TJ pertencem a esse grupo. Senão, vejamos:
No livro Raciocínios à Base das
Escrituras, página 117, há, como cabeçalho de um subtópico, a seguinte
pergunta: “Quando Deus criou Adão, será que sabia que Adão ia pecar?”.
Respondendo negativamente a esta pergunta, os líderes das TJ argumentam
dizendo que “Se Deus predestinou e previu o pecado de Adão e tudo o que
resultaria disso, significa que, ao criar Adão, Deus deliberadamente
desencadeou toda a iniqüidade cometida na história humana.” Concordamos
com os líderes das TJ quando afirmam que Deus não predestinou o pecado de
Adão, mas discordamos da afirmação de que Ele não sabia que Adão ia pecar,
pois a Bíblia é categórica ao afirmar que Deus é presciente. Compare algumas
das muitas passagens bíblicas que asseguram isso com muita clareza: Sl 22.18
com Jo 19.23,24; Mt 26.34 com os versículos 69 a 75 deste mesmo capítulo.
Outra prova de que Deus sabia que Adão ia pecar, é o fato de a Bíblia
afirmar que Deus nos elegeu em Cristo antes da fundação do mundo (Ef 1.4;
1Pe 1.18-20; 2Tm 1.9). Não provam estes versículos que Deus previu a
redenção pelo sangue de Cristo antes da criação do mundo? E se Deus
providenciou o nosso resgate pelo sangue de Jesus antes dos tempos dos
séculos (2Tm 1.9), não está provado que ele anteviu a nossa queda e preparou
o remédio de antemão?
Segundo os líderes das TJ, “... Jeová
tem a capacidade de predizer eventos, mas... ele faz uso seletivo... dessa
capacidade que tem... ” (Ibidem, páginas 116 e 117). Querem dizer com
isso que Deus tem poder para ignorar o que Ele não quer saber. É como se
Deus possuísse em seu próprio ser duas teclas seletivas: a da onisciência e
a da ignorância. Dependendo da que teclar, Ele saberá ou não, do assunto em
pauta.
Há muitos anos ouvimos um Ancião (chefe
das TJ) dizer que Deus, ao criar Adão, não sabia que este ia pecar. Pensei
que ele estivesse falando isso de si mesmo, e por isso me limitei a
mostrar-lhe, à luz da Bíblia, que ele estava equivocado. Ele demonstrou
concordar comigo, ao ficar cabisbaixo e pensativo. Mais tarde, porém, ao
consultar os livros editados pela liderança das TJ, é que fui saber que o
referido Ancião falara em nome da sua religião. Se é que podemos chamar isso
de religião.
Realmente há textos bíblicos que parecem
dizer que Deus não é onisciente. Por exemplo, em Gn 22.12 encontramos Deus
dizendo a Abraão: “... agora sei que temes a Deus... ”. Porém,
as TJ não podem se servir disso para “provarem” que Deus não sabia de
antemão até aonde ia o temor de Abraão para com Deus, até que ele (Abraão) o
demonstrou por dispor-se a sacrificar o seu filho ao Senhor. A Bíblia está
cheia de exemplos onde Deus, para se fazer entender por nós, usa termos
humanos que, se forem mal interpretados, nos levarão a uma falsa idéia de
Deus.
“Agora sei que temes a Deus”
significa: A verdadeira fé não
é apenas estática e contemplativa; antes, produz fidelidade, sem a qual não
será reconhecida por Deus como tal.
Se as TJ não aceitarem a explicação
acima, acabarão por dizerem que Deus não consegue saber lá do Céu o que está
acontecendo no mundo, até que venha à Terra e veja de perto se determinada
coisa está ou não ocorrendo realmente, visto que em Gn 18.20,21, encontramos
Deus dizendo: “Disse mais Jeová: Porquanto o clamor de Sodoma e Gomorra
se tem multiplicado, e porquanto o seu pecado se tem agravado muito,
descerei agora, e verei se com efeito têm praticado segundo este clamor,
que é vindo até mim; e se não, sabê-lo-ei” (Grifo nosso). Será que
Deus tem que vir do Céu à Terra para saber do que está acontecendo no mundo?
Obviamente que não; todavia, é a essa conclusão descabida que chegaremos, se
estudarmos a Bíblia à parte dos princípios da Hermenêutica e sobretudo,
alienados do Espírito Santo. Até mesmo a onipresença de Deus poderia ser
negada à “luz” de Gn 18.20,21, visto que estes versículos nos dariam então
duas “provas” contra esta doutrina.
Passagens bíblicas como a de Gn 18.20,21
acima considerada, levaram os líderes das TJ a fazerem a seguinte
declaração: “O verdadeiro Deus não é onipresente...” (Estudo
Perspicaz das Escrituras, volume I, página 690).
O ex-Ancião das TJ, Hélio Eduardo de
Souza, hoje Pastor evangélico, à página 24 de seu livro Fatos Curiosos
Sobre as Testemunhas de Jeová, 1ª edição de 2007, denunciou:
“[...] entre os anos de 1891 e 1953, Russell e Rutherford escreveram que
Deus habitava na estrela Alcíone, na constelação das plêiades.” E, como
prova disso, cita os livros Thy Kingdom Come (Venha o Teu Reino),
páginas 327 e 342, edições de 1891 e 1903, e também o livro
Reconciliação, edição de 1928. Deste último ele transcreve este texto:
“A constelação das sete estrelas que formam as Plêiades... tem sido
sugerida, e com muito peso, que uma das estrelas daquele grupo é o
local de morada de Jeová” (página 14. O grifo não é meu). Quão
pequeno e finito era o deus de Russell e Rutherford, respectivamente,
primeiro e segundo presidentes das TJ! Basta-nos examinarmos trechos
bíblicos como Sl 139.7-10; Mt 18.20; 28.20; At 7.59 etc., para vermos quão
grande é essa blasfêmia!
A onipresença e a onisciência são
atributos exclusivos de Deus, e significam que Ele pode estar em todos os
lugares ao mesmo tempo e sabe todas as coisas, respectivamente. Daí se pode
perceber que os chefes das TJ dizem com um canto da boca que Deus é
Todo-poderoso, mas com o outro canto da boca negam esta verdade. O
Todo-poderoso deles não é tão poderoso. Ele é limitado, não sendo, pois, o
Deus da Bíblia.
O “nome” de Deus, na Bíblia, não
significa uma combinação de sons . Antes representa o seu caráter. Por não
saberem disso, muitos aceitaram como verdade a heresia de que Deus só tem um
nome, que é Jeová. Tratamos deste assunto com profundidade, na obra
intitulada As Testemunhas de Jeová Versus Deus. Portanto, por agora queremos
fazer constar apenas que a Bíblia dá a Deus inúmeros nomes, além do de
Jeová. Vejamos estes três casos: Zeloso, Êx 34.14 (Ciumento na TNM);
Redentor, Is 63.16 (Resgatador na TNM); e Elohim, Gn 1.1 (Deuses no original
hebraico).
Os nomes de Deus na Bíblia são adjetivos
substantivados, logo Deus não tem nome algum; Ele é tudo aquilo que seus
nomes designam. Neste caso, conhecer mais e mais o nome de Deus, como Jesus
o refere em Jo 17.26, significa ampliar nossa intimidade com o Senhor (Os
6.3).
As TJ negam a Trindade, isto é, negam
que o Pai, o Filho e o Espírito Santo sejam três Pessoas distintas,
igualmente Divinas, constituindo uma só Divindade. Segundo elas, só o Pai é
Deus, na verdadeira concepção do termo. O filho é apenas a primeira, bem
como maior, de todas as outras criaturas. Quanto ao Espírito Santo,
negam-lhe não só a Divindade, mas também a pessoalidade. O desdém dessa
seita para com a Pessoa do Espírito Santo é tão acentuado, que escrevem o
seu nome com minúsculas: espírito santo.
Uma das “bases” sobre a qual as TJ se
apóiam para negarem a Doutrina da Trindade, é o fato de que este vocábulo é
extrabíblico. Atentemos, porém, para o fato de que embora não esteja
registrada textualmente a frase, “Jesus é onipresente”, não é errado dizer
que Ele o é, pois Mt 18.20 no-lo diz categoricamente. Assim também a palavra
Trindade. Ela não aparece textualmente na Bíblia, mas está implícito e é
facilmente verificável que as Pessoas que integram a Deidade, são três.
A Doutrina da Trindade é um mistério
intransponível. O Deus da Bíblia não é suficientemente pequeno para caber
dentro de nossas cabeças. Daí a necessidade de o aceitarmos como Ele é. Deus
não será o que nós gostaríamos que Ele fosse. Somos nós que precisamos ser o
que Ele quer que sejamos.
Vimos nos subtópicos anteriores deste
capítulo, a idéia ridícula que os líderes das TJ têm do Deus bíblico. Logo,
eles não merecem crédito algum em assuntos teológicos. Por conseguinte, se a
Trindade existe ou não, o parecer deles não nos interessa, pois não é com
pessoas tão aquém da verdade que vamos aprofundar nosso conhecimento
bíblico.
Como em todas as Ciências, na Teologia
também há termos técnicos, e o vocábulo Trindade é um desses termos.
Trata-se de uma palavra extrabíblica e não antibíblica, criada para dar nome
ao fato bíblico de que Deus não é uma unidade absoluta, mas composta. Há
duas palavras no idioma original do Antigo Testamento, traduzidas por “um”,
em nossas Bíblias em Português: “ECHAD” e “YACHIDH”. Esta é absoluta, mas
aquela é composta. Em Gn 2.24, onde se diz que marido e mulher são uma
só carne, o original diz “ECHAD”. Esta mesma palavra aparece em Dt 6.4,
onde é traduzida por único ou um, dependendo da versão. Por que o Espírito
Santo optou por estas palavras-chaves, para nos falar da unicidade de Deus?
Certamente Ele estava lançando as bases para apoiar a grande revelação
neotestamentária de que Deus é Trindade!
No seu inglório afã de negar a Trindade,
os “tradutores” da “bíblia” das TJ chamam o Espírito Santo de “força ativa”
em Gn 1.2. Fabricar uma “bíblia” que diga que o Espírito Santo é o que eles
gostariam que Ele fosse, foi o melhor meio que eles encontraram para negar a
personalidade do Espírito Santo e, conseqüentemente, a Sua Divindade.
Os líderes das TJ alegam na brochura
intitulada Deve-se Crer na Trindade? que Clemente de Alexandria; Irineu;
Justino, o Mártir; e Hipólito, não acreditavam na Doutrina da Trindade.
Todos os que estudam a História Eclesiástica, sabem que estes foram
fervorosos apologistas dos séculos II e III; e que, por causa disso mesmo,
sofreram o martírio. Por este motivo, os líderes das TJ caluniaram esses
homens, dizendo que eles não criam no que se convencionou chamar de
Trindade. Sim, leitor, dizer que Irineu, Justino, e Hipólito não criam na
Trindade, é calúnia. Dispomos de provas documentais de que eles foram
citados fora do contexto. A verdade está escondida nas reticências. O que os
líderes das TJ fazem na referida brochura, é tão absurdo quanto se alguém
dissesse assim: “A Bíblia diz que Deus não existe”. E para provar a
“veracidade” de sua afirmação, transcrevesse o Sl 14.1 da seguinte maneira:
“... Não há Deus...” Os chefões das TJ esconderam das suas vítimas
que:
JUSTINO, O MÁRTIR
afirmou que “O Pai do Universo tem um
filho, e Ele, sendo o primogênito Verbo de Deus, é o próprio Deus”. [ ¹
] Justino disse que Jesus é o “Senhor dos Exércitos.” [²]
IRINEU
asseverou que acreditava que Jesus Cristo
é “nosso Senhor, e Deus, e Salvador e Rei”.[³] É verdade que Irineu
disse que há um só Deus, mas os que crêem na Trindade nunca negaram isso.
Os trinitarianos crêem na pluralidade de Pessoas na Divindade, porém,
jamais pregaram a pluralidade da Divindade.
CLEMENTE DE ALEXANDRIA
chamou Jesus de “igual ao Senhor do
Universo” [4] e negou que o Pai tinha existido em algum tempo sem o
Filho, o que equivale a dizer que Clemente acreditava que o Filho não é
criatura, mas sim, coexistente com o Pai desde a eternidade. [5]
HIPÓLITO
escreveu que Deus, antes de criar o
mundo, “... existia sozinho... na pluralidade”.[6] Ora, que é existir
na “pluralidade”? Não está claro que Hipólito acreditava que há mais de uma
Pessoa na Divindade?
CONCLUSÃO DESTE CAPÍTULO:
Se os cristãos dos séculos II e III, acreditavam que o Filho de Deus é
incriado, coexistindo com o Pai desde a eternidade, sendo igual a este em
essência, cai por terra a pretensão do Corpo Governante de provar que a
Trindade é uma heresia criada no Concílio de Nicéia em 325 d.C. É tentando
provar que a Trindade é pós-Nicéia, que os guias espirituais das TJ fazem,
fora do contexto, as alegações acima consideradas e refutadas. Ora, o fato
dos guias da TJ terem recorrido à falcatrua para consubstanciarem a sua
negação da Trindade, além de provar que eles não têm uma base sólida, onde
se apoiarem, os torna indignos de crédito e, portanto, inqualificados como
apologistas das verdades bíblicas.
Muitos dos falsos profetas que há no
mundo, são pessoas sinceras, que pregam mentira, pensando estar pregando a
verdade. Todavia, não é este o caso dos dirigentes das TJ. Eles são
fraudulentos e têm consciência disso. É bom, portanto, que os evitemos. Não
é lendo os escritos de homens tão inescrupulosos que vamos aprofundar nosso
conhecimento Teológico.
A Bíblia afirma que o Pai é Deus, que o
Filho é Deus e que o Espírito Santo é Deus. Diz ainda que uma é a Pessoa do
Pai; que outra é a Pessoa do Filho; e que outra, distinta das primeira e
segunda Pessoas, é a Pessoa do Espírito Santo. Ora, se são três Pessoas
distintas e cada uma é Deus, a conclusão lógica, em termos humanos, é que há
três Deuses. Mas a Bíblia opõe à nossa mente limitada, dizendo-nos que há um
só Deus. E então deparamo-nos com um mistério intransponível. A este
mistério insondável deu-se o nome de Trindade. Não fazemos apologias da
palavra Trindade, mas sim, do que este vocábulo define. Este termo não é
bíblico, mas o que o conceitua, o é.
Sempre que as Tj citam Mt 24.36 para
“provarem” que Jesus não é Deus, retrucamos que Jesus ignorava o dia e a
hora de Sua vinda porque Ele havia se tornado homem. A este argumento elas
refutam dizendo que “se são três pessoas igualmente oniscientes, e uma delas
ignorava algo porque tinha se humanizado, então ainda existiam duas pessoas
oniscientes, a saber, o Pai e o Espírito Santo. Contudo, Jesus disse que só
o Pai sabia. Deste modo”, dizem elas, “a Trindade se torna
insustentável”.Mas as TJ precisam saber que a união que há entre as três
Pessoas da Trindade é tão profunda, que podemos afirmar que só determinado
membro da Trindade é, o que os demais também são. Por exemplo, está escrito
que só Jeová sonda os corações (1 Rs 8.39), o que não impediu Jesus de nos
dizer que Ele também o faz (Ap 2.23). Segundo Mt 11.27 só Jesus conhece
plenamente o Pai. Mas, segundo 1 Co 2.10,11, só o Espírito Santo conhece
plenamente o Pai. Jesus é o nosso único Senhor, segundo 1 Co 8.6b, e Jd 4.
Prova isso que o Pai de Jesus não é nosso Senhor? Provaria, se as TJ
estivessem certas em seu raciocínio. Contudo, o Pai é chamado de Senhor de
Gênesis a Apocalipse. Assim acabamos de provar que a expressão “só o Pai
sabe”, não exclui os demais integrantes da Trindade. “Só o Pai” significa
que isto é coisa da alçada exclusiva da Divindade, excetuando até mesmo o
homem Jesus, ou seja, Jesus como homem.
Por que as TJ apelam para o conhecimento
limitado do homem Jesus, registrado em Mt 24.36, no intuito de “provarem”
que Ele não é Deus? Crêem elas que Jesus precisa ser onisciente para ser
Deus verdadeiro? Não negaram elas a onisciência de Jeová, como vimos em 5.1?
Se Jeová pode ser Deus ignorando algo, por que Jesus não pode sê-lo também?
Quando deparamos com uma Tj se servindo de Mt 24. 36 como “prova” de que Ele
não é Deus, pensamos, naturalmente, que essa seita crê que Jeová sabe de
todas as coisas, e, que doutro modo, não seria Deus. Mas as coisas não são
bem assim. Isso prova que o objetivo dessa seita não é expor a verdade, mas
confundir os interlocutores para, assim, levar vantagens nos debates e,
deste modo, conquistar adeptos. Dialogar com as TJ equivale a jogar xadrez
com Satanás.
Nos próximos capítulos 6 e 7,
respectivamente intitulados A RESPEITO DO SENHOR JESUS e A RESPEITO DO
ESPÍRITO SANTO, estaremos dando informações que corroboram com a Doutrina da
Trindade.
NOTAS ALUSIVAS ÀO
CAPÍTULO 5
1– Porque Devo Crer
na Trindade, páginas 28 e 29, Editora Candeia, de.Robert.M.Browman Jr.,
citando Primeira Apologia, 63.
2 – Ibidem, Justino, o Mártir, Diálogo
com Trifão, 36, em ANF 1.212.
3 – Ibidem, página 30, citando Irineu
Contra Heresias, 1.10.1, em ANF 1.330.
4 – Ibidem, página
30, citando Clemente de Alexandria, Exortação aos Pagãos, 10, em ANF, 2.202.
5 – Ibidem, Clemente: Miscelâneas [Stromata]
5.1, em ANF 2.444.
6 – Ibidem, página 33, citando Hipólito:
Contra Naécio 10, em ANF 5.227.
No nosso livro intitulado Análise da
Cristologia das Testemunhas de Jeová consideramos detalhadamente as
distorções cristológicas praticadas pelas TJ. Todavia, devido a exigüidade
do espaço que aqui reservamos para tratarmos deste assunto, por agora
pretendemos ser mais sucintos.
A respeito da Pessoa de Jesus, as TJ
fazem as seguintes afirmações:
a)
Ele é a primeira, bem como a
maior, de todas as criaturas de Deus;
b)
Ele é o maior personagem do
Universo, abaixo de Deus;
c)
Ele é o arcanjo Miguel, o primeiro
anjo que Deus criou;
d)
Depois que Deus o fez, Ele ajudou
Deus a criar todas as outras coisas;
e)
Ele não é Deus (com “D”
maiúsculo), mas sim, um deus (com “d” minúsculo);
f)
É pecado adorá-lo, e, por
conseguinte, dirigir-lhe orações. Podemos tão-somente homenageá-lo;
g)
Ele não morreu numa cruz, mas sim,
numa estaca;
h)
O corpo dEle está morto até hoje e
assim permanecerá para sempre;
i)
O corpo dEle está escondido onde
só Deus sabe;
j)
Ele já veio em 1.914;
k)
Jesus de Nazaré morreu, e,
portanto, não existe mais;
l) Ele
só é mediador dos 144000;
Os equívocos teológicos acima
registrados, são refutados abaixo na mesma ordem.
a) Ele é a
primeira, bem como a maior, de todas as criaturas de Deus
Sendo que “sem Ele nada
do que foi feito se fez” (Jo 1.3), se Jesus fosse criatura então Ele
teria criado a si mesmo, o que seria um contra senso. Logo, o prólogo
joanino sustenta que Jesus existe desde a eternidade, não sendo, portanto,
criatura.
b) Ele é o maior
personagem do Universo, abaixo de Deus
Embora o
homem Jesus seja menor do que os anjos (Hb 2.9) e portanto menor do que Deus
(Jo 14.28b), o lado Divino de Jesus é igual ao Pai (Jo 5.18; 14.9; Fp 2.6).
c) Ele é o
arcanjo Miguel, o primeiro anjo que Deus criou
Miguel é “um dos primeiros príncipes”
(Dn 10.13), logo, há outros iguais a ele e, conseqüentemente, ele não é
Jesus. Jesus é “o” e não “um dos.” Aliás, até as TJ que não crêem que Jesus
seja igual ao Pai, não poderiam crer, coerentemente, que Miguel e Jesus
sejam uma só pessoa, já que elas dizem que “Ele é o segundo maior
personagem do Universo.” (Raciocínios à Base das Escrituras, página
210). Sim, o maior abaixo de Deus não pode ser um dos maiores.
d) Depois que
Deus o fez, Ele ajudou Deus a criar todas as outras coisas
Segundo Is 44.24b,especialmente à luz do
original, ou através de Versões como a Versão Revisada, a Edição Atualizada
e outras que traduzam bem este versículo, Deus criou o Universo sozinho, sem
a ajuda de quem quer que seja. Por conseguinte, Jesus atuou com o Pai na
criação do mundo, não como uma criatura à parte da Divindade, mas como
membro da Deidade (Jo 1.3,10; Cl 1.14-17).
e) Ele não é
Deus (com “D” maiúsculo), mas sim, um deus (com “d” minúsculo);
Jesus disse que Ele é digno de ser tão
honrado quanto o Pai (Jo 5.23). Estão as TJ obedecendo este mandamento,
quando tentam diminuir o Senhor Jesus, dando-lhe o título de “um deus”?
f) É pecado
adorá-lo, e, por conseguinte, dirigir-lhe orações. Podemos tão-somente
homenageá-lo
Bastaria citarmos Jo 5.23 novamente,
porém, acrescentamos que os cristãos primitivos invocavam a Jesus (At 7.59;
9.14; 1 Co 1.2; Ap 22.20).
g) Ele não
morreu numa cruz, mas sim, numa estaca
No livro Poderá Viver Para Sempre no
Paraíso na Terra, página 171, as TJ exibem uma ilustração da morte de Jesus,
com as mãos unidas por um só prego que as prende à estaca. Ora, basta
isso para notarmos que as TJ não estão qualificadas para nos descreverem a
morte de Jesus, considerando que a Bíblia nos diz que foram usados dois
pregos (Jo 20.25). Cadê o outro prego? Certo TJ se defendeu dizendo que a
pluralidade de pregos se explica porque não só suas mãos, mas também seus
pés, foram cravados no madeiro. Porém, Jo 20. 25 nos fala de sinais dos
pregos nas Suas mãos.
h) O corpo dEle
está morto até hoje e assim permanecerá para sempre
Desde os seus primórdios que as TJ negam
a ressurreição corporal de Jesus. Charles Taze Russel, o fundador dessa
“religião” registrou na obra Estudos nas Escrituras, volume V, página 454
que “... o homem Jesus está morto, morto para sempre”.Ainda
referindo-se ao corpo de Cristo, Russel disse o seguinte: “... se foi
dissolvido em gases ou se continua preservado em algum lugar... ninguém
sabe.” (Ibidem, Volume II, página 129).
Vimos acima
que Russel disse que ninguém sabia o que fora feito do corpo de Jesus. Mas,
atualmente os líderes das TJ já “desvendaram” o mistério. No livro Poderá
Viver Para Sempre no Paraíso na Terra, páginas 143-145, parágrafos 6-10,
eles asseveram com argumentos diversos, inclusive citando várias referências
bíblicas, que Deus removeu do sepulcro o corpo de Jesus, e o escondeu, como
no passado fizera com o corpo de Moisés. Reza no parágrafo 8 o seguinte:
“Então, que aconteceu ao corpo carnal de Jesus? Não encontraram os
discípulos o seu túmulo vazio? Sim, porque Deus removeu o corpo de Jesus.
Por que fez Deus Isso? Cumpriu-se o que havia sido escrito na Bíblia. (Salmo
16:10; At 2:31). Por isso Jeová achou bom remover o corpo de Jesus, assim
como fizera antes com o corpo de Moisés (Deuteronômio 34:5,6)...”
A crença errônea de que Jesus não
ressuscitou no mesmo corpo, levou os líderes das TJ à seguinte conclusão:
“... Jesus de Nazaré, não mais existe. Foi morto em 33 *EC” (Despertai!
22/12/1984, página 20); [...] “o homem Jesus está morto, morto para
sempre” (RUSSELL, Charles Taze. Estudo nas Escrituras. EUA. Vol.
V, página 454, citado por Homero Duncan em As Doutrinas das Testemunhas
de Jeová... Queluz/Portugal: Núcleo de Distribuição de Literatura
Cristã, página 45).
A maior prova
bíblica de que Jesus de Nazaré está vivo, é o fato de o encontrarmos falando
a Paulo: “Eu sou Jesus Nazareno a quem tu persegues” (At 22.8). Ora,
defunto não fala.
i) O corpo dEle
está escondido onde só Deus sabe
O que dissemos
sobre o item “h”, pode ser dito aqui também.
j) Ele já veio
em 1.914
É promessa bíblica de que um dia Jesus
voltará (Jo 14.1-3; Mt 24.30; 1 Ts 4.13-18; Hb 9.28 etc.). Os cristãos
aguardam, pois, a vinda de Jesus. As TJ, porém, crêem que Jesus já veio em
1.914. Uma das provas disso está à página 183 do livro delas intitulado
Poderá Viver Para Sempre no Paraíso na Terra, parágrafo 23, que diz:
“Sim, desde que Jesus voltou
e se sentou no seu trono celestial...”(grifo nosso).
As TJ não crêem que Jesus tenha vindo
literalmente à Terra, em 1.914. Elas entendem que essa “volta” é no sentido
que Ele dirige, de forma especial, Sua atenção à Terra. Queira ver
Testemunhas de Jeová – Proclamadores do Reino de Deus, página 144, editado
pelas TJ. Elas chamam a isso também de entronização de Cristo. É que elas
crêem que na data acima Jesus foi entronizado lá no Céu, qual Rei do planeta
Terra. A essa suposta entronização de Cristo, elas chamam de “volta de
Jesus”. À página 147 de Poderá Viver Para Sempre no Paraíso na Terra,
parágrafos 16 e 17, elas dizem que “a evidência bíblica mostra que no ano
de 1.914... o tempo de Deus chegou para Cristo voltar e começar a
dominar...” E acrescentam que essa “volta de Cristo é invisível.”
O vocábulo original traduzido em nossas
Bíblias por “vinda”, é “parousia” que, de acordo com o contexto pode
significar “vinda” ou “presença”. “Parousia” está vertido por “presença” com
muita freqüência na TNM (queira ver Mt 24.27, na TNM). É importante sabermos
desses fatos, para entendermos o que as TJ estão querendo dizer quando
afirmam que Jesus está presente desde 1.914. Quase que invariavelmente,
quando os líderes das TJ dizem que Jesus está presente, estão se referindo
ao suposto emposse de Cristo, datado de 1.914.
Atualmente as TJ proclamam que Cristo
veio (ou está presente) desde 1.914, mas antigamente diziam que o tal evento
tinha ocorrido em 1.874. Senão, vamos à prova:
“O nosso Senhor, o Rei nomeado, já está
presente, desde outubro de 1.874...”
(Estudos nas Escrituras, Volume IV,
página 621).
O fato de os chefes das TJ serem tão
volúveis quanto ao que eles chamam de entronização, presença, vinda, volta,
e emposse de Jesus, é um bom motivo para não darmos crédito a eles.
Embora as TJ proclamem aos quatro ventos
que Jesus já veio em 1914, elas dizem ao mesmo tempo, como se pode ver em
13.1, que Jesus há de vir na Sua glória. Vale ressaltar que essa vinda
futura, da qual as TJ falam, também não é literal, mas tão simbólica quanto
à que teria ocorrido em 1914. Refere-se a uma outra fase do suposto poder
régio que teria sido conferido a Cristo em 1914.
Como sabemos, a data atual apresentada
pelas TJ como a da volta de Cristo é o ano 1.914. Isso é ridículo. Não
aconteceu nada do que as TJ dizem, naquele ano. Em 1.914 só ocorreram três
coisas marcantes:
1ª) O início da Primeira Guerra Mundial.
2ª) A frustração das TJ, pois Russell
havia previsto que então se concretizaria o Armagedom (Estudos nas
Escrituras, Volume II, página 101: “... a ‘batalha do grande dia de Deus
Todo-Poderoso’ (Ap 16.14), que terminará em 1.914
A.D. com a destruição dos atuais reinos da terra, já começou,”
(ênfase acrescentada). Em a revista A Sentinela (em inglês) de março de
1.880, página 2, as TJ registraram o seguinte: “Os tempos dos Gentios se
estendem até 1.914 e o reino celestial não terá pleno domínio até aquela
data” (citada em Seja Deus Verdadeiro, página 249, edição de 1.955).
3ª) A necessidade de se criar uma nova
data para o Armagedom. Como o atual sistema corrupto não foi destruído em
1.914, como previra Russell, então pouco tempo depois os líderes das TJ
fizeram os seguintes ajustes: A “vinda” de Jesus, que segundo eles havia
ocorrido em 1.874, passou a ser um evento datado de 1.914. E o Armagedom,
até então previsto para 1.914, passou a ser previsto para outras datas:
1.918, 1.920, 1.925, 1.941, 1.975 e 2.000. Isto significa que a última
previsão falhou há pouco tempo.
Previram mesmo as TJ o Armagedom para no
máximo a tardar até dezembro do ano 2.000? Sim, pois na revista A Sentinela
de 01/01/1.989, página 12, § 8, lemos: “...O apóstolo Paulo servia de
ponta de lança na atividade missionária cristã. Ele também lançava o
alicerce para uma obra que seria terminada em nosso século 20”.
Como o leitor acaba de ver, os líderes
das TJ publicaram em 1.989 que a obra de evangelização da qual o apóstolo
Paulo servia de ponta de lança, e da qual também lançava o alicerce, seria
terminada no século 20. Isto prova que eles ensinaram que no início do
século 21, já não pregariam mais o Evangelho, por já estarem na Terra
Paradisíaca. E, como sabemos, a Terra não será paraíso antes do Armagedom.

As TJ sabem que seus
líderes pregaram que o Armagedom ocorreria no século 20? Pelo menos a
maioria não sabe, segundo nos consta. O porquê disso é que depois que eles
fizeram essa previsão, eles mudaram de opinião. Contudo, não se retrataram
publicamente, mas apenas pararam de tocar neste assunto. E, deste modo, a
última previsão caiu no esquecimento.
Talvez haja entre as TJ alguém que saiba
que seus guias previram em 1.989 que o Armagedom teria lugar dentro do
século 20; mas, se há, são tão poucos que ainda não encontramos sequer um.
As TJ pregam que quando da entronização
de Cristo em 4/5 de outubro de 1.914, cumpriu-se Ap 12.7-12, quando então o
diabo e os demônios, ao serem expulsos do Céu e lançados na Terra,
instigaram as nações à briga, donde eclodiu a Primeira Guerra Mundial. Mas
esta seqüência colide com o fato de tal guerra ter começado em 28 de julho,
mais de dois meses antes da suposta entronização de Cristo e a subseqüente
expulsão de Satanás e seus anjos que, por sua vez, causaria o grande
conflito. O leitor pode conferir o que aqui denunciamos, consultando
qualquer enciclopédia e depois comparar com o que os líderes das TJ
registraram nas seguintes obras: Raciocínios à Base das Escrituras, página
113, edição de 1.985; e Poderá Viver Para Sempre no Paraíso na Terra,
páginas 20-22.
k)Jesus de Nazaré morreu, e, portanto,
não existe mais
Já consideramos essa questão nos itens
“h” e “i”
l) Ele só é mediador dos 144000
Como já vimos no capítulo 1 (1. 3), em A
Sentinela de 15/09/1979, os guias das TJ perguntam: “Será que Jesus é
‘mediador’ só dos cristãos ungidos?”. E em seguida respondem:“De modo
que, em estrito sentido bíblico, Jesus é o ‘mediador’ apenas dos cristãos
ungidos”, isto é, dos 144.000. Ora, quem não têm Cristo como seu
mediador, é um perdido, visto que ninguém vai ao Pai senão por Jesus (Jo
14.6). Para que o dito fique pelo não dito, pelo menos pro forma as TJ oram
a Jeová em nome de Jesus. Ora, se devemos orar em nome de Jesus, então Ele é
nosso mediador. Por outro lado, se Jesus não é nosso mediador, então não há
porque orar ao Pai em nome do Filho.
Outra heresia pregada pelas TJ é a
negação da personalidade e Divindade do Espírito Santo. Tachamos isso de
heresia porque a Bíblia diz claramente que o Espírito Santo é pessoal e
Divino.
Atos pessoais são atribuídos ao Espírito
Santo.
O Pastor Myer Pearlman, em seu livro
intitulado Conhecendo as Doutrinas da Bíblia, à página 180, 16ª edição,
define a personalidade da seguinte maneira: “É aquilo que possui
inteligência, sentimento e vontade”. Esta definição é tão autêntica que
não cremos na possibilidade de alguém retrucá-la. E assim fica fácil
sabermos se o Espírito Santo é ou não um ser pessoal. Basta lermos a Bíblia.
Sim, as Escrituras Sagradas asseguram que o Espírito Santo tem:
a.
INTELIGÊNCIA – Segundo Jo 16.13
Ele fala do que escuta e, como todos sabemos, só um ser portador de
intelecto, pode fazer isso;
b.
SENTIMENTO – À luz de Ef 4.30 o
Espírito pode ser entristecido, pois aí se pede para não entristecermos a
Ele. Ora, a ordem para não entristecermos o Espírito, equivale a dizer que
devemos mantê-lo alegre, pois para quê tanto cuidado para não o
entristecermos, se tristeza fosse o seu normal? Assim podemos ver que o
Espírito Santo pode se alegrar ou se entristecer. Além disso, Rm 15.30
assegura que Ele (o Espírito Santo) ama. Ora, amor é um sentimento. Assim
podemos ver nestas duas referências bíblicas que o Espírito Santo se alegra,
se entristece e ama. E alegria, tristeza e amor, não são sentimentos? Pode
uma força ativa fazer isso? Claro que não;
c.
VONTADE – 1 Co 12.11 garante que
o Espírito Santo tem vontade. E Rm 8.27 diz que Deus sabe qual é a INTENÇÃO
do Espírito Santo. Deste modo fica patente que o Espírito Santo preenche
todos os requisitos que um ser precisa preencher para ser considerado como
pessoa. Ele satisfaz todas as exigências. Ele tem intelecto, vontade e
sentimentos. O que as TJ entendem por pessoa?
Além dos atos pessoais supra, atribuídos
ao Espírito Santo, há muitos outros casos, dos quais listamos apenas os que
vem a seguir:
·
O Espírito Santo geme
inexprimivelmente (Rm 8.26);
·
O Espírito Santo discorda (At
16.6,7);
·
O Espírito Santo concorda (At
15.28);
·
O Espírito Santo intercede (isto
é, ora) por nós (Rm 8.26).
O fato da Bíblia dizer que o Espírito
Santo foi derramado (At 2.17); que os apóstolos foram batizados nEle (At
1.5); e que dEle ficaram cheios (At 2.4) é, segundo crêem as TJ, provas
bíblicas de sua impessoalidade. Porém, se esse critério fosse válido,
poderíamos negar a pessoalidade do apóstolo Paulo e do Senhor Jesus, já que
a Bíblia diz também que Paulo foi derramado (2 Tm 4.6) e que Jesus, em quem
fomos batizados (Rm 6.3), tudo enche (Ef 1.23).
Vê-se, pois, que as TJ confundem
pessoalidade com corporalidade.
Força de expressão é o que não falta na
Bíblia. Em Jo 14.23 Jesus promete morar em nós, juntamente com o Pai. Seria
razoável argumentarmos à base disso, dizendo que, uma vez que uma pessoa não
pode morar dentro da outra, então o Pai e o Filho não são pessoas?
As TJ às vezes alegam que os atos
pessoais atribuídos ao Espírito Santo são personalização. Mas, ao
argumentarem assim, perguntemos: Onde está escrito? A esta pergunta não
ouviremos a resposta, mas somente evasivas.
O apóstolo Pedro disse que Ananias mentiu
ao Espírito Santo (At 5.3) e, por conseguinte, a Deus (At 5.4). Se mentir ao
Espírito Santo, é mentir a Deus, então Ele é Deus.
1 Co 6.19 diz que nós, os cristãos, somos
o templo do Espírito. Ora, só a Deus se dedica templo. Como sabemos, nenhuma
frase será bem estruturada até que haja, entre as palavras que a constituem,
uma associação de idéias. A palavra “gaiola” tem que ter alguma relação com
pássaro. E o vocábulo “chiqueiro” tem que estar ligada de alguma forma com o
substantivo porco. Igualmente a palavra “palácio” lembra estadista. Quando
isso não ocorre, diz-se que não se está falando coisa com coisa. Deste modo,
se somos o Templo do Espírito Santo, então Ele é Deus. Pense: Que seria o
Espírito Santo, se fôssemos o seu chiqueiro? E se fôssemos a sua gaiola? Não
constituiria prova de sua Majestade, se a Bíblia dissesse que somos o seu
palácio?
A Bíblia diz que o Espírito Santo é
Senhor (2 Co 3.18 ARA). Este versículo, além de provar a personalidade do
Espírito Santo, prova também a Sua Divindade. Claro, só Deus é Senhor, neste
sentido.
Há, na língua original do Novo
Testamento, duas palavras equivalentes a “outro” em Português: ÉTEROS e
ALLOS. Esta significa outro da mesma espécie, da mesma qualidade e da mesma
natureza. Mas aquela significa “outro” diferente. João, por saber que os
membros da Trindade são iguais, ao registrar que Jesus nos prometeu outro
Consolador, optou pelo vocábulo ALLOS, querendo dizer com isto que o outro
Consolador que Deus nos deu mediante os rogos de Jesus, é igual a este.
Logo, o Espírito Santo tem que ser tão pessoal quanto Jesus. Sim, se Jesus é
um personagem, então o Espírito Santo também o é. E se o Espírito Santo é
apenas uma força ativa, como querem as TJ, então Jesus também é força ativa.
Deste modo temos em Jo 14.16, mais uma exibição da Deidade do Espírito. O
raciocínio é o seguinte: Se Jesus é igual ao Pai (Jo 5.18), e não difere do
Espírito Santo, então este é igual ao Pai e ao Filho, o que prova a Sua
personalidade e Divindade.
Os “mestres” das TJ não têm para com a
Bíblia, o apreço que fingem ter. A impressão que os líderes das TJ deixam
nas pessoas que ignoram o que eles realmente pensam da Bíblia, é que eles
crêem que ela é a pura, santa, perfeita e infalível Palavra de Deus. Mas
dispomos de provas documentais de que eles realmente não crêem na Bíblia.
Eles subestimam a Bíblia. Mas por saberem que ela é poderosa para
desmascará-los, eles têm mais medo dela do que o diabo, da cruz. Por este
motivo eles sempre procuraram, ou desacreditá-la ou entreter suas vítimas,
dando-lhes as “cartilhas” por eles editadas, as quais lhes são apresentadas
como sendo superiores à Bíblia. Eles induzem suas vítimas a preterirem a
Bíblia, priorizando os livros e brochuras que eles editam. Quanto a isso
eles são iguais à cúpula da Igreja Católica, pois também dizem
arrogantemente que o encargo de interpretar a Bíblia corretamente foi
confiado por Deus exclusivamente a eles, cabendo aos seus liderados a
“sublime” missão de lerem seus escritos, memorizá-los e repeti-los, como se
fossem meros robôs.
Exibimos abaixo as provas do que dissemos
acima, sem aprofundarmos muito neste tema, mas fornecendo tão-somente
algumas informações, para que nossos leitores continuem vendo que a Bíblia é
traída pelos chefes das TJ, os quais:
Dissemos que os líderes das TJ, embora
finjam crer na Bíblia, dizendo às vezes que ela é a infalível Palavra de
Deus, não crêem de fato nisto. Eis a prova: “Seguindo-se à morte de
Russell a sociedade preparou a publicação do volume VII, O Mistério
Consumado... Aquele livro contém alguns erros, isto é francamente
admitido. Entretanto, A BÍBLIA TAMBÉM CONTÉM ALGUNS”.(Revista The
WatchTower, página 103, 01/04/1.920, grifo nosso. Citado em Provas
Documentais, de Esequias Soares da Silva, Editora Candeia).
Não pense o leitor que os mentores das TJ
estejam se referindo aos erros dos copistas e tradutores, visto que tais
equívocos não podem ser atribuídos à Bíblia. Realmente a Bíblia não se
responsabiliza pelos erros de seus copistas, tradutores e leitores. Pelo
contrário, estes é que serão responsabilizados por ela.
Neste tópico pretendemos provar que os
dirigentes das TJ dizem que é preferível ler seus escritos, a ler a Bíblia.
Eles “garantem” que quem lê somente as suas obras, e não lê a Bíblia, sai
das trevas e entra na luz. E que aquele que pára de ler suas publicações e
passa a ler somente a Bíblia, sai da luz e entra nas trevas. Senão, vamos às
provas: Em 1964 uma senhora perguntou aos chefes das TJ se é verdade que o
fundador da religião das TJ havia afirmado que ler os seus escritos era
melhor do que ler a Bíblia. Ao responder negativamente a esta pergunta, o
Corpo Governante foi extremamente prolixo, tal qual o conhecidíssimo
“político” do programa humorístico A Praça é Nossa, do SBT, tentando
“provar” que Charles Taze Russell estava sendo caluniado. E, depois de toda
a “argumentação” objetivando provar a “inocência” do dito-cujo, os guias das
TJ acharam por bem reproduzir as palavras do saudoso, para que todos possam
examinar por si mesmos o que realmente escreveu o pioneiro das TJ, e se
cientificar de que verdadeiramente as palavras de Russell estavam sendo
torcidas. Mas, ao ler o referido texto, tivemos que ceder à força das
evidências, de que realmente Russell cometera o crime de que era acusado.
Sim, leitor, o Corpo Governante disse com todas as letras que as palavras de
Russell, as quais estavam sendo torcidas, eram as seguintes: “Ademais,
não só descobrimos que as pessoas, ao estudarem apenas a Bíblia, não podem
discernir o plano divino, mas também descobrimos que, se alguém puser de
lado os Estudos das Escrituras, mesmo depois de já os ter usado, e de se
tornar familiarizado com eles, após os ter lido durante dez anos se então
alguém os puser de lado e ignorá-los, indo somente à Bíblia, embora entenda
a Bíblia por dez anos, a nossa experiência mostra que dentro de dois anos
ficará em trevas. Por outro lado, se tivesse simplesmente lido os Estudos
das Escrituras, junto com as suas referências, e não lesse uma página da
Bíblia sequer, esse alguém estaria na luz no fim de dois anos, porque teria
a luz das Escrituras”.(A Sentinela, 15/08/1.964, página 511)
É possível alguém ler a transcrição acima
e chegar à mesma conclusão dos chefes das TJ, de que as acusações contra o
réu não procedem?
Um dos argumentos constantes da revista
supracitada, objetivando “provar” que Russel não disse o que disse, é que
ele, referindo-se à obra de sua autoria intitulada Estudos das Escrituras
disse que a mesma “não tem por objetivo suplantar a Bíblia.”
Mas como não, se ele disse sem rodeios que aquele que lesse só “os
Estudos das Escrituras, junto com as suas referências, e não lesse uma
página da Bíblia sequer...estaria na luz...?” o leitor viu ainda que
Russel disse, e o Corpo Governante não pôde negar, que se alguém puser de
lado os seis volumes do seu “Estudos das Escrituras,... indo somente à
Bíblia... ficará nas trevas.”
Deixamos claro na introdução a este
capítulo que os líderes supremos das TJ se julgam donos da verdade, e que
por isso impõem às suas vítimas uma sujeição cega às suas “explicações” da
Bíblia, desestimulando-os a beberem direto na fonte. Isto está provado como
2 + 2 são 4, no tópico 8.2 deste capítulo. Porém, sob o cabeçalho
“Monopolizam a Bíblia” que serve de epígrafe deste terceiro tópico,
pretendemos provar que eles ousam dizer que a Bíblia é propriedade exclusiva
da organização religiosa da qual são líderes e que portanto, ninguém pode
entender a Bíblia à parte das orientações deles. Além disso, os seus
liderados (ou seus robôs), têm que crer em tudo que eles (os líderes)
pregam.
Antes de exibirmos as provas do que
afirmamos neste tópico, achamos por bem explicar resumidamente alguns termos
constantes da literatura das TJ, e que não são do domínio público. Isto
fazemos para facilitarmos a compreensão das transcrições comprobatórias
abaixo efetuadas. Ei-los:
SENTINELA:Uma
das revistas editadas pelas TJ.
ANUÁRIO DAS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ:
Uma publicação anual, contendo um relatório das atividades mundiais das TJ,
relativas ao ano anterior.
ORGANIZAÇÃO:
Uma referência ao grupo religioso das TJ. ESCRAVO FIEL E DISCRETO: As
TJ pensam que estas palavras designam o grupo dos 144.000, mas na prática
refere-se ao Corpo Governante (os líderes supremos das TJ como já
informamos).
CANAL DE COMUNICAÇÃO:
O mesmo que Corpo Governante, visto como porta-voz dos 144.000, ou escravo
fiel e discreto.
QUALIFICADOS PARA SER MINISTROS:
Um dos livros editados pelos líderes das TJ.
Agora vamos às prometidas transcrições.
Primeira transcrição:
“... A verdade que havemos de publicar são aquelas que a organização do
escravo discreto fornece, não algumas opiniões pessoais, contrárias ao que o
escravo providenciou como sendo sustento conveniente” (A Sentinela,
novembro de 1.952, página 164 § 11).
Segunda transcrição:
“... Se tivermos amor a Jeová, e à organização de seu povo, não teremos
suspeitas, mas, como diz a Bíblia, ‘creremos em todas as coisas’, todas as
coisas que A Sentinela esclarece, uma vez que tem sido fiel em nos dar
conhecimento dos propósitos de Deus e em nos guiar no caminho da paz, da
segurança e da verdade, desde seu início até o dia atual” (Qualificados
Para Ser Ministros, página 144, § 5, edição de 1.959).
Terceira transcrição:
“... Idéias independentes... são...
perigosas... Conheceríamos o caminho da verdade se não tivesse havido a
ajuda da organização? Podemos realmente passar sem a orientação da
organização de Deus? Não, não podemos...”
(A Sentinela, 15/07/1. 983, página 27, §§ 19,20).
Quarta transcrição:“...
Todos nós precisamos de ajuda para entender a Bíblia, e não podemos
encontrar a orientação bíblica de que precisamos fora da organização do
escravo fiel e discreto”. (A
Sentinela, 15/08/1. 981, página 19).
Quinta transcrição:
“... Assim, a Bíblia é um livro de organização e pertence à
congregação cristã como organização, não a indivíduos, não importa quão
sinceramente creiam poder interpretar a Bíblia. Por esta razão, a Bíblia não
pode ser devidamente entendida sem se ter presente a organização visível de
Jeová...” (A Sentinela, 01/06/1.968, página 327, § 9, grifo nosso
).
Sexta transcrição:“...
que faria eu com minha Bíblia... se não usasse A Sentinela para
entendê-la?...” (Anuário
das Testemunhas de Jeová, de 1.983, páginas 20,21).
Cremos que provamos com as transcrições
acima que os líderes das TJ monopolizam a Bíblia, isto é, transformam a
Bíblia em propriedade particular deles. Este arrogante gesto tem por
objetivo privar-nos do direito de dialogar com eles sobre a Bíblia, em pé de
igualdade e de ponderá-los. Sim, porque se o encargo de interpretar a Bíblia
com autenticidade foi confiado por Deus exclusivamente a eles, quem somos
nós para questioná-los?
Como vimos, eles insistem em dizer que as
TJ por eles lideradas não podem pregar, senão o que eles previamente
fornecem, e que à parte deles, ninguém entende a Bíblia. Não equivale isso a
exigir obediência cega e incondicional, como se eles fossem Deuses
Onipotentes? Não está claro que eles querem nos robotizar?
Na quinta transcrição acima vimos que,
segundo os chefes das TJ, “a Bíblia... pertence à congregação
cristã” (Grifo nosso). E, como o leitor já sabe, registramos no primeiro
capítulo deste livro (1.8) que o Corpo Governante afirmou que “quando a
Bíblia fala sobre ‘congregação do Deus vivente’, ela se refere a um
grupo específico de
seguidores de Cristo. (1 Tm 3:15)[...] De modo que esta ‘congregação de
Deus’ é constituída de todos os cristãos na terra que têm esperança de vida
celestial. Ao todo, APENAS 144.000 pessoas constituirão finalmente a
‘congregação de Deus’. [...] Os cristãos que esperam viver para sempre na
terra buscam orientação espiritual desta ‘congregação’...” (Poderá Viver
Para Sempre no Paraíso na Terra, páginas 125-126, parágrafo 18, grifo
nosso). Isso significa que eles subestimam até mesmo os adeptos da
“religião” deles. Eles tentam desqualificar não somente nós, que não somos
da seita deles, mas também a grande maioria de seus liderados (mais de seis
milhões). Sim, pois como veremos no capítulo 18, os membros do Corpo
Governante pregam que só eles, na condição de escravo fiel e discreto, podem
dar o alimento da Palavra de Deus a todas as TJ (e isso inclui as TJ
ungidas [veja o que é TJ ungida em 1.2]) que, por sua vez, quais
papagaios repetem o que lhes é ensinado por seus mentores. Logo, o que eles
estão dizendo, quando afirmam que a Bíblia pertence exclusivamente “à
congregação cristã”, é:
Primeiro:
A Bíblia não pertence a nós, que não somos TJ;
Segundo:
A Bíblia não pertence às TJ não ungidas;
Terceiro:
A Bíblia não pertence às TJ ungidas que não fazem parte do escravo fiel e
discreto);
Quarto:
A Bíblia pertence exclusivamente ao Corpo Governante.
Os poderosos chefões das TJ foram ousados
o bastante para adulterarem a Bíblia. Para tanto forjaram sua própria
“tradução” à qual dão o nome de TNM - Tradução do Novo Mundo das Escrituras
Sagradas. Alegam que esta tradução é a mais certa, quando, na verdade, é a
mais errada de todas. Todas as traduções da Bíblia contêm erros, mas a das
TJ é a mais errada. Ela foi torcida de propósito, para dar suporte às suas
heresias. Porque inventaram que Jesus não morreu numa cruz, a “bíblia” deles
diz que foi numa estaca (Mt 27. 35-40); porque inventaram que é pecado
adorar o Senhor Jesus Cristo, todas as vezes que a Bíblia manda adorar a
Jesus, eles trocam o verbo “adorar” pelo verbo “homenagear” (Hb
1.6. Neste versículo, a TNM nova [não a antiga] diz assim: “... E todos
os anjos de Deus lhe prestem homenagem”); porque inventaram que Jesus
não é Deus, na verdadeira concepção do termo, a “bíblia” deles diz que Jesus
é um deus (com “d” minúsculo, precedido de um artigo indefinido); e assim
por diante (Queira ver Jo 1.1, na TNM).
Até hoje os líderes supremos das TJ
escondem do povo os nomes dos “tradutores” da “bíblia” deles. Dizem que tais
“tradutores” são tão humildes que preferem ficar no anonimato. Mas, segundo
o senhor Cetner, que trabalhou na matriz mundial das TJ em Brooklyn, New
York, o porquê desse anonimato é que tais “tradutores” não conheciam o
hebraico e o grego, as línguas em que a Bíblia foi escrita originalmente. É
que eles, segundo Cetner, não quiseram se expor ao ridículo de terem seus
nomes constando no frontispício da TNM. Diz-se que embora alguns dos
“tradutores” da TNM tivessem noções básicas do hebraico e do grego, nenhum
deles era perito nessas línguas. E, como é óbvio, para um trabalho dessa
envergadura, é necessário o domínio dos idiomas originais da Bíblia.
A partir de uma tradução real de um
livro, qualquer pessoa pode forjar a sua própria “tradução”, mudando a
adequação vocabulária e trocando os vocábulos por seus sinônimos. Só para
dar um exemplo, veja como ficaria a “tradução” de Jo 3.16: “Porque Deus
sentiu pela humanidade um amor tão grande que deu o seu único filho, a fim
de que todo aquele que nEle deposite a sua confiança não morra, antes viva
para sempre”. É algo similar a isto que os “tradutores” da TNM fizeram?
O senhor Cetner responde positivamente a esta pergunta. Esta denúncia consta
também da obra Testemunhas de Jeová, Volume I, página 73–Esequias Soares da
Silva – Editora Candeia, 2ª edição de 1.993.
É de do conhecimento de todos que as TJ
preferem a morte a se submeterem a uma transfusão de sangue. Achamos isso
muito estranho, mas as TJ alegam que o fazem em obediência à Bíblia. Dentre
as muitas passagens bíblicas citadas por elas, no intuito de darem suporte a
essa crença, sobressai At 15.28-29. Porém, será que o Corpo Governante das
TJ não está equivocado? Esta pergunta tem pelo menos quatro razões de ser:
a) Ninguém é dono
da verdade e os líderes das TJ não são exceção à regra. Logo, você não deve
seguir a quem quer que seja, cegamente. Estude, pois, a Bíblia e tire sua
própria conclusão. Você tem este direito (At 17.11).
b) Os líderes das
TJ proibiram a vacinação de 1931 a 1952 (The Golden Age [conhecida
atualmente pelo nome de Despertai!] de 04/02/1.931, página 293).
c) Os transplantes
de órgãos também foram proibidos pelos chefes das TJ entre os anos 1.967 e
1.980 (Despertai! de 08/12/1.968, página 22 e A Sentinela de 01/06/1.968,
página 349).
Só Deus sabe
quantas pessoas foram prejudicadas por terem se submetido a essas
proibições! Quantos morreram? Quantas vítimas de paralisia infantil, e
outras doenças, esse gesto irresponsável dos guias das TJ causou?
d) Quanto às
transfusões de sangue, os líderes das TJ não têm se demonstrado menos
volúveis e precipitados. Em 1.945 eles asseguraram à página 29 da revista
“Consolação” (atualmente Despertai!), em holandês, que “Deus jamais
justificou determinações que proíbam... transfusões de sangue” (Citado
na revista Defesa da Fé, órgão oficial do ICP, Ano 3, nº 17, página
40). Nesta mesma página tacham os que são contrários às transfusões de
sangue de “iguais aos fariseus”. Porém, naquele mesmo ano, ou
melhor, poucos dias depois, publicaram que transfundir sangue é pecado. Isto
nos leva a crer que a qualquer hora dessas o Corpo Governante poderá receber
uma “nova luz” e liberar as transfusões de sangue, como fizeram em
relação às proibições sobre vacinação e transplantes de órgãos. Por que não,
se já o fizeram outras vezes? Até o tratamento de hemodiálise, os líderes
das TJ (segundo a revista citada acima neste parágrafo: Defesa da Fé, nº 17,
página 40) tentaram proibir.
As TJ crêem que transfundir sangue é um
pecado tão grave quanto comê-lo. Ora, podemos provar que comer sangue é
diferente de transfundi-lo. Todavia, não precisamos entrar no mérito dessa
questão. Basta-nos provarmos a elas que a Bíblia não proíbe comer sangue.
Senão, vejamos:
Os versículos 28 e 29 de At 15 podem ser
parafraseados assim: “No que diz respeito aos preceitos cerimoniais da
Lei de Moisés (aos quais não estamos sujeitos, pois praticando-os ou não,
seremos salvos pela graça por meio da fé), pareceu bem ao Espírito Santo,
assim como a nós, que vocês (para não escandalizarem os nossos irmãos
judaicos que com vocês congregam) façam o seguinte: Não se alimentem de
sangue, não comam o sufocado e o oferecido a ídolos, bem como se abdiquem do
que eles consideram ser relações sexuais ilícitas, isto é, o casamento entre
judeus e gentios ou ainda a prática do coito durante a menstruação.”
Uma das provas de que a paráfrase acima é
uma boa interpretação, é o fato de que este texto só proíbe quatro coisas.
Só há quatro pecados?
Nem tudo que os cristãos primitivos
faziam, deve ser praticado pela Igreja hodierna. Por exemplo, o apóstolo
Paulo, por se fazer de fraco para ganhar os fracos (1 Co 9.22), circuncidou
Timóteo (At 16.3) e fez um voto que implicou em rapar a cabeça (At 18.18),
obviamente o voto de nazireu prescrito em Nm 6.1-21. Isto prova que muitas
das decisões tomadas pela Igreja primitiva, eram medidas circunstanciais, e,
portanto, regionais e temporais. Doutro modo teríamos que observar até hoje
a circuncisão e o nazireado.
Geralmente os evangélicos aquiescem que a
circuncisão de Timóteo e o voto de nazireu praticados por Paulo não
constituem normas transculturais e eternas para a Igreja. Mas a grande
pergunta é: Teriam os preceitos de At 15.28-29, a mesma razão de ser? A
resposta é que muitos peritos bíblicos já concluíram que sim. Vejamos estes
exemplos:
a) Pastor
Raimundo F. de Oliveira:
Este erudito pastor, em seu livro Como
Estudar e Interpretar a Bíblia, edição CPAD – Casa Publicadora das
Assembléias de Deus, 1.986, à página 139, explicando 1 Co capítulo 8, disse:
“... Para Paulo, comer carne sacrificada a ídolos não significa nada. Mas,
por causa daqueles que estavam à sua volta e que pensavam que isto implicava
em pecado, ele não comia...” Deste modo o pastor Raimundo reconhece que
o apóstolo Paulo não via a restrição sobre o sacrificado aos ídolos como um
mandamento moral, mas sim, como um respeito à consciência alheia. E, segundo
o livro Administração Eclesiástica, dos pastores Nemuel Kessler e Samuel
Câmara, também editado pela CPAD, 2ª edição de 1.992, página 100, a CPAD não
publica livro algum, sem antes submetê-lo ao Conselho de Doutrina da
Convenção Geral das Assembléias de Deus, que examina se “nada contraria
as doutrinas esposadas pelas Assembléias de Deus.” Logo, a cúpula
assembleiana aprovou o livro supracitado, da autoria do pastor Raimundo. E,
sendo assim, fica claro que pelo menos um dos mandamentos constantes de At
15.29, não precisa ser observado (a não ser por questão de consciência),
segundo a alta liderança das Assembléias de Deus. Ora, se um dos mandamentos
registrados em At 15.29, não é moral, os demais mandamentos registrados
neste versículo também não podem ser morais, pois tamanha falta de coerência
ou associação de idéias constituiria insuperável violência à Hermenêutica;
b)
Bíblia de Estudo Pentecostal:
Os comentaristas da Bíblia de Estudo
Pentecostal concordam que as restrições de At 15.29 visavam apenas a não
ferir a consciência dos judeus, pois como nota de rodapé, em explicação do
texto em apreço, dizem: “... O Espírito Santo (v. 28) estabeleceu certos
limites que possibilitam a convivência harmoniosa entre os cristãos judaicos
e seus irmãos gentios. Os gentios deviam se abster de certas práticas
consideradas ofensivas aos judeus (v. 29). Uma das maneiras de medir a
maturidade do cristão é ver a sua disposição de refrear-se das práticas que
certos cristãos consideram certas e outros consideram erradas (ver o ensino
bíblico por Paulo, em 1 Co 8.1-11)”;
c) Mensageiro da
Paz
O jornal Mensageiro da Paz, órgão
oficial das Assembléias de Deus no Brasil, editado pela CPAD _ Casa
Publicadora das Assembléias de Deus _ edição de novembro de 2005, publicou
um artigo intitulado “O Concílio de Jerusalém”, de autoria do Pastor
Terrence Johnson que, comentando At. 15. 28-29 diz: “...Algumas práticas
dos gentios, como comer sangue e carne sufocada, eram lícitas para
eles, mas não para os judeus. Criavam atrito entre as duas culturas e
conflito dentro da igreja espalhada pelo mundo mediterrâneo. O pedido
do Concílio era que os gentios evitassem essas práticas para manter
união nas igrejas...” (Grifo nosso). Obs.: O Pastor Trrence Johnson é
presidente da FAETAD _ Faculdade de Educação Teológica das Assembléias de
Deus.
d) O Parecer do
irmão Aldo
O ex-TJ e grande apologista, Aldo dos
Santos Menezes, em sua apostila Transfusão de Sangue, página 10,
referindo-se à decisão registrada em At 15.28-29, disse: “... Primeira: O
decreto apostólico não foi aplicado a TODOS os cristãos do primeiro século,
mas unicamente aos gentios. Segunda:O decreto limitava-se a certa
área, era regional, não universal” (grifo no original).
Cremos que a postura supra, do irmão
Aldo, encontra respaldo em At 15.19,20 e 23. Destes três versículos, os dois
primeiros indicam que se tratava de uma ordem aos cristãos entre os gentios,
e o último circunscreve Antioquia, Síria e Cilícia.
Enquanto parafraseávamos At 15.28-29,
deixamos claro que somos da opinião de que a palavra original (porneia), que
nas nossas Bíblias em português está traduzida de diversas maneiras, como
fornicação, imoralidades, prostituição, relações sexuais ilícitas etc., não
significa, NESTE CASO, o que nós, em Português, conhecemos por estes nomes,
mas sim, as restrições constantes de Dt 7.3; e Lv 18.19. Esta conclusão é
lógica, já que, NESTE CASO, nenhum mandamento moral pode pertencer a este
conjunto de quatro preceitos, visto que fazê-lo não seria falar coisa com
coisa. Logo, das duas uma: Ou os quatro preceitos de At 15.29 são todos
mandamentos morais que, por conseguinte, devem nortear a Igreja universal
através dos séculos, ou os quatro preceitos são, sem exceção alguma, medidas
disciplinares de caráter passageiro, os quais objetivavam apenas facilitar o
relacionamento entre gentios e judeus, caducando, portanto, quando a fusão
se completou. Caso contrário faltará coerência; e, como sabemos, nenhuma
incoerência procede de Deus.
e) Bíblias de
estudo católicas:
·
Edições Paulinas:
A Edições Paulinas (editora católica)
publicou uma Bíblia de estudo, baseada na versão do Padre Matos Soares, a
qual, comentando At 15.28-29 diz: “... Medidas disciplinares de
prudência, as quais, sendo de caráter provisório e visando tão-somente a
facilitar as relações entre gentios e judeus, caíram, quando a fusão se
completou”.
·
Pia Sociedade de São Paulo:
O Novo Testamento editado pela
Pia Sociedade de São Paulo, comentado pelo Padre Euzébio Tintori, edição de
1950, referindo-se ao texto ora em análise, diz: “... São Tiago... propõe
algumas medidas disciplinares de prudência com o intuito provisório de
facilitar as relações entre judeus e gentios”.
É verdade
que as explicações dos clérigos católicos não nos dizem muito, mas como
sabemos, não divergimos deles em tudo. E, neste caso, embora por mera
coincidência, há convergência entre eles e nós, integrantes do clero
evangélico.
Aos
que discordam dos sólidos argumentos acima, pergunto novamente: Por que At
15.28-29 proíbe só quatro coisas ? Só existem quatro pecados? É possível
herdarmos o Reino de Deus guardando só estes quatro mandamentos ? Por que
outros trechos da Bíblia proíbem muitas outras coisas e este proíbe só
quatro? Quando o leitor tiver respostas para estas perguntas, verá que o
autor destas linhas não está equivocado quanto à opinião aqui apresentada e
defendida.
Já
deixei claro que uma das bases sobre as quais me apóio para afirmar que o
texto bíblico em foco era uma medida temporal (ou provisória), é o fato de o
mesmo proibir só quatro coisas. Mas esta conclusão pode sofrer várias
oposições. Abaixo registro algumas dessas possíveis objeções, e as refuto
respectivamente.
Primeira
objeção
Talvez as
TJ digam que “os mandamentos não estão agrupados em parte alguma da
Bíblia, mas distribuídos paulatinamente. Logo, o fato de At 15 28-29 conter
só quatro preceitos, não quer dizer que os mesmos sejam provisórios; pois,
se não, poderíamos dizer o mesmo de todos os outros mandamentos; e deste
modo, todos seriam provisórios”.
Consideração
Atentemo-nos, porém, para o fato de que o referido texto (At 15.28-29), não
se limita a registrar quatro mandamentos; mas vai mais além, dizendo
que basta guardarmos a estes. Ora, a observância desses quatro
preceitos pode ser suficiente para o fim a que se destinavam; não para
sermos salvos. Claro, para alcançarmos o Reino de Deus, necessitamos de algo
mais. Não obstante, esta passagem nos manda guardar SÓ estes quatro
mandamentos. Por que isso? A resposta a esta pergunta é que este texto manda
guardar só quatro mandamentos porque estes quatro preceitos não são o corpo
de doutrinas Igreja, nem tampouco, parte do mesmo, e sim, um conjunto de
preceitos regionais, circunstanciais e provisórios.
Segunda
objeção
É possível que se diga que a “a razão pela qual aparecem no supracitado
texto só quatro restrições, é porque a Igreja era recém nascida; e seu corpo
de doutrinas, então em formação, tornava-se completo com estes quatro
mandamentos que faltavam”.
Consideração
Se isso
fosse verdade, equivaleria a dizer que a Igreja havia vivido na prostituição
até àquela data. Sim, se os quatro preceitos mencionados no texto em apreço,
têm por finalidade completar o corpo de doutrinas da fé cristã, a fornicação
aí referida não pode ser o que eu disse, mas sim, orgias sexual. Logo a
Igreja teria praticado fornicação até àquele dia. E isso é inaceitável.
Nunca existiu cristão adúltero, prostituto ou fornicário, pois quem faz
essas coisas tem, quando muito, o título de cristão. Não posso crer que a
Igreja primitiva tenha sido tão “ingênua” ou “inocente” durante tanto tempo
(cerca de 15 anos). Logo, uma de duas: ou a fornicação foi tolerada na
Igreja, do Pentecostes (At 2) ao episódio registrado em At 15, ou a
restrição ao que aqui é chamado de fornicação, não nos diz respeito, por não
ser uma proibição às orgias sexuais, e sim, ao casamento de cristãos gentios
com seus irmãos judaicos e/ou ao relacionamento durante a menstruação.
A
Lei proibia os judeus de tomarem para si mulheres gentias, mas no
Cristianismo, essa proibição caducou, pois em Cristo os cristãos de todas as
nacionalidades formam um só povo. Contudo, por falta de maturidade por parte
dos judeus cristãos, alguém teria que ceder para estreitar a comunhão entre
os irmãos divergentes. E ninguém melhor do que os gentios para fazê-lo, pois
devemos gratidão e respeito aos judeus, por cuja instrumentalidade Deus nos
deu as Escrituras Sagradas e o Messias. É por isso que Rm 1.16 fala da
prioridade do judeu.
Além de tudo, Cristo já proibira as orgias sexuais (Mt 5.28). E isto prova
que a prostituição e o adultério já haviam sido proibidos. E, sendo assim, é
ilógica a segunda objeção.
Terceira
objeção
Não
é de se duvidar que alguém argumente dizendo que “Um dos quatro
mandamentos constantes dos versículos em análise é a proibição à
prostituição (ou fornicação). E isto não é mero preceito da Lei Mosaica, ‘ao
qual não estamos sujeitos’, pois, como sabemos, prostituir ainda é pecado,
visto que consta como norma do Novo Testamento (1Co 6:9-10)”.
Consideração
A
refutação à 2ª possível objeção é argumento mais que suficiente para opor à
3ª; e, por isso mesmo, por ora me limito a citar Rm 14; e 1Co 9. 20-22 para
reforçar o que ali foi dito. Sim, na refutação à 2ª objeção deixamos claro
que a “fornicação” da qual trata At. 15.29 diz respeito às restrições
cerimoniais da Lei quanto ao sexo (relações durante a menstruação, casamento
entre judeus e gentios convertidos ao Cristianismo [?] ..., não sendo,
portanto, mandamento moral.
Quarta
objeção
Ainda alguém poderá dizer que “um dos quatro preceitos constantes
da referência bíblica em pauta, a saber, At 15. 28-29, proíbe comer algo
sacrificado a ídolos. E, como sabemos, isso é permanentemente proibido, como
se pode ver, lendo Ap 2.20”.
Consideração
O Pastor Raimundo
F. de Oliveira, um dos comentaristas da Lições Bíblicas, órgão oficial das
Assembléias de Deus (revista da Escola Bíblica Dominical), editada pela CPAD
__Casa Publicadora das Assembléias de Deus no Brasil__, em seu livro
intitulado “Como Estudar e Interpretar a Bíblia” , também editado pela CPAD,
à página 139, baseando-se em 1 Co 8, faz o seguinte comentário: “... Para
Paulo, comer carne sacrificada a ídolos não significa nada. Mas, por causa
daqueles que estavam à sua volta e que pensavam que isto implicava em
pecado, ele não comia...” . Deste modo o pastor Raimundo reconhece que o
apóstolo Paulo não via a restrição sobre o sacrificado aos ídolos como um
mandamento moral, mas sim, como um respeito à consciência alheia. E, segundo
o livro Administração Eclesiástica, dos pastores Nemuel Kessler e Samuel
Câmara, também editado pela CPAD, 2ª edição de 1992, página 100, a CPAD não
publica livro algum, sem antes submetê-lo ao Conselho de Doutrina da
Convenção Geral das Assembléias de Deus, que examina se “nada contraria
as doutrinas esposadas pelas Assembléias de Deus.” Logo, a cúpula
assembleiana aprovou o livro supracitado, da autoria do pastor Raimundo. E,
sendo assim, fica claro que pelo menos um dos mandamentos constantes de At
15.29, não precisa ser observado (a não ser por questão de consciência),
segundo a alta liderança das Assembléias de Deus. Ora, se um dos mandamentos
registrados em At 15.29, não é moral, e, portanto eterno; mas cultural e
obsoleto, os demais mandamentos registrados neste versículo também não podem
ser morais, pois tamanha falta de coerência ou associação de idéias
constituiria insuperável violência à Hermenêutica. E, deste modo fica claro
que At 15.28-29 trata tão-somente do respeito que o cristão deve ter para
com seu irmão, pois esta referência bíblica proíbe o que o apóstolo Paulo
considera inofensivo em 1Co 8; e 10.14-33, desde que não fira a consciência
do irmão fraco. Em outras palavras: O apóstolo Paulo concordava com At
15.28-29, mas com conhecimento de causa.
A
Bíblia de Estudo Pentecostal explica At 15.28-29 assim: “O Espírito Santo
(v.28) estabeleceu certos limites que possibilitam a convivência entre os
cristãos judaicos e seus irmãos gentios. Os gentios deviam se abster de
certas práticas consideradas ofensivas aos judeus (v.29). Uma das maneiras
de medir a espiritualidade do cristão é ver a sua disposição de refrear-se
das práticas que certos cristãos consideram certas e outros consideram
erradas ( ver o ensino bíblico por Paulo, em 1 Co 8.1-11 ).”
Ap
2.20 comparado com 1 Co 8; e 10.14 a 33 deixa claro que, neste caso, comer
algo sacrificado a ídolos é mais do que mastigar e deglutir. É, sim,
comer em adoração aos ídolos. E, provavelmente, não é neste sentido que
esta proibição consta de At 15.28-29. Neste último caso os cristãos gentios
foram, possivelmente, proibidos de fazê-lo em um sentido que, em si mesmo
não era pecado, a saber, apenas para matar a fome. Mas como causaria
escândalo, se o fizessem estariam pecando (exceto em caso de risco de vida,
é claro). Além disso, é possível que Ap. 2.20 seja, também, uma repetição da
circunstância da qual trata At. 15.28 a 29, isto é, esta restrição
provisória que então ainda estava em vigor, era necessária em Tiatira
também. Se assim é, os cristãos dessa região dispunham de duas razões para
não comerem algo sacrificado a ídolos:
a)
fazê-lo, mesmo sendo só para matar a fome, causava escândalo; b) comer em
adoração a ídolo, era e é pecado.
Quinta
objeção
Apresentei recentemente a um testemunha-de-jeová, os argumentos acima
expostos, mas ele tentou me refutar dizendo que “ se o fato de At
15.28-29 proibir só quatro coisas, provasse que estes preceitos são
regionais e temporais, e não universais e eternos, poderíamos dizer também
que só há sete pecados, pois Provérbios 6.16-19 alista só sete coisas
erradas. E perguntou-me: “ Você diria também que os sete itens listados
neste trecho bíblico são provisórios e regionais, e que portanto, não fazem
parte do conjunto das doutrinas da fé cristã ? ”.
Consideração
Eu já
disse, enquanto refutava a PRIMEIRA OBJEÇÃO, que o que me leva a afirmar que
os quatro preceitos de At 15.28-29 são “uma medida disciplinar de prudência,
de caráter provisória” como bem o diz a Bíblia de estudo da Edições
Paulinas, não é o fato de se registrar aí só quatro mandamentos, mas sim, o
fato dessa passagem bíblica dizer que é para se guardar só quatro
mandamentos. Ora, uma coisa é mandar guardar quatro mandamentos.
Outra bem diferente, é mandar guardar só quatro mandamentos.
Portanto, o argumento do testemunha-de-jeová, constante da QUINTA OBJEÇÃO,
não é sólido. A impressão que eu tive, é que ele não estava me entendendo.
Eu estou me apoiando numa coisa, mas ele pensava que me apóio noutra.
Atentemos para o fato de que Pv. 6. 16-19, afirma que Deus tem aversão aos
sete pecados neste texto mencionados, o que equivale a dizer que o Senhor
está nos mandando abster destas coisas. Porém, esta passagem bíblica não diz
que Deus só aborrece estes sete pecados, o que, por sua vez, não equivale a
dizer que Deus esteja nos mandando apartar só destes sete pecados. Sim, é a
respeito das decisões tomadas na Assembléia Extraordinária, da qual trata At
15, que se diz para guardarmos SÓ quatro mandamentos. Não estou
dizendo que, no Novo Testamento, só At 15.28-29 registra as abstinências
contidas neste texto, pois, como sabemos, o versículo 20, bem como o
capítulo 21, versículo 25 também tratam deste assunto. O que estou afirmando
é que na supracitada assembléia se tomou, sob a luz do Espírito Santo, a
decisão de se aconselhar os cristãos gentios a guardarem só quatro
mandamentos. Não é isso interessante? Não devemos procurar saber o porquê
disso? Você não está curioso ? sim, “ refutar-me” com Pv 6.16-19 não é
válido, pois estes versículos proíbem sete coisas, mas não proíbem só sete
coisas. Claro, falar de sete coisas erradas não o mesmo que dizer que só há
sete coisas erradas. É esse o caso do texto de Provérbios acima citado. Este
texto proíbe sete coisas, mas não diz que só estas sete coisas são pecados
ou que Deus só proibiu as sete coisas nele relacionadas. O mesmo, porém, não
podemos dizer de At 15.28-29, pois esta passagem bíblica diz categoricamente
que é para observarmos só os quatro mandamentos nele abordados.
Sexta
objeção
Talvez, os indoutos em assuntos teológicos digam que não existe nenhum
mandamento provisório no Novo Testamento.
Consideração
À
luz da Bíblia podemos afirmar que muitas das medidas tomadas pelos
apóstolos, eram, realmente, provisórias, desde que as circunstâncias
mudassem. O Novo Testamento manda saudar com beijo (Rm 16.16); proíbe as
mulheres de falarem na igreja (1Co 14. 34-35); diz que as mulheres, além de
manterem seus cabelos crescidos, devem cobrir-se com véu (1Co 11:5-15); diz
que Paulo circuncidou Timóteo (At 16:1-5), rapou a cabeça porque tinha voto
(de nazireu, é claro [At. 18:18 comparado com Nm 6:1-21]) e ainda ofereceu
sacrifícios no templo dos judeus (At 21:26 [naturalmente os sacrifícios de
animais prescritos no Antigo Testamento em Nm 6.1-21, já que o contexto fala
do nazireado]). Certamente, se não soubermos o porquê dessas coisas, além de
nos enchermos de regrinhas (saudação com “ósculo santo”, o uso do véu pelas
mulheres, etc.), ressuscitaremos alguns mandamentos do Antigo Testamento,
como a circuncisão e o nazireado com tudo que lhe diz respeito: sacrifícios
de animais e o ato de rapar a cabeça.
Sétima
objeção
Talvez você se pergunte: “Mesmo havendo mandamentos transitórios, como
sabermos ser este o caso da proibição à ingestão do sangue?”
Consideração
Bem, acho que já provei acima que é fácil distinguirmos, se considerarmos o
contexto, entre Mandamento transitório e Mandamento eterno. Contudo,
consideremos abaixo a sétima objeção.
Nenhum mandamento do Antigo Testamento, quer moral, quer cerimonial, foi
transportado para o Novo Testamento, pois o Novo, é novo, e não o Velho
remendado ou melhorado. Porém, todos os mandamentos morais do Antigo
Testamento estão repetidos no Novo Testamento. E, não raramente, com
maior severidade e interioridade. Sim, Deus não se inspirou no Velho para
criar o Novo, assim como não se inspirou no Velhíssimo, para criar o Velho.
Ora, todos os mandamentos morais do Antigo Testamento estão repetidos no
Novo Testamento, mas neste não consta nenhum mandamento cerimonial daquele.
Obviamente este é o motivo pelo qual o Novo Testamento não preceitua a
abstinência de sangue. Embora saibamos que por desconhecerem o contexto
histórico das decisões tomadas pelos apóstolos sob a guia do Espírito Santo,
registradas em At 15, muitos cristãos verdadeiros pensam que comer sangue é
pecado. Ora, se o abster-se de sangue não consta no Novo Testamento como
mandamento transcultural e eterno, está provado que este preceito era
cerimonial. E, se era cerimonial, podia ser transgredido (mesmo antes do
Antigo Testamento ser abolido) em caso de necessidade. É o caso de Davi que,
mesmo sem ser sacerdote, comeu os pães da proposição (o que não lhe era
permitido pela Lei [Êx 29.32-34; 1Sm 21.1-6]) sendo, não obstante,
justificado por Cristo (Mt 12.3-4). Sim, do fato de Jesus citar esta
ocorrência em defesa dos seus discípulos que estavam sendo acusados de
transgredirem a Lei, por colherem espigas num dia de sábado, podemos inferir
que na Sua opinião, Davi não havia errado ao comer os pães da proposição.
Claro que sim, pois um erro não justifica o outro. Certamente Cristo jamais
se serviria dos erros de Davi ou de quem quer que seja, para inocentar os
culpados.
Do
exposto podemos deduzir o seguinte: De fato Davi "transgrediu" uma ordem de
Deus, mas ficou sem culpa porque o mandamento "transgredido" por ele, além
de ser cerimonial, ele não o fez desrespeitosamente, mas sim, por premente
necessidade. Nestas condições, um preceito cerimonial pode e deve ser
transgredido, quando se tem que optar entre ele e um mandamento moral. E
isto não é assim apenas agora, na Nova Aliança, mas desde de o Antigo
Testamento. Logo, transgredir mandamentos cerimoniais nunca foi pecado, ou
seja, uma desobediência a Deus, já que há, sobre isso, uma ressalva, como
emenda Constitucional da Lei de Deus.
O
que pretendo deixar claro com tudo isso, é que se a Lei de Moisés ainda
estivesse em vigor em nossos dias, e se transfundir sangue fosse
equivalente a comê-lo, poderíamos fazê-lo, pois neste caso, até mesmo
comê-lo seria permitido. Mas, como a Lei foi abolida (1 Co 3) e este
mandamento não faz parte do conjunto das doutrinas da fé cristã, comer
sangue deixou de ser permitido apenas em caso de vida ou morte. Agora, o
sangue pode fazer parte de nosso cardápio normal, e, portanto, podemos
saborear um chouriço sem qualquer peso de consciência.
Oitava
objeção
Claro, os apaixonados pelo erro são irreversíveis. As eloqüentes preleções
de Jesus e dos apóstolos, não foram capazes de arrancar da condenação, a
todos os seus contemporâneos. Isso ainda acontece até hoje. Logo, não é
surpresa, se alguém se der ao trabalho de catar versículos isolados do
contexto, na tentativa de “provar” que este autor está equivocado. Uma das
muitas coisas que os apaixonados pelo erro (bem como alguns fiéis servos de
Deus desavisados) poderão fazer, será citar Dn 1:8. Mas, antes que tal
ocorra, vejamos nesta consideração abaixo:
Consideração
A
Lei mosaica prescrevia uma dieta para os membros da teocracia hebraica (Lv
11; 7.26-27 etc). Quem pode provar que “as finas iguarias do rei” (ARA) não
eram compostas de carne de porco, bagre, sangue ou quaisquer outras coisas
proibidas na Lei? Também não descarto a possibilidade de tais iguarias terem
sido oferecidas aos ídolos. E todas estas coisas juntas constituíam motivos
sobejos para serem rejeitadas por um fiel servo do Senhor, como o era
Daniel, já que bastaria uma delas, para serem rejeitadas por pelo povo de
Deus do Antigo Testamento.
Não
posso dizer com exatidão, o motivo pelo qual Daniel acreditava que a
ingestão das iguarias do rei, bem como o vinho que ele bebia, era uma
contaminação. Mas, de posse da informação de que a Lei prescrevia uma dieta
para os judeus, não é difícil termos uma idéia das razões que levaram Daniel
a abster-se dos mesmos.
Julgo desnecessário informar que nos dias de Daniel a Lei ainda não havia
sido abolida, pois todos os estudiosos da Bíblia sabem que Daniel viveu no
século VI antes de Cristo. Logo, em plena vigência da Lei.
Conseqüentemente, era de se esperar, dum homem da envergadura de Daniel,
fidelidade incondicional aos mandamentos morais da Lei, bem como fidelidade
condicional aos preceitos cerimoniais da mesma.
Do
fato de Daniel assentar no seu coração o firme propósito de não se
contaminar com o manjar do rei, nem com o vinho que ele bebia, mas optar por
legumes, parece indicar, a meu ver, que o motivo da abstinência não era a
idolatria predominante, mas sim, o fato de que tais refeições não eram
preparadas conforme prescrito em Lv 11; 7:26,27; 17:15 etc). Isto porque se
o manjar do rei era oferecido aos ídolos, quem pode provar que os legumes
não o eram também? Vale salientarmos aqui, que o texto não diz que Daniel,
recusando o manjar do rei, pediu que se preparasse um manjar especial para
si. Não! O que o texto diz, é que ele rejeitou o manjar do rei, e optou por
legumes. Por que este procedimento? Ele optou por legumes por que tudo,
exceto os legumes, era oferecido aos ídolos, ou por que o manjar do rei era
composto de carne de porco, carne sufocada, sangue e assim por diante? Não é
possível respondermos a estas perguntas. Mas, de um jeito ou de outro,
qualquer uma das duas razões, justificaria o proceder de Daniel. A Lei
mosaica existia para ser obedecida, e Daniel não hesitou em fazê-lo. Também
convém observarmos aqui, que a fidelidade de Daniel, neste caso, não foi
incondicional, visto que por esta ou por outra razão, os legumes estavam
isentos das contaminações inerentes ao cardápio do rei. Logo, ele tinha
opção. Todavia, este não foi o caso de Davi, diante dos pães da proposição.
Deste modo não é difícil deduzirmos que o Cristo que justificou a Davi, não
justificaria a Daniel, se este afrouxasse na fidelidade para com a Lei do
seu Deus, visto que não estava nas mesmas condições que Davi estivera: ele
tinha legumes, e estes, por uma razão qualquer, não estavam contaminados.
Se
o leitor é cristão e não concordou com tudo o que escrevi até aqui, informo
que estou disposto a respeitá-lo. Peço, porém, que este respeito seja
recíproco, pois é isso que nos ensina a Palavra de Deus: “Ora, ao que é
fraco na fé, acolhei-o, mas não para condenar-lhe os escrúpulos. Um crê que
de tudo se pode comer, e o outro, que é fraco, come só legumes. Quem come
não despreze a quem não come, e quem não come não julgue a quem come, pois
Deus o acolheu. Quem és tu, que julgas o servo alheio ? Para seu próprio
senhor ele está em pé ou cai, mas estará firme, porque poderoso é o Senhor
para o firmar.
Um
faz diferença entre dia e dia, mas outro julga iguais todos os dias. Cada um
esteja inteiramente convicto em sua própria mente. Aquele que faz caso do
dia, para o Senhor o faz. E quem come, para o Senhor come, porque dá graças
a Deus; e quem não come, para o Senhor não come, e dá graças a Deus. Porque
nenhum de nós vive para si, pois se vivemos, para o Senhor vivemos, se
morremos, para o Senhor morremos. De sorte que, quer vivamos quer morramos,
somos do Senhor. Porque foi para isto mesmo que Cristo morreu e tornou a
viver, para ser senhor tanto de mortos como de vivos. Mas tu, por que julgas
teu irmão? Ou tu, também, por que desprezas teu irmão? Pois todos havemos de
comparecer ante o tribunal de Deus. Porque está escrito: Por minha vida, diz
o Senhor, diante de mim se dobrará todo o joelho, e toda língua louvará a
Deus. Assim, pois, cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus.
Portanto não nos julguemos mais uns aos outros; antes seja o vosso propósito
não pôr tropeço ou escândalo ao vosso irmão. Eu sei, e estou certo no Senhor
Jesus, que nada é de si mesmo imundo a não ser para aquele que assim o
considera; para esse é imundo. Pois, se pela tua comida se entristece teu
irmão, já não andas segundo o amor. Não faças perecer por causa da tua
comida aquele por quem Cristo morreu. Não seja, pois, censurado o vosso bem;
porque o reino de Deus não consiste no comer e no beber, mas na justiça, na
paz, e na alegria no Espírito Santo. Pois quem nisso serve a Cristo
agradável é a Deus e aceito aos homens. Assim, pois, sigamos as coisas que
servem para a paz e as que contribuem para a edificação mútua. Não destruas
por causa da comida a obra de Deus. Na verdade tudo é limpo, mas é um mal
para o homem dar motivo de tropeço pelo comer. Bom é não comer carne, nem
beber vinho, nem fazer outra coisa que teu irmão tropece. A fé que tens,
guarda-a contigo mesmo diante de Deus. Bem-aventurado aquele que não se
condena a si mesmo naquilo que aprova. Mas aquele que tem dúvidas, se come
está condenado, porque o que faz não provém da fé, e tudo que não provém da
fé é pecado”.
(Romanos,
capitulo 14, Versão Revisada)
O
texto acima, transcrito da Bíblia Sagrada, constitui prova cabal de que
aquele que acha que o cristão pode comer de tudo (ora “tudo” é tudo. “Tudo”
inclui até o sangue) não deve julgar àquele que acha que o cristão deve ser
vegetariano, e a recíproca é verdadeira. Isto prova que o comer ou não isto
ou aquilo outro não possui valor salvífico, mas que sua importância se
limita às vantagens físicas e à ética. Sendo, portanto, agradável aos
apóstolos e ao Espírito Santo, sua observância, se isto vai contribuir para
salvação das almas e para edificação da Igreja do Senhor.
Tudo que a Lei preceitua quanto ao que podia ou não comer, era SOMBRA, isto
é, preceito cerimonial, e portanto, abolido por Cristo na Cruz (Cl 2.16-17).
Este é o motivo pelo qual Jesus disse que nada há, fora do homem que,
entrando nele, possa contaminá-lo (Mt 15:11; Mc 7:15).
A
passagem bíblica básica (At 15.28-29) que estamos estudando nesta obra é,
simultaneamente, cultural e transcultural, bem como temporal e eterna. É
cultural (pois se tratava duma demonstração de respeito à cultura judaica),
e é transcultural (pois em qualquer cultura se deve respeitar a consciência
alheia). É temporal (pois passou com o tempo), e é eterna, pois sempre que
se fizer necessário, o cristão deve abster-se de algo que posa fazer o seu
irmão fraco tropeçar e isto inclui o abster-se de sangue. Deste modo, a
pergunta acima pode ser respondida assim:
a)
depende da sua consciência (Rm 14.22-23; 1 Co 9.27-29);
b)
depende da “doutrina” da denominação evangélica à qual você está vinculado
(At 15.28-29);
c)
veja se não vai escandalizar o irmão inexperiente que, por falta de maiores
conhecimentos da Palavra de Deus, considera isso pecado (Rm 14; 1Co 8;
10.14-33)
A
essa altura alguém pode perguntar: “Então At 15.28-29 não nos diz nada
hoje em dia?” Resposta: Diz, e muito, pois nos informa ser da vontade do
Espírito Santo que os cristãos mais maturos se façam de fracos para ganhar
os fracos (1Co 9.20-22). Sim, não praticar os preceitos de At 15.29, não
constitui desrespeito para com este texto; assim como não fazermos voto de
nazireu, não raparmos nossas cabeças, não nos circuncidarmos, não
oferecermos sacrifícios de animais e não participarmos do pentecostes, não
constitui desrespeito para com At 16.1-6; 18:18; 20.16; 21.23-24,26 e 1Co
16.8. Estes textos nos dizem muitas coisas, embora não nos digam que devamos
rapar nossas cabeças, praticar a circuncisão, etc.
Aquele que, discordando-se do argumento que aqui apresento, quiser perpetuar
os preceitos exarados em At 15.28-29, por considera-los morais, e, portanto,
transculturais, terá que fazer cinco coisas: 1) Não comer algo sacrificado a
ídolo; 2) não comer sangue; 3) não comer carne de um animal que não tenha
sido morto conforme os preceitos da lei; 4) não fornicar, isto é, não
cometer corrupção ou desvio sexual; 5) não guardar nenhum mandamento, além
destes. Sim, pois este texto diz que é da vontade do Espírito Santo que
observemos só estes quatro preceitos.
O
motivo pelo qual os TJ são opostos às transfusões de sangue é, segundo
crêem, espiritual, pois: a) tentam provar à luz da Bíblia que estão com a
razão; b) não podem armazenar seus próprios sangue. Porém, a fim de
engrossar seus argumentos, alegam os perigos aos quais estão expostos os que
aceitam este tratamento médico. Mas eles precisam lembrar que:
-
Os demais recursos da Medicina também são perigosos, pois, entre outras
coisas, estão sujeitos às falhas humanas. Muitos já morreram por terem
tomado medicamentos inadequados, quer por falhas dos médicos, quer por
negligências dos enfermeiros e, às vezes, até por displicências dos
próprios pacientes. Vamos, por isto, condenar a Medicina?
-
O sangue dos próprios pacientes, coletado previamente, não ofereceria os
alegados riscos.
CONCLUSÃO
Se as TJ
se derem ao trabalho de raciocinar com suas próprias cabeças à base da
Bíblia; se deixarem de permitir que seus líderes continuem mandando em suas
consciências por chantageá-los com o Armagedom, caso não sigam tintim por
tintim suas esdrúxulas interpretações da Bíblia; se deixarem de crer que a
salvação consiste em filiar-se à “organização” chefiada pelos seus
incoerentes e autoritários líderes, os quais arrogantemente alegam ser o
único canal de comunicação de Deus, etc; desfrutarão da promessa registrada
em Jo 8.32 “E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”.
Preferir
a morte a fazer uma transfusão de sangue não é heroísmo, e sim, suicídio. E,
como sabemos, os suicidas não herdarão o Reino de Deus. Portanto, cuidado
meus amigos TJ!
Cada pessoa pode e deve decidir por si mesma se aceita ou não este ou aquele
outro tratamento médico. Portanto, a ditadura dos líderes das TJ deveria
levar nossas autoridades a tomarem medidas mais enérgicas e preventivas
quanto a isso, especialmente em defesa das crianças e adolescentes.
Inicialmente os líderes das TJ não faziam
carga alguma contra o serviço militar e até pronunciavam a favor do mesmo.
Senão, vejamos os três exemplos abaixo:
a)
“Nada deveria perturbar nossas
consciências ao alistar-nos no Exército...”
(The Watchtower,
15/04/1.903, página 120).
b)
“Note que não há nas Escrituras
nenhum mandamento que proíba o serviço militar”
(The Watchtower, 01/08/1.898, página 231).
c)
“... Se alguém quer entrar no
serviço militar quer seja para combater ou não, isso é para ele decidir e
ninguém deve tentar influenciá-lo...”
(revista Consolação [conhecida atualmente pelo nome de Despertai!], nº 87,
de janeiro de 1.941, páginas 13 e 14).
Depois de algumas décadas de apoio ao
militarismo, os chefes das TJ se retrataram da postura acima, passando então
a ensinar que as TJ deviam se opor ao serviço militar, combatente ou não,
“por razões de consciência” (Seja Deus Verdadeiro, página 228, parágrafo
6, edição de 1.949). A partir daí as TJ foram proibidas de exercer qualquer
função que implique em portar armas, como é o caso dos militares, seguranças
de bancos etc. A revista Veja de 10/02/1.988 registrou que muitos jovens,
integrantes da seita das TJ, tiveram suas cidadanias cassadas por terem
recusado prestar o serviço militar obrigatório, alegando para tanto, razões
de consciência.
Sabemos que a Bíblia pronuncia favorável
ao serviço militar, chegando a dizer até que as autoridades vem de Deus e
que este as instituiu para punir os malfeitores ao fio de espada. E ainda
nos aconselha a sermos fiéis no pagamento de nossos impostos, para deste
modo mantermos o ideal militar (Rm 13.1-8). E, como vimos, a esta conclusão
os líderes das TJ aquiesceram durante décadas. Mas, como se retrataram, é de
se esperar que tenham arranjado uma “explicação” para Rm 13.1-8. E eles o
fizeram realmente. Começaram então a dizer que as autoridades mencionadas
neste trecho da Bíblia são Jeová Deus e Seu filho Jesus Cristo. Eis a prova:
“...Portanto, as ‘autoridades superiores’ que o apóstolo aqui menciona
são Jeová Deus e Cristo Jesus...” (Seja Deus Verdadeiro, página 242, §
25, edição, 1955).
Custa-nos crer que os líderes das TJ
criam nessa interpretação, pois o texto em apreço diz categoricamente que
tais autoridades “vem de Deus”, “foram ordenadas por Deus” (Rm
13.1,2), são “ministros de Deus” (Rm 13.4) e, como diz a “bíblia”
das TJ, “são servidores públicos de Deus” (Rm 13.6). Ora, se as
autoridades aludidas em Rm 13.1-8 fossem Deus e Seu Filho Jesus Cristo, como
os guias das TJ inculcaram em suas vítimas durante muitos anos, poderíamos
dizer então que Deus vem de Deus e é ministro de Deus. Ora, Deus vem de Si
mesmo? É Deus ministro de Si próprio? Obviamente ninguém consegue ser tão
mau intérprete. E isso prova que os líderes das TJ não são sérios, mas sim
fraudulentos. Eles sabem que estão enganando os ingênuos que neles confiam.
Atualmente os guias das TJ retiraram o
que disseram sobre Rm 13.1-8. As autoridades aí mencionadas são, agora, os
governos políticos: “Comentando a atitude que o cristão deve ter para com
os governos políticos, o apóstolo Paulo disse: ‘Toda alma esteja sujeita às
autoridades superiores, pois não há autoridade exceto por Deus’ (Romanos
13.1)” (A Verdade Que Conduz à Vida Eterna, página 157, parágrafo 3,
edição de 1.968).
As autoridades referidas no texto em
lide, não são somente os governantes, mas também os policiais e outros
servidores públicos incumbidos de manterem a ordem pública e a soberania da
nação. A evidência disso está em Rm 13.4, que diz que tais autoridades não
trazem a espada em vão.
Interpretando erradamente as passagens
bíblicas que nos exortam ao amor, os guias das TJ criaram um amor
irresponsável que não pode punir os malfeitores e, à base disso, proibiram
os seus discípulos de exercerem qualquer função que implicasse em portar
armas. Mas, ao fazerem isso, perceberam que Rm 13.1-8 não os apoiava. Porém,
preferiram manter suas heresias, dando a este trecho da Bíblia uma
interpretação absurda, a pregarem a verdade. Depois perceberam que estavam
se expondo ao ridículo com tal “explicação” e se retrataram, não da
proibição do ingresso de seus seguidores nas Forças Armadas, mas da
afirmação de que as autoridades referidas no texto que ora consideramos,
sejam Jeová e Seu Filho Jesus.
A respeito do serviço militar, as coisas
começam a mudar novamente entre as TJ. Antigamente, nem o serviço
alternativo era permitido; mas em 1996, na revista A Sentinela, de 01
de maio, página 19, parágrafo 15, os líderes das TJ afirmaram que “quando
o cristão mora num país que não concede eximição” do serviço
alternativo, que o mesmo deve“fazer uma decisão pessoal, seguindo a sua
consciência...”. Deste modo, o que antes era inteiramente liberado e até
incentivado, mas tornou-se mais tarde expressamente proibido em qualquer
hipótese, atualmente é uma questão pessoal ou de foro íntimo, na qual os
“mestres” das TJ não querem se meter.
À luz da Bíblia (Romanos 14, por
exemplo), realmente existem questões de foro íntimo, sobre as quais podemos
divergirmos e ao mesmo tempo caminharmos juntos para o Céu. Mas só podem
pertencer ao conjunto dessas questões, assuntos banais, de somenos
importância que, portanto, não implicam na salvação. Quando o assunto é de
vida ou morte, isto é, de salvação ou perdição, não podemos transigir com
quem quer que seja, sob pena de sermos condenados. Os líderes das TJ também
pensam assim, já que desassociam da agremiação religiosa deles, os que
persistirem na prática do roubo, do adultério, do homossexualismo, do
homicídio etc. Ora, o fato de os líderes das TJ permitirem atualmente que
seus concrentes ingressem no militarismo, prova que eles já não vêem mais
este assunto, como pecado contra Deus. E, assim sendo, deviam pedir perdão
às TJ que foram torturadas e trucidadas nos países que não concedem isenção
do serviço militar.
Porque os militares às vezes têm que
matar, quer em defesa da soberania nacional, quer para manutenção da ordem
pública, os instrutores das TJ fizeram ecoar em todos os rincões do mundo
que os evangélicos e outros religiosos estão manchados de sangue, como já
sabemos. Nós ouvimos as TJ dizerem repetidas vezes que nossas igrejas são do
diabo, visto que não excluímos do rol de membros das mesmas, aqueles que
dentre nós se tornam bravos policiais, chegando mesmo a executar a tiros os
que, à mão armada, reagem à voz de prisão. Todavia, podemos apanhá-los em
seus próprios argumentos, considerando que se assim é, pelo menos até à
década de quarenta do século vinte, ainda não existia no mundo a religião
verdadeira, já que até então, eles também não faziam carga alguma contra o
serviço militar. Teríamos que admitir então que eles eram do diabo; depois
deixaram de ser de Satanás durante um período aproximado de 50 anos; e que,
a partir de 1996, eles passaram a ser metade de Deus e metade do diabo,
posto que, desde então, eles aceitam o serviço militar com restrições.
Mesmo enquanto os chefes das TJ pregavam que o cristão não pode ser militar
em hipótese alguma, baseando essa doutrina no fato de Deus haver dito
“não matarás”, eles pronunciaram favoráveis à pena capital, chegando
mesmo a dizer que a falta da pena de morte é o motivo do aumento da
violência e do crime. Por exemplo, sob o cabeçalho “Como encaram as
testemunhas de Jeová a pena capital?”, o Corpo Governante argumenta:
“As testemunhas cristãs de Jeová aderem ao que as Escrituras Sagradas
apresentam como sendo o conceito de Deus sobre a pena capital. Reconhecem
que Jeová Deus, como Criador do homem, tem o direito absoluto de estabelecer
leis, que precisam ser obedecidas se se quer continuar a usufruir a vida.
Concordemente, quando Jeová decide que certas pessoas merecem a pena de
morte, por sua persistente prática do pecado, ele pode de direito tirar-lhes
a vida [...].
“Visto
que Jeová Deus é Legislador, Juiz e Soberano Supremo, ele pode também
delegar a outros a autoridade de executar os violadores da lei [...]. Por
exemplo, depois do dilúvio dos dias de Noé, ele autorizou que homens
executassem a pena capital pelo assassinato deliberado. Lemos: ‘Quem
derramar o sangue do homem, pelo homem será derramado o seu próprio sangue,
pois à imagem de Deus fez ele o homem.’ (Gên. 9:6) A autoridade humana, ao
executar o assassino, agiria como ‘ministro de Deus, vingador para expressar
furor para com o que pratica o que é mau’. — Rom. 13:4.
“[...]
não há base bíblica para se dizer que os governos são condenados por
aplicarem a pena de morte aos assassinos. O conceito de Deus é que aquele
que tira deliberadamente a vida de alguém perde o direito à sua própria
vida. Hoje, porém, muitos governos abandonam o conceito de Deus sobre a
pena capital, o que, sem dúvida, contribui para o aumento do crime e da
violência” (A Sentinela, de 01/ 02/ 1973, página 96. Grifo
nosso).
Ora, pronunciar contra o serviço militar
à base do não matarás, e ao mesmo tempo defender a pena capital, não é
discrepante?
CONCLUSÃO
A insegurança com que as TJ tratam da
questão militar, prova que não merecem crédito. Afinal de contas, é ou não é
pecado ser militar? E quem são as autoridades de Rm 13.1-8? São Jeová e Seu
Filho Jesus Cristo? Ou são os governantes deste mundo?
Estude, pesquise e tire suas próprias
conclusões. Se estas não coincidirem com as dos líderes das TJ, não traia a
sua consciência! Seja você mesmo! Tenha personalidade! Liberte-se! (Jo
8.32).
As considerações que aqui tecemos quanto
à postura das TJ em relação ao militarismo, são preliminares, quando
comparadas com a nossa obra intitulada As Testemunhas de Jeová e o
Militarismo. Se você deseja adquiri-la, queira contatar-nos. Nessa obra
mostramos com irrefutáveis argumentos calcados na Bíblia, que as autoridades
não pecam contra Deus, quando, no legítimo desempenho de suas funções como
guardiãs da ordem e da soberania do Estado, executam os oponentes.
As palavras originais, traduzidas por
“Inferno” nas nossas Bíblias, são quatro:
1ª) Seol.
Esta palavra é hebraica e significa “o mundo dos mortos e abismo”;
2ª) Hades.
Este vocábulo grego equivale a Seol;
3ª) Geena.
Esta palavra grega tem dois significados, sendo um literal e outro
figurativo ou simbólico. A definição ao pé da letra é Vale de Hinom, um vale
de Jerusalém. E o significado simbólico é lugar de suplício eterno.
Corresponde ao lago de fogo onde serão lançados no Dia do Juízo Final o
diabo, os demônios e todos os humanos que se perderem;
4ª) Tártaros.
Este termo também é grego e, segundo a Pequena Enciclopédia Bíblica, da
Editora Vida, significa “o mais profundo abismo do Hades”;
Os líderes das TJ, no seu inglório afã de
provarem a inexistência do Inferno, arranjaram para as palavras Seol, Hades,
Geena e Tártaros, “definições” que colidem com a Bíblia e com o bom senso.
Na ótica deles, estas palavras não designam lugares, mas sim, condições.
Dizem que ir para o Seol ou Hades significa morrer com direito à
ressurreição. Concordam que o vocábulo Geena possui dois significados, sendo
um literal e outro simbólico. Aquiescem que a definição literal desta
palavra é Vale de Hinom, um vale de Jerusalém, mas afirmam que a definição
simbólica é morrer sem direito à ressurreição.
Quanto ao que dizem da palavra Tártaros,
veremos no final deste capítulo.
Da exposição supra, certamente está claro
que as TJ crêem que à morte não se vai para o Paraíso Celestial, nem
tampouco para o Inferno, mas tão-somente deixa de existir. Afirmam as TJ que
dos mortos que voltarão a existir, já que serão ressuscitados, pode-se dizer
que estão no Seol ou Hades. E que daqueles que se perderam, isto é, dos que
não voltarão à existência, visto que Jeová não pretende ressuscitá-los,
pode-se afirmar que estão na Geena. Seol e Hades são, portanto, segundo
pensam as TJ, a condição de graça na qual estão os mortos que Jeová, por sua
benignidade imerecida, irá ressuscitar. E Geena é o contrário disso. Essa
crença levou os líderes das TJ a afirmarem no capítulo 8 do livro intitulado
Seja Deus Verdadeiro, o seguinte: “Inferno, Lugar de Descanso em
Esperança”.
Dissemos que o que as TJ dizem dos
vocábulos originais traduzidos por Inferno nas nossas Bíblias, está errado.
Crendo que podemos provar isto, apresentamos os argumentos abaixo:
1º) O Sl 9.17 diz
que os ímpios e todas as gentes que se esquecem de Deus serão lançados no
Seol. Ora, se Seol é essa maravilha toda, à qual nem todos têm direito, mas
somente aqueles a quem Jeová agraciar (como o crêem as TJ), tornemo-nos
ímpios e esqueçamos de Deus, para que Ele nos agracie também. Ridículo, você
não acha?;
2º) segundo Pv
7.27; a casa da adúltera é caminho que conduz ao Seol. Isto seria ilógico se
Seol fosse o que as TJ pensam.
3º) de acordo com
Pv 23.13-14, os pais devem educar seus filhos, até mesmo fustigando-os com
varas, a fim de livrá-los do Seol. Ora, se o Seol fosse a sorte dos
agraciados por Deus, por que os pais deveriam se esforçar para livrar
seus filhos do Seol? Como sabemos, o verbo “livrar” significa isentar-se de
mal ou perigo. E que mal ou perigo haveria no Seol, se as TJ estivessem
conceituando o vocábulo Seol corretamente?
4º)Tudo que
dissemos acima acerca do Seol, pode ser dito a respeito do Hades, pois como
já vimos, nós e as TJ concordamos que Seol e Hades são termos equivalentes
entre si. Logo, nenhum exemplo precisaria ser dado para demonstrarmos que
Hades não é o que as TJ supõem. Contudo, para reforçarmos o que já dissemos
em refutação ao que as TJ dizem a respeito do Seol, vejamos Mt 11.23: “E
tu, Cafarnaum, porventura serás elevada até o Céu? Até o Hades descerás...”
Segundo o contexto deste versículo (Mt 11.20-24), os habitantes de
Cafarnaum, tão rebeldes quanto os de Corazim e Betsaida, não creram em
Cristo nem mesmo vendo-o, ouvindo-o e presenciando seus estupendos milagres,
por cujo motivo Jesus os qualificou como piores do que os habitantes de
Tiro, Sidom e Gomorra, os quais foram severamente punidos por Deus, como
expressão de Sua justiça. À base disso, Jesus bateu o martelo, asseverando
que os cafarnaunenses seriam abatidos até o Hades. Ora, Cristo teria
incentivado ao pecado, prometendo retribuir a incredulidade e a
desobediência com bênçãos, se o Hades fosse o que as TJ dizem ser. Atentemos
para o fato de que o texto em apreço não nos passa a idéia de que os
cafarnaunenses iriam para o Hades, apesar do pecado, mas sim, por
causa do pecado. Logo, o Hades, neste caso, não pode ser uma coisa boa.
Sim, visto que o pecado não pode ser causa de bênçãos. Deus, por Sua
bondade, pode até nos abençoar, a pesar dos nossos pecados; mas jamais fará
do pecado, motivo de bênção. Cristo teria, pois, sido incoerente, se as TJ
não estivessem enganadas sobre o que dizem do Hades.
Bem, provamos com sólidos argumentos que
o Seol ou Hades não pode ser o que as TJ pensam, mas elas nos retrucam com
um argumento tão ardiloso, que tem impressionado muitas pessoas. Trata-se do
seguinte: Alegam as TJ que Seol ou Hades não pode significar um lugar de
fogaréu, onde os ímpios são atormentados, visto que Jacó, além de crer que
José havia ido para esse lugar, afirmou que ele também iria para lá um dia (Gn
37.35); o justo Jó desejou ir para o Seol (Jó 14.13) e o próprio Cristo
esteve lá (Sl 16.10; At 2.27; Ef 4.9; 1 Pe 3.18-20). Contudo, esse
raciocínio não é tão consistente como aparenta, pois se fundamenta numa
falsa base, a saber, as TJ desconhecem o que os compêndios teológicos
evangélicos dizem destes vocábulos. A opinião predominante entre os teólogos
evangélicos é que Seol ou Hades significa, não um lugar de tormento, mas
sim, o mundo dos mortos. É que esse lugar é dividido principalmente em duas
partes, sendo uma boa e outra ruim. Do lado ruim ficam os ímpios, e do lado
bom ficavam os salvos do Antigo Testamento, os quais, a partir da ascensão
de Jesus, passaram a ocupar o Paraíso Celestial (Sl 68.18; Ef 4.8; 2 Co
5.1-9; Fp 1.21-26; Ap 6.9-11; At 7.59 etc.).
A Ilha Grande, distrito de Angra dos
Reis/RJ, é um lugar maravilhoso, mas havia lá um presídio de segurança
máxima, onde ficavam criminosos de alta periculosidade. Por estes motivos um
bandido podia dizer: “Não me levem para a Ilha Grande!” E um turista
exclamava: “Passarei as minhas férias na Ilha Grande!”. Tal se dava
porque na boca do bandido, a expressão “Ilha Grande” significava o presídio
que lá havia. Porém, na concepção do turista, a mesma expressão significa a
Ilha Grande em si, com toda a exuberante beleza natural que ela ostenta. É
por isso que o Sl 9.17 afirma que o Seol é o lugar dos ímpios, enquanto Jacó
e Jó referem-se a esse lugar como a sorte dos justos. É que o Sl 9.17 trata
do lado ruim do Seol, enquanto Jacó e Jó têm em mente a parte boa desse
lugar.
Alguns poucos teólogos, bem como alguns
tradutores da Bíblia, pensam que a palavra Seol pode significar sepultura,
dependendo do contexto. Este é o motivo pelo qual às vezes Seol é vertido
por sepultura em nossas Bíblias em português, como em Gn 37.35 e Jó 14.13.
Este autor, embora respeite os que pensam assim, não comunga da mesma idéia.
Cremos que a razão está com os teólogos que sustentam que o Seol não
significa sepultura em hipótese alguma, como o fazem os pastores N. Lawrence
Olson e Raimundo F. de Oliveira que, respectivamente asseveram:
1º) “... Embora haja grande diferença
de sentido entre a palavra ‘queber’ e a palavra ‘Seol’, certas versões das
Escrituras têm feito confusão entre as mesmas... Existe um só ‘Seol’, mas há
muitos ‘queberes’... Concluímos... que ‘queber’...significa sepultura, que
acolhe o cadáver, enquanto o ‘Seol’ acolhe o espírito do homem...” (OLSON,
Lawrence. O Plano Divino Através dos Séculos. Rio de Janeiro: CPAD. 8
ed. 1986. p. 182-183);
2º)“...É verdade que a palavra
hebraica ‘Sheol’ algumas vezes está traduzida como ‘sepultura’ em algumas de
nossas Bíblias em português, mas isso se dá por força duma tradução
equivocada” (OLIVEIRA, Raimundo F. de. Seitas e Heresias, Um Sinal
dos Tempos. Rio de Janeiro:CPAD. 9 ed. 1994 p. 96).
Que as TJ realmente pregam que o Seol é
uma condição, e não um lugar, pode ser visto à página 96 de Seja Deus
Verdadeiro, edição de 1.955, onde seus líderes registraram o seguinte:
“... sheol ou ha’des significam a sepultura comum da humanidade, uma
CONDIÇÃO onde os humanos, bons e maus, irão descansar na esperança de
uma ressurreição sob o reino de Deus” (grifo nosso). Esta transcrição
deixa claro que quando as TJ chamam o Seol de “sepultura comum da
humanidade” elas não estão se referindo às covas feitas para acolher
cadáveres, visto que elas informam textualmente que usam esta palavra com o
significado de CONDIÇÃO. Todavia, para que não haja mais dúvida alguma
quanto a isso, informamos que são delas estas palavras: “...A palavra
hebraica she’óhl e seu equivalente em grego haídes não se referem a um lugar
individual de sepultamento...” (Raciocínios à Base das Escrituras,
página 191, edição de 1.985).
À página 1.646 da TNM de 1.986, os
líderes das TJ fizeram constar “que o Seol é o lugar (não uma
condição) que pede ou exige todos sem distinção, ao acolher os mortos da
humanidade”. Contudo, essa retratação (ou contradição?) é apenas
parcial, já que elas continuam crendo que uma parte dos mortos está no Seol,
e a outra na Geena. Senão, vejamos: “... Isso não significa que toda
pessoa será ressuscitada. A Bíblia mostra que Judas Iscariotes, que traiu a
Jesus, não será ressuscitado. Por causa de sua maldade proposital, Judas é
chamado de ‘filho da destruição’. (Jo 17.12). Ele foi para a simbólica
Geena, da qual não há ressurreição (Mt 23.33). Pessoas que
propositalmente praticam o que é mau após conhecerem a vontade de Deus
talvez estejam pecando contra seu espírito santo. (Mt 12. 32; Hb 6.4-6;
10.26,27). Contudo, visto que Deus é o Juiz, não há razão para tentarmos
descobrir se certas pessoas más do passado ou do presente serão
ressuscitadas ou não. DEUS SABE QUEM ESTÁ NO HADES E QUEM ESTÁ NA GEENA...”
(Poderá Viver Para Sempre no Paraíso na Terra, página 171, parágrafo 16,
edição de 1.989, grifo nosso).
O título
do capítulo 8 de um dos livros das TJ intitulado Seja Deus Verdadeiro
é: “INFERNO, LUGAR DE DESCANSO EM ESPERANÇA”. Em flagrante
contradição, o parágrafo 13 deste capítulo diz: “Mas não estão Satanás
... e seus demônios no Inferno alimentando os fogos e tornando o lugar
insuportável para os que se encontram ali? Isto é o que ensina o clero da
Cristandade, mas talvez surpreender-se-á ao saber que o Diabo nunca esteve
em tal lugar. O servo humano do Diabo, o rei de Babilônia, foi condenado a
ir ao Inferno, o Inferno da Bíblia. Mas Satanás, o Diabo, que se fez de si
mesmo Lúcifer na sua organização é aquele de quem se fala sob a figura do
“rei de Babilônia” nas seguintes palavras: ‘O Inferno desde o profundo se
turbou por ti, para te sair ao encontro na sua vinda; despertou por ti os
mortos, e todos os príncipes da terra, e fez levantar dos seus tronos a
todos os reis das nações’ (Is 14.9 Al). Se o Diabo estivesse ali
constantemente, como poderia ter-se turbado o Inferno para recebê-lo?
Somente porque, como fala dele profeticamente o verso 15 (Al) ‘levado serás
ao Inferno, ao mais profundo do abismo’. É claro, pois, que Satanás ali
irá pela primeira vez por ocasião da Batalha do Armagedom para encontrar-se
com os mortos. Assim o Inferno, neste caso, corresponde ao abismo onde
será lançado e amarrado por mil anos, Ap 20:1-3, 7” (Grifo nosso)
Basicamente não discordamos do texto
acima transcrito, pois está quase que em perfeita harmonia com as Escrituras
Sagradas. Mas podemos ver mais uma vez o quanto as TJ são incoerentes, pois
enquanto tentam provar que o Seol significa sepultura, e que os mortos não
estão, nem no Inferno e nem no Paraíso, mas inconscientes nos sepulcros,
dizem que o Inferno (Seol, no original hebraico), do qual nos fala Isaías no
capítulo 14, versículo 15, e no qual o diabo será lançado, é o abismo, do
qual nos fala Ap 20.1-3, 7, onde o diabo estará preso durante mil anos; e
que então ele, o diabo, encontrará lá com os mortos. Ora, se já disseram que
o Seol é sepultura e que os mortos estão inconscientes nos túmulos, por que
dizem, agora, que o Seol de Isaías 14.15 é o abismo de Ap 20.1-3, 7, onde o
diabo será lançado, e que ao chegar lá ele encontrará com os mortos? Se os
mortos estão inconscientes nos sepulcros, como que o diabo os encontrará lá
no abismo? Aqui as TJ entram num beco sem saída, pois o Seol de Isaías 14.15
não pode ser uma sepultura literal (sepultar o diabo?) e muito menos “uma
condição de esperança, à qual nem todos têm direito, mas somente os que
forem contemplados por Deus”, como erroneamente o supõem as TJ. Condição
de esperança para Satanás? Nós e as TJ cremos não ser este o caso.
Talvez as
TJ digam que sendo a sepultura algo indesejável, Deus comparou a uma
sepultura o lugar onde o diabo será lançado. Mas, respondam-nos os líderes
das TJ: Seol é sepultura, ou é uma “condição de esperança”? Recordamos que
em o livro Seja Deus Verdadeiro, cap. 8, § 23, escrevem os líderes
das TJ: “Seol ou Hades significam a Sepultura comum da humanidade, uma
condição onde os humanos, bons e maus, irão descansar na esperança de uma
ressurreição sob o Reino de Deus.” Perguntamos: Então o diabo irá
descansar na esperança de uma ressurreição sob o Reino de Deus? Ou será
sepultado? É ao ser lançado na sepultura que ele (o diabo) encontrará com os
mortos, os quais se turbarão com sua chegada? Quem está inconsciente no
sepulcro se turba com a chegada de mais um?
Os
líderes das TJ perceberam que dariam muito na vista se dissessem que o Seol
de Is 14.15 é uma “condição de esperança na qual descansam os justos ”,
porquanto é muito irracional dizer que o diabo irá “descansar na
esperança...”. Igualmente ridículo seria dizer que, neste caso, Seol
equivale a sepulcro literal, pois como enterrar espírito?. Por este motivo
eles disseram: “Assim, o Inferno, neste caso” (estão querendo dizer
que, neste caso, a palavra Seol fugiu à regra), “corresponde ao abismo
onde” (o diabo) “será lançado e amarrado por mil anos”.
Bem, esse
emaranhado das TJ nos leva às seguintes conclusões:
1ª)
se o Seol é um lugar de descanso, e o diabo será levado para lá durante o
Milênio (como a Bíblia o diz e as TJ não negam), então Deus vai dar mil anos
de descanso ao diabo;
2ª)
se o Seol é uma condição de esperança, onde os mortos agraciados por Deus
descansam na esperança de uma ressurreição sob o Reino de Deus (como o crêem
as TJ), então o diabo irá morrer e descansar na esperança de uma
ressurreição sob o Reino de Deus. Ele (o diabo) terá, pois, também uma
oportunidade de salvação, já que as TJ ensinam que ir para o Seol é morrer
com direito à ressurreição para, deste modo, ter uma chance de salvação;
3ª)
se o Seol é o abismo onde o diabo estará preso durante o Milênio, como a
Bíblia o diz e as TJ não negam, como acima demonstramos, então nós, os
evangélicos, estamos certos por acreditarmos que há um lugar literal chamado
Seol;
4ª)
se o diabo, ao chegar no lugar chamado Seol (como a Bíblia o diz e as TJ não
negam), encontrará lá com os mortos, os quais se turbarão com a chegada dele
(novamente como a Bíblia o diz as TJ não negam), então os mortos não estão
inconscientes nos sepulcros, e sim lúcidos no Seol;
5ª)
já que o Seol dos líderes das TJ tem mil e uma utilidades, não é
razoável dar-lhes crédito, visto saltar aos olhos que eles não estão falando
coisa com coisa.
Na
realidade, o vocábulo Seol não tem essas definições que os líderes das TJ
lhe dão. Mas, aproveitando a deixa, perguntamos: Se o Seol de Is 14.15 é o
abismo mencionado em Ap 20.1-3,7, onde o diabo será preso durante mil anos,
por que o Seol do qual trata o Sl 9.17, Pv 23. 13-14 e Gn 37. 35 não pode
significar esse mesmo lugar?
O Seol
“camaleão” dos chefes das TJ recebe várias “cores”; menos, porém, a “cor”
bíblica, pois o mesmo não está num ambiente cristão.
Teólogo de renome, o Pastor e Missionário N. Lawrence Olson, de saudosa
memória, fez constar de seu livro O Plano Divino Através dos Séculos,
que Seol nunca significa sepultura, e se localiza “no coração da terra”,
“abaixo da terra”, “nas profundezas.” Cremos que o Reverendo
Lawrence dispunha de razões sobejas para se expressar assim. Vejamos, pois,
algumas das muitas passagens bíblicas que, a nosso ver, corroboram com a
posição defendida pelo saudoso Pastor.
1ª)
A Bíblia diz que o Seol está embaixo, Pv 15.24;
2ª)
A Bíblia diz que a sabedoria de Deus é “mais profunda” do que o Seol,
Jó 11.8. Sendo portador de tão excelsa sabedoria, certamente só o mais
profundo dos abismos serviria para ser contrastado com Sua sabedoria.
Obviamente não seria razoável dizer que Deus é tão sábio, que Sua sabedoria
é mais profunda do que um buraco de sete palmos de profundidade. Sim, pois
que maravilha haveria nisso? Se assim fosse, nem tão profunda seria Sua
sabedoria;
3ª)
Provérbios 9.18 nos fala das “profundezas do Seol”;
4ª)
Em Nm 16.30,33 somos informados acerca de alguns murmuradores que
“desceram vivos ao Seol.” Ora, se ir para o Seol significasse
simplesmente a condição na qual estão os mortos que Deus pretende
ressuscitar, como poderia alguém descer vivo ao Seol? Como descer vivo à
condição de morto? Aliás, que haveria de estupendo nisso, digno de nota, já
que, naturalmente, só os vivos podem morrer? Quem não sabe que só os vivos
podem morrer? Logo, este texto também confirma que o Seol está embaixo;
5ª)
Em Am 9.2 encontramos Deus asseverando que o homem não se furta ao Seu
juízo, nestes termos: “Ainda que cavem até ao Inferno” (Seol no
original), “a minha mão os tirará dali...” Ora, como cavar até o Seol,
se Seol fosse sepultura? Cavar a sepultura é possível, mas cavar até à
sepultura é inadmissível, visto que a sepultura não fica oculta no interior
da terra, já que vai do solo ao fundo da cova. De igual modo, não se poderia
cavar até ao Seol se este fosse uma condição. Como cavar até a uma condição?
Deste modo, o texto em apreço também ratifica que o seol está embaixo e que
é um lugar literal;
6ª)
O apóstolo Paulo disse que Cristo “desceu às partes mais baixas da
terra”. Obviamente não se refere aqui à sepultura, já que todos nós
conhecemos depressões bem mais profundas. A TNM tenta esconder isto,
vertendo este versículo assim: “...desceu às regiões mais baixas, isto é,
à terra?”. Assim esconde-se dos que não têm acesso ao original, que
Cristo desceu ao lado bom do Hades, onde fez companhia ao ex-ladrão, durante
três dias, conforme prometera em Lc 2.43. Deste modo a TNM dá mais um
exemplo de fraude. Felizmente, a grande maioria dos tradutores da Bíblia
mantém que Cristo desceu às partes mais baixas da terra, retendo a
idéia de que a alma de Jesus desceu ao mundo dos mortos.
Cremos que os seis exemplos acima apreciados, provam cabalmente que o Seol
está embaixo. Ora, sabemos que a Terra, além de ser relativamente redonda,
paira no Espaço, o que nos impossibilita de determinarmos os seus lados
superiores e inferiores, senão arbitrariamente. Portanto, se o Seol está
embaixo, sua localização não pode ser, senão o centro da Terra. Este está
sempre embaixo, na ótica dos que estão no solo.
A
localização do Seol ou Hades, não é relevante, visto não possuir valor
salvífico. Contudo, se é tema bíblico, não é supérfluo; sendo, pois, um
assunto digno da nossa atenção. No nosso caso, este assunto só é abordado
aqui porque cremos que os trechos bíblicos que falam de sua localização
provam que ele é literal, não sendo, pois, uma condição em hipótese
alguma.
Como já sabemos, a palavra original traduzida por “Inferno” em Mt 23.33, é
Geena. Jesus asseverou que só Deus pode lançar na Geena (Lc 12.4-5; Mt
10.28).
As TJ dizem que por ser Deus o único juiz, não cabe a nós apontarmos quem
está ou não na Geena. E acrescentam que os mortos para os quais não há mais
esperança de salvação, como Judas Iscariotes, os que blasfemaram contra o
Espírito Santo e outros, estão na Geena. E, como já sabemos, estar na Geena
é, na opinião delas, estar morto sem direito à ressurreição. Porém, Jesus
disse em Mt 12.36 que no Dia do Juízo os homens terão que prestar conta de
todas as suas palavras frívolas. Isto, comparado com o
versículo 32 que nos diz que a blasfêmia contra o Espírito Santo é
imperdoável, nos permite compreender que os que blasfemaram contra o
Espírito Santo, terão que responder por seus atos. E, se terão que responder
por seus atos, então vão existir, já que um ser inexistente não pode ser
responsabilizado por coisa alguma. Ora, se existisse a Geena das TJ, o morto
que blasfemara contra o Espírito Santo, estaria na tal Geena
inevitavelmente. Mas, por dizer Jesus que todos vão responder por suas
palavras fúteis (o que inclui a blasfêmia contra o Espírito), salta aos
olhos que não há ninguém extinto uma vez por todas, como pregam os líderes
das TJ; o que prova cabalmente que o vocábulo Geena não significa o que as
TJ pensam.
O ex-TJ
Aldo Menezes, nos falou pessoalmente, e depois ratificou à página 258 de seu
livro intitulado Porque Abandonei as Testemunhas de Jeová, 1ª edição de
2002, Editora Vida, que as TJ crêem que ao morrer, os injustos vão para o
Seol, ao passo que os iníquos (ímpios nas Bíblias evangélicas), vão para a
Geena. Se as TJ confirmarem esta afirmação, podemos citar novamente o Sl
9.17, para demolir mais um castelo de areia dessa seita. É que este texto
bíblico promete o Seol aos iníquos. Veja, pois, o Sl 9.17 na TNM. Ora, se
todos os que foram para o Seol serão ressuscitados, e os iníquos estão no
Seol, então eles também ressuscitarão. Além disso, o Corpo Governante
precisa voltar a pregar que o povo de Sodoma destruído por Deus numa chuva
de fogo, há de ressuscitar, pelas seguintes razões:
a) já que a Bíblia
afirma que os cafarnaunenses, declarados por Cristo como piores do que os
sodomitas, ressuscitarão, visto ter dito o Senhor que eles (os
cafarnaunenses) foram para o Hades, como já vimos. E relembramos que ir para
o Hades é, segundo o Corpo Governante, o mesmo que morrer com direito à
ressurreição;
b) ora, já que os
cafarnaunenses, declarados por Cristo como piores do que os
sodomitas, ressuscitarão para terem sua chance de também herdarem a vida
eterna, certamente os sodomitas também terão a mesma bênção
Em
Jo 5.28,29 podemos ler o que se segue: “...todos os que estão nos
sepulcros ouvirão a sua voz. E os que fizeram o bem sairão para a
ressurreição da vida; e os que fizeram o mal para a ressurreição da
condenação.” Se alguns dos mortos estão na Geena das TJ, por que diz
então a Bíblia que todos os que estão nos sepulcros ouvirão ao voz do Senhor
Jesus e sairão; sendo que uns, para a vida, e outros para a condenação? Isto
prova que a ressurreição é para todos.
As TJ “refutam” este argumento que acabamos de apresentar da seguinte
maneira: “A Bíblia não está dizendo que todos os mortos ressuscitarão, mas
sim, que ‘todos os que estão nos sepulcros memoriais
sairão’. A palavra ‘memoriais’, indica que estes mortos estão na
memória de Jeová, isto é, Jeová não se esqueceu deles. Isto significa que
eles não estão na Geena, mas no Hades ou Seol”. Porém, este sofisma é
facilmente detectável e refutável pelas seguintes razões:
1ª)
A
única “bíblia” que contém a palavra memoriais em Jo 5.28 é a das TJ.
Consultamos várias versões e não encontramos esta palavra em nenhuma delas.
A palavra original (gr) traduzida por túmulos memoriais
na TNM é mnemeion. Esta traduçãozinha barata nada mais é que o cúmulo
do absurdo exegético e da tradução descabida;
2ª)
‘Túmulo memorial’ não existe em português. mnemo é, de fato, prefixo
grego de lembrança, mas como substantivo não tem nada a ver com o que as TJ
supõem;
3ª)
A
palavra mnemeion, muda de significado de acordo com a frase, podendo
significar lembrança, urna com restos mortais ou sepulcros. No caso em lide,
significa sepulcro e nada mais. Aliás, qual é o túmulo que não é memorial?;
4ª)
Se
mnemeion fosse o que as TJ disseram acima, o mesmo seria, então, a
referida e suposta condição de esperança, à qual, segundo crêem elas, nem
todos têm direito, que elas dizem ser o mesmo que Hades ou seol, isto é,
estar morto na esperança da ressurreição, como já sabemos. Logo, não seria
um lugar individual de sepultamento, como elas mesmas já definiram os
vocábulos Seol e hades, como já vimos. Porém, como conciliarmos isto com Mt
27.52,53 onde mnemeion se abrem literalmente? Como abrir ao pé da
letra, uma condição de esperança? Porventura, é possível abrir literalmente
a memória de Jeová? Será que não está claro que os mnemeion de Mt 27.52, 53
são sepulcros literais, e não a suposta condição de esperança com a qual
Deus teria contemplado os mortos por Ele agraciados com a promessa da
ressurreição, como o supõem as TJ? Este argumento torna-se mais forte ainda,
quando consideramos que as Tj, baseando-se na sua TNM (que traduz
erradamente os versículos 52 e 53 de Mt 27), não crêem que tenha ocorrido a
ressurreição de alguns dos santos mencionados em Mt 27. 52-53. Elas crêem
que houve um terremoto, sob cujo impacto os corpos dos santos que jaziam
mortos, foram expostos. Não concordamos com esse argumento, naturalmente.
Porém, não estamos, por enquanto, discutindo se houve ou não ressurreição.
Por hora queremos apenas deixar claro que à luz de Mt 27. 52-53, mnemeion é
sepulcro ao pé da letra. Não há nada figurativo aqui. Deste argumento as TJ
não podem discordar, visto que embora elas divirjam de nós quanto à
ressurreição dos mortos aqui considerados, concordam, entretanto, que os
sepulcros abertos com o dito terremoto são túmulos literais. Deste modo
acabamos de provar que mnemeion não é o que as TJ pensam. Para chegarmos a
esta conclusão, usamos o próprio raciocínio delas. Elas também crêem assim.
Pregam os líderes das TJ que Tártaros
também não é um lugar; antes refere-se à condição rebaixada ou decaída na
qual estão os demônios (Poderá Viver para Sempre no Paraíso na Terra, página
95, parágrafo 12). Dizem que 2 Pe 2.4, que afirma que os anjos que pecaram
estão no Tártaros, prova isso, já que eles, embora presos no Tártaros, estão
soltos por aí, como o atestam outros textos correlatos. Esse argumento seria
irrefutável, se as TJ pudessem provar que os anjos que estão retidos no
Tártaros fossem os demônios que zanzam por aí. Mas, o fato de não haver um
só dicionário grego-português que defina Tártaros à moda TJ, somado à
realidade de que os trechos bíblicos que falam dos anjos que estão
encarcerados no Tártaros, ao lado dos que descrevem os demônios soltos na
Terra, podem tão-somente constituir-se em prova de que os anjos rebeldes
mencionados em 2 Pe 2.4, e os demônios, são distintos, isto é, um não é o
outro, torna-se infundado o parecer dos líderes das TJ.
Para se certificar que de fato as TJ
pregam o que dissemos acima, basta consultar o livro delas intitulado Poderá
Viver Para Sempre no Paraíso na Terra, páginas 76-89, 166-172.
Os líderes das TJ julgam facílimo provar
que o Inferno, como um lugar de tormento, não existe, dizendo que Seol,
Hades, Geena e Tártaros são apenas condições. Contudo, vimos que essa
doutrina não resiste a um confronto com as Escrituras.
O que as TJ dizem sobre o Inferno está
mais bem refutado na nossa obra intitulada As Testemunhas de Jeová e o
Inferno. Se você deseja adquiri-la para aprofundar seus conhecimentos sobre
este assunto, queira contatar-nos.
Como vimos na INTRODUÇÃO deste livro, as TJ afirmam que pregar a existência
do Inferno como lugar de tormento eterno, desonra o Deus amoroso. Porém, a
verdade é diametralmente oposta. A severa punição eterna aplicada sobre o
pecado, por si só demonstra quão hediondo crime o pecado é; o que, por sua
vez testifica da magnitude tanto de Deus como de Sua Lei. Sim, isto exibe
com naturalidade a magnificência de Deus, cuja Lei justa, santa e boa não
pode ser ultrajada sem horríveis conseqüências. O pecado, por ser contra
Deus, o qual é infinito em todos os Seus atributos: justiça, santidade,
bondade, etc., é um crime de hediondez infinita que reclama punição infinda.
A extinção do diabo, dos demônios e dos homens que se perderem, seria algum
tipo de misericórdia e afrouxamento da justiça divina, o que só ocorrerá no
dia em que Deus deixar de ser Deus. Mas, como Deus é Deus de eternidade a
eternidade (Sl 90.2), o fogo que se acendeu na Sua ira (Dt 32.22) jamais se
apagará; o que perpetua infinitamente o tormento dos perdidos. Lembremo-nos
que o “juízo será sem misericórdia” (Tg 2.13).
No livro Seja Deus Verdadeiro, as TJ afirmam que a crença na
existência do Inferno é contrária às Escrituras Sagradas, oposto ao amor de
Deus e repugnante à justiça. Contudo, já vimos que elas tiveram que
redefinir as palavras Seol, Hades, Geena, Tártaro e Mnemeion, dando a estes
vocábulos significados que quando não colidem entre si mesmos, chocam
frontalmente com a Bíblia, com o bom senso e com a gramática dos idiomas de
origem destes vocábulos, o que é indício de fraude.
O tormento eterno não é contrário à Bíblia, mas sim à consciência
cauterizada (1 Tm 4.2) dos homens naturais que, por isso mesmo, não podem
compreender as coisas do Espírito de Deus, por lhes parecerem loucura (1 Co
2.14).
As TJ crêem que Deus fará justiça punindo o pecado. O que elas não admitem é
que a punição seja tão severa. Todavia, o castigo do pecado terá a duração
que Deus julgar necessária, e não a que gostaríamos que tivesse. Não nos
deve causar estranheza o fato dos padrões de justiça divina não coadunarem
com os nosso pontos de vista.
Quanto a alegação das TJ de que o tormento eterno é oposto ao amor de Deus,
respondemos que Deus preferiu nos dar Seu Filho Unigênito para nos livrar de
perecermos no Inferno, a diminuir os castigo devido ao pecado. A eternidade
da pena do pecado santifica o nome de Deus, pois evidencia que Ele não
compactuou com o pecado, deixando de puni-lo a altura de seus méritos. Deus
não precisa afrouxar a pena do pecado para demonstrar o Seu amor por nós,
visto que o Seu infinito amor já se descortinou no Calvário (Rm 5.8).
Os horrores do tormento eterno provam o valor do sacrifício de Jesus. A
grandeza de um livramento é proporcional ao perigo do qual se livrou. São
os livramentos das grandes catástrofes que nos deixam grandemente
emocionados. Quando nos livramos de um pequeno inconveniente, não nos
emocionamos muito. Assim podemos perceber quão grande é o livramento que
Jesus nos deu! Ele nos livrou dos horrores eternos! Logo, infinito é o valor
do seu sacrifício por nós. O sacrifício é infinito porque o sacrificado
infinito é, pois se trata do sacrifício do Deus-Homem. Este sacrifício
infinito se fez necessário porque a pena é infinita. A pena é infinita
porque o pecado é crime infinito. E o pecado é crime infinito porque
infinito é o Deus contra o qual se pecou. Este Deus, por ser infinitamente
justo, lavrou uma sentença infinita. E por ser infinitamente bom, provê
salvação infinita, através do sacrifício infinito, a todos os que
arrependidos aceitam a graça infinita. Deste modo, o sacrifício infinito
prova que a pena é infinita, pois do contrário seria desperdício. E a pena
infinita prova o valor infinito do sacrifício de Jesus, pois doutro modo
seria insuficiente, isto é, por não ser correspondente, não substituiria o
pecador; e, portanto, não quitaria a dívida contraída por nós.
Do exposto até aqui, podemos dizer acerca do Inferno o seguinte: 1) o
Inferno existe; 2) é justo que o Inferno exista; 3) a
realidade do Inferno, muito longe de desonrar a Deus, exibe a Sua justiça;
4) A cruz de Cristo é a maior prova da
existência do Inferno, visto que, doutro modo, ela seria supérflua; 5)
Jesus preferiu suportar o “fogo” da crucificação em nosso lugar, a fazer
vista grossa ao pecado, não acendendo o fogo do Inferno.
Enquanto
considerávamos o parecer das TJ acerca do Inferno, vimos claramente que elas
crêem que a alma humana não sobrevive à morte do corpo. O porquê disso é que
as TJ não crêem que o homem “tem” uma alma, e sim, que ele “é” uma alma.
Nós, porém, cremos que o homem, além de ser uma alma vivente, o seu
verdadeiro “eu”, também (e principalmente) chamado alma, é imortal e que,
portanto, sobrevive à morte do corpo.
Esta SEGUNDA PARTE, versando sobre a imortalidade da alma humana, é um
complemento do que dissemos no capítulo anterior, a respeito do Inferno.
Quando se prova biblicamente que o Seol é um lugar, fica subentendida a
imortalidade da alma. Visto que o Seol (ou Hades) seria supérfluo se não
existissem almas para ocupá-lo. Por outro lado, quando provamos à luz da
Bíblia que a alma é imortal, somos impelidos a crer na existência do Inferno
e do Paraíso Celestial. Deste modo, o presente capítulo ratifica o anterior,
e a recíproca é verdadeira.
Devido ao
exíguo espaço que aqui reservamos para este tema, vamos considerá-lo
sucintamente. Dividimos este capítulo em quatro partes, nas quais
consideramos, respectivamente, o que disseram a respeito deste assunto, o
apóstolo Paulo, o Senhor Jesus, e o Patriarca Jacó. Por último vamos
comentar resumidamente alguns dos textos bíblicos distorcidos pelas TJ em
seu inglório afã de “provarem” que a imortalidade da alma humana é crença
pagã.
Aos
filipenses:
Em Filipenses 1.21-26, lemos: “Porque
para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho. Mas, se o viver na carne me
der fruto da minha obra, não sei então o que deva escolher. Mas de ambos os
lados estou em aperto, tendo desejo de partir, e estar com Cristo, por que
isto é ainda muito melhor. Mas julgo mais necessário, por amor de vós, ficar
na carne. E, tendo esta confiança, sei que ficarei e permanecerei com todos
vós para proveito vosso e gozo da fé, para que a vossa glória abunde por mim
em Cristo Jesus, pela minha nova ida a vós”. (ARC – Almeida Revista e
Corrigida).
Agora, passemos à interpretação da
transcrição acima. No versículo 21 o apóstolo Paulo apresenta o seu conceito
acerca da vida. Na opinião dele viver é estar em Cristo. A seguir ele mostra
que na sua opinião, a morte, para o salvo, não representa nenhuma derrota,
sendo até vantajosa. No versículo 22 ele chama o não morrer de viver na
carne, e assegura que se isso lhe concedesse a oportunidade de produzir
frutos, isto é, a oportunidade de fazer obra maior em prol do Reino de Deus,
ele ficaria sem saber o que escolher. Ora, se o NÃO MORRER, ele chama de
VIVER NA CARNE, naturalmente, o morrer é, obrigatoriamente, o contrário
disso. E o contrário de VIVER NA CARNE, só pode ser VIVER FORA DA CARNE. O
contrário de viver é morrer, mas o contrário de viver dentro duma certa
casa, não é morrer, mas sim, viver fora dela. A seguir Paulo diz que estava
em aperto de ambos os lados, mas que desejava “partir para estar com
Cristo”, por ser isto muito melhor. Depois da opção registrada no
versículo 23, ele volta atrás no versículo 24, e decide por “ficar na
carne”, o que equivale a dizer: NÃO FICAR FORA DA CARNE, como já vimos.
Ora, é fácil vermos que o apóstolo rotula o não morrer de “VIVER NA CARNE” e
“FICAR NA CARNE”. E, à morte, ele chama de “PARTIR” e “ESTAR COM CRISTO”.
Finalmente ele deixa bem transparente que o que ele chama de PARTIR E ESTAR
COM CRISTO, não era uma referência ao arrebatamento da Igreja. Senão
vejamos: No versículo 25 ele garante que não ia partir, e sim, ficar e
permanecer com os irmãos, para proveito deles e gozo da fé. Porventura
daquele que não subir no dia do arrebatamento se poderá dizer que ele ficou
para proveito dos irmãos e gozo da fé? Além disso, se Paulo estivesse se
referindo ao arrebatamento da Igreja, ele teria mentido, pois já morreu e,
portanto não permaneceu conosco. Cadê ele? Se ele não estivesse, neste
texto, se referindo à morte e à vida quando disse que não sabia o que
escolher entre viver na carne ou partir; bem como a não morrer tão cedo,
quando disse que optou por ficar na carne, e que, portanto sabia que ia
ficar, ele teria mentido, pois morreu e, portanto, partiu.
As TJ crêem que o apóstolo Paulo
ressuscitou em 1.918 e que ele estava falando disso. Porém, isto só estaria
certo se ele tivesse vivido até 1.918 e então sido arrebatado ao Céu, sem
passar pela morte. A esta conclusão chegarão se derem-se ao trabalho de
raciocinar.
Aqui caem por terra, tanto a opinião dos
adventistas que, pregando o que eles chamam de “sono da alma”, negam a
existência consciente da alma entre a morte e a ressurreição, quanto a das
TJ que, embora negando a imortalidade da alma no Período Intermediário,
crêem que Paulo estava aspirando morar no Céu com Cristo, e que isto ocorreu
a partir de 1.918.
Depois do que já dissemos a respeito do
texto em lide, ainda nos resta considerarmos o versículo 26, no qual Paulo,
depois de dizer nos versículos 24 e 25 que julgava mais necessário por amor
aos irmãos ficar na carne, e que, por conseguinte, sabia que ia ficar, diz,
no versículo 26 o objetivo disto: “Para que vossa glória abunde por mim
em Cristo Jesus, pela minha nova ida a vós”. Está claro que o apóstolo
Paulo está se referindo aí, a não morrer tão cedo, mas “FICAR” com eles por
mais algum tempo, visitá-los novamente e deste modo contribuir para que a
glória dos irmãos abundasse por seu intermédio, em Cristo Jesus. Assim o
texto transcrito e analisado neste tópico prova cabalmente que Paulo chamou
a morte de “partir para estar com Cristo”, o que prova que ele acreditava na
realidade duma existência consciente entre a morte e a ressurreição.
Aos
coríntios:
Primeira
pronunciação: “Porque sabemos que, se a nossa casa terrestre deste
tabernáculo se desfizer, temos de Deus um edifício, uma casa não feita por
mãos, eterna, nos céus. Pois neste tabernáculo nós gememos, desejando muito
ser revestidos da nossa habitação que é do céu, se é que, estando vestidos,
não formos achados nus. Porque na verdade nós, os que estamos neste
tabernáculo, gememos oprimidos, porque não queremos ser despidos, mas
revestidos, para que o mortal seja absorvido pela vida. Ora, quem para isto
mesmo nos preparou foi Deus, o qual nos deu como penhor o Espírito Santo.
Temos, portanto, sempre bom ânimo, sabendo que, enquanto estamos presentes
no corpo, estamos ausentes do Senhor (porque andamos por fé, e não por
vista); temos bom ânimo, mas desejamos antes estar ausentes deste corpo,
para estarmos presentes com o Senhor”. (2Co 5.1-8 - Versão Revisada).
No versículo 1 o apóstolo Paulo chama o
nosso corpo de “casa terrestre deste tabernáculo” e assegura que se ele se
desfizer, receberemos de Deus um edifício, uma casa não feita por mãos (isto
é, não desta criação, ou seja, não feita pelo homem), diz que este edifício
é uma casa eterna, e ainda dá o seu endereço: ela está nos Céus. Ora, quando
é que a “casa terrestre deste tabernáculo se” desfaz? Porventura não
é quando se morre? Paulo não está aqui se referindo ao arrebatamento da
Igreja, visto que no dia do arrebatamento os nossos corpos não serão
destruídos, já que subiremos ao Céu em corpo, alma e espírito. Os corpos dos
cristãos que estiverem vivos quando do arrebatamento da Igreja, não serão
destruídos, mas sim, transformados (1 Ts 4.13-17; 1 Co 15.51,52). Sem dúvida
alguma, o apóstolo Paulo estava se referindo à morte, quando escreveu
ensinando acerca das conseqüências da destruição da “casa terrestre deste
tabernáculo”.
Nos versículos 2-5 o apóstolo confessa
que nós gememos, desejando muito ser revestidos da nossa habitação que é do
Céu, e acrescenta que foi Deus, o qual nos deu o penhor do Espírito Santo,
quem nos preparou para isto.
No versículo 6 ele diz que enquanto
estamos presentes no corpo, estamos ausentes do Senhor. Daí podemos deduzir
que quando não estivermos presentes no corpo, estaremos na presença do
Senhor. Perguntamos: Que é estar presente no corpo? Não é o estar vivo? Se
sim, quando estivermos ausentes do corpo, ou seja, quando morrermos,
estaremos presentes com o Senhor. Isto é óbvio porque se “enquanto
estamos presentes no corpo, estamos ausentes do Senhor”,
necessariamente, quando não estivermos presentes no corpo, estaremos
presentes com o Senhor. Claro como a luz do dia.
No versículo 7 Paulo abre parênteses para
explicar o porquê dele haver dito que enquanto estamos presentes no corpo,
estamos ausentes do Senhor. O porquê disso é: “andamos por fé e não por
vista”. Ora, do fato do apóstolo afirmar que enquanto estivermos
presentes no corpo (isto é, enquanto não morrermos como já vimos), estaremos
ausentes do Senhor, se subentende que quando estivermos ausentes do corpo,
estaremos presentes com o Senhor. E o fato dele haver dito entre parênteses,
que o motivo pelo qual ele disse que enquanto estamos no corpo estamos
ausentes do Senhor é “porque andamos por fé e não por vista”, revela
que quando estivermos ausentes do corpo, deixaremos de andar por fé, e
passaremos a andar por vista, ou seja, então veremos as coisas nas quais
agora apenas cremos. Isto fala de existência consciente, e que os mortos
estão com suas faculdades mentais em perfeito funcionamento. O apóstolo não
poderia dizer que quando um cristão morre, deixa de andar por fé e passa a
andar por vista, se o nosso verdadeiro “eu” não sobrevivesse à morte do
corpo.
Finalmente chegamos ao versículo 8, onde
Paulo diz sem rodeios que desejava deixar o corpo para habitar com o Senhor.
Ora, o que é “estar ausentes deste corpo”, ou “deixar este corpo”,
como o diz a *ARC, “para estar presente com o Senhor?” Já vimos,
enquanto estudávamos juntos o versículo 1, que ao arrebatamento, não
deixaremos os nossos corpos. Logo o apóstolo estava se referindo à morte,
quando diz que desejava deixar o corpo para habitar com o Senhor. É possível
raciocinar e chegar a uma conclusão contrária?
Argumentar provando que o apóstolo Paulo
não estava fazendo menção do arrebatamento da Igreja, realmente serve para
aclarar o texto para as TJ, pois embora diferentemente de nós, os
evangélicos, elas crêem que Jesus veio em 1.914 e que quatro anos após Jeová
começou a arrebatar a Igreja (que para elas são os 144.000) ao Céu. Elas
crêem que todos os que pertenciam aos 144.000 e haviam morrido até 1.918,
foram naquele ano, ressuscitados e levados para o Céu. E que os que
pertencem a este grupo mas estavam e/ou estão vivos neste mundo, tão logo
morrem, são ressuscitados invisivelmente e transportados para o Céu. Assim
sendo, elas crêem também num certo tipo de arrebatamento.
Mais uma vez lembramos que os argumentos
refutatórios à crença das TJ sobre a alma, serve para os adventistas; pois o
ensino esposado por estes, quanto ao estado da alma entre a morte e a
ressurreição, só difere do das TJ, no nome. As TJ chamam de morte da alma, o
que os adventistas chamam de sono da alma.
Segunda
pronunciação:
“Conheço um homem em Cristo que há
catorze anos (se no corpo não sei, se fora do corpo, não sei: Deus o sabe)
foi arrebatado até o terceiro céu. Sim, conheço o tal homem (se no corpo, se
fora do corpo, não sei: Deus o sabe), que foi arrebatado ao paraíso, e ouviu
palavras inefáveis, as quais não é lícito ao homem referir. Desse tal me
gloriarei, mas de mim mesmo não me gloriei, senão nas minhas fraquezas.
Pois, se quiser gloriar-me, não serei insensato, porque direi a verdade;
mas abstenho-me, para que ninguém pense de mim além daquilo que em mim vê ou
de mim ouve.
E, para que me não exaltasse demais pela
excelência das revelações, foi-me dado um espinho na carne, a saber, um
mensageiro de Satanás para me esbofetear, a fim de que eu não me exaltasse
demais; acerca do qual três vezes roguei ao Senhor que o afastasse de mim”
(2 Co 12.2-8 – Versão Revisada).
Explicação: Esta referência (2 Co 12.2-8)
é mais que suficiente para provar por si só que o homem possui um espírito e
que este pode viver dentro ou fora do corpo. Assim sendo, fica claro que o
espírito do homem sobrevive à morte do corpo, pois ele (o espírito) não
depende do corpo para existir conscientemente. O que nos leva a fazer esta
afirmação, é o fato de o apóstolo Paulo dizer que ele havia sido arrebatado
ao Paraíso, mas que ignorava se este arrebatamento havia sido no corpo, ou
se fora dele. Ora, o que é ser arrebatado no corpo? E o que é ser arrebatado
fora do corpo? Ser arrebatado no corpo significa ter experiências iguais às
que tiveram Enoque (Gn 5.24; Hb 11.5), Elias (2 Re 2.1,11), Jesus (At 1.9) e
Filipe (At 8.39,40). E ser arrebatado fora do corpo, é ser arrebatado em
espírito, e significa ter experiências similares às que tiveram Ezequiel (Ez
8.3) e João (Ap 1.10). Sendo assim, o espírito humano pode sair do corpo, ir
a um determinado lugar, retornar ao corpo e ainda conservar lembranças do
lugar visitado. Alguém talvez objete, alegando que o arrebatamento no corpo
pode ser apenas um estado de êxtase, que permite ao arrebatado ter a
impressão de que subiu ao Céu, quando na verdade, não saiu do planeta Terra.
Esta objeção é correta, pois realmente existe o “arrebatamento de
sentidos” (At 10.10 – ARC). Mas, no que diz respeito ao arrebatamento
fora do corpo, sem dúvida se refere ao ato do espírito sair do corpo e voar
ao lugar determinado por Deus. Então, embora possamos admitir que ser
arrebatado no corpo não seja, necessariamente, ter experiência similar às
que tiveram Enoque, Elias, Jesus e Felipe, ser arrebatado fora do corpo
implica em que o espírito se separe do corpo. E isto prova que o homem tem
seu lado espiritual; e que este constitui o nosso verdadeiro “EU”; e que o
mesmo pode existir conscientemente à parte do corpo, não dependendo deste,
portanto, para viver, e que, por conseguinte, sobrevive à morte.
Certo senhor TJ, disse-nos que “é
errado pregarmos a imortalidade do espírito à luz de 2 Co 12.2-8, porque
nesta passagem bíblica, o apóstolo Paulo não diz que ele foi arrebatado ao
Paraíso fora do corpo. O que Paulo diz aí”, disse-nos, “é que ele não
sabia se tal arrebatamento havia sido ou não fora do corpo. Ora, se
Paulo não sabia se o referido arrebatamento se deu ou não no corpo, como
dizermos que este texto prova que é possível ser arrebatado fora do corpo?”
Respondemos dizendo-lhe que nisto está a maravilha. Se o apóstolo não sabia
se tal arrebatamento se deu no corpo ou fora dele, é porque ele admitia
ambas as possibilidades. Se ele admitia ambas as possibilidades, então é
possível ser arrebatado fora do corpo. E se é possível ser arrebatado fora
do corpo, só nos resta sabermos o que é isto. E o que é isto, senão o
desprender-se o espírito do corpo e voar?
Embora o trecho bíblico aqui estudado não
esteja tratando da imortalidade ou não da alma, é importante que o
consideremos, pois o mesmo pelo menos prova que as TJ estão equivocadas por
negarem que a alma humana é uma entidade pessoal, que pode existir
conscientemente à parte da matéria.
“... Em verdade te digo que hoje estarás
comigo no Paraíso” (Lc 23.43 –
Versão Revisada)
Este versículo é a resposta de Jesus ao
ladrão penitente que suplicava a misericórdia do Senhor. Esta passagem
bíblica deveria ser mais que suficiente para dirimir as dúvidas de um
inquiridor sincero, quanto à existência de vida consciente no Período
Intermediário, ou seja, entre a morte e a ressurreição. Mas as TJ e os
Adventistas questionam esta tradução, alegando que este versículo está mal
traduzido. Alegam eles que a tradução correta é: “... Deveras eu te digo
hoje: Estarás comigo no Paraíso.” Com este “argumento” querem
provar que Jesus não disse que o ladrão arrependido estaria consigo naquele
mesmo dia no Paraíso; mas sim, que Ele disse ao salteador que este um dia
estará no Paraíso, e ainda informou-lhe na hora em que estava a prometer-lhe
o Paraíso que esta promessa lhe estava sendo feita naquele dia. Este
argumento, cuja finalidade é escudar-se da acusação dos que pregam a
imortalidade da alma, se fundamenta no fato de que a pontuação é um recurso
gramatical relativamente moderno, não constando, portanto, dos manuscritos
originais da Bíblia. Este fato é inegável e serve para provar que a tradução
das TJ é, pelo menos, uma possibilidade. Mas não resolve o problema, já que
a nós também assiste o direito de corrermos com a pontuação a bel-prazer. E
a esta altura, surge a seguinte pergunta: De que lado estará a razão?
Parece-nos que só o contexto bíblico poderá nos ajudar a tomar partido. Na
nossa opinião, é louvável a seguinte tradução: “Deveras eu te digo: Hoje
estarás comigo no Paraíso”. Mas as TJ acham que a única tradução cabível
é: “Deveras eu te digo hoje: Estarás comigo no Paraíso.” Isto se dá
porque as TJ crêem que a alma não sobrevive à morte do corpo. Mas como já
vimos e continuaremos a ver, elas estão equivocadas quanto a isto. Logo, a
base sobre a qual elas se apóiam, já se desmoronou desde há muito. Deste
modo concluímos que a tradução por elas defendida é uma possibilidade
gramatical que não resiste a um confronto com o todo das Escrituras, isto é,
com o contexto remoto. As TJ precisam saber que a tradução por nós defendida
também é uma possibilidade gramatical e que isto nos põe em pé de igualdade
com elas. Além disto, saímos vitoriosos quando apelamos para o contexto;
pois a menos que o preconceito nos embace a visão, facilmente enxergamos que
a imortalidade da alma é doutrina genuinamente bíblica.
“E levantaram-se todos os seus filhos e
todas as suas filhas, para o consolarem; ele, porém, recusou ser consolado e
disse: Na verdade, com choro hei de descer para meu filho até o Seol. Assim
o chorou seu pai”.(Gn 37.35 –
Versão Revisada).
A palavra original (hb) transliterada por
Seol na Versão Revisada, está traduzida por sepultura na ARC. Claro, é
errado traduzir Seol por sepultura. No hebraico, sepultura é QUEBER. Seol
significa habitação das almas dos mortos, o mundo dos mortos, abismo. Basta
consultar um dicionário hebraico-português para se certificar da
autenticidade do que acabamos de afirmar.
Uma das muitas provas que poderíamos dar,
de que Seol não é sepultura, é o fato dos tradutores da SEPTUAGINTA não
terem traduzido uma única vez QUEBER por HADES e SEOL por MNEMEION. Seol foi
invariavelmente traduzido por Hades e QUEBER por MNEMEION.
O FATO DE Jacó dizer que chorando
desceria para seu filho até o Seol é, na opinião das TJ, uma prova de que
Jacó acreditava que José estava morto e na sepultura (Poderá Viver...
capítulo 9, § 5). Mas, segundo Gn 37.33, Jacó não acreditava que José
estava na sepultura, mas sim, no ventre de uma besta fera. Não obstante
dizia que ia descer para seu filho ao Seol. Isto prova que Jacó não pensava
que o Seol fosse sepultura. Se ele não cria que seu filho estava na
sepultura, mas no estômago duma besta fera, como poderia dizer que iria ao
sepulcro encontrar-se com ele? Assim fica claro que os patriarcas
acreditavam na imortalidade da alma humana.
Eclesiastes
3.18-22:
“Disse eu no meu coração: Isso é por
causa dos filhos dos homens, para que Deus possa prová-los, e eles possam
ver que são em si mesmos como os animais. Pois o que sucede aos filhos dos
homens, isso mesmo também sucede aos animais; uma e a mesma coisa lhes
sucede; como morre um, assim morre o outro; todos têm o mesmo fôlego; e o
homem não tem vantagem sobre os animais; porque tudo é vaidade. Todos vão
para um lugar; todos são pó, e todos ao pó tornarão. Quem sabe se o espírito
dos filhos dos homens vai para cima, e se o espírito dos animais desce para
a terra? Pelo que tenho visto que não há coisa melhor do que alegrar-se o
homem nas suas obras; porque esse é o seu quinhão; pois quem o fará voltar
para ver o que será depois dele?”
É com imenso prazer que informamos às
vítimas dos enganos da liderança das TJ que Ec 3.18-22 não diz que o homem é
igual aos irracionais, mas sim, que Salomão um dia pensou que o fosse. A
frase: “Disse eu no meu coração”, significa: “Eu pensei”.
Portanto, Salomão não está dizendo que assim é, mas informando que um dia
essa bobagem passou pela cabeça dele, ele pensou isso. Uma prova disso é que
o versículo 19 diz que o homem não tem vantagem alguma sobre os animais.
Crêem as TJ que elas não terão vantagem alguma sobre os brutos? Se sim, por
que são religiosos? Se não, por que não procuram interpretar bem Ec 3.18-22,
levando em consideração a frase “Disse eu no meu coração...”,
constante do versículo 18? O versículo 22 insinua inclusive que não haverá
ressurreição. Crêem nisso as TJ?
Eclesiastes
9.5-6:
“Pois os vivos sabem que morrerão, mas os
mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco têm eles daí em diante
recompensa; porque a sua memória ficou entregue ao esquecimento. Tanto o seu
amor como o seu ódio e a sua inveja já pereceram; nem têm eles daí em diante
parte para sempre em coisa alguma do que se faz debaixo do sol”.
As TJ citam este texto para “provarem”
que a alma humana é mortal, mas elas precisam saber que este trecho bíblico
é uma referência ao lado material do homem. Se assim não fosse, estes
versículos e seu contexto seriam um libelo à religiosidade, pois dizem que
“... o mesmo sucede ao justo e ao ímpio...”(Ec 9.2) e que não haverá
recompensa para os mortos (Ec 9.5). Crêem nisso as TJ? Pensem nisso os
sinceros, e deixemos de lorotas.
Ezequiel 18.4:
“... A alma que
pecar, essa morrerá”.
As TJ adoram citar esta passagem bíblica
para “provarem” que a alma é mortal. Mas a palavra alma tem vários
significados na Bíblia. Por exemplo, em Gênesis 1.21, os répteis são
chamados de alma vivente. No versículo 30 deste mesmo capítulo, a vida
existente nos animais também é chamada de alma, pois se diz lá que neles há
alma vivente. Em Dt 12.20 se diz que “a alma tem desejo de comer carne”.Neste
caso, “tua alma” significa “tua pessoa”. A expressão “morra
a minha alma” em Nm 23.10 significa “morra a minha pessoa” ou
“morra eu”. Em Lv 17.14 o sangue é chamado de alma. Neste caso, “alma”
tem sentido figurativo e significa “algo de vital importância”. Os
versículos 10-12 de Lv 17 ameaça extirpar de Israel a alma que comesse
sangue. Neste caso o vocábulo alma também é figurativo e significa pessoa.
Com a palavra alma se dá, no idioma original do Antigo Testamento, algo
muito parecido com o que se dá com a palavra “manga”, na língua Portuguesa.
Na nossa língua, a palavra manga pode significar o fruto da mangueira,
abertura do vestuário por onde se enfiam os braços, e o verbo mangar,
sinônimo dos verbos zombar, escarnecer, debochar. O que determina então o
valor destas palavras é a estrutura da frase na qual elas aparecerem. Na
frase “chupei uma manga extremamente doce”, ninguém pensa tratar-se da manga
do paletó. Estas são algumas das informações que os líderes das TJ precisam
ter, para pararem de citar textos sem contextos que não passam de pretextos,
objetivando “provar” a “ortodoxia” de suas “doutrinas”. Além disso, as TJ
precisam saber que segundo a Bíblia, quem não tem Deus consigo está morto (1
Tm 5.6) e sairá da morte para a vida (Jo 5.24) quando se converter a Cristo.
Logo, este autor já foi uma alma morta, antes de se converter ao Senhor;
hoje, porém, é alma viva. Aleluia!
Em Ez 18.4, a palavra “alma” significa
pessoa, e pode-se traduzir o texto assim: “... a pessoa que pecar, essa
morrerá”.
Uma prova de que estamos certos em nossas
conclusões é que além das definições do vocábulo “alma” acima apresentadas,
esta palavra aparece em Ap 6.9-11.
Embora saibamos que até o sangue é
chamado de alma, na Bíblia, obviamente nesta última referência bíblica a
palavra alma não significa sangue. Como dar compridas vestes brancas a uma
poça de sangue? E como ordenar ao sangue que se descanse? Assim está provado
que neste caso, “alma” não tem sentido figurativo, mas sim, literal.
Salmos 146.3,4
“Não confies em príncipes, nem em filho
de homem, em quem não há auxílio. Sai-lhe o espírito, e ele volta para a
terra; naquele dia perecem os seus pensamentos”.(Versão
Revisada).
As TJ concluem que estes versículos
também provam que não há consciência após a morte, porém, “perecem os
seus pensamentos” significa tão-somente que ao morrer, a pessoa fica
impossibilitada de concretizar os seus sonhos para esta vida.
Salmos 6.5:
“Pois na morte não há lembrança de ti; no
Seol, quem te louvará?”
(Versão Revisada).
O que este versículo está dizendo é que
os corpos daqueles cujas almas jazem no Seol, estão inconscientes, e,
portanto, impossibilitados de louvarem a Deus? Alguns teólogos entendem
assim. Neste caso o texto seria uma alerta a não desperdiçarmos o nosso
tempo, visto que quando nossas almas estiverem do lado de lá, mais nada
faremos do lado de cá. Uma das provas de que realmente há teólogos
interpretando assim, é o fato dos tradutores da A BÍBLIA VIVA,
editada pela Editora Mundo Cristão, terem traduzido o versículo em lide
assim: “Se eu morrer, quem vai lembrar os homens da tua existência?
Morto, não poderei louvar o teu nome diante dos homens!”
Os líderes das TJ ensinam que o dia do
julgamento não é o mesmo que o Dia do Juízo. Não queremos entrar no mérito
desta questão. Por enquanto queremos tão-somente deixar claro que eles já se
revelaram desqualificados para pronunciar a respeito deste assunto. Uma das
muitas razões pelas quais pensamos assim, é o fato de que sobre esta questão
eles não têm sido menos inseguros e volúveis do que nas demais. Pelo menos
três datas diferentes já foram anunciadas pelos guias das TJ, como sendo o
início do julgamento das nações. Ei-las:
1ª) O julgamento
das nações começou em 1914.
Em 1983 as TJ publicaram o livro
Poderá Viver Para Sempre no Paraíso na Terra, no qual ousaram afirmar que o
julgamento das nações já havia começado desde a volta de Cristo. E, como
sabemos, elas ensinam que Jesus voltou em 1.914, como vimos no capítulo VI,
intitulada A Respeito do Senhor Jesus. Eis a prova: “... Isso dependerá
de você sobreviver ou não a um dia de julgamento anterior, a saber, ao
atual ‘dia do julgamento’ e da destruição dos homens ímpios. – 2 Pedro
3:7”.
“Sim, desde que Cristo voltou e se
sentou no seu trono celestial, toda a humanidade tem estado em
julgamento. Este atual ‘dia do julgamento’ vem antes de
começar o Dia do Juízo de 1000 anos...”
(Poderá Viver Para Sempre no Paraíso na Terra, página 183, parágrafos
22 e 23. Grifo nosso).
Não estamos interpretando mal, pois os
líderes das TJ confessam que de fato eles criam que o julgamento das nações
havia começado em 1914, como podemos ver em A Sentinela de 15/10/1. 995,
página 22, parágrafo 22, onde “explicando” Mt 25.31,32, perguntam:
“Aplica-se esta parábola ao tempo em que Jesus se assentou com poder régio
em 1914, como entendíamos por muito tempo?...” (grifo nosso).
2ª) O Julgamento
das Nações Começou em 1935.
Na revista
A Sentinela, de 01/08/1991, página 11, parágrafo 13, podemos ler:
“... Especialmente desde 1935, Jesus está dividindo a humanidade, separando
as ‘ovelhas’ que herdarão o reino preparado [para elas] dos ‘cabritos’, que
‘partirão para o decepamento eterno...’ ”.
3ª) O julgamento
das nações ainda vai começar
Em 1995 os líderes das TJ receberam
de Jeová uma “luz” maior do que as “luzes” anteriores, por cujo motivo o
julgamento das nações que já tivera dois começos em datas diferentes (1.914
e 1.935, como vimos), passou a ser um evento que ainda está por acontecer.
Assim desdisse o Corpo Governante: “... Por muito tempo pensávamos que
esta parábola retratava a Jesus assentado como Rei, em 1914, fazendo desde
então julgamentos – vida eterna para os que provam ser como ovelhas, e morte
permanente para os cabritos. Mas a reconsideração da parábola leva a um
entendimento reajustado de quando se aplica e o que ela ilustra... Aplica-se
esta parábola ao tempo em que Jesus se assentou com poder régio em 1914,
como entendíamos por muito tempo?... No entanto, não há nada que indique que
naquela época, ou mesmo desde então, Jesus tenha se assentado para julgar
finalmente todas as nações como ovelhas ou cabritos... Em outras palavras, a
parábola aponta para o futuro, quando o filho do homem vier na sua
glória. Ele se assentará para julgar as pessoas então vivas... Portanto,
isto significa que ‘assentar-se Jesus no seu trono glorioso’ para julgar,
mencionado em Mateus 25:31, aplica-se àquele ponto no futuro... Este
entendimento da parábola das ovelhas e dos cabritos é futuro...” (A
Sentinela, 15/10/1.995, páginas 19, 22 e 23, parágrafos 4, 22, 24--26. Grifo
nosso).
Segundo os líderes das TJ, os que forem
ressuscitados não terão que prestar contas do que fizeram antes da morte,
pois os ressuscitados serão julgados à base do que fizerem após a
ressurreição. Eis as provas: 1ª prova “Assim, contrário à opinião
popular, ele [Cristo] não julgará as pessoas à base de seus pecados
passados” [...] (Poderá Viver Para Sempre no Paraíso na Terra, 1983,
página 175, § 3); 2ª prova: [...] quando os mortos saírem da sepultura, não
serão julgados pelas suas ações passadas. Em vez disso, serão julgados à
base do que fizerem no Dia do Juízo (Ibidem, página 180, § 13). Mas, que diz
a Bíblia? Resposta: o Senhor Jesus disse que “... vem a ora em que todos
os que estão nos túmulos memoriais ouvirão a sua voz e sairão, os que
fizeram boas coisas, para uma ressurreição de vida, os que praticaram coisas
ruins, para uma ressurreição de julgamento”. (Jo 5.28, 29 TNM). O Senhor
disse fizerAm, e não fizerEm.
As
TJ “refutam” este argumento que acabamos de apresentar, da seguinte maneira:
“A Bíblia não está dizendo que todos os mortos ressuscitarão, mas sim, que
‘todos os que estão nos sepulcros memoriais sairão’. A
palavra ‘memoriais’, indica que estes mortos estão na memória de
Jeová, isto é, Jeová não se esqueceu deles. Isto significa que eles não
estão na Geena, mas no Hades ou Seol”. Porém, este sofisma é facilmente
detectável e refutável pelas seguintes razões:
1ª) A
única “bíblia” que contém a palavra memoriais em Jo 5.28 é a das TJ.
Consultamos várias versões e não encontramos esta palavra em nenhuma delas.
A palavra original (gr) traduzida por túmulos memoriais
na TNM é mnemeion. Esta traduçãozinha barata nada mais é que o cúmulo
do absurdo exegético e da tradução descabida;
2ª)
‘Túmulo memorial’ não existe em português. mnemo é, de fato, prefixo
grego de lembrança, mas como substantivo não tem nada a ver com o que as TJ
supõem;
3ª) A
palavra mnemeion, muda de significado de acordo com a frase, podendo
significar lembrança, urna com restos mortais ou sepulcros. No caso em lide,
significa sepulcro e nada mais. Aliás, qual é o túmulo que não é memorial?
4ª) Se
mnemeion fosse o que as TJ disseram acima, o mesmo seria, então, a
referida e suposta condição de esperança (à qual, segundo crêem elas, nem
todos têm direito), que elas dizem ser o mesmo que Hades ou Seol, isto é,
estar morto na esperança da ressurreição, como já sabemos. Logo, não seria
um lugar individual de sepultamento, como elas mesmas já definiram os
vocábulos Seol e Hades, como já vimos. Porém, como conciliarmos isto com Mt
27.52-53 onde mnemeion se abrem literalmente? Como abrir ao pé da
letra, uma condição de esperança? Porventura, é possível abrir literalmente
a memória de Jeová? Será que não está claro que os mnemeion de Mt
25.52-53, são sepulcros literais, e não a suposta condição de esperança com
a qual Deus teria contemplado os mortos por Ele agraciados com a promessa da
ressurreição, como o supõem as TJ? Este argumento torna-se mais forte ainda,
quando consideramos que as TJ, baseando-se na sua TNM (que traduz
erradamente os versículos 52 e 53 de Mt 25), não crêem que tenha ocorrido a
ressurreição de alguns dos santos mencionados em Mt 25. 52-53. Elas crêem
que houve um terremoto, sob cujo impacto os corpos dos santos que jaziam
mortos, foram expostos. Não concordamos com esse argumento, naturalmente.
Porém, não estamos, por enquanto, discutindo se houve ou não ressurreição.
Por hora queremos apenas deixar claro que à luz de Mt 25. 52-53, mnemeion
é sepulcro ao pé da letra. Não há nada figurativo aqui. Deste argumento as
TJ não podem discordar, visto que embora elas divirjam de nós quanto à
ressurreição dos mortos aqui considerada, concordam, entretanto, que os
sepulcros abertos com o terremoto são túmulos literais. Deste modo acabamos
de provar que mnemeion não é o que as TJ pensam. Para chegarmos a
esta conclusão, usamos o próprio raciocínio delas, já que, por um descuido,
elas também disseram que crêem assim. Sim, elas estão sendo flagradas
dizendo que crêem que mnemeion é sepultura, ou seja , lugar
individual de sepultamento.
Além das passagens bíblicas acima
citadas, muitas outras afirmam categoricamente que os líderes das TJ estão
equivocados quanto à “conclusão” que chegaram acerca da base do julgamento.
Vejamos abaixo mais algumas dessas passagens:
a) “Alegra-te
jovem, na tua mocidade, e faça-te bem o teu coração nos dias da tua idade
viril, e anda nos caminhos de teu coração e nas coisas vistas pelos teus
olhos. Mas sabe que por todos estes o [verdadeiro] Deus te levará a
juízo. Portanto, remove de teu coração o vexame e afasta de tua carne a
calamidade; pois a juventude e o primor da mocidade são vaidades” (Ec
11.9,10 TNM – ênfase acrescentada);
b) “Pois
todos nós temos de ser manifestados perante a cadeira de juiz do Cristo,
para que cada um receba o seu prêmio pelas coisas feitas por intermédio
do corpo, segundo as coisas que praticou, quer boas, quer ruins,” (2
Co 5.10 TNM – grifo nosso);
c) “E eu vi os
mortos, os grandes e os pequenos, em pé diante do trono, e abriram-se
rolos. Mas outro rolo foi aberto; é o rolo da vida. E os mortos foram
julgados pelas coisas escritas nos rolos, segundo as suas ações”
(Ap 20.12 TNM, ênfase acrescentada);
d) “Eu vos digo
que de toda declaração sem proveito que os homens fizerem prestarão contas
no Dia do Juízo” (Mt 12.36 TNM);
e) “E ele lhes
disse:“Ide a todo o mundo e pregai as boas novas a toda a criação. Quem
crer e for batizado será salvo, mas o que não crer será condenado” (Mc
16.15-16 TNM, ênfase acrescentada).
Os textos bíblicos acima transcritos,
dispensam comentários, pois dizem por si só que os ressuscitados serão
avaliados à base de suas ações passadas, e não à base do que fizerEm no Dia
do Juízo, como querem os líderes das TJ. Contudo, os líderes das TJ
“explicam” Ap 20.12, acima copiado, dizendo que dos rolos que se abrirão no
Dia do Juízo, não constarão os atos que os ressuscitados fizeram antes de
morrerem, mas sim, instruções adicionais à Bíblia, as quais serão lidas
pelos ressuscitados. Afirmam que tais rolos (ou livros) serão distribuídos
aos mortos que forem ressuscitados, a fim de que aprendam os propósitos de
Deus.
Dizem ainda que muitos dos ressuscitados
serão fiéis às instruções, enquanto outros serão rebeldes. Os fiéis serão
declarados justos e usufruirão das delícias do Reino de Jeová para sempre.
Os rebeldes, porém, morrerão de novo e, desta vez, sem direito à
ressurreição. Já vimos que à luz de Jo 5.28,29 essa “conclusão” está errada,
pois lemos aí fizerAm (no passado) e não fizerEm (no futuro). Além disso,
afirmar que os ressuscitados que não obedecerem às instruções que receberão
no Dia do Juízo, morrerão de novo, colide com Hb 9.27 que diz: “E, assim
como está reservado aos homens morrer uma vez para sempre, mas depois disso
um julgamento”, TNM. Ou como diz a Versão Revisada, de João Ferreira de
Almeida: “E, como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo
depois disso o juízo”.Assim está claro que os ressuscitados não voltarão
a morrer. Os líderes das TJ talvez “argumentem” dizendo que “Ap 20.14 diz
que os ressuscitados que não tiverem seus nomes no livro da vida sofrerão a
segunda morte”. Mas eles precisam saber que uma vez que a Bíblia não se
contradiz, Hb 9.27 trata de um tipo de morte, e Ap 20.14, de outra. No
primeiro caso refere-se à morte física; e no segundo, à morte espiritual,
que é a eterno banimento da presença de Deus. Sim, segundo a Bíblia não há
um só tipo de morte (Ef 2.5; Jo 5.24; 1 Tm 4.6 etc.).
Os líderes das TJ dizem que todas as
pessoas deixam de existir conscientemente quando morrem. Dizem também que
uns nunca voltarão a existir, pois jamais serão ressuscitados; mas, dos que
voltarem a existir conscientemente, ao serem ressuscitados, uns viverão para
sempre (os que forem fiéis às instruções durante e após o Dia do Juízo), e
outros voltarão a morrer, e dessa vez, sem direito à ressurreição. Segundo
eles, essa será a infeliz sorte dos ressuscitados que não forem fiéis
durante Dia do Juízo de mil anos, bem como também o triste fim daqueles que,
embora tenham sido fiéis durante o Dia do Juízo, cederem depois do Milênio,
quando Satanás for solto. Mas, como vimos, aos homens está ordenado morrerem
uma só vez. Lc 20.36 também diz isto: “De fato, tampouco podem mais
morrer, porque são como os anjos, e são filhos de Deus por serem filhos da
ressurreição”.
Realmente, depois do Milênio (não depois
do Dia do Juízo), quando Satanás for solto, muitos cederão às tentações (Ap
20.7-10). Porém, a quem tentará o diabo depois do Milênio? Aos
ressuscitados? Não! Pois antes do Milênio só ressuscitarão os salvos, sobre
os quais não tem poder a segunda morte (Ap 20.6). Então, a quem tentará o
diabo quando for solto da prisão depois do Milênio? Resposta: Aqueles que
não forem arrebatados quando Jesus vier buscar a Igreja, e se converterem
durante a Grande Tribulação, e não morrerem nesse período, serão postos à
direita de Cristo no Juízo das Nações (este não é o Juízo Final) e
convidados a receberem o Reino que lhes está preparado desde a fundação do
mundo (Mt 25.31-46). Estes (?) e seus descendentes nascidos durante o
Milênio, serão tentados como todos hoje somos; e muitos cederão, como muitos
hoje cedem.
Dos que nascerem durante o Milênio, e não
morrerem nesse período, podemos afirmar que serão tentados por Satanás,
quando este for solto (Ap 20.1-3, 7-9). Mas este autor não se sente seguro
para dizer o mesmo dos que sobreviverem à grande Tribulação e ingressarem no
Milênio, já que, segundo a Bíblia, a morte só será destruída depois do
Milênio, no Dia do Juízo Final, no Feliz Estado Eterno, quando Cristo
entregar o Reino (1 Co 15.24-26; Ap 20.14).
Os vivos
que ingressarem no Milênio, terão corpos naturais; portanto, vão plantar,
colher, comer, beber, casar-se, gerar filhos, etc. É por isso que Is 11.6-8,
fala de meninos no Reino.
O Corpo Governante se “apóia” em várias
passagens bíblicas para “provar” que os que ressuscitarem não responderão
pelos seus feitos passados. Eis as principais:
1ª) “Pois aquele
que morreu foi absolvido do [seu] pecado” (Rm 6.7 – TNM). Mas o que este
versículo está dizendo, é que aquele que morreu para o pecado, isto é,
entregou-se a Cristo Jesus, está salvo (Ef 2.8). Para se chegar a esta
conclusão, basta não ler o referido texto sem o seu contexto. Leia o
capítulo 6 e veja que o mesmo está dizendo que o Cristão “morreu” para o
pecado e que, portanto, está absolvido.
2ª) “Pois o
salário do pecado é a morte” (Rm 6.23 – TNM). “Baseando-se” aí, o Corpo
Governante diz que aquele que morreu já recebeu a sua punição. Portanto, ao
ser ressuscitado (se for), não terá que responder por pecados já punidos com
a morte. Porém, o que esta passagem está dizendo, é que embora o pecador
esteja morto (perdido, condenado [2 Tm 4.6] ), ele pode ser ressuscitado
pela fé em Jesus (Jo 5.2; Cl 3.1). Para vermos isso, basta lermos o
versículo seguinte.
Caro leitor, você é livre para examinar a
Bíblia e tirar suas próprias conclusões (At 17.11), embora o Corpo
Governante tenha dito que você não deve ter “idéias independentes” (A
Sentinela, 15/07/1983, página 27, parágrafos 19-20). Você não deve
segui-los cegamente, pois não são donos da verdade. Eles ignoram até as
doutrinas rudimentares da Bíblia. Sim, pois achar que nem todos os mortos
serão ressuscitados, colide com At 24.15; Fp 2.10; Sl 22.29; Jo 5.28,29; Mt
12.36 etc. E dizer que os ressuscitados não responderão pelos seus feitos
passados, contradiz Mc 16.15,16; Jo 5. 28-29 e outros trechos da Bíblia. O
Corpo Governante pode ser questionado. Quem não pode? Eles são humanos, não?
O
Armagedom é, na concepção das TJ, o período catastrófico pelo qual passará a
humanidade, quando Deus decidir destruí-la, objetivando fazer da Terra um
paraíso.
Embora o Senhor Jesus tenha dito que daquele dia e hora só Deus sabe (Mt
24:11), e que não nos “compete saber os tempos e as estações que o Pai
reservou à Sua própria autoridade” (AT 1:7 TNM), os líderes das TJ vêm
tentando descobrir a data do Armagedom, desde há muito. Até agora eles já
fizeram nada menos que sete previsões: 1914, 1918, 1920, 1925, 1941, 1975 e,
no máximo a tardar, até o ano 2000. Eis as provas:
1914:
“a batalha do grande dia do Deus Todo-Poderoso (Ap 16:14), que terminará
em 1914 A. D. com a destruição dos atuais reinos da terra já começou”. (Studies
in The Scriptures, volume II, página 101. Citado em “Provas Documentais”, de
Esequias Soares da Silva, Editora Candeia).
1918:
“...à luz
dos textos bíblicos supracitados se prova que a primavera de 1918 trará à
cristandade um espasmo de angústias ainda maiores do que as experimentadas
no outono de 1914”.
(Finished
Mystery [The], página 62, edição de 1917. Citado em “Provas Documentais”, de
Esequias Soares da Silva, Editora Candeia).
“Até
certo grau as expectativas da parte dos fiéis de Jeová na terra foram
frustradas nos anos de 1914, 1918, 1925, sentindo-se decepcionados por algum
tempo”.
(Vindicación,
Tomo I, página 310. Citado em “Provas Documentais”, de Esequias Soares da
Silva, Editora Candeia)
1920:
“As repúblicas desaparecerão no outono de 1920...todo reino da terra
passará, será tragado pela anarquia. ...nenhum vestígio seu sobreviverá aos
estragos da anarquia mundial, todo-abrangente, no outono de 1920...” (Finished
Mystery [The], páginas 258, 542, edição de 1917. Citado em “Provas
Documentais”, de Esequias Soares da Silva, Editora Candeia).
1925:
Um pouco antes de 1925, as TJ construíram uma mansão, à qual deram o nome de
Bet-Sarim (Casa dos Príncipes, em hebraico), para recepcionar Abraão, Isaque,
Jacó, Davi e outros servos de Deus do Antigo Testamento que, segundo
garantia essa seita, ressuscitariam em 1925 (Salvação, página 276). Senão,
vejamos: “...Abraão, Isaque e Jacó ressuscitarão... podemos esperar em
1925 a volta desses homens fiéis de Israel, ressurgindo da morte...Portanto,
podemos seguramente esperar que 1925 marcará a volta... de Abraão, Isaque e
Jacó...” (Milhões que Agora Vivem Jamais Morrerão, páginas 110 a 112.
Citado em “Provas Documentais”, de Esequias Soares da Silva, Editora
Candeia).
1941:
para um trabalho mais efetivo nos meses que restam antes do
Armagedom.” Watchtower [The], 15/09/1941, página 288, grifo nosso.
Citado em “Provas Documentais”, de Esequias Soares da Silva, Editora
Candeia).
1975:
As Tj criam piamente que o armagedom viria em 1975, porém, dessa vez seus
guias foram mais cautelosos, pregando oral e claramente que nesse ano o
Armagedom viria, mas escrevendo, segundo nos consta, textos ambíguos, de
difícil interpretação.
2000:
“... O apóstolo Paulo servia de ponta de lança na atividade missionária
cristã. Ele também lançava o alicerce para uma obra que seria terminada
em nosso século 20” (A
Sentinela, 01/01/ 1989, página 12, grifo nosso). Bem, este texto não diz que
o armagedom ocorreria no ano 2000. Mas deixa claro que desse ano não
passaria. Ou seja, o inevitável evento poderia ocorrer antes ou durante o
ano 2000, mas não ocorreria depois.
Vimos repetidas vezes que as contradições
constituem a marca registrada dos líderes das TJ. E no que diz respeito à
ressurreição dos sodomitas, eles não fogem à regra. O confuso título deste
capítulo é uma ironia que se inspira neste fato. É que os líderes das TJ
disseram em 1.959, no livro Do Paraíso Perdido ao Paraíso Recuperado, página
236, que os habitantes de Sodoma, que por castigo divino, morreram
queimados, não seriam ressuscitados. Depois se retrataram em A Sentinela de
15/09/1.965, página 555. Esta retratação está ratificada em Poderá Viver
Para Sempre no Paraíso na Terra, página 179, edição de 1.983. Mas, na edição
de 1.989, os guias das TJ receberam mais um Lampejo de Luz e o resultado foi
o retorno à velha heresia abandonada há quase duas décadas, a saber, à velha
doutrina de que os sodomitas não serão ressuscitados.
Para que o leitor veja que de fato as
coisas são assim, queira ver as transcrições abaixo.
“... Algumas pessoas já foram julgadas.
Já mostraram que não merecem a vida. Estas pessoas não serão
ressuscitadas... O povo... de Sodoma morreu numa chuva de fogo depois de
receber uma sentença desfavorável. Em outras ocasiões, outros grupos
receberam também sentenças desfavoráveis. Provaram que não mereciam a vida,
e não serão ressuscitados...”
(Do Paraíso Perdido ao Paraíso Recuperado, página 236, parágrafo 6, edição
de 1.959).
“... Jesus mostrou que Sodoma, má como
fora, não chegara ao estado de não poder arrepender-se. [...] Portanto, o
recobro espiritual das pessoas mortas de Sodoma não é irrealizável...”
(A Sentinela, 15/09/1.965,
página 555, parágrafo 9).
“... Jesus mostrou que... algumas pessoas
injustas das antigas Sodoma e Gomorra estarão presentes na terra durante o
Dia do Juízo. Embora tenham sido bastante imorais, podemos esperar que
algumas delas sejam ressuscitadas...”
(Poderá Viver para Sempre no Paraíso na
Terra, página 179, edição de 1.983).
“... Considere as pessoas da antiga
Sodoma... Serão essas pessoas, tão terrivelmente iníquas, ressuscitadas
durante o Dia do Juízo? Pelo que parece as Escrituras indicam que não.
[...]. Jesus também indicou que os sodomitas podem não ser ressuscitados...”
(Poderá Viver Para Sempre no
Paraíso na Terra, página 179, parágrafos 8 e 9, edição de 1.989).
Do exposto acima não há dúvida de que os
“mestres” das TJ não estão devidamente preparados para ensinar sobre a
condição dos mortos.
No livro Poderá Viver Para Sempre no
Paraíso na Terra, página 190, parágrafos 19 e 20, sob o cabeçalho UMA SÓ
RELIGIÃO VERDADEIRA, as TJ são induzidas a crer que a delas é a única
religião verdadeira. Argumenta o Corpo Governante: “É somente lógico que
haja uma só religião verdadeira. Isto se harmoniza com o fato de que o
verdadeiro Deus é um Deus não ‘de desordem, mas de paz’ (1 Co 14:33). [...]
Quem, então, são os que formam o corpo de verdadeiros adoradores hoje? Não
hesitamos em dizer que são as Testemunhas de Jeová.”
Na revista A Sentinela, de 15/11/1992,
páginas 20 e 21 parágrafos 12 e 15, os mentores das TJ, sob o subtítulo Não
Há Outro Lugar, afirmam que a salvação só é possível através da organização
religiosa deles. Disseram: “Sentir-nos-emos impelidos a servir a Jeová
com lealdade junto com sua organização se nos lembrarmos de que não há outro
lugar onde se possa obter a vida eterna... Não há outro lugar onde se possa
obter o favor divino e a vida eterna”. O mundo está cheio de religiões
que, por terem sido fundadas por pretensos donos da verdade, nos são
apresentadas como sendo a única verdadeira e imprescindível para a salvação.
A “religião” das TJ é apenas mais uma.
Embora as TJ se proclamem a única
religião verdadeira, elas não alegam ser a única Igreja verdadeira. Tal se
dá porque elas não se consideram a Igreja de Cristo. Na opinião delas, a
Igreja de Cristo só tem 144.000 membros, como já vimos em 1.8. Logo, elas
não são a Igreja verdadeira, nem tampouco uma Igreja falsa. Elas
simplesmente não são a Igreja. Alguns dos integrantes da “religião” delas
(cerca de 8000 pessoas), por acreditarem que pertencem aos 144.000, se
julgam membros da Igreja de Cristo, mas a instituição deles em si, não é
vista como Igreja, quer verdadeira, quer falsa. Eles são apenas a
Organização de Jeová, a única religião verdadeira, fora da qual não há
salvação.
Chamando a Igreja de “congregação”, o
Corpo Governante afirmou: “Todavia, quando a Bíblia fala sobre
‘congregação do Deus vivente’, ela se refere a um grupo específico de
seguidores de Cristo. (1 Tm 3:15)[...] De modo que esta ‘congregação de
Deus’ é constituída de todos os cristãos na terra que têm esperança de vida
celestial. Ao todo, apenas 144.000 pessoas constituirão finalmente a
‘congregação de Deus’. [...] Os cristãos que esperam viver para sempre na
terra buscam orientação espiritual desta ‘congregação’...” (Poderá Viver
Para Sempre no Paraíso na Terra, páginas 125-126, parágrafo 18).
Nós, os evangélicos, cremos que há muitas
igrejas boas, pregando a verdade. Os chefes das TJ discordam disso, alegando
que a “Bíblia diz que existe realmente ‘uma só fé’ (Efésios 4:5)”
(Poderá Viver Para Sempre no Paraíso na Terra, página 190, parágrafo 19).
Mas eles esquecem que o apóstolo Paulo afirmou no capítulo 14 da sua
Epístola aos Romanos, que há questões periféricas sobre as quais podemos
divergir sem ferirmos a integridade da fé cristã. Disse Paulo: “Um crê
que de tudo se pode comer, e outro, que é fraco, come só legumes. Quem come
não despreze a quem não come; e quem não come não julgue o que come; pois
Deus o acolheu” (Rm 14.2,3).
Por não associarem Efésios 4.5 com
Romanos 14, os líderes das TJ exigem obediência irrestrita de seus
liderados. Estes têm apenas a “sublime” missão de repetirem como se fossem
robôs, o que lhes é ditado pelos seus superiores hierárquicos. Senão
vejamos: “... A verdade que havemos de publicar são aquelas que a
organização do escravo discreto fornece, não algumas opiniões pessoais,
contrárias ao que o escravo providenciou como sendo sustento conveniente”
(A Sentinela, novembro de 1.952, página 164, parágrafo 11).
Embora creiamos que os líderes da TJ não
erraram quando afirmaram que “Não pode haver duas verdades, quando uma não
concorda com a outra”, parece-nos que eles extrapolam, quando tentam nos
induzir a fazermos de questões banais, o aferidor da autenticidade ou não,
de uma igreja que se considera cristã. Por exemplo, todos nós, evangélicos,
cremos que a alma humana sobrevive à morte do corpo. Geralmente cremos
também que a Terra será destruída e depois refeita; porém, não fazemos disso
motivo de salvação ou perdição para quem quer que seja. Portanto,
aceitaríamos como nosso irmão em Cristo, alguém que, sem negar as doutrinas
cardeais da fé cristã, divergisse de nós nessas questões. As TJ, porém, não
pensam assim. Num texto em que fazem tempestade em copo d’água, pinçamos o
seguinte fragmento de autoria do Corpo Governante: “...ou os homens têm
uma alma que sobrevive à morte do corpo, ou não têm. Ou a terra existirá
para sempre, ou não... Não pode haver duas verdades, quando uma não concorda
com a outra...” (Poderá Viver Para Sempre no Paraíso na Terra, página
32, parágrafo 19). Mas neste caso, o feitiço vira contra o feiticeiro,
visto que se questões tão banais, desqualificam como genuinamente cristã
qualquer igreja que sobre as mesmas se equivocar, que dizer da organização
das TJ que já efetuou mais de 100 mudanças em suas doutrinas? Seria o caso
de perguntarmos às TJ: A religião de vocês era de Deus, quando vocês
pregavam que os sodomitas seriam ressuscitados? Deixou de ser de Deus quando
vocês se retrataram? E voltou a ser de Deus quando em 1.988 vocês se
retrataram novamente, retornando à velha doutrina da extinção dos sodomitas.
E: A religião de vocês era de Deus, enquanto vocês proibiam transplantes de
órgãos, e se tornou do diabo quando vocês passaram a permitir esse
tratamento médico? Ou ela era do diabo enquanto os transplantes de órgãos
eram proibidos, e passou a ser de Deus a partir do momento em que vocês
passaram a aceitar este recurso da Medicina? E inúmeras perguntas
semelhantes a estas poderíamos formular, trazendo à memória suas
incoerências sobre vacinação, crucificação de Cristo, prestação do serviço
militar etc.
Inúmeras TJ em derredor do mundo, após
serem informadas das muitas mudanças doutrinárias que os líderes delas têm
efetuado na “religião” que está sob o comando deles, pesquisaram, se
certificaram da autenticidade das denúncias, renegaram a seita, entregaram
suas vidas a Jesus e se vincularam às diversas igrejas evangélicas, onde
adoram ao Senhor em espírito e em verdade, na beleza da Sua santidade! Mas a
grande maioria das TJ não pensa assim. Acha que as mudanças não devem nos
perturbar. Porém, ao agirem assim, as TJ estão em desacordo com seus líderes
máximos, o Corpo Governante. Por exemplo, até 1.966, os católicos eram
proibidos de comer carne nas sextas-feiras. Mas então, o Papa Paulo VI,
pondo em prática as decisões tomadas no Concílio Vaticano II, autorizou os
Ministros locais a modificar essa doutrina. Os líderes das TJ sugerem então
que os católicos ponderem sobre a validade das demais doutrinas esposadas
pela “Igreja” Católica, considerando essa súbita mudança doutrinária. Eles
publicaram, pois, na revista Despertai!, de 08/10/1.970, páginas 8 e 9, um
artigo intitulado MUDANÇAS QUE PERTURBAM AS PESSOAS, onde argumentam com os
católicos assim: “...Se for católico, pode entender como certa prática
considerada pela Igreja como ‘pecado mortal’ possa subitamente ser aprovada?
Se era pecado a cinco anos, por que não é hoje? Muitos católicos não
conseguem entender” (Citado em Merecem Crédito as Testemunhas de
Jeová? CPR_Centro de Pesquisas religiosas, páginas 20-21, 143-144).
Cremos que o argumento acima, da autoria
dos líderes da TJ é, de fato, consistente. Realmente as mudanças
doutrinárias ocorridas na “Igreja” Católica provam que os papas são seres
humanos falíveis como todos nós e que, portanto, não devem ser obedecidos
cegamente. Realmente uma retratação prova que há erro. E a prova da
existência de um erro nos deve levar a admitir a possibilidade de haver
outros erros. Logo, os católicos têm o direito de confrontar com a Bíblia
tudo quanto o Papa ensina, a fim de se certificarem se seus ensinos são ou
não, corretos. Porém, este direito não é exclusivo dos católicos, mas
extensivo a todos nós. E, visto que os líderes das TJ têm se retratado mais
do que os papas, queremos argumentar com as TJ tal qual o Corpo Governante
argumentou com os católicos. Fazendo nossas as palavras do Corpo Governante,
dizemos às TJ o seguinte: “Se você for TJ, pode entender como certo
ensino, considerado pelo Corpo Governante como orientação e direção
teocráticas possa subitamente ser mudado? Se era verdade no passado, por que
não é hoje? Muitas TJ não conseguem entender.”
Se você é TJ, e acha que este argumento
não deve incomodá-lo, saiba que isso significa que, na sua opinião, o
argumento do Corpo Governante não é consistente. Sim, porque se o argumento
deste autor não tem valor algum, então o argumento do Corpo Governante nada
vale.
O Corpo
Governante está, sim, dizendo que as incoerências deles devem levá-lo à
reflexão. Você vai ou não vai obedecer ao porta-voz do escravo fiel e
discreto? Eles estão dizendo que você precisa se despertar. Eles estão lhe
dizendo, que as contradições deles são sintomáticas, ou seja, indícios de
que não são donos da verdade, como pensam que são; e que você pode argüí-los.
É digno de nota que o erro da “Igreja”
Católica foi menos grave do que o erro do Corpo Governante, já que ninguém
morreu por não ter comido carne nas sextas-feiras. Porém, só Deus sabe
quantos foram prejudicados por terem rejeitado vacinas, transplantes de
órgãos, transfusões de sangue e prestação do serviço militar nos países que
não concedem eximição. Os líderes das TJ fariam bem, se atentassem para este
velho provérbio: “Quem tem telhado de vidro não atira pedras ao do
vizinho”. Mesmo que o “telhado do vizinho” realmente seja de “vidro”, se
o nosso de “vidro” é, devemos nos precaver, visto que o “tiro pode sair pela
culatra”. No caso da crítica que o Corpo Governante endereçou aos católicos
romanos, não há dúvida de que isso ocorreu. De fato o “feitiço” virou contra
o “feiticeiro”.
Embora a própria “bíblia” das TJ diga que
o cristão já está salvo (queira ver Ef 2.8,9 na TNM), as TJ, instigadas
pelos seus líderes, não ousam dizer que já estão salvas. Esta é uma das
provas que as TJ não são uma extensão da Igreja Primitiva.
Disse Jesus a uma mulher: “Tua fé te
salvou; vai em paz” (Lc 7.50 – TNM). Sob o teto de Zaqueu,
afirmou Jesus: “... Neste dia entrou a salvação nesta casa...” (Lc
19.9 – TNM). Em Ef 2.5, o apóstolo Paulo afirma: “... por benignidade
imerecida é que fostes salvos” (TNM).
Muitos dos discípulos do Corpo Governante
já nos disseram que é errado dizer que já estamos salvos. Mas será que Jesus
e os apóstolos estavam equivocados?
O fato de Jesus afirmar que quem “crer
e for batizado será salvo, mas o que não crer será condenado” (Mc 16.16
– TNM), prova que a salvação é o antônimo de condenação. Logo, quem não está
salvo está condenado, e a recíproca é verdadeira. Assim, as TJ estão se auto
confessando condenadas, quando afirmam que não há ninguém salvo. Por outro
lado, a Bíblia sustenta que os verdadeiros cristãos estão cem por cento
salvos, visto assegurar que “... os em união com Cristo Jesus não têm
nenhuma condenação”(Rm 8.1 – TNM – ênfase acrescentada). Ora, se não
há condenação alguma, então deve haver o oposto disso. E o contrário de
condenação é o quê? Veja resposta em Mc 16.16 na TNM.
Afirmamos acima que “os cristãos estão
cem por cento salvos”. Por “cem por cento salvo” deve-se entender “cem por
cento perdoado.” Isto significa que Deus e o cristão já se reconciliaram,
isto é, já fizeram as pazes (Is 53.5; 2 Co 5.18 – TNM).
Quando Jesus nos perdoa (Mc 2.5; Lc
7.48), lança os nossos pecados nas profundezas do mar (Mq 7.19), se esquece
dos mesmos (Hb 10.17,18) e nos faz de novo (2 Co 5.17). A partir daí, não há
mais “nenhuma condenação” (Rm 8.1). Então tomamos posse da vida
eterna (Jo 5.24), e a nós são dirigidas as seguintes palavras: “Por esta
benignidade imerecida é que fostes salvos por intermédio da fé; e isto não
se deve a vós, é dádiva de Deus. Não, não se deve a obras, a fim de que
nenhum homem tenha base para jactância”.(Ef 2.8,9 TNM).
Segundo a Bíblia, o cristão é um eleito (Rm
8.33; 16.13; Ef 1.4 etc.), não um candidato. O cristão não está se
esforçando para alcançar a salvação, mas sim, segurando-a com as duas mãos
para não perdê-la (Ap 3.11). Portanto, o cristão não pratica boas obras para
se salvar (Ef 2.5, 8, 9; Rm 11.6), mas sim, porque já se salvou (Ef 2.10).
Quando a Bíblia diz que “a fé sem obras é
morta” (Tg 2.26), não está dizendo que fé mais obras produzem salvação, mas
sim, que a verdadeira fé produz salvação (que é a reconciliação com Deus), a
qual, por sua vez, nos leva automaticamente à prática do bem.
A verdadeira fé é viva, e produz naquele
que a possui, uma transformação indisfarçável! A verdadeira fé não depende
das obras para ser viva, pois tem vida própria! A fé verdadeira nos salva e
nos conduz à prática das obras. “Fé sem obras é morta” não significa que a
verdadeira fé dependa das obras para ser viva; antes quer dizer que a fé
viva gera obras inevitavelmente. E que, portanto, quando faltam estas, é
porque de antemão faltou aquela.
Pela verdadeira fé somos transformados em
filhos de Deus (Jo 1.12; 1 Jo 3.2). E, como sabemos, os filhos de Deus têm
que ter o “DNA” do Pai. A ausência dos traços do Pai na vida daqueles que se
julgam filhos de Deus, é indício de uma fé falsa; e não é por meio dessa
“fé”, que seremos salvos.
A verdadeira fé e as obras vivas, embora
sejam distintas e diferentes, são inseparáveis. Conseqüentemente, os que
morrem imediatamente após receberem a salvação, vão fazer boas obras no
Paraíso Celestial; e os que continuam vivendo do lado de cá, fazem-nas por
aqui mesmo. Mas estes têm consciência de que já estão salvos e que,
portanto, mais nada precisam fazer, a não ser não jogar fora a salvação, com
a qual já foram presenteados desde o momento em que se tornaram
portadores da fé viva, a qual, embora não viva pelas obras, vive
para as obras.
As boas obras existem para “andarmos
nelas” (Ef 2.10 – TNM), e não para sermos salvos por elas (Tt 3.5). Este
versículo diz textualmente: “Não devido a obras de justiça
que tivéssemos realizado, mas segundo a sua misericórdia, ele nos
salvou...” (TNM – grifo nosso).
A fé e as obras são importantíssimas, mas
devem ser postas em seus devidos lugares. Os que tentam se salvar pelas
obras estão pondo o carro adiante dos bois. E os que tentam se salvar pela
fé mais as obras, estão pondo o carro ao lado dos bois. Ora, o carro não
sairá do lugar, enquanto estiver adiante dos bois ou ao lado destes. Para
que o carro se locomova, é imprescindível que bois e carro sejam postos em
seus devidos lugares. Deixemos, pois, que o “boi” da fé puxe o “carro” da
salvação, no interior do qual devemos adicionar mais e mais, obras que
glorifiquem a Deus e testifiquem da salvação que Jesus já nos deu.
Ainda não encontramos um só TJ que
ousasse dizer: “Jesus me salvou”. Contudo, não é improvável que haja entre
eles alguém que assim se expresse, visto que o Corpo Governante ensina que
eles podem dizer: “Até agora, estou. [...]” Ou: “Sim”, quando alguém os
inquirir sobre esta questão (Raciocínios a Base das Escrituras, página 342).
Sim, talvez haja entre os discípulos do Corpo Governante alguém que afirme
que já está salvo. Mas, se há, são tão poucos que ainda não encontramos um
sequer. O porquê disso é que os líderes das TJ pregam com um canto da boca
que o cristão já está salvo, mas com os dois cantos da mesma boca, negam
esta verdade. Sobre esta questão eles se revelam tão ambíguos quanto nas
demais por eles aventadas.
O que aqui dizemos sobre o valor da fé e
a importância das obras, pondo-as em seus devidos lugares, visa jogar por
terra tudo quanto os líderes das TJ vêm ensinando a respeito de Tg 2.14-26.
E uma das provas de que estamos na trilha certa é que Tiago, enquanto
argumentava que a fé sem obras é morta ou inoperante, disse que Abraão não
foi justificado só pela fé, mas pelas obras também, visto que ele ofereceu
Isaque sobre o altar (Tg 2.21-23).Veja, o oferecimento de Isaque sobre o
altar por parte de Abraão, está registrado em Gn 22.9,10, enquanto que o
registro da justificação de Abraão pela fé, consta de Gn 15.6. Ora, sabemos
que o fato registrado em Gn 15.6, que é a justificação de Abraão pela fé,
ocorreu cerca de 15 anos antes de Isaque nascer. Veja que primeiro Deus lhe
promete um filho (Gn 15.1-5); depois o justifica pela fé (Gn 15.6); depois
lhe promete a terra de Canaã (Gn 15.7); depois ele oferece sacrifício ao
Senhor, quando a promessa da Terra lhe é ratificada (Gn 15.8-16);
posteriormente Deus faz um pacto com ele (Gn 15.17-21); depois ele entra a
Agar e esta lhe gera Ismael (Gn 16.1-15) e então se diz que ele tinha 86
anos de idade (Gn 16.16). Muitas outras coisas maravilhosas lhe sucedem, as
quais constam de Gn 17 – 20; e no capítulo 21.5 do Gênesis, somos informados
que Abraão tinha cem anos de idade quando Isaque nasceu. E quando Isaque já
era adolescente ou jovem, é que Abraão o oferece sobre o altar (Gn 22.9,10).
Assim, à luz de Gn 16.16; 21.5; e 22.9,10, veremos que Abraão foi
justificado pela fé cerca de três décadas antes de dispor a ofertar Isaque
em holocausto a Jeová. Ora, como Tiago pôde se servir de uma obra praticada
por Abraão cerca de trinta anos após a sua justificação pela fé, para provar
que Abraão foi justificado por fé mais obras? Só há duas respostas
possíveis: Ou ele se enganou, ou ele estava querendo dizer que a verdadeira
fé, redunda em real salvação, da qual, por sua vez, nascem inevitáveis obras
de justiça. Os que crêem que a Bíblia é a pura, santa, perfeita e infalível
Palavra de Deus, como é o caso deste autor, optam pela última alternativa.
Para sermos salvos, basta crermos no
Senhor Jesus (Jo 3.16; At 16.30,31). Contudo, o Corpo Governante, por não
colocar a fé e as obras em seus devidos lugares, afirma às páginas 5 e 6 de
A Sentinela de 15/09/1.989, que crer em Jesus é o requisito principal ou
“fundamental para nossa salvação, mas é necessário mais.”
A Bíblia o diz e os salvos sabem por
experiência própria, que o milagre da salvação é radical e instantâneo. Em
fração de segundo um pecador perdido pode receber o perdão de todos os seus
pecados e a conseqüente salvação, a qual muda o destino e o caráter (Mc
2.5; Lc 7.47-50; 23.43; Ef 2.5,8-10; Tg 2.26 etc.). Para recebermos este
perfeito, total e radical perdão, chamado também de salvação (Tt 2.11), nada
precisamos fazer, a não ser clamarmos com fé e arrependimento (At 3.19; Rm
10.13). Se permanecermos assim, isto é, com fé e contrição, durante todo o
nosso peregrinar terráqueo, seja esse tempo um segundo ou muitas décadas,
partiremos daqui como alguém que não negou a fé (1Tm 5.8), não negou o
Senhor (2 Tm 2.12), e assim a salvação nos estará assegurada
irreversivelmente ( 2 Tm 4.6-8). Isto é que é salvação pela graça por meio
da fé, da qual falou o apóstolo Paulo em Ef 2.8. Quem prega uma mensagem
diferente desta, não está pregando salvação pela graça por meio da fé, mas
sim, vendendo gato por lebre! Pregam isto os líderes das TJ? Não! Mil vezes
não! Sim, leitor, segundo as TJ, os servos de Deus que não pertencem aos
144.000, e isso inclui os do Antigo Testamento, como Abel, Noé, Abraão,
Moisés, Sara, Ana, Davi, João Batista, Sansão, etc., serão ressuscitados no
início do Milênio, em cujo período poderão se aperfeiçoar progressivamente
até se tornarem tão perfeitos quanto Adão e Eva eram antes de pecar. Ao
terminar então o Milênio serão tentados todos os que tiverem chegado até lá,
e os que não cederem, viverão para sempre, ou seja, então serão salvos. Ora,
se assim fosse, estaria em jogo, não apenas a salvação dos supostos
integrantes da Grande Multidão que, no presente, morrem fiéis às doutrinas
pregadas pelo Corpo Governante, mas até mesmo os heróis da fé do Antigo
Testamento (Abel, Noé, Sara, Abraão, Josué, Daniel, Moisés, Ester, Ana, João
Batista etc, estariam na corda bamba.
Pregam mesmo as TJ o que dissemos acima?
Ora, elas afirmam no livro Poderá Viver Para Sempre no Paraíso na Terra,
página 122, parágrafo 7, que “... todos os homens e mulheres fiéis que
morreram antes de Jesus falecer tinham esperança de viver novamente na
terra, não no céu. Serão ressuscitados para se tornarem súditos terrestres
do reino de Deus...” Elas dizem ainda neste mesmo livro, páginas
175-183, que tantos quantos forem ressuscitados, mais os vivos que
sobreviverem ao Armagedom, somados aos que nascerem durante o Dia do Juízo
de 1.000 anos, conforme forem sendo fiéis, gradualmente avançarão rumo à
perfeição humana, de sorte que por volta do fim do Dia do Juízo de 1000
anos, todos os que não morrem nesse período, estarão tão perfeitos quanto
Adão e Eva eram antes de pecar. E acrescentam que ao terminar o referido Dia
do Juízo de 1000 anos, Satanás e seus demônios sairão da prisão na qual
estarão retidos durante o Dia do Juízo, e tentarão esses humanos
aperfeiçoados; dos quais, os que cederem serão destruídos; e os que se
mantiverem fiéis, herdarão a Terra paradisíaca.
Uma das provas de que as TJ crêem que
todos os humanos que forem aperfeiçoados durante o Dia do Juízo, serão
testados depois do Milênio, é o fato delas afirmarem que Jeová submeterá
(depois do Dia do Juízo) a humanidade a uma prova, para daí selecionar os
fiéis que farão jus aos nomes no livro da vida. Senão, vejamos: “Como
determinará Jeová que nomes deverão ser escritos no ‘rolo da vida’, ou
‘livro da vida’?... Será por meio duma prova à qual a humanidade será
submetida” (Poderá Viver Para Sempre no Paraíso na Terra, página 182,
parágrafo 20, ênfase acrescentada). Veja que o Corpo Governante afirma que o
teste será aplicado na humanidade, e não, numa parte da
humanidade.
Simplificando, o que as TJ pregam é o
seguinte: O homem foi feito para viver eternamente no planeta Terra. Porém,
devido ao pecado, o homem foi sentenciado à morte e, por conseguinte, a
deixar de existir. Mas, por causa do sacrifício de Cristo, muitos
terão uma segunda oportunidade. Estes, e seus filhos nascidos durante o
período de adestramento que durará mil anos, serão submetidos a um processo
evolutivo, ao término do qual estarão tão perfeitos quanto Adão e Eva eram
antes de pecar. Então serão tentados por Satanás e seus demônios. Nessa
época, muitos cederão às tentações e, por isso mesmo, serão destruídos, isto
é, irão para a Geena, o que equivale a dizer que morrerão sem direito à
ressurreição. Mas os que permanecerem fiéis, viverão eternamente na Terra
paradisíaca. Deste modo, não se sabe, por exemplo, se Moisés será ou não,
fiel a Deus, durante o Dia do Juízo. Portanto, há uma possibilidade dele
morrer nesse período. Além disso, mesmo que ele passe por essa primeira
barreira, bem pode ser que ele não consiga transpor o segundo obstáculo, já
que as TJ sustentam que muitos dos que passarem pela primeira eliminatória,
serão reprovados no teste final, quando forem tentados pelo diabo e seus
demônios. Sim, segundo as TJ, os que forem rebeldes durante o período de
adestramento de 1.000 anos, serão destruídos nesse intervalo. Referindo-se
aos tais, disse o Corpo Governante: “... Assim, essas pessoas serão
destruídas, quer durante, quer por volta do fim do Dia do Juízo...”
(Poderá Viver Para Sempre no Paraíso na Terra, página 180, parágrafo 14).
Nessas entrelinhas pode-se ver
nitidamente que as TJ negam a salvação pela graça por meio da fé. Embora
elas afirmem que também crêem na salvação pela graça, a verdade solene é que
elas pregam salvação pelas obras. Elas não crêem na totalidade,
instantaneidade e eficácia do perdão que Deus nos dá em Cristo. Por ora, ser
perdoado é, segundo elas, candidatar-se a uma segunda oportunidade, a qual
consiste de 1000 anos de adestramento eliminatório, seguido de um rigoroso
teste seletivo, do qual só sabem que existe a triste possibilidade de serem
reprovadas, o que, sem dúvida, é inquietante. Logo, o “Jesus” das TJ não
salva sozinho. Ele apenas abre o caminho, isto é, dá uma segunda chance,
para que o cristão, por seus próprios esforços evolua gradualmente até à
perfeição, quando então, se for aprovado no teste a que será submetido após
tornar-se perfeito, fará jus à salvação. E essa salvação, segundo as TJ, é
apenas um retorno à boa vida que a humanidade perdeu desde a queda de Adão e
Eva no Éden.
Sim, o “jesus” das TJ não salva, mas apenas nos dá as ferramentas para que
nós mesmos fabriquemos a nossa salvação. Conosco concorda o Pastor Wagner S.
Cunha, conferencista do ICP (Instituto Cristão de Pesquisas), que disse:
“Durante os dez anos em que fui TJ, sempre aprendi a ver Jesus como o ‘maior
homem que já viveu’, um exemplo, o resgatador, mestre, instrutor, ‘o mestre
de obras de Jeová’, mas nunca aprendi a necessidade de ter Jesus como meu
Salvador pessoal... O ‘Jesus’ das TJs não salva, apenas abre o caminho para
que o indivíduo alcance a salvação através de sua fidelidade à organização”
(Defesa da Fé, ICP, out/dez de 1996, pág. 29).
No livro Conhecimento Que Conduz à Vida
Eterna, página 69, parágrafo 20, lemos: “A nossa salvação não é a
justificativa principal para a vida e a morte de Jesus na Terra.”
(Ênfase acrescentada). Podemos notar nessa declaração três erros:
1º)
Jesus teria vindo ao mundo com, pelo menos duas incumbências, quando a
Bíblia só nos fala de uma: salvar-nos (Jo 3.16; 1 Tm 1.15).
2º)
Das suas incumbências, a salvação do pecador não seria a mais relevante, na
ótica do Senhor Jesus. Ele teria algo mais importante a realizar.
3º)
Se Cristo, ao relacionar-se conosco, não dá prioridade à nossa salvação,
subentende-se que há algo mais premente do que livrar-nos do pecado e suas
conseqüências. Isso pode distrair o pecador, desviando sua atenção de seu
principal problema, bem como de sua primordial necessidade. Quem assim age,
certamente não está sendo inspirado por Aquele que empreende convencer o
mundo do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16.7-11): o Espírito Santo.
Bem, se salvar-nos não era o principal
objetivo pelo qual Cristo baixou do Céu à Terra, como supõem as TJ,
fica claro apenas que, segundo elas, Ele tinha mais de uma missão. Porém,
quantas e quais eram as Suas missões? Qual era a principal delas? E, de
todas as Suas missões, qual era a de menor importância? É o que veremos a
seguir.
Primeira missão
Segundo as TJ, o primeiro propósito da
vinda de Jesus ao mundo, foi o de divulgar e santificar o nome de Jeová.
Isso está claro à página 60, parágrafo 10, do livro Poderá Viver Para Sempre
no Paraíso na Terra. “Explicando” porque Jesus viera à Terra, diz lá o Corpo
Governante: “...Primeiro, as verdades sobre seu Pai celestial. Ensinou
seus seguidores a orar para que o nome de seu Pai fosse ‘santificado...’ E
ele orou: ‘Tenho feito manifesto o teu nome aos homens que me deste...’ ”
Segunda missão
De acordo com as TJ, o segundo propósito
de Jesus vir à Terra, foi o de anunciar o Reino de Deus. Tal importância
deve-se, segundo elas, ao fato de que “É esse reino que destruirá toda a
iniqüidade e livrará o nome de Jeová de todo o vitupério lançado sobre
ele...” (Ibidem, páginas 60 e 61, parágrafo 11).
Terceira missão
Que nos salvar não era, segundo as TJ, a
principal missão de Jesus, ficou claro em 17.4.1. E quando examinamos as
publicações do Corpo Governante, percebemos que a nossa salvação está em
terceiro e último lugar, na escala de valores do Senhor. O desdém dos
líderes das TJ para com a gloriosa salvação, é indisfarçável. Veja este
exemplo: “Assim, um motivo importante de Jesus vir à Terra foi de
morrer por nós...” (Ibidem, página 61, parágrafo 12 – ênfase
acrescentada).
Realmente, morrer para nos salvar não era
a principal missão de Jesus, nem tampouco a secundária, mas sim, a única (1
Tm 1.15; Jo 3.16).
Os chefes das TJ não só deixam
subentendido que eles pregam salvação pelas obras. Não! Eles até alistam
tais obras. O capítulo 30, do livro Poderá Viver Para Sempre no Paraíso na
Terra, que começa na página 250, se intitula: O Que Você Precisa Fazer a Fim
de Viver Para Sempre. Sob este título eles relacionam seis obrigações,
vistas por eles como necessárias à salvação. São as seguintes:
1ª) Confiar em Deus
e nas suas promessas (página 250, parágrafo 2).
2ª) Praticar boas
obras (Ibidem, parágrafo 3).
3ª) Orar,
dedicando-se a Deus (página 251, parágrafo 4).
4ª) Pertencer à
organização visível de Deus (Ibidem, parágrafo 5).
5ª) Batizar-se
(página 252, parágrafo 6).
6ª) Pregar as boas
novas do reino de casa em casa (páginas 252-253, parágrafos 9-11).
Como se pode ver acima, a receita
“salvífica” emitida pelo Corpo Governante, é composta de meia dúzia de
requisitos, quando a Bíblia só reconhece um: “Crê no Senhor Jesus e serás
salvo, tu e tua casa.” (At 16.30,31). E, por incrível que pareça, o
único requisito bíblico foi, neste caso, simplesmente ignorado, não chegando
sequer a figurar entre o conjunto de normas expedido pela Torre de Vigia.
Aliás, isto não amenizaria o problema, visto que a fé só funciona se a ela
não adicionarmos nossas invencionices.
Tentar se salvar pelas obras, quer à
parte da fé, quer ao lado da fé, é subestimar o alto preço que Jesus pagou
na cruz.
Deus quer que Seus servos se esmerem em
fazer boas obras, mas Ele não quer que façamos das mesmas nossa tábua de
salvação.
A fé vale o perdão dos pecados e a
conseqüente salvação, a qual é um dom, isto é, um presente ou dádiva (Ef
2.8-9). E as obras que porventura daí nascerem, serão galardoadas (1Co
3.10-14).
O que é fé? Mil máximas não seriam
capazes de defini-la sem parcialidade!
Estamos falando da fé salvadora! Esta fé
é mais do crer na existência e onipotência do Salvador! É mais do que
reconhecer que o sacrifício que o Senhor efetuou na cruz é substitutivo;
podendo, pois, quitar-nos para com a justiça divina e, por conseguinte,
redimir-nos! Fé é se valer, se servir e se beneficiar do sangue remidor!
Em Mt 24.45-47, encontramos o Senhor
Jesus propondo aos seus discípulos a seguinte parábola: “Quem é, pois, o
servo fiel e prudente, que o senhor pôs sobre os seus serviçais, para a
tempo dar-lhes o sustento? Bem-aventurado aquele servo a quem o seu senhor,
quando vier achar assim fazendo. Em verdade vos digo que o porá sobre todos
os seus.” (Versão Revisada).
“Servo fiel e prudente” é o mesmo que
“escravo fiel e discreto”, como consta da “bíblia” das TJ. Não é difícil
entendermos que o objetivo do Senhor Jesus ao propor esta parábola, era
inculcar nos seus discípulos que todo cristão deve ser fiel e discreto. E
que se cumprirmos com este dever, seremos recompensados por Ele, quando de
Seu regresso (Ap 22.12). Mas os membros do Corpo Governante viram nesta
parábola tudo quanto necessitavam para manipular os incautos, como veremos
abaixo.
Os líderes das TJ vêem (?) no texto em
apreço dois grupos distintos: O escravo fiel e discreto representa os
144.000 cristãos ungidos com vocação celestial; e os domésticos
(serviçais na Versão Revisada) retratam os cristãos que compõem a Grande
Multidão que herdará a Terra. Assim como o escravo fiel e discreto da
parábola em apreço, tinha a incumbência de alimentar (ou sustentar) os seus
domésticos (ou conservos), os 144.000 têm o encargo de prover a instrução
bíblica para os membros da Grande Multidão.
Afirmam também os membros do Corpo
Governante que eles são o porta-voz do escravo fiel e discreto. Deste modo,
são eles que preparam o alimento e distribuem aos seus domésticos ou, como
já informamos, aos que compõem a Grande Multidão.
Partindo da premissa acima exposta, os
líderes das TJ chegaram à seguinte conclusão:Se eles, na qualidade de
representante e/ou porta-voz do escravo fiel e discreto, receberam de Deus o
encargo de explicar a Bíblia aos que querem seguir a Cristo, então quem
estudar a Bíblia sem a orientação deles, não conhecerá o caminho da verdade.
Eles e só eles estão credenciados por Deus a darem o “alimento no tempo
apropriado” (Mt 24.45- TNM), tendo, portanto, os seus aprendizes que
“comerem” tudo quanto eles servirem “à mesa”, sem questionar. Tudo quanto
eles pregarem, seus liderados também têm que pregar; até que eles se
retratem, quando também terão que se retratar. Qualquer insubordinação ou
idéia independente da deles, é sinal de orgulho. Os portadores de tais
idéias, por mais que estudem a Bíblia não avançarão na estrada da vida, até
que reconheçam que não podem passar sem a ajuda do único canal de
comunicação de Jeová que é o porta-voz do escravo fiel e discreto, isto é, o
Corpo Governante das Testemunhas de Jeová!
Custa-nos crer que possa existir alguém
suficientemente petulante para se auto-apresentar como dono da verdade, como
os líderes das TJ se atrevem a fazer, conforme denunciamos acima. Urge,
portanto, que exibamos as provas, para que os nossos leitores possam
examiná-las por si mesmos e assim certificarem da veracidade de nossas
afirmações. E é com as transcrições abaixo que pretendemos documentar as
pretensões dos chefes das TJ, acima exaradas. Ei-las:
“A organização visível de Deus hoje
também recebe orientação e direção teocráticas. Na sede das
Testemunhas de Jeová em Brooklyn, Nova Iorque, existe um corpo governante de
anciãos cristãos de várias partes da terra que dão a necessária supervisão
às atividades mundiais do povo de Deus. Este corpo governante é composto
de membros do ‘escravo fiel e discreto’. Serve qual porta-voz do
‘escravo’ fiel.
Os homens desse corpo governante, como os
apóstolos e anciãos em Jerusalém, têm muitos anos de experiência no serviço
de Deus. Mas não confiam na sabedoria humana ao fazerem decisões. Não, sendo
governado teocraticamente, seguem o exemplo do primitivo corpo governante em
Jerusalém, cujas decisões baseavam-se na Palavra de Deus e eram feitas sob a
direção do espírito santo...”
(Poderá Viver Para Sempre no Paraíso na Terra, página 195, parágrafos 13 e
14 – Ênfase acrescentada).
“Não é provável que alguém, por apenas
ler a Bíblia, sem se aproveitar das ajudas divinamente providas, consiga ver
a luz. É por isso que Jeová Deus proveu ‘o escravo fiel e discreto’, predito
em Mateus 24:45-47. Atualmente, este escravo é representado pelo Corpo
Governante das Testemunhas de Jeová”.(A
Sentinela, 01/05/1.992, página 31).
“Assim como as profecias bíblicas
apontavam para o Messias, elas também nos encaminham ao unido corpo de
cristãos ungidos das Testemunhas de Jeová, que serve atualmente qual escravo
fiel e discreto. Este nos ajuda a entender a Palavra de Deus. Todos os que
desejam entender a Bíblia devem reconhecer que a grandemente diversificada
sabedoria de Deus só pode ser conhecida através do canal de comunicação de
Jeová, o escravo fiel e discreto...”
(A Sentinela, 01/10/1.994).
“Mas, Jeová Deus proveu também sua
organização visível, seu ‘escravo fiel e discreto’, composto dos ungidos com
o espírito para ajudar os
cristãos em todas as nações a entender e a aplicar corretamente a Bíblia na
sua vida. A menos que estejamos em contato com este canal de comunicação
usado por Deus, não avançaremos na estrada da vida, não importa quanto
leiamos a Bíblia.” (A Sentinela, 01/08/1.982, página 27, parágrafo 4).
“A verdade que havemos de publicar são
aquelas que a organização do escravo discreto fornece, não algumas opiniões
pessoais, contrárias ao que o escravo providenciou como sendo sustento
conveniente.” (A Sentinela,
novembro de 1.952, página 164, parágrafo 11).
“LUTECONTRAIDÉIAS.INDEPENDENTES...Idéias
independentes...são...perigosas...Tais idéias dão evidência de orgulho. E a
Bíblia diz: ‘O orgulho vem antes da derrocada’”.
(A Sentinela, 15/07/1.983, página 27,
parágrafos 19 e 20).
“Sentir-nos-emos impelidos a servir a
Jeová com lealdade junto com sua organização se nos lembrarmos de que não há
outro lugar onde se possa obter a vida eterna...”
(A Sentinela, 15/11/1.992, páginas 20 e 21, parágrafo 12).
As cópias acima provam que os líderes
máximos das TJ são suficientemente megalomaníacos para se julgarem donos da
verdade. Deixar-se orientar por eles é, segundo as transcrições supra,
condição sine qua non para a salvação. Eles são, pois, o caminho, a verdade
e a vida; ninguém vai ao Pai senão por eles. Mas essa usurpação do trono de
Cristo se torna ainda mais grave, quando somos informados que eles já
conseguiram nada menos que seis milhões de pessoas em todo o mundo que,
reconhecendo-os como tais, se submetem a eles cegamente. Esses teleguiados
preferem trair suas consciências, a saírem de sob o autoritarismo do Corpo
Governante. Só para citarmos um exemplo, certa vez, enquanto confabulávamos
com dois seguidores do Corpo Governante, em um diálogo que durou cerca de 8
horas (começamos às 20:15 h. e terminamos às 04:10 h.), com tristezas
ouvimos a seguinte declaração: “Nós sabemos que os nossos
superintendentes equivocam-se sobre vários pontos, mas nós nos submetemos
às suas ordens incondicionalmente sem questioná-los, pois sabemos que eles
constituem o escravo fiel e discreto a quem Jeová designou sobre seus
domésticos para dar-lhes o seu alimento no tempo apropriado, conforme
previsto em Mt 24:45. Se eles descem, nós descemos com eles; e se eles
sobem, igualmente com eles subimos, pois eles são a ‘nossa mãe’, segundo Gl
4:26, predestinados por Jeová a nos conduzir ao Reino dos Céus, e por fim,
reinar sobre nós. Assim sendo podemos fechar os olhos e acompanhá-los sem
medo de errar, pois no final tudo dará certo. Se eles nos ensinam alguma
coisa errada, não faz mal, pois um dia Jeová irá iluminá-los, e eles,
sinceros como são, nos informarão que estavam equivocados, como já o fizeram
outras vezes. Se Jesus disse que eles seriam o ‘escravo fiel’ que nos dariam
o ‘alimento no tempo apropriado’ devemos ‘comer’ tudo quanto nos derem, sem
serem questionados por nós, pois Jeová sabe o que faz”.
A declaração supra não é atípica, antes
constitui a característica de toda TJ verdadeira, já que o Corpo Governante
exige que assim seja. Logo, quem não pensa assim, das duas, uma: ou não é
TJ, ou é um falso TJ.
O Corpo Governante faz as seguintes
afirmações:
1ª)
Os 144.000 são o escravo fiel e discreto. Veja a prova: “...Com
Cristo haverá associados em tronos celestiais mais 144.000...A vasta
maioria deles já está nos céus, e o restante deles ainda na terra
constitui a classe do ‘escravo fiel e discreto’, que promove lealmente
os interesses deste Reino aqui. – Mat. 24:45-47” (Unidos na Adoração do
Único Deus Verdadeiro, páginas 80 e 81, parágrafo 7);
2ª)
Esse escravo fiel e discreto é o canal de comunicação de Deus. É através
desse escravo fiel e discreto que Deus dá o alimento da Sua Palavra aos
integrantes da Grande Multidão. Prova: “...Não é provável que
alguém, por apenas ler a Bíblia, sem se aproveitar das ajudas divinamente
providas, consiga ver a luz. É por isso que Jeová Deus proveu ‘o escravo
fiel e discreto’, predito em Mateus 24:45-47...” (A Sentinela,
01/05/1.992, página 31);
3ª)
Esse escravo fiel e discreto se faz representar pelo seu porta-voz, que é o
conjunto dos líderes supremos das TJ, chamado Corpo Governante, cujo número
de membros oscila em torno de 12 anciãos. Estes anciãos pertencem aos
144.000, e, portanto, fazem parte do grupo chamado de escravo fiel e
discreto. Provas: “...Este corpo governante é composto de membros
do ‘escravo fiel e discreto’. Serve qual porta-voz do ‘escravo’ fiel
(Poderá Viver Para Sempre no Paraíso na Terra, página 195, parágrafo 13).
“...Atualmente, este escravo é representado pelo Corpo Governante das
Testemunhas de Jeová...” (A Sentinela, 01/05/1.992, página 31).
Agora, vamos raciocinar à base das
declarações que o Corpo Governante fez.
Se há um grupo chamado de escravo fiel e
discreto, incumbido de prover o alimento da Palavra de Deus às pessoas que
desejam ser cristãos, todos os componentes desse grupo deviam trabalhar no
preparo desse quitute espiritual. Todos eles deviam estar lá na Torre de
Vigia, que é a editora das TJ, elaborando mensagens a ser publicadas nas
suas revistas livros e panfletos. Todavia, isso não ocorre. O restante dos
144.000 (?) que ainda estão na Terra, não integram a alta cúpula das TJ, nem
opinam em coisa alguma aos Anciãos de Brooklyn. Isso é esquisito, visto que
se o escravo fiel da parábola em lide, é um grupo que executa uma certa
tarefa, nenhum integrante dessa equipe pode ficar de fora. Talvez as TJ
diriam que os tais não estão de fora, já que falam através do seu porta-voz.
Mas isso geraria mais três dificuldades:
1ª)
Como pode alguém falar como porta-voz daquele de quem não recebeu mensagem
alguma?
2ª)
Como o Corpo Governante pode ser porta-voz deles, se eles não o nomearam?
3ª)
A missão do porta-voz é dupla: receber a mensagem e repassá-la adiante;
nunca, porém, devolvê-la. Porém, é isso que estaria ocorrendo, se o Corpo
Governante fosse o porta-voz do escravo fiel e discreto. Porque se ele é o
porta-voz do escravo fiel e discreto, então ele recebeu deste, a mensagem.
Logo, quando a Sentinela chega às mãos de um membro do grupo chamado escravo
fiel e discreto, pode-se dizer que o porta-voz está “devolvendo” a mensagem.
Isso seria cômico, se milhões de almas preciosas não estivessem presas nesse
emaranhado!
Já está nítido que quem dá o “alimento” é
o Corpo Governante. E assim, o escravo se acha privado de exercer a sua
função de dar o alimento. Ao invés disso, é alimentado.
Não duvidamos que a qualquer hora dessas
o Corpo Governante “saia” desse impasse. Será facílimo fazê-lo. Basta lançar
mão mais uma vez, de Pv 4.18 e dizer que “Jeová refinou um pouco mais a
Sua Organização, enviando à mesma mais um Lampejo de Luz, a saber, o escravo
fiel e discreto não são os 144.000 como pensávamos, mas sim, o Corpo
Governante.” Essa mudança doutrinária seria acatada com a mesma
docilidade com que muitas outras já foram recebidas. Afinal de contas, o
Corpo Governante é o Soberano Rei da Cocada-Preta, não tendo, pois, que dar
satisfação a quem quer que seja. Por outro lado, essa mudança seria
favorável às TJ, pois seria um abacaxi a menos em seu proselitismo. A final,
ter que arranjar “explicações” a toda hora, para satisfazer a curiosidade de
todos os inquiridores ávidos por entenderem esse negócio de “porta-voz do
escravo”, não é nada agradável.
O Corpo Governante adora citar Ef 4.11-13
e At 8.31, a fim de “provar” que ele manda e não pede. Porém, basta
compararmos estes textos com At 17.11, para cientificarmos que Deus não
delegou a quem quer que seja, o poder de pensar e decidir por nós. Temos
muito a aprendermos uns com os outros, mas os tiranos não têm nada a
acrescentar-nos.
Os bereanos não teriam praticado um ato
nobre, ao pesquisarem por si mesmos, para se certificarem da autenticidade
ou não, do que Paulo lhes dizia, se não pudessem ver a luz sem seguir
cegamente aos apóstolos. Também, de nada adiantaria tal pesquisa, se não
pudessem Ter idéias independentes das de Paulo, sob pena de serem
condenados. Para que examinar as Escrituras para saberem se o que Paulo
dizia era ou não a expressão da verdade, se Paulo fosse o porta-voz do
escravo, encarregado de dar um ensinamento que todos têm que aceitar, mesmo
estando errado?
Os bereanos, dos quais nos fala At 17.11,
criam que a autoridade é a Palavra, não Paulo. E o autor do livro de Atos
dos Apóstolos não pensava diferente, pois os elogiou, chamando-os de nobres.
A “religião” das TJ não é a única cuja
liderança se auto proclama dona da verdade. Por exemplo, o catolicismo prega
oficialmente que o encargo de interpretar a Bíblia corretamente foi confiado
exclusivamente ao Papa e aos Bispos em comunhão com ele (Catecismo da Igreja
Católica, página 38 # 100, Editora Vozes, edição de 1.993). O Concílio
Vaticano I oficializou em 1.870 que o Papa é infalível, quando fala
ex-cátedra. Essa suposta infalibilidade está ratificada no Catecismo
supracitado, página 255 # # 889-891. Por acreditar (?) nessa alegada
infalibilidade papal, o Padre Álvaro Negromonte disse que o Papa manda tanto
quanto Cristo e que portanto suas ordens devem ser obedecidas e não
discutidas (O Caminho da Vida, página 240, 15ª edição, Livraria José Olympio
Editora). E muitos outros exemplos igualmente arrogantes, poderíamos dar, se
quiséssemos alistá-los.
Ora, se o Papa e o Corpo Governante se
julgam os únicos capazes de fornecer a real interpretação da Bíblia, como
poderão os seus respectivos adeptos saberem de que lado está a razão? Esse
jogo começa 1 a 1, pois é a palavra de um contra a do outro. Porém, como
desempatar? Essa questão será insolúvel, se católicos e TJ não recorrerem à
Bíblia. Mas nenhum desses dois grupos pode ir direto à Bíblia, visto que os
líderes de ambos pregam de per si, que só eles podem dar o alimento. E agora
José? Será que temos que esperar pelo dia do Juízo Final para sabermos quem
é quem? A Bíblia diz que não (At 17.11; 2 Tm 3.15-17; Jo 5.39; Is 8.20
etc.). Quais bereanos, acheguemo-nos, pois, à Bíblia, e bebamos na fonte!
Se os bereanos foram direto à fonte, como
bem atesta At 17.11, então não há qualquer canal de comunicação, seja ele
Papa, escravo fiel e discreto, porta-voz etc.
Os católicos são ensinados oficialmente a
traírem suas consciências e a ficarem do lado do Papa, quando este pregar
algo ex-cátedra que, por acaso, pareça antibíblico. Obviamente que isso é
errado, mas as TJ não podem censurar os católicos, já que o Corpo Governante
exige de seus discípulos a mesma sujeição, como vimos em 18.3; e 18.4.
Portanto, qualquer argumento das TJ, objetivando provar que o Catolicismo é
falso, de nada adiantará, aos verdadeiros católicos, já que o Papa é o tal e
sabe das coisas. E se os católicos tentarem provar que as TJ estão
equivocadas, seus argumentos serão de valor nulo, pois as TJ crêem que elas
não devem ter idéias independentes. Elas, as TJ, não raciocinam à base das
Escrituras, mas sim, à base do Corpo Governante. Isso é o que o Corpo
Governante exige delas (como já vimos) e é isso que elas vêm fazendo, como
já sabemos. Sim, as TJ já provaram várias vezes que se submetem
incondicionalmente ao Corpo Governante. Veja estes exemplos:
1º)
Quando o Corpo Governante disse que vacinação é pecado, elas não se deixavam
vacinar; mas, quando o Corpo Governante se retratou, então elas se
retrataram também.
2º)
Em obediência ao Corpo Governante, as TJ só voltaram a aceitar transplante
de órgãos, depois que o Corpo Governante publicou um artigo, liberando este
tratamento médico.
3º)
As TJ não destoaram do Corpo Governante em nenhuma das três vezes em que a
sorte dos sodomitas mudou.
4º)
Enquanto as publicações da Torre de Vigia mantinham que Jesus foi
crucificado, as TJ não faziam carga alguma à crucificação de Jesus; porém,
tão logo o livro Riquezas (ou pobrezas?) anunciou que Jesus foi estacado, e
não crucificado, as TJ fizeram coro com seus líderes máximos.
Exemplos de sujeição cega, em total falta
de personalidade, poderíamos dar dezenas, caso fosse necessário fazê-lo.
Todavia, estes são mais que suficientes para provarmos que as TJ não têm
opinião própria. E nem podem. Ora, se elas podem seguir cegamente ao Corpo
Governante, por que os católicos não poderiam fazer o mesmo em relação ao
Papa e Bispos? Certamente as TJ diriam que os muitos erros dos papas provam
que eles não são o porta-voz do escravo fiel e discreto. Mas, por que não?
Se o Corpo Governante é o porta-voz, apesar dos seus muitos erros, por que o
Papa não poderia sê-lo, pela mesma razão? Vocês compararam pela Bíblia as
doutrinas que o Papa prega e viram que ele está desqualificado? Cuidado! Não
façam isso! Evitem idéias independentes! Elas são evidências de orgulho e,
portanto, são perigosas. Saibam que a menos que estejamos em contato com
este único canal de comunicação que é o Papa e seus Bispos, não avançaremos
na estrada da vida. Precisamos apegarmo-nos a esta única organização de Deus
que é a Igreja Católica, pois não há outro lugar onde se possa obter a vida
eterna. Lembre-se, ó TJ, que as muitas falhas da Igreja Católica não a
desqualificam, visto que Pv 4.18 diz que a revelação de Jeová é progressiva.
Jeová já enviou vários lampejos de luz sobre ela, depurando-a gradualmente,
e ainda mandará muitos outros.
Não é provável que vocês, meramente lendo
a Bíblia e comparando seus ensinos, consigam ver a luz. E ler a Bíblia com a
ajuda dos falsos profetas, piora mais ainda. Só há, pois, uma solução:
Contatar às pressas, o único canal de comunicação de Jeová que é o Papa.
Talvez estejam se lembrando da chamada
Santa Inquisição e outros pecados da santa madre Igreja! Sim, ela teve que
fazer alguns ajustes. Contudo, continuem lutando contra idéias
independentes. Não conheceríamos a verdade sem a ajuda dela, e não podemos
passar sem ela. Só preguem a verdade que ela previamente preparar. Não
preguem suas próprias idéias!
A ironia acima não é deboche e/ou falta
de amor. Destina-se a levar as TJ a enxergar que o Corpo Governante não pode
exigir delas obediência cega. Se eles tivessem esse direito, a Bíblia não
seria autoridade. E os falsos profetas tirariam proveito disso, dizendo-se
todos o único canal de comunicação de Jeová ou de Deus, e portanto a única
autoridade inquestionável, estabelecendo o caos.
Sabemos que os líderes das TJ tentam
provar através da Bíblia que o que eles pregam é bíblico. Mas, como eles não
admitem que os seus seguidores tenham “idéias independentes”, podemos
concluir que eles têm a seguinte opinião: A autoridade não é a Bíblia, e
sim, eles. Se por mera coincidência, os que com eles “estudam”a Bíblia,
chegarem à mesma conclusão que eles sobre a interpretação de um certo texto
bíblico, ótimo. Em caso de divergência, porém, as TJ devem “comer” o
“alimento” que o escravo fiel e discreto está provendo. Se elas não agirem
assim, estarão desobedecendo a Deus, o qual determinou que assim deve ser,
segundo consta de Mt 24.45-47.
As TJ sabem que o “porta-voz” do escravo
fiel e discreto não é infalível, pois, “afinal de contas, quem não erra?”
Mas não podem abandonar a organização onde o porta-voz do escravo fiel e
discreto atua, pois crêem que só nela há salvação.
Embora o Papa e outros líderes religiosos
arroguem a si a mesma autoridade alegada pelo Corpo Governante, as TJ crêem
que eles são impostores, pois se matam mutuamente em tempo de guerra, não
ensinam que Jeová é o único nome de Deus...
De acordo com as TJ, para sermos salvos
basta-nos sabermos quem é o verdadeiro porta-voz do escravo fiel e discreto,
nos associamos à organização religiosa que está sob a sua orientação, e
sermos fiéis às suas doutrinas. Disso discordamos, à luz de Jo 8.12; 14.6;
At 4.12; 2 Tm 3.15-17 etc., e redigimos estas linhas em socorro às vítimas
desse engano fatal.
O comentário que aqui fazemos acerca do
dízimo, não chega a ser um tratado sobre este princípio genuinamente
bíblico. Por ora queremos tão-somente fazer constar mais uma demonstração do
radicalismo dos líderes das TJ, bem como uma sucinta defesa do heróico gesto
de dizimar.
Os chefes das TJ publicam um panfleto
convidando as pessoas a assistirem às suas reuniões no Salão do Reino, no
qual observam que o convidado não terá que doar dinheiro à instituição deles
para assistir às suas reuniões. Afirmam textualmente: ”Não se faz coleta”.
Ademais, as TJ orgulham-se do fato de seus líderes, muito longe de pedirem o
dízimo dos seus liderados, combatem-no, dizendo que o mesmo é doutrina do
Antigo Testamento. Mas os líderes das TJ, embora não preguem o dízimo,
também adotam, obviamente, uma forma de arrecadação. As TJ são quase que
obrigadas a comprar os milhões de revistas que a seita edita quinzenalmente,
além de livros e brochuras diversos, que tentam passar adiante como podem,
aceitando em troca dinheiro, ovos, etc. Além disso, as TJ são incentivadas
vez após vez a fazerem grandes doações à Sociedade. Só faltam pedir a roupa
do corpo. E se disfarçam dizendo que não estão solicitando, mas sim,
lembrando. É que, na ótica deles, solicitar de novo é apenas lembrar.
Com as duas transcrições abaixo,
pretendemos exibir as provas do que dissemos acima:
1ª)
“A Sociedade ocasionalmente usa as colunas desta revista
para alertar leitores sobre o privilégio de fazer donativos
v